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"Crer e Querer para Vencer"
Movimento Patriótico
Ligações:
Grupo dos Amigos de Olivença
Forum Olivença
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OlivencaOnline
Informação Olivença
Campanha por Olivença
Imigrantes/Etnicídio Perfeito
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Mapa dos Territórios Portugueses (em azul) de Olivença e Vila Real (Alandroal) ocupados ilegalmente pela Espanha
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CONFLITO INTERNACIONAL DE OLIVENÇA
Opinião Portuguesa
A lição espanhola
Dia 7 de Novembro, data em que se iniciava a XIX Cimeira Luso-Espanhola, o
Embaixador de Espanha em Lisboa, Carlos Carderera Soler - reagindo às
declarações do Presidente da República proferidas em Madrid sobre os
obstáculos erguidos pelos Espanhóis contra a penetração das nossas empresas
-, afirmou que os Portugueses deviam trabalhar mais e deixar de perder o
seu tempo a acusar a Espanha de dificultar o investimento nacional.
Disse, também, que considera que todos os países protegem os seus
interesses e recusou a ideia de excesso de proteccionismo por parte do
Governo de José Maria Aznar.
Ou o Senhor Embaixador não sabe o que se passa no seus país ou com palavras
mansas e demagogia pretende enganar os Portugueses.
Daqui lhe enviamos apenas 4 exemplos. Lembra-se o Senhor Embaixador das
declarações de um ministro do seu país que, há poucos anos, afirmou em
público que o Governo espanhol alteraria as condições de privatização da
ENCE, uma empresa produtora de celulose, se isso fosse necessário para
impedir que uma empresa portuguesa entrasse no seu capital? Sabe o Senhor
Embaixador quantas empresas de construção civil da União Europeia,
incluindo gigantes francesas ou alemãs, para não falar nas pequenas ou
médias empresas portuguesas, conseguiram ganhar concursos públicos em
Espanha? Consta que, até há poucos meses atrás, nenhuma! Por acaso
esqueceu-se ou não chegou ao conhecimento do Senhor Embaixador que o
Governo do seu país tentou impedir a compra pela EDP de uma participação na
Hidrocantábrico, que suspendeu e depois reduziu os direitos de votos da EDP
no conselho de administração dessa empresa e que condicionou a entrada no
capital daquela empresa espanhola à concretização do MIBEL?
Diz ainda o Senhor Carlos Carderera que não há que ter medo do país vizinho
e é preciso que Portugal seja mais competitivo. Fazendo a Espanha
sistematicamente "dumping" em vários sectores; apoiando Madrid as suas
empresas, de forma por vezes ilegal, para penetrarem no mercado português;
seguindo as empresas espanholas instaladas em solo português uma política
de "terra queimada" através do encerramento da produção e da sua
transformação em meros postos de distribuição, como pode Portugal competir
com a Espanha?
Revelando a má consciência espanhola, Carlos Carderera declara que todos os
países protegem os seus interesses. É verdade que todos os países defendem
os seus interesses. Mas há que dizê-lo: todos menos Portugal, país onde os
Governos dos diversos partidos parecem mais apostados em defender os
interesses castelhanos do que em pugnar pelos próprios interesses
portugueses...
E em matéria de proteccionismo, não são os portugueses os únicos que se
queixam. Todas as empresas e bancos estrangeiros sabem bem como é difícil
penetrar no mercado espanhol face ao nacionalismo exacerbado e à xenofobia
dos seus nacionais. Mas contra isso não há que fazer recriminações. Há
apenas que fazer o mesmo que os Espanhóis fazem: se eles compram só o que é
espanhol, compremos nós apenas o que é português. No dia em que os
Portugueses tiverem a dignidade e o bom senso para não comprar nem um
simples fósforo espanhol, o Governo de Madrid perceberá do que nos
queixamos. Até lá, os Portugueses irão alegremente comprando o que é
espanhol, levando as empresas portuguesas à falência e talvez só percebam o
que lhes está a acontecer no dia em que perderem o emprego e não tiverem
pão para comer.
Apesar de tudo, temos de concordar com o Embaixador espanhol numa coisa. A
atitude mais correcta não é criticar os Espanhóis. O mais acertado é
fazermos exactamente o mesmo que eles!
Mário Rodrigues
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Hoje, 13 de Novembro, no "blog" Portugal e Espanha:
1. Talant de bien faire
2. (Des)Prestige
3. Regresso a Bassorá
http://www.portugal-e-espanha.blogspot.com
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Jornal Digital - Posta Restante - 2003-07-08 17:26:26
Quem Nos Avisa, Nosso Amigo E´!
Temos visto, tanto na imprensa nacional como regional, alguns artigos de sentimento castelhanófilo ou iberizante que, ora tentam fazer dos Portugueses o povo mais insignificante e infeliz da terra, ora abertamente defendem a União Ibérica.
Sabendo-se qual tem sido o desfecho deste propósito nos últimos duzentos anos e conhecendo-se bem o descrédito a que têm sido votados os defensores de tal infeliz ideia desde há duas centúrias, tais artigos deveriam merecer a nossa indiferença.
Mas na situação que vivemos na actualidade - com um Portugal desnorteado e dominado por dirigentes sem projectos autenticamente nacionais e destituídos daqueles princípios éticos basilares que no passado caracterizaram o Homem Português, e tendo diante de si e contra si uma Espanha orientada a conseguir o desiderato histórico de abater todas as nacionalidades da Península Ibérica, mormente a portuguesa que perigosamente conseguiu ser a única a organizar-se num Estado unitário independente -, tais pensamentos e escritos, para além do firme repúdio que merecem, exigem uma vigilância sem falhas e uma resposta inflexível e sem condescendências. Lançam a dúvida, pondo puerilmente em causa os mais sólidos pilares da nossa política externa passada, que os acontecimentos mais recentes provaram continuar válidos. Fazem dos Portugueses um povo menorizado e incapaz de reger por si os seus destinos e de alcançar o bem-estar económico como os demais. E semeiam ideias perigosas, especialmente num momento crítico da nossa existência em que às grandes certezas sucedeu a dúvida e em que aos grandes valores morais se sobrepôs o relativismo ou a anomia.
O dever irrefragável de servirmos Portugal e de pugnarmos pela liberdade e independência da nossa Nação convoca-nos irrecusavelmente para o mister de denunciar a perniciosidade de tais pensamentos e a gravidade dos projectos que eles visam edificar.
Poderíamos expender um rol interminável de argumentos teóricos para rebater tais demagogias, falsidades e idiotices. Mas, pela sua eloquência, talvez nos baste divulgar a reflexão de um peninsular que, considerando-se a si próprio medularmente catalão e recusando ser considerado espanhol, sabiamente nos alerta para os funestos intentos espanhóis que começaram a cativar alguns cidadãos portadores de bilhete de identidade português... De Maiorca, aqui fica o testemunho recentíssimo de Miquel Adrover: "Todas as declarações de amor ibérico são muito bonitas, extremamente estéticas e, por vezes, práticas. Mas atenção: uma coisa é o amor e outra o casamento.
Acho que nós, catalães, estamos bem situados para falar, desde dentro, do que acontece no Estado espanhol, como ele se conduz perante as "comunidades autónomas" de fala não espanhola. Seria muito grave se Portugal, à força de declarações de amor, fosse meter-se ele mesmo na boca do lobo.
Muitas vezes o catalão é fácil de compreender para quem fala português. "Poente" diz-se, na nossa língua, "Ponent". Nós temos a Espanha ao poente. E a nossa experiência criou há tempo dois refrães que, suponho, vós portugueses poderão compreender: "De Ponent, ni bon vent ni bom casament" e "De Ponent, ni vent ni gent".
Conhecimento mútuo? Excelente! Amor, também. Mas casamento? ... Na minha opinião, seria muito imprudente se Portugal prestasse ouvidos aos cantos de sereia espanhóis. A Espanha nunca renunciou a dominar Portugal (politicamente, economicamente, etc.). E estou a observar, em muitos portugueses que conheço, uma espécie de complexo de inferioridade, de resignação perante a Espanha. E acho que isso é muito perigoso".M/p>
Como bem diz o nosso povo português: "Quem nos avisa, nosso amigo é!
Mário Rui Simões Rodrigues - Leiria - Portugal
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Autêntico Roubo aos Nossos Recursos Marítimos
23/Jun/2003
Luís Manuel T. G. Santos
As boas, razoáveis ou más relações com um país vizinho não podem estar dependentes de cedências ou não de questões vitais e de soberania, inadmissíveis em relação ao mesmo, fruto de imposições inaceitáveis de uma qualquer maioria qualificada na União Europeia.
É o caso da recente proposta que permite o autêntico roubo dos nossos recursos naturais piscícolas da nossa zona económica exclusiva e que só poderá ser troça, não só de anarcas dos anos sessenta reciclados que apenas atingem mentalmente o valor material dos bens e do preço ao consumidor, mas sobretudo de lobis provocadores que movimentam influências nos corredores de Bruxelas, dos interesses instalados de poderosos do sector industrial das pescas de Espanha.
Sabe-se que quanto mais se pescar, quanto maior for o índicie de capturas para os meios utilizados, por maior produtividade, mais baixos chegarão os preços ao consumidor final, subindo assim as vendas. Não faz sentido somente essa lógica mercantilista de destribuição de quotas na comunidade europeia numa participação que dizem justa e num tratamento (des)igual aos países membros. Existem valores mais importantes, como o respeito pela independências dos estados, das nações e dos seus povos. E aqui incluo a exploração da sua própria riqueza, a investigação da fauna marinha nas suas várias facetas, bem como como a preservação do ambiente e de uma cultura de modo de vida de populações da costa que ancestralmente na mesma se instalaram e que sempre se dedicaram com enormes sacrifícios, de vidas até, a uma actividade económica.
Pretendem impor-nos a presença de barcos de pesca espanhois nas nossas águas territoriais e retirarem-nos gratuitamente uma riqueza que foi e deverá ser sempre em qualquer circunstância legitimamente só nossa.
Ainda por cima essa exploração de peixe não seria recíproca, ou seja, nunca poderíamos pescar em águas espanholas de igual modo, lembrando este desrespeito à pátria portuguesa, o famigerado ultimato britânico, o tal Mapa Cor de Rosa do século XIX!
Uma tal proposta, se concretizada, no passado poderia levar a situações muito desagradáveis, como as indesejáveis guerras que hoje em dia só se aceitam contra regimes que ameaçam, continuando a existir de facto motivos para conflitos de interesses por invasão ou devassidão de territórios ou fronteiras, hoje em dia impostas por conluio com outros nesta (des)União Europeia.
Essa anedota de mau gosto já fez levantar um coro de protestos dos eurodeputados portugueses de todos os partidos e principalmente do nosso Ministro da Agricultura e Pescas, Sevinate Pinto que admite mesmo demitir-se. Como é uma questão clara de soberania, todos devem opor-se por todos os meios legítimos a esta infâmia, pois tudo não cabe na cabeça de ninguém sensato com noções mínimas do que é um país responsável pelo seu destino. É tempo de se ter a consciência que Portugal está ameaçado, e em causa, os nossos actuais e futuros pescadores e armadores.
É evidente que caso tudo isto deixássemos que acontecesse, seria o fim das nossas pescas, valor económico de enorme importância estratégica, até em termos geopolíticos, recursos embora não totalmente aproveitadas na sua dimensão potencial, pela escassez de meios. Não teríamos hipóteses de concorrer com a poderosa frota pesqueira espanhola com arrastões muitíssimo mais capazes que retirariam do mar o que nos resta para sustentar muitas famílias e acrescentar ao já de si nosso parco produto interno bruto (PIB)
Já em tempos, a pretexto da defesa dos recursos que poderão no futuro ser escassos, saiu uma directiva idiota do comissariado das pescas da União Europeia para os países abaterem grande parte da frota, colocando-nos numa posição ainda mais frágil e delicada, face à desproporção de qualidade de frota apresentada em relação aos restantes parceiros. Como se tudo não bastasse e como inadmissível contradição, propõem-se agora que um país viole as águas soberanas de outro, contribuindo até para que num futuro próximo se extingam as espécies, sabendo-se que nos últimos vinte anos a pesca espanhola foi responsável por uma redução de cinquenta por cento dos recursos nas suas próprias águas. Este acordo tácito entre países europeus se posto em prática, criaria inimizades, más relações e destruiria uma efectiva igualdade de direitos entre os países.
Esperemos que no mínimo nem sequer se vote essa afronta, e que seja considerada tal questão como vital para um país soberano, nem sequer negociável e assim se recorra à votação por unanimidade. Só desse modo poderíamos nós vetar uma tamanha estupidez que já cheira mal e a esturro, inclusivé de opressão sobre os mais pequenos países, nesta união que a continuar assim, poderá e deverá ter os seus dias contados, mais tarde ou mais cedo. Senão veja-se; aonde tudo isto nos poderá levar e o que mais nos poderá esperar em tantas outras matérias de valor crucial para Portugal? Das autoridades portuguesas, os verdadeiros patriotas devem agir e já!
23-06-2003 9:51:29
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http://www.agal-gz.org/modules.php?name=News&file=article&sid=762&mode=&order=0&thold=0
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Lula Censurado polo Nacionalismo Espanhol?
Umha onda de nacionalismo chauvinista e doentio afecta actualmente o Estado Espanhol. Nom é um nacionalismo de tipo emancipador ou de libertaçom nacional, como é o caso dos movimentos nacionalistas democráticos existentes no País Basco, na Catalunha ou na Galiza, mas dum nacionalismo reaccionário de tipo centralista e espanholista. Umha viva amostra desse irracional neo-imperialismo, ou nacionalismo de estado, continuador em linha directa da ideologia franquista, é o discurso e as reacções geradas em torno à possibilidade de o idioma espanhol ver-se promovido no Brasil. [+...]
Esse discurso e essas reacções até agora só tiverom felizmente repercussões internas, nom tendo conseguido mais projecçom o idioma espanhol no Brasil da que corresponde à segunda língua estrangeira mais estudada, sempre muito por detrás do inglês e sem qualquer presença social. No entanto, a maior parte da populaçom espanhola actual, e mesmo a galega, vive acreditando que países como o Brasil som já quase países de fala hispana ou em caminho de chegarem a sê-lo, devido à manipulaçom constante da realidade que exercem os meios e à constante ideologizaçom espanholista que transmitem e promovem.
No jornal El País de 21 de Junho de 2003 pode ler-se, por exemplo, umha reportagem intitulada “Brasil busca romper su aislamiento”, na qual se chega a falar sem qualquer pejo dum suposto «tremendo aislamiento que padece ese gigante dentro de Suramérica, y más allá de sus fronteras. Una inmensa isla de hablantes portugueses en un océano donde reina la lengua de cervantes.” No mesmo artigo chega a mencionar-se uma suposta desvantagem dos escritores brasileiros frente aos hispano-americanos à hora de exportarem os seus produtos ao exterior por causa de os brasileiros nom usarem o espanhol, argumento completamente ridículo onde os houver.
Umha simples olhadinha ao mapa da América do Sul, cujo 47,3% do território corresponde ao Brasil, deveria servir já para colocar as cousas no seu lugar. Como se pode afirmar, se nom é partindo de umha visom do mundo deliberadamente distorcida, e risível, que a maior potência económica da regiom, um país de 170 milhões de habitantes que ocupa quase a metade do território do continente pode achar-se “isolada”? Como se pode, ainda, considerar “isolado” um país que fala umha língua, o português, compartilhada por outros oito estados do mundo inteiro? Diriam o mesmo os espanhóis, em qualquer caso, do Suriname (de fala inglesa) ou da Guiana (de fala francesa), países, esses sim, relativamente pequenos, que se encontram nesse mesmo continente e que nom som hispanófonos?
A constante ingestom deste tipo de argumentos, é claro, provoca umha sobrevalorizaçom do idioma espanhol por parte dos habitantes do Estado Espanhol, sendo cultivado um certo orgulho chauvinista com pés de barro que acaba por determinar em grande medida o desprestígio que sofrem as culturas nom castelhanas atrapadas no Estado. Trata-se de umha verdadeira propaganda ideologizante com fins nacionalizadores. A Lusofonia é vítima preferencial deste tipo de discurso denigratório por motivos históricos bem conhecidos e por motivos presentes também bem conhecidos em lugares como a Galiza.
Tendo em conta estas cousas, nom é estranho que do seguinte trecho do discurso pronunciado polo presidente Lula da Silva na cidade de Pelotas em 16 de Junho fosse suprimida umha frase, talvez incómoda, que destacamos no trecho acima em negrito e que nom aparece na versom abaixo reproduzida polo jornal El País:
Discurso Original Reproduzido na Folha de São Paulo
Nós pegamos este país quando ele não tinha um dólar para financiar a nossa exportação. E havia quem dissesse: "O Lula não pode governar porque, imaginem, ele não fala inglês. Como é que ele vai governar?" Pois bem, bastaram cinco meses para a gente provar que a respeitabilidade de um país não se consegue falando inglês ou espanhol, mas com caráter, com ética e com projetos concretos que nós queremos para o nosso país. E, hoje, eu duvido que, em algum momento da História do Brasil, este país já gozou da respeitabilidade que ele goza hoje em todos os países do mundo. (Leia íntegra do discurso de Lula em Pelotas)
Versom do mesmo trecho incluída num artigo do El País
El mismo presidente había afirmado con rotundidad en el discurso de Pelotas, al comentar sus primeros seis meses de gobierno: “Nosotros recibimos este país roto, sin un dólar para financiar nuestras exportaciones, y había quien decía: ‘Lula no puede gobernar porque no sabe inglés’. Pues bien, hoy dudo que en algún momento este país haya gozado de la respetabilidad que hoy goza en todo el mundo.” (El País, 19-06-2003)
Exemplos deste comportamento tendencioso podem ser achados aos montes na imprensa estatal espanhola, tanto de direita quanto de centro-esquerda. Chega um olhar à hemeroteca recente do próprio jornal El País para perceber a presença deste verdadeiro chauvinismo masturbatório, com afirmações tam pouco condizentes com a realidade como as que seguem:
“Fiebre por lo español en Brasil” (17-10-2001)
“Brasil se replantea imponer el estudio del español. El Congreso debatirá en noviembre si hacer del castellano la segunda lengua del país” (09-08-2000)
“Brasil decide si quiere hablar español” (18-06-2000)
“El español conquista Brasil” (08-05-2000)
“La fiebre del español llega a Brasil” (09-12-1999)
“El español se abre paso en Brasil” (19-08-1998 )Podemos ver também exemplos abundantes noutros jornais espanhóis:
“El Rey insta a los empresarios de España e Iberoamérica a que difundan el español en el mundo” (16-10-2002)
“Un país forzado a entenderse con sus vecinos de habla hispana” (ABC, 10-11-2000)
“La visita de los Reyes a Brasil impulsa el avance imparable del español” (ABC, 15-07-2000).
“Próxima batalla en Brasil” (ABC, 13-04-2000)
“El Rey agradece a Brasil que vaya a incluir la enseñanza del español en su sistema educativo” (ABC, 14-10-1999)
“España prepara un desembarco cultural en Brasil para propagar el castellano” (El Mundo, 30-09-1999)
“El español, obligatorio en la secundaria brasileña” (El Mundo, 03-09-1999)
“Nuestra lengua será obligatoria en la enseñanza secundaria” (ABC, 03-09-1999)Eis, para confrontar, um documento do próprio governo brasileiro acerca da verdadeira situaçom do espanhol no Brasil: Língua espanhola
O realmente berrante de toda esta situaçom é que, simultaneamente à ressuscitaçom da tentativa de promoçom do espanhol no Brasil, assistimos aqui na Galiza, no dia 13 de Junho, à rejeiçom por parte do Partido Popular governante, de umha iniciativa parlamentar apresentada no Parlamento polo Bloco Nacionalista Galego com o fim de estimular o ensino do Português na Galiza, que é justamente o berço onde nasceu a língua portuguesa falada no Brasil e nos outros países lusófonos. Eis o comentário que mereceu tal pedido num jornal ligado ideologicamente ao partido de Aznar, no qual se recorre interesseiramente ao inglês para combater o português (mas nom o espanhol, curiosamente):
"Pólvora Para Pilar García Negro, diputada del BNG, que ha sufrido otro flipe lusista y está exigiendo a la Xunta que incorpore la asignatura de Portugués en todos los institutos, de forma que los jóvenes galaicos puedan comunicarse a la perfección con sus coleguis del país vecino.
Aunque saber muchas lenguas es bueno, lo que tienen que hacer los churumbeles españoles es dedicar muchas más horas al inglés, que para eso es el idioma universal. Y vamos a dejarnos ya de giliflautadas" (El Correo Gallego, 15-06-2003).
É preciso dizer que a negativa do PP a promover o ensino do português na Galiza nom é só um atentado aos direitos linguísticos dos galegos como, ainda, um elemento que vulnera a legislaçom europeia a respeito e, especialmente, o estabelecido na Carta Europeia das Línguas Minoritárias no que atinge à promoçom das relações transfronteiriças. Trata-se, sem dúvida, de impedir o contacto normal dos galegos com o português para depauperar mais ainda a situaçom da fala da Galiza, a nossa língua própria, e favorecer assim o processo de implantaçom progressiva do idioma castelhano entre os galegos.
Em suma: estamos novamente, como durante o franquismo, perante um nacionalismo de estado completamente irracional, fechado e antidemocrático, capaz de confundir BEM com ESPANHA e de reclamar para si insistentemente o mesmo que aos outros nega reiteradamente. Desmascarar cada um dos seus argumentos falaciosos é o primeiro que devemos fazer para extingui-lo.
Fonte:Henrique Oliveira
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25/Jun/2003
Reunião Aberta do Grupo dos Amigos de Olivença - Opinião - João Salas
... "Nunca é tarde de mais para começar", nem mesmo por Olivença
A minha intervenção aqui é só para informar a todos os membros e amigos do GAO que eu pessoalmente atendi a Reunião do Grupo dos Amigos de Olivença no passado dia 21 de Junho pelas 10:30 da manhã e que foi também a primeira vez que atendi tal evento juntamente com os meus irmãos Luis Salas e João Salas.
Esta Reunião penso e sei que foi frutuosa no aspecto em que vim a conhecer as mais altas identidades do GAO nomeadamente o Senhor António Marques, o senhor Gonçalo Feio e toda a direcção o que me deu grande honra e alegria dado que senti que gente como esta e que faz o nosso país ser "PORTUGAL" o sangue que corre nas veias desses senhores certamente que é o mesmo que o do nosso Herói Dom Afonso Henriques "Criador da nossa Pátria" portanto esta luta sobre Olivença e acima de tudo o dever de todos os portugueses que se digam portugueses e esses senhores são certamente a nossa melhor inspiração.
Eu sou um amigo de Oliven¸ca e farei a minha pequena parte na esperança de que um dia essa parcela de TERRA volte às nossas garras como é de Direito, eu de momento estou a residir em Inglaterra e uma coisa é certa, farei o meu melhor cá para que os imigrantes portugueses sejam informados sobre este tema porque a informação move Montanhas, ser como um fogo na floresta, propagar-se a velocidade, portanto também deixo este apelo a todos(as)os amigos do GAO, MULTIPLIQUE-SE.
Sem mais, obrigado a todos pelo vosso tempo nesta mensagem.
Saudações Oliventinas
J.P.R.Salas
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15/Jun/2003
Limites da Acção do PR
(...) Depois de vergonhosamente termos perdido a oportunidade de participarmos militarmente numa coligação que derrubou uma hedionda tirania e que terá de ter como desfecho a instauração de um regime democrático no Iraque, não podemos ficar de fora da construção da paz e da edificação do desenvolvimento no berço da civilização.
O Presidente da República tem de perceber que não o elegeram para opinar, mas para, interpretando em permanência e a cada momento os interesses nacionais, colaborar com o Governo, seja ele de que partido for, na concretização das soluções que melhor servem o interesse de Portugal.
Alguém tem de lhe fazer compreender que ele não é o chefe de um grupo radical ou de uma facção de ideais anquilosados. Ele é o Presidente da República Portuguesa. Esperemos, que neste caso, como muito bem o tem feito noutros, saiba distinguir entre o que ele pensa e o que, para bem do País, deve fazer. Não o elegemos para nos dar opiniões. Mandatámo-lo para, como nosso representante, em nosso nome e no nosso interesse, servir Portugal!
Mário Rodrigues
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A Polémica Ponte
João Góis - Junho 2003- Linhas de Elvas
Em novo, já visitava Olivença, não da mesma forma como Badajoz porque nessa época sempre eram cerca de 40 quilómetros. Mas, como português e em particular elvense, era quase uma obrigatoriedade visitar aquela que se sente, que se vê, de raízes portuguesas. Com a feitura da que gerou alguma polémica, a nova ponte, visito Olivença com muito mais frequência. Por motivos profissionais durante uns 30 dias, aí me deslocava diariamente. Como bom comunicador, relacionei-me com altas individualidades até ao mais humilde “obrero”. Frequentei desde os melhores ambientes até aos outros. Tenho simpatia por aquelas gentes, muitas de descendência portuguesa e espanhóis de raiz. Mas o que mais me sensibiliza é a preservação dos Monumentos e Brasões portugueses. Prova-se, portanto, que ao longo de 200 anos, os governantes de Olivença e os governos centrais têm respeitado aquele valioso património português.
Agora, aí está nova polémica: a reconstrução, pelos espanhóis, da velhinha e histórica Ponte Portuguesa da Ajuda. Porque quando há fumo há fogo, ouvia somente boatos, mas no “Diário de Notícias” de 18 de Março lia este título: “Madrid ocupa uma área de Elvas”. Porque dizia respeito à minha cidade, li o artigo onde, entre outras observações, vinha: “Espanhóis instalam-se na margem direita do Guadiana, iniciam obras na velha ponte da Ajuda dentro daquele concelho alentejano e vedam a zona. Palácio das Necessidades aguarda explicações pedidas por via diplomática”. Mais tarde, ou seja, no nosso “Linhas” de dia 28 de Março, esta notícia: “Narciso protege tabuleiro”. Aliás, esta notícia é da responsabilidade do jornal “Público” de 18 de Março. Para quem não leu a notícia, abreviando, o narciso é uma planta raríssima que só se encontra no tabuleiro da velha ponte da Ajuda e em Monte Juntos, perto do Alandroal. Se a reconstrução se vier a concretizar, colocam em risco aquela espécie de planta. Por este motivo, vieram especialistas biólogos ao tabuleiro e depararam, segundo eles, com indícios de obras. Entretanto, a direcção do Instituto de Conservação da Natureza (ICN) enviou a directora do Parque Natural da Serra de S. Mamede ao local “para se inteirar do que se passava”. A responsável terá afirmado que “não viu nenhuma obra”.
Depois de toda esta confusão que se está a gerar novamente com a maltratada ponte, “ver para crer” e fui junto à ponte do nosso lado. Verifiquei que há vestígios de início de obras. Aquela cerca que já lá está montada, suponho que deve ser para estaleiros e para evitar mirones. E até nessa cerca está, também suponho, o nome da firma da reconstrução, não restauração, de nome Freyssinet. Afinal há vestígios de obras do lado de cá. Do de lá, não detectei coisíssima nenhuma. A minha opinião é que a Ponte não deve ser reconstruída, mas sim preservada de ambos os lados, para os nossos vindouros saberem a verdadeira História da que ligava Portugal a uma terra portuguesa de nome Olivença.
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12/Jun/2003
Diz Ferro Rodrigues..
...«Está em causa a sobrevivência das nossas comunidades de pescadores, a indústria nacional das pescas e a preservação dos nossos recursos naturais», sublinhou o líder socialista. De acordo com Ferro Rodrigues, o problema de Portugal não está tanto na União Europeia, «mas aqui ao lado», porque a Espanha está a «exercer forte pressão junto da Comissão Europeia e da presidência grega (da UE) para aplicar o novo regulamento» de abertura às pescas. «Pelas excelentes relações que diz ter com o primeiro-ministro espanhol (José Maria Aznar), ou resolve este problema a nível bilateral, ou na próxima cimeira de chefes de Estado e de Governo em Salónica (Grécia)», advertiu o secretário-geral do PS. Na resposta, Durão Barroso reiterou que o Governo português terá «total firmeza nesse dossier», mas «sem demagogias». «Ontem (quarta-feira), telefonei ao presidente da Comissão Europeia, Romano Prodi. Toquei todas as campainhas de alarme e expliquei que, por razões técnicas e jurídicas, não era possível colocar em causa as boas relações entre dois países», disse Durão Barroso, referindo-se a Espanha.
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05/Jun/2003 - Diário de Notícias - Mário Rodrigues - Leiria
(...) Esperar-se-ia que Narana Coissoró conhecesse o art.º 5.º da Constituição da República Portuguesa e a doutrina sobre ele produzida por Vital Moreira, Gomes Canotilho ou Jorge Miranda. E não lhe ficaria mal se conhecesse o que o Direito Internacional Público estabelece para a questão de Olivença.
Como deputado, faria bem em consultar o recente parecer da comissão de Assuntos Constitucionais sobre a Petição n.º 61/VIII/2.ª e saber que há poucas semanas o presidente da Assembleia da República recebeu oficialmente o Grupo dos Amigos de Olivença, a mais antiga e expressiva associação defensora de Olivença portuguesa, à qual pertenceram ou pertencem algumas das mais notáveis personalidades portuguesas do século XX.
Isto é tanto mais prioritário quando, por via daquela petição, entrará para breve em plenário da Assembleia da República a discussão deste tema que – 'conexionando-se com a integridade física de Portugal e com a inteireza moral dos portugueses '– só indivíduos medíocres e de nulo patriotismo não entendem ser um dos assuntos fundamentais da vida portuguesa.
Além do mais, ufanando-se ele de ser membro da Academia Internacional de Cultura Portuguesa, talvez se impusesse que lesse Hernâni Cidade, Jaime Cortesão, Torcato de Sousa Soares, Queiroz Veloso ou Henrique Barrilaro Ruas – todos eles defensores da portugalidade de Olivença. (...)
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Comunicado do Movimento Patriótico Olivença/Portugal- Livre
20/Mai/2003
Olivença - 202 Anos de Ocupação Ilegal Espanhola. Portugal Rejeitará Sempre o "Facto Consumado".
Ouvimos às vezes que "Falar é Barato". O consenso geral é que precisamos de falar para nos entender melhor.
Andam alguns políticos europeus incansavelmente a falar sobre a urgencia de criar um novo "Império Romano" mas agora chamado "Estados Unidos da Europa". Fazem o argumento que a Europa seria um "espaço" mais rico em termos de economia e mais forte nas relações exteriores.
Existe outros políticos por locais diversos do mundo que adoptaram uma democracia que afinal controla e censura do tipo facista, e que se a verdade ser dita fazem terrorismo contra os direitos humanos.
Entretanto, Portugal agoniza-se qual o caminho a seguir. Ficar ao lado de parceiros que falam de um apoio nublado ou talvez confiar nas afirmações da amizade de um vizinho com uma história violenta para connosco.
Sabemos (?) que as relações entre Portugal e Espanha sempre foram desvantajosas e desgostosas para nós. Seria pouco prudente imaginar que hoje em dia tudo mudasse sem dar a mais escassa atenção aos acontecimentos entre os dois países. Notem a realidade do episódio do Prestige e agora a agressão á Ponte da Ajuda situada toda em território português. A acção do "Ministério de Fomento" espanhol acompanhado pelo comentário que a Espanha não tem de respeitar as cortes portuguesas neste assunto deixou muito claríssimo o absoluto desrespeito e desprezo para com os portugueses e o nosso direito de existir como um Estado Soberano e Independente, o que Portugal é.
Passados 202 anos, rejeitamos com todo o direito da Lei Internacional ao nosso lado, a ocupação ilegal e a campanha insidiosa de colonização de terras portuguesas do Alentejo, que constitui pela Espanha um afronto escandaloso a Portugal.
Lembramos a todo o povo "espanhol" e ao Reino de Espanha o acordo feito a 7 de Maio de 1817 em Viena, no qual a Espanha compremeteu-se restituir a Portugal os territórios (de Olivença e Alandroal) tomados e ocupados em 1801 pela acção traiçoeira de Manuel Godoy.
Aguardamos que o governo da Espanha do Partido Popular seja capaz de manifestar o mínimo gesto de honra e cumprrir finalmente o acordo assinado em Viena.
Chegámos ao momento de falar sobre Olivença com o governo da Espanha. Pedimos aos governantes portugueses do Partido Social Democrata, coragem e brio. Devemos resolver e cicatrizar para sempre a grande ferida que magoa a alma de Portugal. O nosso povo precisa de retomar o seu ilustre caminho pioneiro e descobridor de novos destinos.
Porque não começar imediatamente com um processo de negociações para a retrocessão do nosso território, que foi sempre português mas vergonhosamente retido como um refém pela Espanha já vai 202 anos. Qual é o verdadeiro amigo que faz do outro um servidor?
Dizem que "o querer faz conseguir mais que o poder". Vamos em frente com confiança a lutar com o direito e a justiça ao nosso lado!
Por uma Olivença Portuguesa
Rui A M da Silva
Olivença/Portugal-Livre
20 de Maio de 2003
Enviar a um Amigo
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2003-05-16 18:48:42 - Posta restante - Jornal Digital
"Aznar e as Insatisfações Espanholas"
Nenhum país europeu rejeitou a guerra no Iraque, como o fizeram os cidadãos espanhóis. Perto de 90% pronunciaram-se, por várias vezes, contra o conflito. Mas é difícil crer que todas as manifestações, todos os protestos, todas as acções que se propagaram em Espanha, durante mais dum mês, não tenham sido motivados que pela posição do governo espanhol de apoio à coligação britano-americana.
A guerra serviu de catalizador a um mal-estar, a uma insatisfação da sociedade espanhola, para além das clivagens políticas esquerda/direita. A causa é profunda e remonta um pouco longe, nos tempos.
Os primeiros a lançar-se na contestação foram os jovens, que se tinham mostrado, portanto, nestes últimos anos, particularmente conservadores; desgostosos com os finais dos anos socialistas, os escândalos e a corrupção, tinham votado, maioritariamente, em 2000, pelo Partido Popular de José Maria Aznar. Ora, a nova lei da educação, lançou na rua, por diversas vezes, da Primavera ao Outono 2002, milhares de alunos, estudantes e professores, protestando contra as medidas julgadas antidemocráticas e discriminatórias.
Manifestando-se, reencontravam os valores esquecidos, humanitários, quando as suas perspectivas de futuro não são nada estáveis, em razão das dificuldades em encontrar um emprego e uma habitação.
Outro sinal de mal-estar social: a greve geral de Junho 2002, provocada por um decreto, apodado de “'o decretazo'”, tocando em particular as indemnizações de desemprego. Esta greve geral, cuja importância tinha sido minimizada pelo governo obrigou, portanto, este último a abandonar quase todas as medidas incriminatórias.
A catástrofe ecológica provocada pelo naufrágio do petroleiro Prestige, à frente da costa da Galiza, em Novembro 2002, incitou milhares de cidadãos, em particular, de novo a juventude, em participar na limpeza das praias sujas de crude. Os voluntários afluem de todos os lados. Todos protestam contra a passividade do governo, a vontade de minimizar as coisas, a falta de meios, postos à disposição dos que lutam contra uma maré negra inexorável.
Aí ainda, o movimento é “'cidadão'”, as manifestações surpreendem pela amplitude, em particular na Galiza, região pobre, terra de emigração, já fortemente batida pela crise das vacas loucas, mas conhecida pela passividade da sua população, enviscada num regime quase feudal, onde só os próximos do poder podem esperar uma ajuda, um emprego, um empurrãozito.
Ora, como explica Fernando Vallespin, professor de ciências políticas na Universidade Autónoma de Madrid, “'não há em Espanha uma verdadeira consciência ecológica. A natureza não é amável, é rude, a ideia de proteger não é evidente, trata-se antes de lutar contra ela. O que se passou foi um choque. Não se consideravam os eleitos do PP mais simpáticos, mas eram conscienciosos, trabalhadores, bons gestores, à parte da corrupção e de escândalos, e estas são as virtudes essenciais e principais, que se afundaram: os responsáveis que vão para a caça em plena crise, as pequenas frases desastradas que se adicionam, a máxima incapacidade em assumir uma responsabilidade política. Tudo isso feriu o PP, como forte chicotada”'. O movimento, antes do mais, lançado pelos governos, estende-se a todo o país. A diferença cava-se entre os dirigentes, que falam a uma só voz, à saturação, as ordens do partido, e os cidadãos.
Anos de torpor
As primeiras grandes manifestações contra a guerra no Iraque, a 15 de Fevereiro, ultrapassaram as previsões, elas próprias, dos que participam.
A heterogeneidade dos manifestantes é surpreendente; os jovens caminhando lado a lado com famílias inteiras, as senhoras da boa sociedade arvoram, orgulhosamente, os cartazes “'Não à Guerra”', ao lado velhos militantes levando o estandarte republicano. A Espanha acorda, após alguns anos de torpor, após o que Fernando Vallespin chama de “'a extrema posição da transição, que havia conduzido a um voto conservador para paliar a falta de perspectivas”'. Manifestam-se pela paz, mas ataca-se o governo acusado de “'seguidismo'” da política americana e sobretudo de autoritarismo, arrogância, intolerância, falta de compaixão para com as vítimas e de não ouvir as vozes da rua.
A reivindicação é “'cidadão”', mas a crise é política. A esquerda apanhou o comboio, de caminho, e encontrou um certo vigor em aliança com os sindicatos, os jovens, as classes médias. O PP fez fogo a torto e a direito, tornando, mesmo, a oposição responsável das exacções cometidas contra os membros do Partido Popular, quando certas manifestações degeneram.
E nada faz. As sondagens fazem fé às eleições municipais de 25 de Maio; a esquerda deverá fazer um bom resultado.
Preocupado –'enfim, dirão alguns '– em recolocar o partido nos eixos, o presidente do governo, José Maria Aznar anunciou, a 21 de Abril, toda uma série de medidas económico-sociais para favorecer, por exemplo, o trabalho das mulheres, a criação de pequenas empresas ou o acesso à habitação. E de novo se ataca à oposição, que acusa de ter querido fazer cair o governo, utilizando a pressão da rua, acrescentando que com o fim da guerra “'tudo o que lhes resta, é mais cartazes, mais agitação e acabar em pelote”'.
Em Espanha, como em Portugal, a culpa é sempre da malfadada oposição, sobretudo se esta for da esquerda…
Carlos Manuel Braga Coelho Veiga - Rio Tinto - Portugal
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12/Mai/2003 - CARTAS DO LEITOR - Mário Rodrigues
Sua Excelência o Presidente da República continua firme na sua irreflectida e nociva política de divisionismo do Estado português e de cisão da opinião pública nacional quanto ao assunto do Iraque. Nunca o vimos erguer a sua voz oficial, que o exercício do cargo lhe confere, para defender os Curdos, os Tibetanos ou outras minorias nacionais a quem a política dos interesses internacionais tem retirado o exercício do direito à autodeterminação. Mas, não pára de se manifestar contra a intervenção americana no Iraque, dignificando uma organização internacional – a ONU – onde poucas vezes o Direito se sobrepôs à Política e onde não muitas vezes os Direitos Humanos prevaleceram sobre os interesses materiais...
Num Mundo em que a política dos interesses continua a impedir a constituição de uma Comunidade Internacional autenticamente de Direito, só a estultícia ou a bíblica inocência podiam justificar o clamoroso disparate – de resultados tragicamente irreversíveis – de alinharmos com o falso pacifismo manchado de petróleo do eixo franco-germânico-alemão que hoje como no passado não deixa de ter os seus propósitos hegemónicos desde o Médio Oriente até à Europa...
Depois de vergonhosamente termos perdido a oportunidade de participarmos militarmente numa coligação que derrubou uma hedionda tirania e que terá de ter como desfecho a instauração de um regime democrático no Iraque, não podemos ficar de fora da construção da Paz e da edificação do Desenvolvimento no berço da Civilização.
O Presidente da República tem de perceber que não o elegeram para opinar, mas para, interpretando em permanência e a cada momento os interesses nacionais, colaborar com o Governo, seja ele de que partido for, na concretização das soluções que melhor servem o interesse de Portugal.
Ele não é o chefe de um grupo radical ou de uma facção de ideais anquilosados. Ele é o Presidente da República Portuguesa. Esperemos que, neste caso, como muito bem o tem feito noutros, saiba distinguir entre o que pensa e o que, para bem do País, deve fazer.
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Sondagem - Acha que Olivença deve voltar a ter Administração Portuguesa?
Resultado: 83% dos 245 votos, 08/05/2003 - 20.00 - indicava "SIM"
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Salvaterra foi Portuguesa!
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Desencontros Peninsulares Espanhóis Travam Mercado Ibérico de Energia
Segunda-feira, 12 de Maio de 2003, N.R. - O Público
O ditado de lugar comum nem Espanha nem bom vento, nem bom casamento -, pode ser revisto e aumentado com nova referência: nem mercado de energia. SÓ que, desta vez, o vento desfavorável tem origem em Portugal: sem uma EDP privatizada, os espanhÓis não avançam.
Assinado com pompa e circunstância, em Madrid, em Novembro de 2001, o acordo para o mercado ibérico de energia estipulava a sua entrada em funcionamento em princípios deste ano. Este novo mercado foi, aliás, apresentado como modelo para a Europa por António Guterres e José Maria Aznar na cimeira de Barcelona de marco do ano passado, durante a presidência espanhola da União Europeia. Uma atitude que terá visado, sobretudo, pressionar a resistência francesa liberalização do sector. Mais recentemente, a cimeira luso-espanhola de Outubro passado, em Valência, marcou o final do primeiro semestre deste ano como data limite. ATÉ agora, foi outro exercício de optimismo.
Independentemente das ligações técnicas, a cargo da Rede Eléctrica Espanhola e da sua congénere portuguesa, Rede Eléctrica Nacional, o que está em causa É a EDP. Melhor: a participação pública de 30 por cento no seu capital, obstáculo que impôs a imitação dos seus direitos políticos (voto accionista) na Hidrocantábrico e, mais recentemente, na Naturcorp basca. As compras foram admitidas pelo Governo de Madrid, mas com estas restrições, como garantiu o secretário de Estado da Energia, José Folgado. ... a chamada doutrina Rato, do ministro da Economia de Espanha, que já na cimeira luso-espanhola de Sintra de 2001 alertara para esta situação.
A EDP está também no centro de outras disputas. A presença de capital público, português ou francês, limita o reordenamento do sector energético ibérico e as políticas de alianças. Se a operação Hidrocantábrico foi a resposta da empresa portuguesa Iberdrola quando esta se pretendia fundir com a Endesa, a actual situação é de impasse. O investimento da Iberdrola na EDP, da qual detém cinco por cento do capital, continua no congelado, na expressão de um alto executivo da eléctrica espanhola. No frio está também a rentabilidade accionista, pois foi notória a desvalorização dos títulos da companhia portuguesa. Eles ganham dinheiro connosco e não o contrário, a EDP vale menos e a Iberdrola vale mais, prossegue o mesmo responsável.
A frieza também se instalou entre as duas empresas. Francisco Sánchez [presidente da EDP] nunca nos referiu as razões da compra da Hidrocantábrico, assegura um quadro da Iberdrola. Será , porém, um lamento sem fundamento, pois na génese de tudo está a fusão da Iberdrola com a Endesa, operação frustrada pelo Governo espanhol, e que surpreendeu a EDP. A aliança natural na Península Ibérica seria a da EDP e da Iberdrola, permitiria controlar as principais bacias hidrográficas peninsulares, prossegue o mesmo responsável.
Nestes desencontros peninsulares há pequenas ironias. Os pais de Francisco Sánchez e de Ignácio Galán [administrador-delegado da Iberdrola] são da mesma terra: Santibanes de Berja, uma pequena povoação junto raia de Zamora.
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Contra uma Política de Indeferença e Entrega
António João Teixeira Marques
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07/05/2003 - Diário de Notícias - Lisboa
Colectivo pró-Olivença
Quando Chegar a Olivença o 25 de Abril
Em 25 de Abril de 1974, Portugal reencontrou-se. Reconquistada a liberdade, iniciámos uma nova caminhada, na construção de um país livre, democrático e independente. Hoje, integrados plenamente na comunidade internacional, tendo relações solidárias com todos os povos do mundo, devemos, com clareza e dignidade, refazer e aprofundar as ligações com a velha terra portuguesa de Olivença. Há uma história, cultura, herança e identidade comuns. Portugal reencontrou-se. Reencontremos Olivença!
Mário Rodrigues
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João Cravinho:
"Temos de Inviabilizar Um Modelo de Desenvolvimento Dominado pela Espanha"
Segunda-feira, 05 de Maio de 2003 - Inês Sequeira - Público - Economia
O ex-ministro socialista das Obras Públicas e Transportes defende que a concretização da alta velocidade ferroviária é fundamental para impedir que Portugal se torne a quinta autonomia histórica espanhola.
João Cravinho considera que se perdeu a perspectiva estratégica a longo prazo que defendia durante os quatro anos em que esteve no primeiro Governo socialista. "Esta governação tem-se feito às cambalhotas muito lentas e tem-se perdido tempo e oportunidade." Devido ao adiamento do aeroporto da Ota por três anos, o actual deputado socialista acredita que serão necessários investimentos de grande montante para conservar alguma qualidade na Portela, mas aproveitados por muito pouco tempo.
PÚBLICO - Quando estava no Ministério das Obras Públicas, houve uma série de grandes projectos em cima da mesa, como a alta velocidade ferroviária, que continuam por concretizar. Acha que isso se deve à conjuntura económica ou a uma alteração de atitudes no Governo?
João Cravinho - A intenção do primeiro Governo socialista consistiu em desenhar um programa de infra-estruturação integrado, ao serviço de uma estratégia de desenvolvimento de longo prazo que apontava para a criação de uma nova centralidade europeia no território português.
O que veio a seguir é a continuação desse esquema, com um ritmo bastante mais lento e hesitante e sem perspectiva estratégica.
P - Os constrangimentos financeiros são a razão avançada pelo Governo...
JC - Não explicam tudo. O TGV e a Ota, por exemplo. Conhece a campanha eleitoral; só isso demonstra o infantilismo populista em que é possível cair. Entretanto, para salvar a face política do primeiro-ministro e a credibilidade do Governo, esta governação tem-se feito às cambalhotas muito lentas e tem-se perdido tempo e oportunidade. Neste momento, o TGV est* parado...
P - Tem havido reuniões com Espanha...
JC - Ou seja, o TGV está num passo lento; é uma questão de orientação política. Tinham sido abertos concursos públicos para o estudo do tráfego Lisboa-Porto-Madrid que foram anulados. Apenas está de pé - e bem - Porto-Vigo, mas em si mesmo é como que um amputado.
P - Uma coisa é estudar Porto-Vigo, outra é estudar Lisboa-Porto-Vigo-Madrid.
JC - Não é pela ligação a Madrid, mas pela ligação Lisboa-Porto. Na ideia de centralidade europeia a construir aqui, quer Lisboa quer o Porto não têm peso para serem metrópoles de dimensão europeia só por si. A solução para esse problema está em pensar numa perspectiva de 20 a 30 anos à nossa frente. Existe aqui, na faixa atlântica, um tipo de povoamento a partir do qual é possível centrar no território português uma aglomeração metropolitana poli-nucleada de dimensão europeia, fazendo funcionar Lisboa e Porto como dois pólos. Há ainda pólos de ordem mais secundária, como por exemplo Braga-Aveiro, Leiria, Coimbra, Viseu.
A ideia básica do desenvolvimento no nosso século é cada um trabalhar num ambiente em que tem a possibilidade de interface com clientes, fornecedores e pares em não mais do que uma hora e meia, no limite duas horas.
P - O avião não pode servir esse objectivo?
JC - Só o TGV possibilita isso: com a rede rodoviária anexa e as redes ferroviárias suburbanas, é possível ter cerca de cinco a seis milhões de pessoas a uma distância de contacto directo da ordem de uma hora e meia. Isto representa mais de 60 por cento da população e permite criar um espaço de convivência criativa absolutamente fundamental. Esta ideia tem de ser corroborada por uma outra, que é a ideia da acessibilidade em relação à Europa e ao resto do mundo.
Na Península Ibérica, 20 por cento da população habita numa faixa costeira que vai da Corunha a Sevilha. É a maior mancha humana da Península. Essa mancha pode ser articulada, numa perspectiva de longo prazo, como uma grande aglomeração cujo pólo de actividade fundamental está em território português. E isto é essencial para inviabilizar um modelo de desenvolvimento dominado pela Espanha. A alternativa a isto é tornar Portugal na quinta autonomia histórica espanhola.
P - Acha que isso ainda será possível?
JC - Não estou a dizer que seja fácil. A estratégia madrilena é colocar quase toda a Península a três horas de Madrid: perto de 90 por cento da população espanhola. A isto, Madrid acrescenta Portugal, Porto e Lisboa. Há muita gente desejosa de ter soluções aparentemente interessantes, mas no fundo não fazem mais do que articular as acessibilidades portuguesas de modo a que Portugal seja uma mera dependência de Madrid.
A ligação a Madrid é importante, mas a prioridade está em articular a acessibilidade interna e externa desta grande aglomeração metropolitana poli-nuclear, que agrega a uma hora e meia seis milhões de pessoas e em três horas oito milhões. Madrid poderá ter no futuro, a uma hora e meia, qualquer coisa como 20 milhões.
P - E quanto ao aeroporto da Ota?
JC - É absolutamente essencial que exista em Portugal um aeroporto do século XXI. Os aeroportos do século XX eram gares de transporte aéreo. Cada vez mais um aeroporto é o motivo crítico da instalação de uma série de capacidades, estruturas e empresas que giram à volta da movimentação de inteligência. A maior parte da inteligência britânica não universitária encontra-se num raio de 40 milhas em relação ao aeroporto de Heathrow, em Londres. A Portela não tem a menor condição para desempenhar esse papel.
Por outro lado, a situação em que este Governo colocou a Ota faz com que se tenha de explorar a Portela para além de 2012, 2013. Nessa altura, a Portela estará saturada.
P - Os novos estudos mostram que o tráfego aéreo está a abrandar...
Há um abrandamento nesta fase, o que daria alguma margem de manobra para permitir a instalação da Ota por volta de 2012. A partir desse momento, com 16 milhões de passageiros, a Portela começa a sofrer uma degradação de qualidade importante.
Vão ser necessários investimentos poderosos abandonados ao fim de um ano ou dois, para permitir que o aeroporto vá até 2016. A alternativa é transformar Lisboa num aeroporto do terceiro mundo.
P - O Porto de Sines foi um dos projectos-âncora do primeiro Governo socialista. Acha que ainda tem condições para chegar à meta inicial, de ser uma porta atlântica?
JC - Sines tem neste momento duas grandes exigências: a instalação da ligação ferroviária a Badajoz - uma prioridade absoluta para o viabilizar como um grande porto na fachada atlântica - e em menor grau o IP8.
P - Mas acha que o projecto ainda est* dentro dos prazos? Têm ocorrido alguns diferendos entre empres*rios portugueses e a PSA-Autoridade Portu*ria de Singapura...
JC - Vejo tudo isto gerido com um ar paroquial: cada coisa por si, sem haver perspectiva de sistema, sem haver fundamentalmente um objectivo estratégico de médio e longo prazo. Por exemplo, um sistema TGV é uma coisa para durar 40 ou 50 anos, e fala-se disto como se fosse o mesmo que comprar um lenço descartável.
É preciso discutir com os grandes operadores mundiais. Esta concepção de desenvolvimento e de papel logístico que caberá a Portugal na fronteira ocidental europeia é por razões de saturação do Mar do Norte. Temos de nos aproximar dos grandes operadores alemães e holandeses para, com eles, construirmos uma zona de prolongamento extensivo da capacidade logística europeia.
Fonte:Reis Lima Quarteu
Olivença é terra Portuguesa!!!
OlivencaOnline
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04/Mai/2003 - OPINIÓN - Cartas - SIXTO RIVAS GIL./EL BRONCO (CÁCERES) - hoydigit@al
La reconstrucción de "Puente Ayuda"
Fomento, según acuerdo alcanzado en 2000 con el Gobierno portugués (a), ha iniciado la reconstrucción del histórico puente de "Nuestra Señora de Ayuda", construido en 1509 por Don Manuel I(b) sobre el Guadiana para unir Olivenza y Elvas (c)y que fue parcialmente destruido en 1709, durante la Guerra de Sucesión.
Aunque ciertos colectivos lusos se oponen a estos trabajos por considerar se efectúan en territorio portugués(d), estimo es una restauración beneficiosa y deseada por la mayoría(e). Portugal construyó un nuevo puente funcional en sus proximidades, por tanto España debe rehacer el antiguo(f) para ser visitado por los amantes de la cultura, arte o la historia(g). Su imagen destruida suscita hostilidad(h) entre pueblos, algo que no se ajusta a la realidad y es contraria al espíritu de una Europa sin fronteras(i).
Un puente no es sólo una obra pública(j), sino una de las grandes realizaciones arquitectónicas que nos dejaron nuestros antepasados(k). Es todo lo contrario a frontera(l); su imagen símbolo de unión(m), por ello mientras conservemos puentes la humanidad no corre peligro(n).
En cambio no veo correcto que utilicen una estructura de hormigón(o), deberían emplear exclusivamente el mismo material, aunque resultara más caro o laborioso, sólo así parecería una auténtica rehabilitación(p).
*Rui da Silva - COMENTÁ:RIO:
(a)Foi a decisão duma "Comissão Técnica Mista entre Portugal e Espanha para as Acessibilidades ao Sul do Douro", (em 12 de Janeiro de 2000, em Évora) e não do governo. Por decisão judicial das cortes portuguesas, que continua em vigor desde Julho 2001, é proibido qualquer parecer que autorize obras na "Ponte da Ajuda" pela Espanha. O governo espanhol não quer respeitar as leis portuguesas
(b)Rei de Portugal
(c)Para ligar as localidades portuguesas de Elvas e Olivença
(d)Pelo Tratado de Viena, assinado a 7 de Maio 1817, a Espanha acordou restituir Olivença a Portugal
(e)Não existe provas disso
(f)As duas margens do Odiana (Guadiana) são portuguesas (Acordo de Limites 1952).
(g)A Ponte manuelina da Ajuda oferece "Cultura, Arte e História", e pode ser visitada por quem quiser.
(h)Apenas vemos mais um exemplo da verdadeira história entre os dois paises que a Espanha quer esconder.
(i)Todos os países da União Europeia continuam com fronteiras políticas. Por exemplo, a Espanha mantem as suas fronteiras com a França, incluindo o seu enclave de "Llivia", mas do seu lado teima em fazer o Rio Guadiana uma "fronteira", e também quando na realidade não existe delimitação entre Espanha e Portugal entre os Rios Caia e Cuncos.
(j)Então deixa-la em paz!
(k)dos portugueses!
(l)Não existe "fronteira" com a Espanha nesta zona, portanto "...as Acessibilidades ao Sul do Douro", não são aplicáveis neste caso.
(m)imaginário, ou por propaganda da parte espanhola. Nunca teve esse sentido para os portugueses.
(n)A verdade sómente é perigoso para os falsos.
(o)Dacordo!
(p)A Ponte de Nossa Senhora da Ajuda está toda em território português, e só Portugal tem o direito a decidir se quer ou não reabilitá-la!
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"OPINIÓN ESPAÑOLA!"
JUAN M. CARRASCO GONZALEZ - J. R. ALONSO DE LA TORRE 27/04/2003
"Extremadura es la zona del mundo donde más crece el aprendizaje de la lengua portuguesa"
A principios de la década de los 80, hubo en España un ministro de Asuntos Exteriores llamado Fernando Morán que se preocupó enormemente por las relaciones culturales con Portugal. Fruto de esos desvelos fue la creación de una cátedra de lengua portuguesa en la Universidad de Extremadura.
Al tiempo que esta cátedra nacía, Juan María Carrasco González, un joven investigador medio gallego, medio extremeño, es decir, raiano hasta la médula, regresaba de Lisboa, donde había estado becado para realizar su tesis doctoral, y se hacía cargo de la nueva cátedra de la universidad extremeña en Cáceres.
En aquella época, las relaciones de Cáceres con Portugal eran mínimas: no más allá de un pequeño grupo de intelectuales. Como botón de muestra, baste recordar que cuando la portuguesa Caixa Geral de Depositos compra el Banco de Extremadura al BBV , hubo al principio tantos problemas para entenderse entre ambos bancos que se enviaban las comunicaciones escritas en inglés.
La situación ha variado sustancialmente. Hoy hay seis cátedras de portugués en la universidad española (Santiago, Salamanca, Granada, Barcelona, Palma de Mallorca y Cáceres), pero los estudiantes universitarios de portugués extremeños son más que todos los del resto de universidades españolas.
¿Cuál era la situación en 1986, cuando usted llega al campus de Cáceres?
-- Se estaba construyendo una identidad extremeña que no tenía en cuenta la frontera con Portugal. No había una identificación con el mundo portugués. Extremadura era periferia con respecto a Madrid. Ahora, gracias a haber descubieto la frontera, en lugar de ser periferia, estamos en medio. En estos años ha habido un gran esfuerzo por parte de la Junta, aprovechando los programas especiales de Bruselas, para recuperar un mundo de la frontera luso extremeña lleno de riqueza cultural, de dialectos...
DE BARRANCOS AL JALAMA
¿Podríamos repasar las peculiaridades dialectales y de otro tipo de la Raya, de Barrancos al norte de Cáceres?
-- Barrancos es un pueblo portugués en el límite con Huelva y Badajoz, donde hay influencias del habla andaluza moderna. En Olivenza y en La Codosera hay localidades de habla alentejana moderna, al igual que en alquerías fronterizas de Valencia de Alcántara como Jola, Fontañera, Aceña, El Pino. Cedillo tiene su origen en un caserío donde se asientan familias portuguesas en el siglo XVIII con actividades comerciales y buscando unas tierras que eran más baratas que en Portugal. Herrera de Alcántara es una población de origen medieval conquistada a los moros por los portugueses. Pasa a España definitivamente al tiempo que Campo Mayor y Olivenza pasan a Portugal, pero sus habitantes siguieron siendo portugueses de origen y habla y así siguieron hasta la actualidad. Se cerraron las fronteras en el siglo XVIII y ya no vuelve a haber relaciones fluidas prácticamente hasta el siglo XX. En Herrera se habla lo que allí llaman firrereño, pero que es portugués, aunque ellos no son conscientes de hablar portugués. Tampoco lo identificaban con el habla de Cedillo, pedanía de Herrera donde se hablaba portugués moderno.
Después está el caso del valle del Jálama.
-- Es la zona más interesante con Eljas, Valverde del Fresno y San Martín de Trevejo, cuyas hablas no son de origen portugués, sino de origen anterior a la existencia de Portugal. Provienen de pobladores gallegos que se instalan allí con motivo de la reconquista y de las repoblaciones del rey de León. Al nacer Portugal, el valle queda aislado del castellano porque por un lado estaba Portugal y por el otro, la provincia de Cáceres y el sur de la de Salamanca, que eran zonas de habla leonesa, no castellana. Las hablas de esta zona son de origen más gallego que portugués, aunque se hayan visto influidas por el portugués de un lado, por el leonés de otro y, en época más moderna, también por el castellano.
*PS - Perguntas que eu gostaria de ver respondidas:
- O que é a lingua Alentejana Moderna?
- Como é possivel os galegos terem chegado mais a sul do que os Portugueses?
Se quando Portugal chegou ao paralelo de Caceres e Badajoz e também ao de Huelva os dos Leoneses e Castelhanos mantiveram-se sistematicamente atrasados no conquista do sul.
- Como se distingue hoje que a origem duma população é galega do seculo XI e não Portuguesa do seculo XII?
Isto não significaria que logo no seculo XI o galego e o português eram linguas diferentes? e se eram diferentes como e de onde evoluiu o Português?Manuel Alonso
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Informação OlivençaNet - Serviço informativo independente e gratuito sobre Olivença
"OPINIÓN ESPAÑOLA!"
26/04/2003 - HOY - Badajoz
26/04/2003OPINIÓN - EL BATISCAFO - 26/04/2003
Puentes
LA administración española, con el visto bueno de la vecina Portugal, está acometiendo la reconstrucción del puente de Nossa Senhora de Ajuda, destruido en su parte central en 1709 durante la Guerra de las Naranjas, como informaba este diario en días pasados. No hace mucho tiempo que visité Olivenza y el interesante enclave de Ajuda, llegando entonces a la conclusión de que, desde el purismo y el respeto a la memoria histórica esta reconstrucción no sería procedente. Nunca he sido partidario de las rehabilitaciones adulterantes o de los pastiches en construcciones que ya son monumentos pertenecientes por tanto al patrimonio histórico, a no ser que existan razones suficientemente pesadas para lo contrario. No sé, estos añadidos me causan la misma sensación que si contemplara a la Venus de Milo con un brazo ortopédico. Suelo mantener que las construcciones antiguas deberían en la medida de lo posible mostrar las huellas de los avatares históricos como una faceta más de su personalidad mantenida a lo largo de los tiempos, porque en muchos casos el aspecto que presentan es la propia razón de los acontecimientos. La historia no tiene edad, pueden ser dos milenios o tres centurias. El arco cuadrifronte de Cáparra, por ejemplo, es en sí mismo bello, aun dentro de su incompleta estructura. La contemplación de los restos del viejo puente de Alconétar salvado de las aguas no son obstáculo tampoco para imaginar la potente figura que debió tener en su época.
Las excepciones deben tener su explicación. En el caso de Ajuda, además, existe un moderno puente a corta distancia que posibilita la comunicación entre ambos países, caso diferente al puente de Alcántara, que desde hace dos milenios ha servido como obra civil al fin comunicativo como único paso del Tajo en muchos kilómetros y ha sido preciso afianzarlo varias veces.
Estimo que son otras las razones que han llevado a esta reconstrucción. Con seguridad razones de estado. Se pretende simbolizar con esta rehabilitación la unión de los países ibéricos en esta unida Europa (ya casi de veinticinco países) sin que existan señales físicas de un pasado azaroso que recuerde a los portugueses el incómodo contencioso de la soberanía oliventina. Con seguridad se está intentando reconstruir el desencuentro con ladrillos, algo más que la ruina de un puente, bajo el nuevo orden internacional. En su momento fue la apertura de la verja de Gibraltar, a modo de puente rehabilitado, el símbolo que suavizara en parte décadas de enfrentamiento porque razones de estado lo aconsejaban. Y el derribo del muro de Berlín se hubiera llevado a cabo aunque su fábrica fuera de sillares romanos.
Si la Historia con sus vestigios tiene que rendirse ante la propia Historia que construyen día a día los hombres y para ello es preciso modificar sus huellas en aras de avances más significativos, estaríamos ante esas excepciones que podrían justificar actuaciones dudosas en el patrimonio.
A única dúvida que eu tenho é si estes(sic) reconstruções, como a da ponte de Ajúda fecham realmente as antigas feridas que ficam nas lembranças dos povos.
ALFONSO CALLEJO - Secretario de la sección de Historia del Ateneo de Cáceres
Olivença
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6/Abr/2003
Propaganda ou Pantomima?
"EXECUTIVO EM EXAME PREPARA NOVAS BATALHAS" - Correio da Manhã
"O Governo de coligação PSD/CDS-PP assinala hoje um ano de trabalho realizando um Conselho de Ministros Extraordinário na vila de Fronteira, no distrito de Portalegre, onde se travou a batalha dos Atoleiros."
Comentário: Neste mesmo dia em 1384 com as forças dos portugueses inferiores 1 a 3 foi cumprida a grande vitória absoluta sobre os castelhanos.
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31/Mar/2003
"Olivenza
Autor: Foros 2000. Partido Popular
Fecha: 31/3/2003 17:38"Enviado a um membro do Forum Olivença:
"Estimado Manuel:
Desconocemos si alguna razón en particular hace suscitar este tema de debate, sobre el que no entendemos a priori que vuelva a abrirse. Sin embargo nos pide nuestra opinión y, con mucho gusto, se la damos.Entendemos que no es necesario ponernos en antecedentes históricos sobre el tema pero sí remarcar que Olivenza es una posesión legalmente española en virtud del Artº III del Tratado de Badajoz del 6 de junio de 1801 que puso fin a la denominada Guerra de las Naranjas, como usted conocerá sin duda. Dicho tratado no ha sido positivamente anulado ni derogado por ningún otro de igual rango o naturaleza.
Por lo tanto, no existe fundamento alguno de Derecho que determine para España la obligatoriedad de la devolución de Olivenza a Portugal.
En el supuesto de que Portugal plantease la reclamación de Olivenza ante el Tribunal Europeo de Justicia o el Internacional de La Haya, el caso sería considerado como "no justiciable", ya que no corresponde a la ciencia jurídica examinar el fondo moral de acontecimientos históricos.
Debemos dejar claro que las autoridades portuguesas ni han iniciado ni tienen intención de iniciar ningún trámite al respecto, al menos que se sepa.
Muchas gracias.
Atentamente,
*
Foros 2000
Partido PopularLa opinión es una RESPUESTA a:
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OPINIÓN ()
Título: Olivença/Olivenza
Autor: Manuel Alonso
Fecha: 31/3/2003 16:03
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Entrevista de General Loureiro dos Santos:
"QUESTÃO DE OLIVENÇA TEM DE SER RESOLVIDA"
Tal&Qual: – 'O general, ao referir-se à crise de Perejil, abordou a questão de Olivença. Qual a sua posição sobre o assunto?'
Loureiro dos Santos: – "Olivença é uma questão não resolvida. Penso que é possível e positivo resolvê-la. O facto de Olivença estar numa situação que os responsáveis políticos fazem por ignorar, pode tornar- se uma crise. Pode acontecer. Pode ser um polo de tensões entre os dois países. E acho que há uma base para resolver a questão: somo aliados, amigos, temos relações cada vez mais estreitas e será possível arranjar uma forma de nos entendermos".
(Entrevista ao "Tal&Qual" de 14/Março/2003)
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08/Mar/2003
Imigração com Casa e Língua Portuguesa
GRAÇA HENRIQUES SUSETE FRANCISCO
Logo à entrada, a Escola Secundária Eça de Queirós dava as boas-vindas ao Presidente num cartaz escrito em dezasseis línguas. Lá dentro, em conversa com os alunos, só se falou português, embora as pronúncias revelassem origens da vizinha Espanha ao Leste europeu, passando pela América do Sul e pela Ásia. Jorge Sampaio cumpriu ontem o primeiro de nove dias que vai dedicar à problemática da imigração. Para já, o chefe de Estado fez sua a principal preocupação que diz ter encontrado no Canadá, um país fundado na imigração: uma casa e a aprendizagem da língua são factores fundamentais para a integração dos imigrantes.
Esta iniciativa surge precisamente na semana em que entra em vigor a nova lei da imigração _ bem mais restritiva _ aprovada pelo Governo. E quando membros do Executivo, como os ministros da Defesa e da Administração Interna, falam na necessidade de restringir as quotas de imigração, tendo em conta o aumento do desemprego.
Durante nove dias, Sampaio vai ver e ouvir in loco os principais problemas das comunidades estrangeiras e minorias étnicas que vivem em Portugal. O Presidente quer chamar a atenção para a necessidade de desenvolver políticas de imigração adequadas, bem como chamar ao debate público as várias vertentes da imigração, incluindo o combate à imigração ilegal. Esta iniciativa pretende igualmente abordar o fenómeno como um factor de valorização da identidade nacional, numa perspectiva humanista. E, por isso, faz questão de envolver os partidos com assento parlamentar e as juntas metropolitanas de Lisboa e Porto.
«A imigração exige uma política de acolhimento e a definição de uma política, para que se faça na ordem e não na desordem.» As palavras são do chefe da Casa Civil de Sampaio, mas espelham os objectivos que têm movido o Presidente na abordagem sistemática desta questão. Nas últimas comemorações do Dia de Portugal, o Chefe de Estado faz questão de sublinhar que os cidadãos estrangeiros em Portugal «não têm iguais direitos políticos, mas têm os mesmos direitos cívicos, económicos e sociais dos portugueses». Mas alertou para a necessidade de «manter as portas abertas, como moderação e dentro das regras legais». Em troca, pediu «uma demonstração real da vontade de integração» por parte desses imigrantes. «A contrapartida da nossa abertura é a rejeição firme dos isolacionismos religiosos e culturais. Não podemos dar direitos políticos a minorias que recusam os nossos valores e não aceitam as nossas leis. Queremos receber dignamente, isso, sim!, os cidadãos livres que escolheram partilhar o nosso destino colectivo e respeitar a nossa ordem jurídica.»
Na primeira iniciativa da semana, Sampaio foi até aos Olivais, em Lisboa, conhecer os cursos de educação extra-escolar promovidos pela Escola Eça de Queirós e que integram aulas de português para estrangeiros. O Presidente gostou do que viu e deixou mesmo um apelo aos professores para que sigam o exemplo dos docentes deste estabelecimento de ensino, que um dia se lembraram de abrir aulas para estrangeiros e que hoje têm oito turmas e alunos de 33 nacionalidades. «Sigam este exemplo de aproveitamento do sistema escolar e integração linguística», exortou Jorge Sampaio. Para concluir com uma mensagem positiva _ «Temos de ganhar à rotina, à falta de imaginação.»
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23/Fev/2003
Carta a RTP
Exmos. Senhores
Uma vez mais, os senhores colocam legendas quando galegos falam a sua própria língua, que é a mesma que nós falamos!
Mas quantas vezes deixam sem legendas nem dobragens peças em que castelhanos falam em castelhano?
Já agora seria possível que os senhores fizessem uma informação interna aos jornalistas, a dizer que o nome oficial de várias locaridades galegas é:
- A Guarda e NÃO La Guardia
- A Corunha e NÃO La Coruña
- Ourense e NÃO OrensePoderia parecer ignorância a causa deste erro repetido pelos jornalistas, mas quando os entrevistados galegos usam as formas correctas e actualizadas e os jornalistas da RTP lhe falam na versão castelhana e já alterada de acordo com o Estatuto Autonómico, somos levados a pensar que os jornalistas da RTP são mais castelhanos do que os castelhanos.
É triste. Mas é este o fado português.
Pelo menos se um punhado de portugueses não for capaz de varre a lixeira em que Portugal se transformou.
Mário Rodrigues
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22/Fev/2002
Diário de Notícias - Manuel Alonso/Mário Rodrigues
Recentemente, o Canal História, da TV Cabo, emitiu um documentário sugestivamente intitulado Passado Imperfeito: Espanha e Portugal, tão Distantes, tão Próximos. Em lugar de termos assistido a um programa histórico rigoroso e documentado sobre as relações luso-espanholas, presenciámos uma autêntica emissão de propaganda castelhana, fazendo uma apologia da futura União Ibérica. (...)
A independência nacional portuguesa apareceu como um casual acidente histórico do reino de Castela; a invasão económica espanhola da actualidade era minimizada com o artificialismo de alguns números manipulados; a reacção portuguesa dos últimos meses à ameaça espanhola foi dada como uma iniciativa marginal e sectária; (...) e alguns falsos paralelismos históricos entre as gestas portuguesa e espanhola afiguravam-se como a prova do destino comum que brevemente nos espera.
(...) O bilinguismo castelhano-português do Canal História, como de outros canais da TV Cabo, é uma realidade que – não sendo inocente nem acidental – pelo que esconde, como pelo que abundantemente dele transparece, tem de merecer uma séria e decidida intervenção da Alta Autoridade para a Comunicação Social e dos órgãos de soberania portugueses. Os intuitos desse perigoso bilinguismo que se pretende impor em Portugal não podem deixar de desligar-se, num plano inverso, dos impedimentos que Madrid coloca às empresas de emissão por cabo a operar na Galiza quanto à integração na sua programação de canais em língua portuguesa.
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Os Desafios Económicos e os Centros de Decisão Estratégicos Nacionais
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09/Fev/2003 - O PERIGO QUE NOS ESPREITA
Diz Daniel Bessa muito bem e faz muito bem Nicolau Santos ao dar eco às preocupações daquele e doutros economistas com consciência nacional. Mas não basta enunciar os perigos que nos espreitam.
É, sobretudo essencial, identificar o inimigo, aquele que nos traz o perigo. Neste caso, nem penso que o inimigo principal esteja na Espanha.
O inimigo principal está entre nós ! Sim, a classe dominante nacional é o nosso inimigo principal.
É essa porcaria de gente que não tem valores, que usufrui de situações económicas de excepção, várias vezes acima do comum dos mortais do nosso país, gente que vive em condomínios de luxo, que tem na garagem, não um, mas vários carros de preço incomportável para a esmagadora maioria dos portugueses.
Pessoas para quem a importância na vida é "ter" e não "fazer", estão sempre prontas a troçar de qualquer valor, como seja a própria identidade nacional. Por exemplo, a questão que aqui nos reúne, o problema de Olivença, é para eles um motivo de troça. Já ouvi.
Gente assim não tem qualquer pejo em vender as empresas e em passar os centros de decisão para mãos estrangeiras. Em suma, vender o país. Eles continuarão sempre no topo. As consequências de uma gestão com origem externa não os prejudicam. Até porque, normalmente se fazem sócios do novo dominador. Se essa gestão der frutos, tiram os respectivos dividendos. Se não der, quem começa por sentir os efeitos são aqueles que vivem no limiar da sobrevivência, um nível muito abaixo do deles e que pouca preocupação lhes suscita.
É por isso que a nossa intervenção principal tem de ser a denúncia dos traidores. Não só os que detêm o poder económico, como os lacaios que nas empresas lhes fazem o favor. E que, diga-se de passagem, tanto se querem assemelhar aos patrões. As mordomias que os gestores de grandes empresas se auto atribuem, a começar pelos carros de luxo, mostram bem que valores, de facto, esses indivíduos privilegiam.
Já se falou aqui no MIBEL, o projectado Mercado Ibérico de Electricidade. Este perigosíssimo "acordo" luso-espanhol, constitui mais um exemplo de cedência de centros de decisão nacional.
Se os espanhóis não honram um acordo como o de Olivença, por que razão foi assinado com eles um acordo como o MIBEL?
Este protocolo não passa de uma cedência vergonhosa do anterior governo socialista à posição do governo espanhol, após a entrada da EDP na empresa espanhola Hidrocantábrico.
Desde há muito que os espanhóis querem controlar o mercado português de energia eléctrica. A EDP entrou na Hidrocantábrico e deu-lhes um bom pretexto. Do lado de cá, ninguém previu o que se ia passar ao darem aquele passo?
Os irresponsáveis do governo e da própria EDP encaixaram de uma forma vergonhosa as exigências dos espanhóis. Começa logo pela estrutura do mercado eléctrico. Somos nós quem vai desmantelar a nossa e adoptar a deles! Isto é de bradar aos céus! Após as regras de liberalização estabelecidas pela União Europeia, Portugal foi dos primeiros países a construir uma estrutura de mercado de electricidade. Antes dos espanhóis! Agora deitamos tudo para o lixo e alinhamos com os espanhóis! Quem assinou um "acordo" destes, ou é louco ou ignorante. O mais certo é ser um TRAIDOR!
Desconhece-se o que pretende fazer o actual ministro da Economia. Sabe-se apenas que conseguiu um adiamento da data de entrada em vigor do MIBEL. Até nisso os anteriores governantes eram uns incapazes. A data prevista era 1 de Janeiro de 2003! Como se fosse possível fazer, em pouco mais de um ano, a quantidade enorme de alterações que se tornavam necessárias! A pressa era muita. Para tornar as coisas irreversíveis o mais rapidamente possível. Na EDP, os actuais gestores ainda são os mesmos. Vêm do tempo do governo socialista que arranjou este problema. Fazem o que for preciso para conservarem as remunerações (superiores a 5.000 contos por mês, mas pagas 20 vezes por ano). São umas prostitutas de luxo.
São estes sujeitos, autênticos traidores, que temos de denunciar nas empresas onde trabalhamos e nos meios de comunicação social. São eles que constituem o nosso inimigo principal.
Aos espanhóis basta contar com a cumplicidade deles.
Jorge Patrício
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08/Fev/2003
COLUNA de OPINIÃO
Nicolau Santos
O Perigo que nos Espreita
Há um perigo que espreita Portugal, mas que alguns preferem desvalorizar e outros ridicularizar – o perigo do país perder todos os seus centros de decisão relevantes.
Na semana passada, o «Semanário Económico» titulava em manchete que o BPI está na mira do Santander. O «Diário Económico» confirmava que a ENI está a discutir com a Unión Fenosa e com a Galpenergia dois cenários – ou a existência de uma fusão (ficando a sede em Lisboa mas a placa operacional em Espanha) ou a manutenção de marcas separadas no gás na Península Ibérica. O Totta, por seu turno, anunciou os resultados – e admitiu que está a estudar a possibilidade do seu «back-office» ser deslocalizado para Espanha. O Crédit Agricole está vendedor da sua participação no BES – e o principal candidato é o BBVA, embora também se fale no Santander. A Brisa tem entre os seus accionistas um importante parceiro espanhol. A Somague também. A Portugal Telecom vive no receio de ser controlada pela Telefonica. O Banco Popular comprou 75% do banco de Américo Amorim, o Banco Nacional de Crédito. A TAP corre o risco de vir a ser comprada pela Iberia. Os dois principais jornais económicos portugueses, o «Diário Económico» e o «Semanário Económico», estão na mão da Recoletos, que tem gestão e orientação espanhola, embora pertença em parte ao grupo britânico Pearson.
Os exemplos poderiam continuar, mas chega. Haverá sempre os que dirão, com ar cândido, que é o mercado a funcionar – e se as nossas empresas forem competitivas já ninguém as compra.
A tese, no papel, é perfeita, na prática é menos perfeita. Dou a palavra a Daniel Bessa, numa notável entrevista que concedeu esta semana ao «Semanário Económico»: «Madrid tem para com Portugal a postura que sempre teve: relativamente aos centros de decisão portugueses não há nada a fazer a não ser ir absorvendo-os um a um». E mais adiante faz uma distinção importante: «O alargamento põe em causa negócios, postos de trabalho e obriga a uma reformulação de modelos de negócios para quem quiser subsistir. A Espanha coloca a questão que sempre colocou: a da soberania».
É claro que se pode sempre desvalorizar as análises deste tipo, dizer que são os proteccionistas, os que assinaram o Documento dos 40, que têm medo da concorrência, e outros chavões do género. Mas só os muito ingénuos não vêem o que está em jogo. E o que está em jogo é que «Portugal está confrontado com um dos desafios mais complexos de toda a história que vivi (...) – saber se conseguimos preservar algum grau de autonomia económica a nível ibérico». Diz Daniel Bessa e eu assino em baixo.
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(Nicolau Santos)
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01/Fev/2003
31-01-2003 13:27:46 - Olindo Iglesias
Olivença: Portugal ou Espanha?
Olivença é um daqueles nomes que já todos nós ouvimos falar. Sabe-se que é uma terra que fica em Espanha, mas que já foi portuguesa e que se diz ainda ser portuguesa. Em traços gerais, isto deve ser tudo o que a maior parte dos portugueses sabe sobre Olivença. Poucos a visitaram (até porque o acesso via Badajoz era moroso) e ainda menos se deram ao trabalho de ir consultar um livro sobre a história desta vila.
Até recentemente, eu fazia parte deste grupo de portugueses: pouco sabia sobre a história de Olivença e nunca a tinha visitado. No entanto, resolvi saciar a curiosidade que à tanto tempo me perturbava e fiz-me à estrada. Chegado a Évora a minha primeira dificuldade foi saber qual o caminho mais curto, se por Juromenha ou se por Elvas, e esta dúvida manteve-se mesmo depois de uma breve, e inútil, visita ao Posto de Turismo de Évora que nada me esclareceu.
Arrisquei ir por Elvas (tive sorte), e chegado aos arrabaldes da cidade não consegui encontrar nenhuma placa que me indicasse a direcção para Olivença até que, de repente, vejo uma indicação para a “Ponte da Ajuda”. Nesta altura fez-se luz e lembrei-me da ponte recentemente inaugurada sobre o Guadiana paga na totalidade pelo Estado Português. Segui as setas, atravessei a ponte e segui por estrada até Olivença.
Chegado a Olivença o sangue fervilhava de curiosidade, louco que estava por conhecer a cidade e os seus recantos históricos. Estacionei na primeira oportunidade e dirigi-me a pé para o centro histórico. Estava a entrar numa vila que era, perdão, ainda é portuguesa desde 1297 (Dom Dinis) e quase tão antiga quanto a Nação Portuguesa.
O património arquitectónico português existente está à vista e é imponente. De realçar o castelo com a sua torre de menagem mandada erguer por D. João II e de igual realce temos o Paço dos Duques do Cadaval com um frontão manuelino encimado pela coroa d’El Rei D. Manuel I. Esta foi a terra que viu nascer os Gamas e não há dúvidas que se trata de uma terra portuguesa, sempre debaixo da coroa portuguesa mesmo aquando da restauração da independência. Estamos a falar de uma região que tem uma área aproximada de 750 km2, ou seja, cerca de nove vezes o Concelho de Lisboa.
Olivença foi tomada por Espanha em 1801 em consequência da Guerra Peninsular, mas aquando do termino desta e da assinatura do Tratado de Viena a Espanha comprometeu-se a devolver rapidamente Olivença a Portugal o que nunca sucedeu.
É importante dizer-se que juridicamente a região continua a ser portuguesa mesmo que a transição ainda não tenha sido executada. Isto é sobretudo óbvio, se tivermos em conta que quaisquer assuntos de Estado, entre Portugal e Espanha, que envolvam a região Oliventina são tratados com o maior dos cuidados. Exemplos disto são a ausência de 201 marcos de fronteira na região bem como o custeamento da nova “Ponte da Ajuda” ter sido completamente suportado por Portugal. Portugal dá assim um claro sinal que não abdica de Olivença, enquanto Espanha hesita em reclamar a sua soberania.
Olivença tem sido vítima do jugo espanhol à praticamente 200 anos. É muito tempo, bem sei, e também já tenho ouvido alguns politicos portugueses justificarem a fraqueza da nossa posição com a antiguidade dos acontecimentos. No entanto, não se trata de uma questão de antiguidade, mas de uma questão de legitimidade e de saber se os nossos politicos sentem-se ou não com forças, ou eventualmente coragem, para resolver o assunto.
Os assuntos de Estado não podem resumir-se a questões europeias, de carácter económico, social ou simplesmente eleitoralista. Olivença é uma questão de soberania e as questões de soberania devem fazer parte das prioridades do Estado porque sem soberania não há Estado.
A história de Gibraltar é muito parecida com a de Olivença a menos de três diferenças fundamentais: a Espanha renúnciou a Gibraltar para todo o sempre quando assinou o Tratado de Utrecht, a Espanha reconheceu Olivença como portuguesa no Tratado de Viena; na guerra da sucessão a Espanha saiu derrotada e por consequência perdeu território, na guerra Peninsular Portugal saiu vitorioso e consequentemente o seu território ficou imaculado; a Espanha perdeu Gibraltar à quase 300 anos, Portugal viu o seu território anexado à 200 anos.
Se considerarmos estas diferenças com especial atenção para o facto da Espanha ter cedido Gibraltar à Inglaterra e reconhecido o direito de Portugal sobre Olivença, e se ainda assim a Espanha tem o atrevimento de exigir ao Estado Inglês a devolução de um território que perdeu e cedeu, como é possivel que em Portugal ninguém aproveite esta oportunidade para relançar a discussão nacional sobre a soberania portugesa sobre Olivença, restabelecendo os canais diplomáticos com vista à resolução do problema e à devolução integral da região Oliventina a Portugal? Não é de aceitar ter-se território nacional sob administração estrangeira!
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18/Jan/2003
Excepcionalmente, dou aqui a conhecer o conteúdo do e-mail que enviei ao jornal "Independente", a propósito do artigo de Carlos da Câmara (de má memória).
Coimbra, 18 Janeiro de 2003
Ex.mo(a) Sr(a),
Fiquei perplexo quando li, na edição de 10 de Janeiro do "Independente", um artigo de opinião assinado por Carlos da Câmara. Perplexo e indignado fiquei, tamanhas foram as atrocidades que este senhor escreveu, equiparando a causa de Olivença com "folclore" do género "touros de morte em Barrancos"...
Antes de mais, vamos distinguir as coisas. "Folclore" diz respeito a tradições de carácter regional, apoiadas em crenças, lendas ou discurso popular. A causa de Olivença é um desígnio nacional, sustentado em factos históricos documentados e em perfeita sintonia com a posição oficial do Estado Português. Resulta evidente que o termo "folclore" foi deliberadamente empregado para diminuir, quiçá ridicularizar, a Questão de Olivença, o que é inaceitável. Duplamente inaceitável porque o teor do artigo constitui um atentado contra a memória dos oliventinos vítimas da opressão espanhola e, em segundo lugar, porque O Sr. CC não tem "estaleca intelectual" para diminuir uma causa que foi abraçada por figuras tão ilustres, como Jaime Cortesão ou Humberto Delgado, e por muitas outras pessoas, mais ou menos anónimas, que continuam a bater-se pela reposição da justiça em Olivença.
Dir-se-ia em jeito de resposta e demonstrando a actualidade da Questão, quatro dias após a publicação do artigo, o Senhor Presidente da Assembleia da República recebeu, em audiência, uma delegação do Grupo dos Amigos de Olivença, no seguimento de um abaixo-assinado subscrito por mais de 7 mil pessoas que pretendem ver o assunto debatido na A.R.! Folclore?
Já agora, que dirá o Sr. CC da questão de Gibraltar, que Espanha continua a reclamar junto do Reino Unido? Se Espanha e Reino Unido continuam a discutir Gibraltar, no plano diplomático, volvidos 3 séculos, é lícito classificar Olivença uma questão folclórica pelo facto de "Portugal não ter sabido valer os seus direitos, decorridos 200 anos" (utilizando palavras de CC)? Saliento que o território de Gibraltar é do Reino Unido há mais tempo do que alguma vez foi de Espanha! Todavia, muito antes de existir um país chamado "Espanha", já Olivença era portuguesa, e continua a sê-lo, apesar da ilegítima colonização espanhola em curso desde há 200 anos! Os monumentos, as igrejas, as muralhas, têm os símbolos de Portugal e "falam" a língua de Camões.
Diz o artigo: "a História de Portugal demonstra que - quando haja razão para "acreditar", os portugueses se entregam colectiva e abnegadamente. Assim foi por exemplo aquando (...) do apoio a Timor-Leste." Chega, por fim, à conclusão que "a causa de Olivença não é mobilizadora..."
Gostaria de saber o que teria sido da mobilização em torno de Timor Leste, se os meios de comunicação social não tivéssem dado o destaque que deram, se os programas noticiosos não tivessem dedicado um generoso tempo de antena ao assunto ou se a TSF não estivesse 24 horas por dia a "debitar" Timor! Durante anos, Timor esteve esquecido, mas, graças à comunicação social, os portugueses despertaram para o problema... É mais ou menos o que acontece com Cabinda - está esquecida. Ninguém se mobiliza porque ninguém sabe o que lá se passa... Quem sabe um dia voltemos a ver os portugueses "entregando-se colectiva e abnegadamente"...?
Olivença não se ensina na escola, os políticos tímida ou covardemente escusam-se a falar do tema e a comunicação social não informa, então que mobilização esperar dos portugueses? O Sr. CC que vá saber quantos portugueses ouviram falar de Olivença e, dos que ouviram falar, vá saber quantos conhecem realmente a sua história... Depois, espero que ponha a mão na consciência...
Os meus cumprimentos à equipa redactorial do "Independente"
Paulo Costa
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14/Jan/2002
Olivença, óculos, bois e folclore...
No passado dia 10 de Janeiro, fiquei estarrecido e indignado com um artigo assinado por Carlos da Câmara, publicado no jornal "O Independente". A rubrica em que o articulista escreve chama-se, sugestivamente, "um parafuso a menos". Talvez, qual bíblica bem-aventurança, possamos considerar o mal lavado pela estultícia do autor. Intitulando o seu artigo "um para cada olho", esperemos que um bom par de óculos chegue para que possa dedicar-se um pouco à leitura de uns livros de História e de uns manuais de Direito Internacional. Quanto a olhos fiquemo-nos por aqui, sem sequer pensarmos que em vez de dar à estampa tal mísero escrito, à falta de melhor papel antes lhe tivesse dado um destino mais útil e sobretudo mais digno...
Limitar-me-ei apenas a comentar a sua asseveração principal, que não deixará de merecer um lugar destacado no rol pouco honorável do pior que já se escreveu sobre o tema... Reza exactamente assim essa "magistral" sentença: "Portugal não soube fazer valer os seus direitos, e agora - 200 anos decorridos - já é tarde. A causa de Olivença não é mobilizadora porque, hoje, é tão "folclórica" como os touros de barrancos".
Lendo diariamente a imprensa espanhola, nacional e regional, nunca vi nenhum espanhol dizer que passados 300 anos sobre a perda de Gibraltar a sua reivindicação fosse "folclórica". Nem assim pensam os Marroquinos sobre Ceuta, perdida há muito mais de 500 anos.
E apreciando tão "sublime" raciocínio, somos levados a pensar que é "folclórica" a Constituição da República Portuguesa que no seu Art.º 5.º consagrou implicitamente os direitos portugueses sobre Olivença. São "folclóricas" todas as declarações que o Estado português, através da Assembleia da República, do Ministério dos Negócios Estrangeiros ou dos Tribunais, produziram nos últimos anos reafirmando os direitos portugueses sobre Olivença. É "folclórica" a Questão de Olivença estando em causa a integridade territorial de Portugal e a inteireza moral dos Portugueses. É, ainda, "folclórica" a Carta das Nações Unidas, se atendermos a que com a Questão de Olivença intimamente se relacionam alguns dos princípios fundamentais do Direito Internacional Público nela inscritos, como o princípio da igualdade soberana dos Estados, o princípio do direito dos Estados à sua integridade territorial, o princípio "pacta sunt servanda" ou o princípio da boa fé nas relações internacionais.
Já que Carlos da Câmara compara Olivença com os touros de Barrancos, ocorre-nos ao espírito a ideia de que em assuntos de História e de Direito Internacional "não vê um boi". E quanto às "questões de carácter" - título de um artigo que suscitou a sua cólera e o seu aviltante ataque à dignidade dos Portugueses e de Portugal -, pelo que lemos no seu infeliz texto estamos conversados...
Enfim: se há dias em que é melhor não sairmos de casa, outros há em que melhor faríamos estando quietos em lugar de escrevermos impropriedades que não nos dignificam como homens e especialmente não nos engrandecem como Portugueses.
13/01/2003 - Mário Rodrigues
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07/01/2003 - Diário de Notícias
António João Teixeira Marques - Almada
Um 'Fantasma' nas Chancelarias de Lisboa e Madrid
Um fantasma surge, regularmente, nas chancelarias de Madrid e Lisboa e intromete-se no relacionamento peninsular. (...). Chama- -se «Questão de Olivença» e nasceu há 201 anos.
A Espanha, cínica e manhosamente concertada com a França napoleónica, invadiu Portugal em 20 de Maio de 1801, na torpe e aleivosa «Guerra das Laranjas», sem qualquer pretexto ou motivo válido, tomando Olivença e outras povoações do Alentejo. A Espanha assinou o tratado (saído do Congresso de Viena, de 1815) e (...) assim reconheceu os direitos de Portugal. (...) Não deu, porém, provas do carácter honrado, altivo e nobre, que diz ser seu, jamais nos devolvendo Olivença. Portugal nunca aceitou nem reconheceu o esbulho (...), todavia transmite a Espanha um despudorado sinal de fraqueza e dependência.
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Conflito no Algarve com Pescadores Espanhois
Alguns Comentarios no ExpressoOnline Sobre os Pescadores Espanhois Atacar a Polícia Marítima Portuguesa
neftis 17:42, 6 Janeiro 2003
É preciso mais das autoridades portuguesas.
Não chega instaurar um processo-crime contra os espanhóis. É preciso que o governo disponibilize meios navais para o Algarve que defendam a soberania portuguesa. Porque é disso que se trata aqui. Nós temos dado o flanco e por isso os espanhóis abusam.
Primeiro foi o caso "Prestige", em que a Espanha e a França queriam empurrar para cá um petroleiro à beira de libertar dezenas de milhar de toneladas de fuelóleo. Isto pode classificar-se como uma agressão ecológica contra Portugal, porque o Estado Português não foi responsável pelo acidente do navio, nem tal ocorreu nas nossas águas. Pelo que o arrastar pela Espanha (quando o "Prestige" se dirigia para Sudoeste vinha a ser rebocado pela Marinha espanhola) do barco para a nossa ZEE foi um acto hostil para com Portugal.
O comportamento "terrorista" dos pescadores espanhóis no Algarve é mais um exemplo de que a nossa relação com a Espanha é de rivalidade e não de amizade, como alguns ingénuos pensam. Portugal tem de ter meios dissuasores na área para impôr respeito, senão não falta ter de engolir sapos. É por a Polícia Marítima não ter os meios necessários que as autoridades portuguesas têm fechado os olhos aos criminosos espanhóis, porque por vezes ainda são os portugueses a bater em retirada. Há ainda alguma dúvida que o Estado tem que investir mais na PM e nas Forças Armadas?
*Albatroz 17:29 6 Janeiro 2003
Sugiro que da próxima vez se meta no fundo uma das embarcações espanholas. Talvez isso seja mais eficaz do que dúzias de protestos.
*CaragoNaoPorra 17:14 6 Janeiro 2003
Porrada nesses sacanas desses Castelhanos arrogantes!!! E Olivenca continua esquecida?
Quando e que Paulo Portas exige as autoridades de Castela a abertura de negociacoes para a devolucao de Olivenca a quem pertence, ou seja, a Portugal?
Então os Castelhanos exigiram negociacoes para discutir a devolucao da soberania de Gibraltar e o governo Portugues nao tem tomates para exigir negociacoes sobre Olivenca?
Porrada nesses sac.... desses Castelhanos arrogantes!
*Besugo 17:10 6 Janeiro 2003
Espanhois
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Os pescadores Espanhois tomam atitudes de desrespeito pelas autoridades Portuguesas apenas porque de um modo geral o Governo Português é subserviente, nomeadamente o Ministerio da Agricultura e Pescas. De louvar a atitude de Paulo Portas mas é preciso tratar os Espanhois com reciprocidade para que nos respeitem.Caso contrario os Espanhois têm conosco atitudes que não têm com Marrocos ou America Latina.Bigorrilhas 16:51 6 Janeiro 2003
O melhor talvez fosse confiscar as embarcações e aluga-las aos galegos (sempre ajudava as finanças), enquanto não pagassem uma choruda multa.
*Jotaeme 16:44 6 Janeiro 2003
Finalmente, há um governante português com coragem para meter esses arrogantes na ordem.
*(Correio da Manhã)
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- Rui Alves
Esses espanhóis são criminosos e como tal devem ser punidos judicialmente. Se já fugiram para Espanha, façam a Europol exercer o seu trabalho e prendê-los imediatamente para serem julgados. O Ministro da Defesa de Portugal não pode ficar imóvel neste caso.
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22/Dez/2002 - Paulo Costa
Olá, Companheiros
Espanha tem um incontido desejo de posse sobre Portugal. Ninguém tem dúvidas...
Algumas pessoas, deslumbradas com a entusiasmante perspectiva de rápida melhoria do nível de vida, afirmam ser favoráveis à absorção de Portugal por Espanha. Querem ser ricas de uma forma fácil, rápida e, de preferência, sem grande esforço... Esperam que Espanha, generosa e desinteressadamente, resolva todos os seus problemas. Isto denota uma ingenuidade tão infantil que chega a ser enternecedora... O que dirão os numerosos bascos, catalães, galegos e até andaluzes que, tendo recebido a graça de serem espanhóis, preferiam não o serem? Será ingratidão para com a tão generosa Espanha?Se queremos realmente melhorar o nível de vida no nosso país, está nas mãos de todos nós e de cada um de nós! Portugal já foi uma nação poderosa, mercê da audácia, engenho e brio das suas gentes. Poderá voltar a sê-lo, assim acreditem os portugueses de hoje e das gerações vindouras. Não somos inferiores a ninguém, por isso podemos conseguir o mesmo que outros conseguiram ou ir mais além. Lamúrias derrotistas não levam a lado nenhum seguramente. Sem esforço, não se consegue.
Recordo que Portugal já esteve sob domínio da coroa espanhola. No entanto, rezam as crónicas que, volvidos 60 anos de subjugação, os portugueses, insatisfeitos, pegaram em armas e quiseram voltar a mandar no seu destino. A restauração da Independência Nacional deu-se em 1 de Dezembro de 1640, acontecimento que assinalamos todos os anos (se bem que sem o destaque que a data merece).
Defender a integração de Portugal na Espanha, para além de constituir um atentando contra o legado da Independência que recebemos dos nossos antepassados, demonstra falta de inteligência e de memória histórica.
Errar é próprio dos homens, mas cometer o mesmo erro repetidas vezes é próprio dos idiotas.
Boas Festas!
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1/Out/2002 - Manuel Alonso
Atritos Azedaram Relações Entre Vizinhos
Portugal e Espanha conseguiram sempre atribuir uma tónica de harmonia às relações bilaterais, independentemente dos chefes de Governo serem ou não da mesma cor política. Mas os problemas estão lá, debaixo dos sorrisos que trocam em nome da convergência indispensável. Daí os esforços de aproximação, como a criação do grupo de amizade entre deputados, com Mota Amaral a defender um Parlamento mais interventivo na política externa.
Incidentes na fronteira
O presidente da Assembleia da República já garantiu que o incidente na fronteira está ultrapassado. A sua homóloga espanhola escreveu- lhe, em Julho, lamentando "profundamente" os incidentes com os deputados do Bloco de Esquerda e do PCP, agredidos e impedidos de entrar em Espanha para uma nanifestação anti-globalização em Sevilha, no contexto da segurança montada para o Conselho Europeu.
Camiões
Portugal protestou junto de Espanha contra incidentes, em Julho passado, envolvendo dois camiões portugueses. Estavam estacionados numa estação de serviço da Galiza quando foram incendiados. As queixas da empresa de transportes incluíam ameaças por parte de camionistas espanhóis em greve.
Extradição de Telletxea
Espanha insiste na extradição de Telletxea Maya, alegado colaborador da ETA a viver em Portugal. Mas a resposta tem sido negativa. Em Junho de 2000, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras accionou um processo de expulsão no tribunal de Sintra, que se decide pela não expulsão. Em Outubro, foi reaberto o processo de pedido de autorização de residência e, em Março deste ano, a Procuradoria- Geral da República comunicou a impossibilidade de se proceder à extradição por via administrativa.
Águas turvas
Em 1998, no Algarve, as ministras Elisa Ferreira e Isabel Tocino acordaram um sistema de gestão das bacias hidrográficas internacionais, deixando os espanhóis de poder desviar os caudais dos rios e deixar as barragens portuguesas sem água.
Olivença
O Grupo dos Amigos de Olivença lembra ao país que a cidade pertence a Portugal. E exige ao Governo a mesma força reivindicativa que os vizinhos espanhóis revelam ao reclamar Gibraltar.
[01-10-2002] [ Carla Soares, Jornal de Notícias ]
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28/9/2002 - Revista/ExpressoOnline
E Olivença?... Não existe?
Olivença é uma questão que interessa a Portugal e a muitos portugueses e as nossas relações com Espanha jamais se realizarão num clima de confiança e respeito mútuos enquanto a parte espanhola não devolver a Portugal os territórios que face ao direito internacional lhe pertencem e que estão abusivamente ocupados desde os princípios do século XIX.
Na longa entrevista que José Maria Aznar concedeu ao Expresso através da jornalista Maria João Avilez, publicada no número de 21 de Setembro, são abordados temas que interessam à integridade territorial e soberania de Espanha: Ceuta, Mellila, Gibraltar e até o minúsculo ilhéu de Parejil.
E Olivença? Não existe este problema para a senhora entrevistadora? Não foi politicamente correcto questionar o assunto? O assunto foi colocado e não respondido? Ou a resposta do PM espanhol foi «off the record»?
FRANCISCO M. GAIVÃO/Revista
E Olivença?... Não existe?
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17/Set/2002
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Apoio à Autodeterminação dos Povos Peninsulares - um Imperativo Constitucional
Ultrapassado que está um entendimento estritamente político do «direito dos povos à autodeterminação», característico de uma sociedade internacional em que os instrumentos da força superavam os valores da legalidade e da justiça, o «direito dos povos a disporem do seu próprio destino» é hoje amplamente reconhecido como um verdadeiro princípio jurídico imperativo, que não se detém perante as normas soberanas internas que as entidades estaduais estabelecem para defesa da sua unidade e integridade quando exista no seu seio uma comunidade humana originária possuidora de uma indiscutível identidade histórica, étnica e cultural. Tal é, indubitavelmente, o caso dos bascos, dos catalães e dos galegos, durante séculos submetidos pelo centralismo castelhano de Madrid a uma política de violento etnocídio cultural.
Inscrito na Carta das Nações Unidas, reconhecido várias vezes pelo Tribunal Internacional de Justiça e reclamado em numerosas situações por resoluções e recomendações da ONU, o «direito dos povos à autodeterminação» não pôde deixar de ser expressamente vertido no texto fundamental do ordenamento jurídico português, mas com um alcance que nos deve honrar pelo amplíssimo respeito que evidencia por todos os povos. Na verdade, a Constituição da República Portuguesa, não se limitando a estabelecer uma cláusula de recepção directa do Direito Internacional na ordem jurídica interna portuguesa, por via da qual o «direito dos povos à autodeterminação» seria abstractamente reconhecido, vai bastante mais longe. Estabelece tal princípio como orientador das relações internacionais do Estado português; declara que «Portugal preconiza a abolição do imperialismo, do colonialismo e de quaisquer outras formas de agressão, domínio e exploração nas relações entre os povos»; e vai ao ponto de afirmar que «Portugal reconhece o direito dos povos à autodeterminação e independência (...), bem como o direito à insurreição contra todas as formas de opressão».
O Estado espanhol, se pretende ser um membro respeitável na Comunidade Internacional, se não deseja ser visto como um pária para quem o Direito Internacional só existe enquanto não colidir com os seus mais mesquinhos interesses de dominação imperial e se aspira a não ser vislumbrado como um opressor que reiteradamente nega às nacionalidades basca, catalã e galega o direito de serem livres, tem de submeter-se às normas e princípios jurídicos dessa mesma comunidade internacional em que ao menos formalmente se integra, e especialmente tem de reconhecer a estes povos, por si vilmente oprimidos e humilhados, o indeclinável direito de escolherem o seu próprio destino: não apenas o de preservarem a sua cultura e de falarem a sua língua ou de adquirirem autonomia num Estado dominador pretensamente unitário, mas o direito ao seu autogoverno em liberdade e independência.
Para nós Portugueses, o apoio à autodeterminação dos bascos, catalães e galegos, longe de ser um interesse meramente estratégico ligado à conservação da nossa Independência, é sobretudo um dever moral e um imperativo que o Direito Internacional exige e que a Constituição da República Portuguesa irrecusavelmente nos impõe! Como cidadãos de Portugal e do Mundo, mas sobretudo como Homens Justos e Bons, saibamos estar à altura deste histórico desafio que o momento presente nos oferece! A mesma Liberdade que aspiramos para nós, temos de abnegadamente ajudar a construir para os outros, especialmente para aqueles que na Península Ibérica podemos sinceramente considerar como Irmãos e Amigos: os bascos, os catalães e os galegos!!
Mário Rui Simões Rodrigues
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29/Jun/2002
Exmo. Senhor Dr. Duarte Lima
Felicito-o pelo Seu excelente artigo.
Apenas me permito fazer 3 comentários:
1. Vem tarde este alerta, considerando que a política de entreguismo à Espanha começou no Governo do Prof. Cavaco Silva, que tinha exactamente como assessor diplomático o Emb. Martins da Cruz.
2. Nada há a esperar de Martins da Cruz, a não ser que, como agente indisfarçãvel dos espanhóis, continue a sua política de integração iberizante de Portugal na Espanha.
3. Não devemos reivindicar Olivença por causa deste incidente. É verdade! Devemos reivindicar Olivença porque é juridicamente nossa e porque a integridade territorial e moral de Portugal não é derrogável, alienável ou negociável.
Mário Rodrigues - Manifesto
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18/Jun/2002
Tal como alguns fizeram em relação ao artigo do General Loureiro dos Santos, sugiro que façamos uma acção de apoio e reforço em relação ao artigo do Cmdt. Virgílio de Carvalho.
Isto é muito importante para estimular o autor a escrever mais e para ampliar os efeitos do artigo por vários dias.
O DN publicou pelo menos dois dos nossos artigos escritos a propósito do General.
Mas também na imprensa regional e local podemos intervir, reforçando a ideia de que cresce o apoio a Olivença Portuguesa.
Convém enviar pela Net e simultaneamente pelo correio normal. Há mais garantias de que chega ao destino.
Uma simples carta de apoio ao JN já chega para ter impacto no jornal e nos jornalistas.
O artigo do Cmdt. Virgílio de Carvalho é muito bom para a análise das relações luso-espanholas e para a Causa de Olivença.
Fonte:Mário Rodrigues
Jornal de Notícias, Rua de Gonçalo Cristóvão, 195, 4000-269 Porto
InformaçãoOlivençaNet-Serviço informativo independente e gratuito sobre Olivença
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22/Abr/2002
Propostas: UE Pode "Matar" Pesca
EVA CABRAL
A Comissão Europeia tem na calha propostas que implicam "a morte anunciada do sector das pescas em Portugal", alertou ao DN Frazão Gomes, secretário de Estado adjunto e das Pescas.
No Conselho de Ministros Europeu de 28 de Maio, Bruxelas tenciona avançar com uma proposta que passa por pôr um ponto final nos apoios ao investimento na modernização da frota, enquanto aumentam os subsídios ao abate de embarcações.
Portugal considera que "se estas propostas forem materializadas, se está perante uma situação lamentável" que colide com as resoluções políticas aprovadas no âmbito da Agenda 2000.
Frazão Gomes refere que, se do ponto de vista político, a intenção de Bruxelas "configura um retrocesso em relação ao acordo a que se chegou no âmbito da Agenda 2000", mesmo do ponto de vista técnico se parte de premissas incorrectas.
Isto porque se tende a considerar que os países que querem continuar a apoiar a modernização e construção de novas embarcações estão a aumentar a capacidade de captura, o que está longe de ser verdade.
Segundo o secretário de Estado, Portugal tem neste momento uma frota muito envelhecida, o que faz com que os investimentos neste domínio sejam necessários para se poder garantir a segurança dos pescadores e a qualidade do produto oferecido aos consumidores. Não se trata de aumentar a quantidade de pescado desembarcado, mas sim garantir que este chega ao consumidor em boas condições, o que passa por ter embarcações modernas.
Exemplo disto mesmo é a pesca de cerco, aquela que se pratica nas zonas costeiras, e que se dedica, designadamente, a capturar sardinha e carapau.
A frota que actualmente se dedica à pesca de cerco tem cerca de 25 anos, o que faz com que as condições de segurança dos pescadores e a qualidade do peixe esteja em causa.
Face às intenções de Bruxelas, e que Portugal considera "inaceitáveis", irão ser adoptadas todas as medidas ao alcance do país no sentido de as bloquear.
Recorde-se que após a apresentação da proposta por parte da Comissão a matéria irá ainda ao Parlamento Europeu, pelo que decisões definitivas ainda demorarão a ser tomadas.
Portugal tenciona manter com os outros parceiros do chamado grupo dos seis - Espanha, Itália, França, Grécia e Irlanda - conversações. Frazão Gomes realça que o Director Geral das Pescas tem instruções para promover, em Lisboa, uma reunião com os seus homólogos, precisamente para se concertarem posições.
A proposta da UE, acusa Lisboa, é "cega", já que quer tratar de igual forma os países que possuem uma frota nova e os que têm uma frota velha, os que actuam no domínio da pesca industrial com os que estão na pesca de cerco e que não põem em causa a renovação das espécies e o equilíbrio ecológico.
Por outro lado, no âmbito dos chamadas POP (Programas Operacionais de Pesca), em vigor nos últimos anos, Portugal reduziu em 21 % para além das metas impostas por Bruxelas a sua capacidade pesqueira. Outros países, por exemplo a Holanda optaram por, no mesmo período, aumentar a referida capacidade em 15 %.
Recorde-se, ainda, que Portugal é no espaço da UE o maior consumidor per capita de peixe, sendo também o maior importador. Por outro lado, em relação ao pesqueiro de bacalhau da Gronelândia, o país continua impedido de pescar, mesmo quando a Alemanha tem uma quota atribuída que não utiliza.
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23 Fevereiro 2002 - Saul Fino de Sousa
"Muito obrigado Espanha" Cáceres (Espanha)
sábado, dia 9 de Fevereiro de 2002.
Eu e mais dois colegas, na qualidade de membros do Grupo dos Amigos de Olivença e com a atitude pacífica que nós é tão própria, entregávamos panfletos aos jornalistas que ali estavam, por ocasião da Cimeira da União Europeia.As forças da ordem do Estado espanhol, ao aperceberem-se que os panfletos relatavam uma verdade histórica que tanto os incomoda, acharam por bem implementar medidas de coacção algo bizarras para um Estado que se apelida de "democrático".
Invocando a Ley de Seguridad del Ciudadano, surgiram mais de 25 agentes policiais armados, que imediatamente formaram um cordão à nossa volta. Dando ordem para nos virarmos contra a parede e permanecermos de mãos levantadas, identificaram e revistaram-nos de alto a baixo, como se fôssemos um bando de criminosos.
Ali ficámos imobilizados durante mais de meia hora. Ali ouvimos injúrias dirigidas a nós, às nossas queridas mães e aos portugueses em geral. Ali foi recusada a presença do nosso advogado, o qual acabou por se juntar a nós, mas na qualidade de detido. "Os advogados portugueses em Espanha não são nada", informava um agente policial, aos berros, num castelhano rancoroso.
O clima de democraticidade era de tal modo intenso - passo a ironia - que até os repórteres das estações de TV foram impedidos de filmar.A ideia do Estado espanhol, ali representado pelas suas forças policiais, era intimidar, humilhar e ridicularizar o Grupo dos Amigos de Olivença, mas o "tiro saiu pela culatra".
Conseguiram, sim, dar visibilidade e promover a nossa causa, ao ponto de virmos a ser notícia em vários órgãos de informação, nacionais e estrangeiros, entre os quais o prestigiado periódico inglês The Times.Por essa actuação da polícia espanhola, venho a título pessoal agradecer o bom trabalho que fizeram pela causa de Olivença: muito obrigado, Espanha!(Batalha)
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ARTIGOS Recolhidos de Vários 'Lugares' de Interesse à CAUSA OLIVENTINA
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OPINIÓN
Domingo 23 de Febrero de 2003
Salvaterra de Portugal
- Por Avelino Abuín de TembraPORTUGAL vive mergullado nunha rexa campaña antiespañola. As batallas antiespañolas en Portugal aparecen periodicamente por tempadas ou xeiras. Unha constante, reiterativa e pertinaz é a reivindicación de Olivenza para os dominios de Portugal. Se España desexa recuperar Xibraltar, deberá antes restituír a soberanía portuguesa en Olivença.
En 1657, no transcurso da guerra luso-española da Restauración, Olivenza —Olivença— foi tomada polas tropas do duque de San Germán. En 1668 foi devolta a Portugal polo tratado de Lisboa. Na 'guerra das laranxas' foi ocupada definitivamente. O tratado de Badaxoz de 1801 ratificou a posesión. Esa ferida non quedou aberta no nacionalismo portugués. Olivenza-Olivença é o símbolo dunha discordia eterna. Un xornal do Porto fala incluso do "medo a España''.
O 'Manifesto dos 40' reivindica para Portugal un camiño propio na senda da globalización. No Manifesto dise literalmente: "Portugal tem de ter un rumo, uma estratexia. Essa estratéxia tem de ser definida em conjunto polo Estado e por forças da sociedade civil, empresários, intelectuais, fundaçôes, clubes''... Comentario que se perfila nos medios de comunicación: "A ideia que fica do 'Manifesto dos 40' nâo é mais que uma atitude orgulhosa e ciumenta dos nossos empresários face aos seus congénitos espanhois. Um sentimento de inveja, de rivalidade impotente face ao dinamismo e emprende dorismo espanhol. Há razôes para ter medo dos espanhois''. Semella unha necidade esta maneira de pensar no século XXI pero non o é.
O que non se esperaba era que no paquete de Olivenza-Olivença e os 'Llanos de Olivença' se inclúa o episodio de Salvaterra. Salvaterra do Miño para ser xustos. No triste desamparo en que se encontra a Historia de Galicia, os seus episodios e capítulos, poucos íncolas coñecerán que Salvaterra foi portuguesa ata 1659. Reivindicada agora por exacerbados nacionalistas trasnoitados.
Portugal perdeu Salvaterra trala guerra de Restauración. Defendía Salvaterra o conde de Castelo Melhor con medio milleiro de soldados. Con Salvaterra tamén se defendía a fortaleza de Monçâo. O tratado de Alcañices entre o rei Dinís e Fernando IV de Castela establecía as fronteiras dos dous países peninsulares. Salvaterra, en cambio, permaneceu en mans castelás gracias á incuria da Comisión Internacional de Límites, que lexitimou a ocupación. Co tempo deixou de ser un territorio en litixio. Como outras terras irredentas de Portugal: San Fins dos Galegos, provincia de Zamora, Vila Real, Alondroal e outras freguesías da provincia de Badaxoz.
Os monumentos