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OLIVENÇA
PORTUGAL LIVRE

Movimento Patriótico

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"Crer e Querer para Vencer"

A Polémica da Ponte Nossa Senhora da Ajuda, Alentejo, Portugal

Notícias Sobre o Litígio de Olivença

Terça, 19 de Agosto 2003  a  Domingo, 31 de Agosto 2003

Litígio Internacional


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Nova Página de Paulo Costa:

http://zolmerxu.cjb.net/olivenca.htm
 

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Desde o dia 1 de Agosto de 2003, o conflito de Olivença está incluido na página de informação sobre Portugal da CIA!

http://www.odci.gov/cia/publications/factbook/geos/po.html#Issues>http://www.odci.gov/cia/publications/factbook/geos/po.html#Issues
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30 de Agosto de 2003

A Velha Ponte da Ajuda

Tenho seguido com atenção o que se tem escrito sobre a velha Ponte da Ajuda, em que trabalhos meus várias vezes são citados. Gostaria, pois, de dizer algo em relação aos problemas históricos colocados, nomeadamente em torno da visita de D. João a Olivença em ll de Novembro de 1716.
Destruída em 1709, estava a Ponte em ruínas em 1716... como hoje. Só podemos especular sobre como o Rei terá transposto o Guadiana. Há várias hipóteses. O Rei poderá ter passado o Rio no lugar a bordo de uma luxuosa barca, como sugeriu o vosso colaborador João Aranha. O Rei João V poderá também ter mandado proceder a uma reparação provisória com tábuas, mesmo porque a Ponte estaria menos destruída do que em 1801 ou hoje em dia. O monarca em questão ficou célebre na História de Portugal não só por grandiosas edificações em pedra (basta lembrar o Convento de Mafra), como (e aqui é importante!) por construções PROVISÓRIAS que mandava erguer quando considerava necessário.
O luxo que tais construções ostentavam, ainda que estivessem de pé por pouco tempo, é recordado em diversos documentos. Assim, ele poderá ter feito algo na Ajuda deste género. Poderá estar mesmo aqui a explicação para uma tradição oliventina: a de que a Ponte da Ajuda chegara a ser reconstruída com tábuas. Talvez se tratasse de uma reparação provisória efectuada para a visita real, que tenha estado de pé uma meia dúzia de anos! A tradição de pontes de madeira na Estacada e em Juromenha baseia-se somente na tradição popular, nomeadamente entre gentes dos “montes” à volta.
Nenhum documento o confirma. No caso da Estacada, dada a proximidade das margens, pareça ser uma hipótese provável, ao contrário de Juromenha, onde a largura das mesmas margens parece tornar tal construção inviável tecnicamente. Mas, na verdade, as tradições já se têm revelado surpreendentemente verdadeiras. Quem sabe não se encontrarão ainda documentos surpreendentes? A Ponte foi vendo o seu estado degradar-se ao longo dos séculos.
Ignora-se se terá sido ou não mais deteriorada aquando da ocupação em 1801. De qualquer forma, ela era bem um símbolo, nomeadamente para os oliventinos que resistam a uma persistente espanholização que se desenvolveu ao longo do Século XIX, e que levou muitos a fugir para Elvas e outras povoações... mesmo porque Olivença, nessa época, se viu mergulhada num triste marasmo. A Terra das Oliveiras, comparável a Elvas e a Badajoz em 1801, foi ficando para trás... apesar do título honorífico de Cidade que recebeu em 1852. O início do Século XX não alterou esta situação e todos os pedidos de Reconstrução da Ponte se detinham no problema da Soberania. E as pedras lá iam caindo... uma a uma... Sabemos que o franquismo reprimiu de forma mais radical o muito que de portuguesismo sobrevivia em Olivença. Curioso é que, na época, Madrid procurasse esconder aos habitantes que se vivia melhor em Portugal do que em Espanha. Recorde-se também a atitude actual do Estado espanhol, em relação a Gibraltar, onde se vive melhor que em Espanha: considera-se que tal “insignificância”, bem como a rejeição da união à Andaluzia por 99% da população do Rochedo, não podem por em causa os direitos de soberania de Madrid, pois tal é “sagrado” (quando muito, propõe-se aos gibraltinos um estatuto especial e um período de transição). Na verdade, há uma maneira espanhola muito “original” de discutir este tipo de problemas!
A Ponte acompanha pois a dolorosa História de Olivença, ainda a escrever-se. É necessário, pelo menos para muitos portugueses, que os oliventinos reaprendam a sua História (só a Língua é bom, mas não chega; dir-se-ia uma alma sem corpo...), e que todos os problemas que rodeiam a Reconstrução da Ponte sejam colocados claramente, o que não se tem verificado. Basta recordar que, entre Março e Julho deste ano de 2003, os jornais portugueses (Expresso, Público, Diário de Notícias, etc.) se referiram livremente às peripécias diplomáticas que rodearam o problema da Ponte, e que envolveram o Governo, o Ministério dos Negócios Estrangeiros, protestos junto do Governo de Madrid. Tais notícias foram enviadas para jornais espanhóis... e NADA foi publicado... salvo seis linhas (!!!) no “El Periodico Extremadura”!
Como é possível falar seriamente com oliventinos e espanhóis da Ponte e das divergências sobre soberania nestas condições? De qualquer forma, as obras pararam. Será talvez tempo de fazer uma espécie de balanço. Verificar “in loco” as técnicas utilizadas, e, caso se verifique não terem sido as mais correctas, procurar responsabilidades junto de quem autorizou as obras. Esperamos que o IPPAR proceda a este trabalho.
E por aqui me fico, consciente que muito mais haveria a dizer.

Carlos Eduardo da Cruz Luna - Estremoz

A Velha Ponte da Ajuda

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O Litígio de Olivença

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