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"Crer e Querer para Vencer"
Movimento Patriótico
OLIVENÇA e JUROMENHA: 750 Km2 do Alentejo, Portugal, estão iligítimamente e ilegalmente ocupados e colonizados pelos espanhóis desde 1801. Com Az(n)ar ou sem ele, ainda a Espanha insiste por uma estratégia universal de apoderar-se e desmembrar, como tentou fazer em 1807 pelo Tratado (hispano-francês) de Fontainbleu, todo o nosso país.
Não é isto realmente toda a verdade, ainda em 2004, sempre à moda castelhana, da política imperialista de Madri?
Ligações:
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Olivença
Juventude Popular
/olivenca.htm
Portugal e Espanha http://www.portugal-e-espanha.blogspot.com
Enciclopédia "Kiwi"
http://www.wikipedia.orgValadares & a Cidade
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18/Jan/2003 - Linhas de Elvas - Nuno Barraco
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Uma Batalha com História
O feriado municipal voltou a acolher as cerimónias comemorativas de mais um aniversário da Batalha das Linhas de Elvas, este ano imbuídas de um maior simbolismo, tendo em conta a reconstrução do Padrão situado no sítio dos Murtais, que havia sido destruído no último dia de Novembro do ano transacto.
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A passagem de mais um ano sobre a data da Batalha das Linhas de Elvas voltou a ser assinalada na cidade com todo o simbolismo que este acto representa para os elvenses em particular e para os portugueses em geral. O programa comemorativo do 14 de Janeiro começou com o içar das bandeiras nos Paços do Concelho, a que se seguiu a romagem ao Padrão situado no sítio dos Murtais, local onde se realizou uma cerimónia de homenagem aos mortos com a respectiva deposição de flores e salva de tiros.
Posteriormente, a comitiva dirigiu-se para a igreja de São Francisco, no Cemitério Municipal, para colocar uma coroa de flores junto ao túmulo do general André de Albuquerque Riba-Fria.
Já na praça da República, largas dezenas de populares assistiram às cerimónias militares e militarizadas que foram presididas pelo comandante da Região Militar do Sul (RMS), Carlos Manuel Ferreira e Costa. O estandarte nacional integrou-se na formatura após a continência das forças em parada, constituídas por duas companhias de infantaria do RI8, um pelotão de infantaria da GNR, um pelotão de reconhecimento do Regimento de Cavalaria 3, uma bataria da Escola Prática de Artilharia, um pelotão de cavalaria da GNR, um pelotão da Polícia de Intervenção da PSP, a Banda da RMS, os Bombeiros Voluntários e o Núcleo de Elvas da Cruz Vermelha Portuguesa.
Durante o seu discurso, o comandante do Regimento de Infantaria nº8, Melo Gomes, relembrou os acontecimentos passados há 344 anos, aquando do cerco de Elvas e respectiva batalha. “Esta acção militar, designada guerra da restauração, foi uma das várias que, durante 28 anos, contribuíram decisivamente para libertar Portugal dos castelhanos, permitindo restaurar definitivamente a independência do País”. Foi por isso que a escolha do dia da cidade recaiu no 14 de Janeiro, comemorando-se, ano após ano, “a bravura, a tenacidade, o sentido de sofrimento, a força anímica e o apego à terra mãe dos elvenses”.
Melo Gomes não terminou sem realçar que “o espírito que moveu os elvenses de então ainda persiste nos dias de hoje, consubstanciado na interligação e na saudável coexistência mantida entre as gentes de Elvas e os militares das unidades aqui sediadas e também pelo zelo e preocupação que a edilidade demonstra na preservação dos valores e do património histórico de um País, de que é exemplo incontornável o recente esforço e dedicação postos em prática com a finalidade de preparar e restaurar em tempo útil o Padrão dos Murtais”.
O presidente da Câmara Municipal de Elvas, Rondão Almeida, começou por lembrar “o nobre sacrifício que a população de Elvas passou em 1658, sabendo resistir, durante três longos e penosos meses, ao cerco das tropas inimigas e ao horror provocado pela peste, pela fome e pelos bombardeamentos”. De igual modo, não esqueceu “as figuras heróicas que deviam até servir de exemplo para enfrentar as dificuldades actuais”.
O autarca aproveitou ainda esta oportunidade para abordar três questões que o preocupam, entre elas o futuro do Regimento de Infantaria nº 8. “Trata-se de uma unidade acomodada no riquíssimo património da cidade, naquelas que foram as primeiras instalações construídas em Portugal com o fim específico de aquartelar tropas do Exército, edificadas com o dinheiro dos elvenses e excelentemente bem conservadas. A população sente um orgulho inestimável por continuar a acolher nos seus quartéis unidades do Exército português, pelo que é impensável para qualquer um de nós conceber Elvas sem os militares. Sem eles, esta cidade sentir-se-ia decepada da parte mais importante da sua vida e da sua razão de existir ao longo de séculos”.
Por tudo isto, o edil não consegue “admitir que se possa pensar na desactivação do RI8 a curto ou médio prazo, quer seja por razões meramente económicas ou por motivos operacionais” e deixa o apelo ao comandante da Região Militar do Sul: “Tanto quanto lhe seja possível influenciar a reorganização em curso junto do chefe de Estado Maior do Exército e do ministro da Defesa, reforce estas minhas palavras de estima e consideração para com o Regimento de Infantaria nº8 e a necessidade mútua de existência entre a cidade e esta unidade”.
A evolução do ensino superior na cidade, que no último ano sofreu “uma estagnação total”, e a situação do Hospital de Santa Luzia, são outras das preocupações do presidente.
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12/Jan/2002
344 Anos do Aniversário da Batalha de Linhas de Elvas
14 de Janeiro de 1659![]()
Elvas está ligada fortemente a muitos importantes momentos históricos de Portugal.
Tomada aos árabes em 1166 por D. Afonso Henriques, foi perdida depois; reconquistada em 1200 por D. Sancho I, novamente voltou ao poder dos mulçumanos.
D. Sancho II retomou-a em 1226, abandonando-a logo a seguir, mas em 1229, ano em que lhe concedeu foral, ficou definitivamente incorporada no território português.
Em 21 de Abril de 1513, D. Manuel I confere-lhe o título de cidade e em 1570, D. Sebastião elevou-a a Sede Episcopal, extinta em 1882.
Celebraram-se no Castelo de Elvas, em 1361, umas Cortes que ficaram históricas por nelas ter falado, pela primeira vez, o povo.
A cidade de Elvas também está ligada à Independência. Em 1336, o Rei de Castela Afonso IX, sogro de D. Afonso IV, cercou Elvas mas não conseguiu tomá-la (Batalha do Salado).
Quando das guerras entre D. Fernando e Castela, a Praça de Elvas teve papel de relevo. Em 1381, D. João Rei de Castela, concentrou tropas e cercou Elvas sem resultado. No ano seguinte D. Fernando veio de Lisboa para Elvas reunir-se às tropas aqui concentradas para atacar os castelhanos, mas não chegaram a bater-se. Fez-se a paz e combinou-se o casamento de D. Beatriz, filhas de D. Fernando, com D. João I, de Castela.
Quando D. Leonor Teresa proclamou, depois da morte de D. Fernando, D. João de Castela Rei de Portugal, Elvas amotinou-se. O povo, com Gil Fernandes (grande patriota elvense) a comandá-lo, assaltou o Castelo, prendeu o alcaide, que era Pedro Álvares, irmão de Nuno Álvares, e pô-lo fora. Gil Fernandes salvou-o de ser morto pelo povo enfurecido.
Depois de aclamado D. João I, o Rei de Castela cercou Elvas, que foi defendida pelo seu alcaide, que era Gil Fernandes, valentemente. O cerco durou 25 dias mas os castelhanos tiveram que retirar-se.
Depois da Batalha de Aljubarrota, foi de Elvas que partiu o Condestável para a batalha de Valverde, que ganhou (1385).
Ao perdermos a Independência, no século XVI, o Duque de Alba ocupou a cidade por traição.
Elvas teve uma importância capital na Guerra da Restauração. Aqui foi D. João IV proclamado Rei, em 3/12/1640. A seguir foi nomeado Governador da Praça João da Costa (Mestre de Campo).
Em meados de 1641 e em Setembro do mesmo ano foi Elvas atacada pelo General Monterey, que foi repelido. Da última vez foi o Governador ao seu encontro, extra muralhas, e Monterey teve que retirar depois de curto combate.
Em 1644 novo cerco e ataque a Elvas pelo General Torrecusa, com 15.000 homens e nova heróica e indomável resistência de Elvas por apenas 1,000.
Mas o mais conhecido feito heróico, a que o nome de Elvas está ligado, e´ á "Batalha de Linhas de Elvas", que teve altas consequências morais e materiais para os portugueses, vindos da esplêndida vitória alcançada no dia 14 de Janeiro de 1659.
A Batalha de Linhas de Elvas
A manhã do dia 14 de Janeiro de 1659 nasceu com nevoeiro, mas o nevoeiro que existia dissipou-se e o dia aparece cheio de sol. O general castelhano D. João Pacheco que saiu a reconhecer as suas tropas, pensou que não atacaríamos nesse dia. O comandante D. Luís de Haro ordenou ao exército que fosse para os quartéis.
D. Luís de Haro, que investiu contra a praça de Elvas já a havia cercada durante 3 meses. Os elvenses e as suas tropas resistiram ao cerco. A guarnição elvense (11.000 homens, reduzidos por numerosas epidemias), resistia sempre aos 14.000 homens, 2.500 cavalos e numerosas artilharia castelhana.
O comandante das tropas portuguesas, D. André de Albuquerque, tinha conseguido sair do cerco e se juntar ao exército de socorro para ajudar os elvenses. Esse exército era organizado pelo Conde de Vila-Flor. Compunha-se de 8.000 infantes (2.500 regulares), 2.900 cavalos e 7 peças de artilharia. Saíram de Estremoz dia 11 e chegaram frente a Elvas dia 13.
As tropas portuguesas que já na véspera se haviam preparado para a batalha resolveram atacar os espanhóis. Mil homens escolhidos, na frente, comandados pelo Mestre de Campo, General Diogo Mendes de Figueiredo; 3.000 infantes, 1.200 cavalos comandados pelo Conde de Mesquitela e André de Albuquerque, na vanguarda; e ainda o maior número de tropas, 800 cavalos e artilharia, comandada por Afonso Furtado de Mendoça. o Conde de Cantanhede.
O comandante D. Luís de Haro tentou remediar o mal feito, mas as nossas tropas entraram nas suas linhas e conquistaram um fortim e, ao fim de mais algumas horas de luta renhida, tomaram mais fortins. Na luta perdeu a vida D. André de Albuquerque, muitos soldados e oficiais. Os espanhóis foram abatidos e tiveram muitos mortos e retiraram em desordem.
O comandante Conde de Cantanhede foi considerado um dos heróis da Batalha de Linhas de Elvas, que aconteceu no reinado de D. Afonso VI, que pertenceu à 4ª dinastia (de Bragança).
Agora é considerado feriado municipal do concelho de Elvas, o dia 14 de Janeiro.
Outros acontecimentos notaveis que involve Elvas na História de Portugal:
Também na Guerra da Sucessão, Elvas teve, igualmente, um importante papel, pois aqui concentrou o Marquês de Minas as suas tropas para atacar a Espanha, onde tomámos Placência e Alcântara.
Em 1706 e 1711 foi atacada pelo Marquês de Bay, mas repeliu sempre os ataques dos espanhois, com grandes perdas para o inimigo.
Na curta guerra de 1801, os espanhóis cortaram a ligação de Elvas com o exército português, e o seu Governador, D. Francisco Xavier de Noranha, foi convidado a render-se. Este respondeu, bravamente, que enquanto houvesse pedra sobre pedra nos baluartes, um soldado que podesse disparar um tiro e fosse vivo o General Comandante, ninguém falaria em capitular. O inimigo retirou-se.
Entre D. Pedro e D. Miguel, Elvas escolheu ser miguelista (1823-1827).
Em Elvas se fez a paz entre alguns contentores: D. Dinis com o seu irmão D. Afonso, em 1292.
Também se celebraram casamentos ilustres:
D. Beatriz, filha de D. Fernando, com D. João de castela, em 1383; infante D.João, filho de D. João III, com D. Joana, filha do Imperador Carlos V, 1552; D. Teodósio, Duque de Bragança, com D. Ana de Velasco, em 1603; do filho destes, D. João (mais tarde D. João IV) com D. Luísa de Gusmão (1633); e D. José, Principe do Brasil (mais tarde Rei de Portugal) com D. Maria Anna de Bourbom, em 1719.Com os meus apreciaveis agradecimentos a Vera Bagorro e a Luis Trindade - Rui da Silva
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21/Dez/2002 - Linhas de Elvas
Coroa Recuperada
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A coroa real do padrão da Batalha das Linhas de Elvas foi recuperada pela polícia judiciária no concelho de Nisa, na semana passada. Entre os dias 11 e 12 de Dezembro, foram detidos três indivíduos, todos de etnia cigana, entre os 19 e os 28 anos, como sendo os presumíveis autores do furto e dano ocorrido a 30 de Novembro. Além disso, foi também interceptado o alegado receptador.
Os homens foram ouvidos no Tribunal Judicial de Elvas, na quinta-feira, 12. O ‘Linhas’ apurou que dois dos detidos ficaram em prisão preventiva e os restantes condicionados a termo de identidade e residência, com obrigação de apresentação bi-semanal no posto policial da área da residência.
Um dos indivíduos é de Nisa (receptador) e os restantes três residem nas barracas das Fontaínhas, em Elvas. Mais se apurou que os arguidos, embora com versões divergentes, terão vendido e comprado, respectivamente, pelo valor aproximado de 400 euros. Foi também constituída arguida uma jovem de 19 anos por “presumível co-autoria”.
Tratou-se de uma operação conjunta entre a Polícia Judiciária (PJ) e a Guarda Nacional Republicana de Elvas que culminou, igualmente, na apreensão da “viatura utilizada para a execução dos factos delituosos bem como de uma arma de fogo, tipo ‘shot gun’, que se encontrava na posse de um dos visados”, relata a nota de imprensa da PJ.
A coroa real, em mármore branco de Estremoz, com 100 kgs, foi devolvida ao Município elvense que, na tarde de dia 12, convocou uma conferência de imprensa para anunciar a recuperação da peça desaparecida.
O presidente da Autarquia, Rondão Almeida, exibiu “com gosto” a coroa, o que foi possível graças ao “trabalho desenvolvido, em semana e meia, pelas forças policiais e de investigação”.
O autarca garantiu que a peça estará no local original ainda esta semana. O edil afirmou que na reedificação do monumento, “as peças foram sendo colocadas para dar tempo a que as massas adiram aos novos elementos”. Esta foi a resposta a uma pergunta do ‘Linhas’ que questionou ainda sobre um hipotético reforço da segurança no sítio dos Murtais. “É impossível que monumentos com esta grandeza e no local onde se encontram, possam ter um policiamento 24 sobre 24 horas. Esperamos pelo civismo das pessoas e que não seja por questões comerciais que se faça aquilo que aconteceu no dia 30 de Novembro. Depois de colocado o monumento, estamos convencidos que não será brevemente que passará pela cabeça de outro tentar derrubar o padrão para roubar a coroa”.
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14/Dez/2002
Ladrões Voltam, Desta Vez a Juromenha
*Assalto às Portas do Castelo - Célia Oliveira - Linhas de Elvas
Dois indivíduos de nacionalidade espanhola foram detidos, no dia 4, quando se preparavam para retirar objectos do Castelo de Juromenha. O julgamento realizou-se no dia seguinte e os homens sairam em liberdade, após pagamento de multa.
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No dia 4 de Dezembro, cerca das 18,30h, dois indivíduos, de nacionalidade espanhola (Badajoz), foram apanhados em flagrante quando tentavam retirar as portas de uma das igrejas do Castelo de Juromenha. Os homens foram detidos e, na manhã seguinte, julgados no tribunal de Vila Viçosa, de onde sairam em liberdade, mediante o pagamento de uma taxa de multa. Os intrusos foram imediatamente julgados por se tratar de flagrante delito e por serem de nacionalidade estrangeira, avançou fonte da GNR do Alandroal. Além das duas meias-portas em ogiva, também duas outras - da Casa da Guarda - se encontravam fora do sítio habitual. O presidente da Junta de Freguesia de Juromenha, Paulo Infante, revela mesmo uma curiosidade: “Eles acabaram por se enganar a si próprios. As portas foram colocadas há 16 anos, quando se realizaram as últimas obras de restauro no Castelo. Tinham uma talha antiga e com os temporais pareceriam, à primeira vista, antigas”. Os quatro objectos (embora só as portas da igreja contassem para o processo judicial), foram avaliados, por um técnico, em dois mil euros.
O autarca revelou ao ‘Linhas’ que, naquela quarta-feira, “um funcionário disse ao tesoureiro da Junta que as portas da Igreja da Sra do Loureto e da Casa da Guarda tinham sido retiradas das aduelas e estavam encostadas às paredes. O Castelo estava aberto. Fiz chegar a informação à GNR do Alandroal. Daí a uns minutos, o tesoureiro voltou a telefonar-me, a dizer que havia dois indivíduos dentro do Castelo, fazendo-se transportar num jipe de matrícula espanhola. Voltei a telefonar à GNR que veio e conseguiu apanhar os homens, que já tinham duas portas dentro do jipe, prontos para arrancar”.
Paulo Infante adianta que o vandalismo não é novo naquele espaço histórico. “Algumas vezes vêm só para partir vidros, estragar as fechaduras das portas, como noutras alturas os individuos que visitam o Castelo vão retirando alguns pedaços das paredes e das pinturas que ainda se encontram”.
A Junta de Freguesia pretende, no entanto, conseguir uma solução para o espaço. “Temos algumas instituições que pretendem investir nesta fortaleza, apenas aguardamos algumas informações dos Monumentos Nacionais, do IPPAR, etc. Vamos tentar ver se conseguimos fazer alguma coisa desta fortaleza. Nestes dias, a entrada do Castelo vai ficar fechada, enquanto não tivermos as outras portas nos sítios respectivos. Depois, vamos ter de encerrar o Castelo a horas certas para que não possam vir estes vândalos e fazer, novamente, este tipo de coisas”. Questionado pelo ‘Linhas’ sobre se existe vigilância permanente no interior do espaço, Paulo Infante sublinha que “como Junta de Freguesia pequena, com poucos habitantes e com a verba que recebemos, não conseguimos fazer face ao custo de ter uma pessoa a fazer vigilância a esta fortaleza. Gostaríamos. Iremos fazer como até agora: abrir de manhã e fechar à tarde”.
*Ladrões Espanhois em Juromenha
Devemos ficar sem a menor ilusão que a nossa fronteira necessita imediatamente de maior segurança. Os espanhois atrevem-se à vontade porque Portugal está de "portas abertas" para qualquer crime. Situação muito séria!
Rui da Silva
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10/Dez/2002
ESCÂNDALO!
Linhas de Elvas - 06 de Dezembro de 2002
Padrão no Chão
«O Padrão da Batalha das Linhas de Elvas foi encontrado destruído na tarde de sábado, 30. A coluna estava desfeita em pedaços, enquanto que a coroa real (que se situava no topo) desapareceu. Ao que tudo indica, a queda não foi acidental. O ‘Linhas’ deixa-lhe os dados históricos do Monumento Nacional, assim como as opiniões - indignadas - de quem conhece bem aquele património. As imagens do vandalismo.
Como qualquer cidadão nacional entendo que se tratou, não apenas de um acto vandálico inqualificável mas, sobretudo, de um atentado à memória colectiva dos portugueses.
E isto porque foi destruído um monumento nacional, erigido há cerca de 350 anos a uma gesta seiscentista dos alentejanos e, estranhamente, na véspera do 1º de Dezembro, data da comemoração da Independência Nacional, que foi a causa próxima da Batalha das Linhas de Elvas.
Não se tratou de um simples acto de delinquência, que atormenta o quotidiano dos portugueses.
Há que encontrar as motivações de actos como este, a montante. A sociedade actual perdeu referências morais, cívicas e históricas, por acção e inacção dos políticos ocidentais, particularmente os europeus, que entendem que o dinheiro fácil resolve todos os problemas.
Com uma justiça lenta, um código penal permissivo, um ensino à deriva e a proliferação de responsáveis que exultam com a conquista de direitos e apoucam o sentido do dever, vão caindo pouco a pouco, os Padrões do nosso orgulho e a almejada Democracia política e social vai, inexoravelmente, dando lugar à Ditadura do terrorismo e da delinquência.
Felizmente, há sempre alguém que resiste!
Amândio Oliveira da Silva»