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"Crer e Querer para Vencer"

Olivença - Portugal Livre

Movimento Patriótico

www.portugal-livre.00freehost.com

OLIVENÇA e JUROMENHA: 750 Km2 do Alentejo, Portugal, estão iligítimamente e ilegalmente ocupados e colonizados pelos espanhóis desde 1801.  Ainda hoje a Espanha insiste por uma estratégia universal de apoderar-se e desmembrar, como tentou fazer em 1807 pelo  Tratado (hispano-francês) de Fontainbleu,  todo o nosso país. 

Mesmo em 2005, continua vivo, sempre à moda castelhana, a política imperialista de Madri.

Portugal - 'de Jure'  Fronteira/Border

Notícias de Olivença  Dezembro 2005

Atenção CIA, MNE Reafirma Olivença ser Portuguesa

Ministério dos Negócios Estrangeiros

Gabinete do Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros

                                                                        2005-12-09


  A Direcção do Grupo dos  Amigos de Olivença

 Exmos Senhores e Senhoras

Encarrega-me S Exa o Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros de agradecer a carta de V Exas, datada de 16 de Novembro passado.

No que se refere ao objecto na carta, asseguro a vossas Exas que não existe qualquer alteração na doutrina seguida pelo governo português relativamente ao território de Olivença, conforme reafirmada pela Constituição da República Portuguesa de 1976.

Com os melhores cumprimentos

O Chefe de Gabinete

(assinatura)

(Bernardo Ivo Cruz)

Jornal "MIRADOURO", Cinfães, 02-Dezembro-2005 
OPINIÃO - Carlos Oliveira (jornalista)

Pressão espanhola na base de postura norte-americana
 CIA MANDOU RETIRAR QUESTÃO DE OLIVENÇA DO SEU ANUÁRIO DE CONFLITOS INTERNACIONAIS

A CIA - Agência Central de Inteligência Americana, apagou as alusões à localidade raiana de Olivença, que constavam do seu relatório anual sobre disputas internacionais, entre Portugal e Espanha.
   Madrid questionou Washington e o "litígio" ibérico, congelado desde 1815, vai continuar a ser ignorado pelos dois países, apesar de intensa contestação, ainda actual, da associação portuguesa "Grupo dos Amigos de Olivença".
   Segundo esta entidade, foram as "pressões" do governo de Madrid que estiveram na origem para que a referência à Questão de Olivença fosse omitida no "World Fact Book", depois de já ter constado naquela publicação, editada sob a chancela da CIA.
   Recorde-se que em 2003, o relatório da agência americana incluía o território de Olivença, outrora "subtraído" a Portugal, na lista de disputas fronteiriças entre os dois vizinhos ibéricos, facto que motivou grande alvoroço em Espanha, tendo o diferendo luso-espanhol sido colocado ao mesmo nível dos casos conecidos da Faixa de Gaza, de Caxemira, e até do Kosovo (Nota:errado! O Relatório da CIA NÃO FAZIA tais comparações).
   Com a imprensa espanhola a fazer eco do relatório da CIA, o presidente da Junta de Extremadura, Juan Rodríguez Ibarra, saiu a terreno para reclamar do Governo de Madrid, a defesa da "espanholidade de Olivença", referindo que o Alcaide daquela localidade já tinha convidado o director da CIA a visitar a cidade localizada junto ao Guadiana.
   Entretanto, também neste período, um livro publicado por um ex-embaixador espanhol, que defendia um estatuto de cosoberania para Olivença, entre portugueses e espanhóis, veio trazer "mais lenha para a fogueira", criando opiniões divergentes sobre um conflito que, para muitos, continua fechado nos arquivos diplomáticos.
   Mas já no ano transacto, a CIA tinha retocado o assunto no seu relatório, e em vez de referir que o Estado Português nunca reconheceu a soberania espanhola sobre aquela terra, passou a constar que "alguns portugueses continuam a reivindicar a posse da localidade raiana", e a verdade é que, apesar dessas alterações, a pequena cidade de Olivença, com apenas 10 mil habitantes, continua a constar nos mapas de conflitos divulgados pela agência de investigação.
   Recorde-se que as autoridades da Extremadura sempre consideraram o relatório da CIA de 2003 como um erro e uma demonstração de ignorância, enquanto em Portugal foi motivo de congratulação por parte de alguns movimentos cívicos que lutam por esta causa, apesar de alguma imprensa ter destacado o facto da CIA dar relevo a uma questão em que os governos de Madrid e de Lisboa tudo fazem para não constar na agenda diplomática.
   Apesar de algumas personalidades portuguesas continuarem a referir a "vergonha nacional" de Portugal ter esquecido a reivindicação da terra de Olivença aos vizinhos da Península, a verdade é que não se pode esperar muito desta causa territorial, se recordarmos que, ainda recentemente, Martins da Cruz, que foi ministro dos Negócios Estrangeiros do governo da coligção PSD/CDS, chegou a afirmar que a questão de Olivença "estava congelada desde o Tratado de Viena, em 1815", e que "não figura na agenda política portuguesa".
   Todavia, é claro que a posição espanhola não deixará de ser arrogante e maliciosa, se tivermos em conta que, não querendo devolver Olivença a Portugal, assim como Ceuta e Melilla, no Norte de África, ao Reino de Marrocos, continua a lutar com todo o empenhamento diplomático para retirar Gibraltar aos ingleses, mesmo contra a vontade destes.  

(Acabar o ano como começou...?)

1801 (1807) - 2005

Ocupação espanhola de Olivença:

Tratado de Viena de 1815

"AFFAIRES DU PORTUGAL

Restitution d'Olivenza
105. Les Puissances reconnaissant la justice des réclamations formées par S.A.R. le prince régent de Portugal et du Brésil, sur la ville d'Olivenza et les autres territoires cédés à l'Espagne par le traité de Badajoz de 1801, et envisageant la restitution de ces objets, comme une des mesures propres à assurer entre les deux royaumes de la péninsule, cette bonne harmonie complète et stable dont la conservation dans toutes les parties de l'Europe a été le but constant de leurs arrangements, s'engagent formellement à employer dans les voies de conciliation leurs efforts les plus efficaces, afin que la rétrocession desdits territoires en faveur du Portugal soit effectuée ; et les puissances reconnaissent, autant qu'il dépend de chacune d'elle, que cet arrangement doit avoir lieu au plus tôt."



«As Potências reconhecendo a justiça das reclamações formadas por Sua Alteza Real o Príncipe Regente de Portugal e do Brasil sobre a Vila de Olivença e os outros territórios cedidos à Espanha pelo Tratado de Badajoz de 1801, e considerando a restituição destes objectos como uma das medidas próprias para assegurar entre os dois Reinos da Península aquela boa harmonia completa e permanente cuja conservação em todas as partes da Europa tem sido o fim constante de seus arranjamentos, obrigam-se formalmente a empregar, por meios de conciliação, os seus esforços mais eficazes, afim de que se efectue a retrocessão dos ditos ter­ritórios em favor de Portugal. E as Potências reconhecem, em tanto quanto de cada uma delas depende, queeste arranjamento deve ter lugar o mais brevemente».

Pela Acta Final do Congresso de Viena, no artigo 105.º, são reconhecidos os direitos portugueses ao Território de Olivença.

(A Espanha assinou o Tratado de Viena em 1817)

 

13 Dez 2005
        Nota de Imprensa 2005/16

Grupo dos Amigos de Olivença




O Grupo dos Amigos de Olivença, em carta enviada a todos os candidatos à Presidência da República, pediu-lhes que dessem conhecimento do seu entendimento da Questão de Olivença.

Solicitando-se divulgação, transcreve-se o conteúdo da carta:

=/=

«Candidata-se Vossa Excelência a Presidente da República, o mais elevado cargo do Estado e a quem está constitucionalmente atribuído garantir a independência nacional, a unidade do Estado e o regular funcionamento das instituições democráticas.

Tendo em conta que:

a) É tarefa fundamental do Estado garantir a independência nacional e criar as condições que a promovam (art.º 9.º, al. a), da Constituição da República);

b) É obrigação do Estado assegurar a  defesa nacional e garantir a
integridade do território (art.º 273.º);

c) Portugal abrange o território historicamente definido no continente europeu, aí se englobando Olivença e o seu termo (art.º 5.º, n.º 1);

d) O Estado não aliena qualquer parte do território português ou dos direitos de soberania que sobre ele exerce (art.º 5.º, n.º 3);

e) Olivença encontra-se ocupada por Espanha, situação essa jamais aceite ou legitimada por Portugal e por este repudiada desde 1808 (Manifesto do Príncipe Regente de 1 de Maio).


Gostaríamos de conhecer o entendimento de Vossa Excelência, enquanto candidato, sobre:

1.º - A política a seguir pelo Estado Português para garantir e tornar
efectivos os seus direitos sobre Olivença;

2.º - As medidas a tomar em defesa da cultura portuguesa em Olivença e entre os oliventinos, designadamente a língua, e de modo a afastar a ameaça que consciente e propositadamente lhe foi colocada desde há muito.

3.º - A oportunidade de colocar o conflito na agenda diplomática
Luso-Espanhola e lhe dar visibilidade.


E, especialmente, gostaríamos de saber o que pensa fazer, caso seja eleito, para propiciar a resolução do conflito no respeito pela História, pela Cultura e pelo Direito».

=/=

O Grupo dos Amigos de Olivença divulgará, oportunamente, as respostas dos senhores candidatos.

Lisboa, 12-12-2005.

SI/GAO
_________________
Grupo dos Amigos de Olivença

Rua das Portas de S. Antão, 58 (Casa do Alentejo) - 1150-268 Lisboa

Fax:  212 590 577

www.olivenca.org olivenca@olivenca.org

 

Jornal "O DIABO", 6-Dezembro-2005

Sampaio no País dos Inocentes...

A data era duplamente sugestiva: 25 de Novembro. Comemorava-se o trigésimo aniversário de um dia histórico no processo revolucionário que, entre outras consequências, desencadeou o mais grave desequilíbrio de potencial estratégico e de capacidade soberana de Portugal face a Espanha, a que
assistimos em quase nove séculos da nossa existência como Estado independente. E uma dezena de horas antes, ao que parece com uma mãozinha habilidosa e comprida de Madrid, a UNESCO rejeitava a classificação, como Património da Humanidade, da Tradição Oral Galaico-Portuguesa, promovida pela associação "Ponte nas Ondas" com escasso apoio do governo regional
galego e a velada oposição da Moncloa para quem tudo o que possa prefigurar a construção da PortuGaliza é projecto a destruir...

Ora, coincidindo com estas duas efemérides, a RTP emitiu um "frente a frente" entre o antigo Presidente do Governo espanhol, Felipe González, e Jorge Sampaio, personagem que na última década tem feito a figura de Presidente da República portuguesa...

De "frente a frente" o programa teve pouco ou nada, face à perfeita sintonia de pontos de vista quanto ao futuro comum da "Hespanha"... Nem sequer de um "lado a lado" se tratou... Na vil subserviência iberizante que vem caracterizando a nossa, ora pueril ora aleivosa, classe política, presenciámos mais uma triste e nauseosa manifestação da propaganda hispanista por parte de um sagaz e capcioso dirigente espanhol que à boa
maneira castelhanista consegue vestir com a excelsa pele de manso cordeiro um insaciável e nefário leão, perante o qual o representante supostamente português se prostrou, rastejando com o cada vez mais nojento discurso da amizade e unidade peninsular. Foi um espectáculo de convulsivo vómito!...

Depois de ter ido a Madrid, há uns largos meses, pateticamente impetrar que nos deixassem ganhar um concurso de adjudicação de uma obra pública, como uma criança do jardim infantil a mendigar aos grandes que lhes deixassem marcar um golo... Jorge Sampaio, perante a questão da jornalista sobre o
proteccionismo espanhol, começou por tergiversar para logo a seguir se agachar completamente diante de Felipe González e a sua poderosa Espanha...

Como se Portugal tivesse já deixado de existir enquanto Estado Soberano, Sampaio falou por várias vezes em «Relação Ibérica», em vez de "Relações Luso-Espanholas", reduzindo a cinzas uma dualidade multissecular, como se fosse desejável, benéfico e especialmente irreversível o caminho que se tem apressadamente andado rumo à unidade peninsular...

Embora com uma boa dose de cobardia, pois faltou-lhe a coragem de o dizer de modo claro, frontal e por todos compreensível, teve mesmo o desplante de criticar "uns tantos"..., que arvorando questões territoriais... querem dificultar o mortal abraço espanhol... Deu para entender, senhor Sampaio! Poucos captaram a mensagem, mas deu para entender!... Vergonha!... Ao que se chegou, especialmente quando, tendo jurado cumprir e fazer cumprir a Constituição, estava obrigado, ao menos juridicamente, a defender a integridade territorial do seu putativo País!...

Também escandalizou a sua percepção das relações transfronteiriças e o elogio que proferiu à perigosíssima colaboração entre o poderoso exército da Hispanidade em que se vem convertendo o Instituto Cervantes e o cada vez
mais débil Instituto Camões... Qualquer espírito medianamente inteligente entende que não são "moinhos de vento" certos "gigantes" que Madrid engendrou e que alimenta para edificar o seu projecto colectivo, assente nos pilares da unidade interna, da união ibérica e da hispanização de todo o espaço lusófono...

Mas não se ficou por aqui o senhor Sampaio! Declarou, com ignara grandiloquência, que perante os dignitários espanhóis, lembra sempre, a propósito da «Relação Ibérica», que «nós temos a nossa identidade»... Pois, senhor Sampaio, "identidade" também têm os Andaluzes, os Canários, os Extremenhos ou os Leoneses, para não falar nos Bascos, Catalães e Galegos.
O que importa sobremaneira é que tivemos, e formalmente ainda talvez tenhamos, não apenas "identidade" mas também independência, tesouro supremo que estes últimos povos almejam conquistar, enquanto os cipaios, que nas últimas décadas tomaram de assalto os destinos da Nação, pretendem perfidamente desbaratar...

Sampaio, afinal, esteve ao seu nível. Ao nível daquele autarca que fez a negociata com o espanholíssimo "Corte Inglês" com os terrenos do Parque Eduardo VII; ao nível daquele Presidente da República que condecorou, com a Ordem da Torre e Espada, o Rei de Espanha e, com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique, Rodríguez Ibarra, Presidente da Junta da Extremadura e por essa via governador espanhol de Olivença!...

Foi um nível demasiado rasteiro. Mas foi o nível a que, em dez anos de paupérrimos mandatos presidenciais, sempre esteve em tudo o que se relacionou com a Independência de Portugal!

A Espanha deve-lhe muito. O anedótico, mas financeiramente chorudo, Prémio Carlos V, que o mesmo Rodríguez Ibarra lhe ofereceu, ainda não retribuiu todos os préstimos que deu à construção da Ibéria. Se Madrid não proceder como Roma... muito lhe tem a pagar ainda!...
Mário Rodrigues LEIRIA


 

06/Dez/2005

IDIOTA ou TRAIDOR?

Num lapso de gritante irresponsabilidade, noutro exemplo das muitas desastrosas situações politicas da história do nosso país em tempos recentes, o "Presidente de todos os Portugueses" Jorge Sampaio, desligado como é habitual de qualquer sentido de "Chefe" de Estado,  cometeu mais uma "gaffe" lamentavel e vergonhosa, mesmo criminosa, digno de traição contra a Constituição Portuguesa, merecendo penalidade severa.

Segundo fontes seguras foi noticiado há pouco tempo que quando o PR encontrava-se lado a lado com Felipe González, Sampaio a certa altura, e sem que ninguem lhe perguntasse nada(sic)disse mais ou menos isto...

 "...não é preciso
levantarmos questões menores territoriais. Há poucas pessoas em Portugal que levantam estas questões fronteiriças, mas ainda bem que a maioria dos portugueses não o faz. Os galegos sempre se deram bem com os portugueses e os alentejanos sempre se deram bem com os extremenhos e vice-versa..."

Eis algo de inegavelmente NEGATIVO (e contrário às posições de Portugal em
Política externa!!!)

Do Código Penal (alterado pela Lei 100/2003):

TÍTULO V

Dos crimes contra o Estado

CAPÍTULO I

Dos crimes contra a segurança do Estado

SECÇÃO I

Dos crimes contra a soberania nacional

SUBSECÇÃO I

Dos crimes contra a independência e a integridade nacionais
 

Artigo 308.°



Traição à pátria

Aquele que, por meio de usurpação ou abuso de funções de soberania:

a) Tentar separar da Mãe-Pátria, ou entregar a país estrangeiro ou submeter à soberania estrangeira, todo o território português ou parte dele; ou

b) Ofender ou puser em perigo a independência do País;
 é punido com pena de prisão de 10 a 20 anos.

 

Não é este o Sampaio que titula-se como o Chefe Maior das forças armadas portuguesas que recentemente nem sequer compareceu a chegada a Portugal de um militar morto no Afeganistão?  Que indecência.

Envie o seu comentário: portugal-livre@freeola.com

 

 

O Ministro da República para a Madeira sustenta a sua posição nos termos jurídico-constitucionais que impedem que Portugal abandone o "princípio da unidade e da integridade territorial". Por outro lado, a alteração destes pressupostos, mesmo que através da Assembleia da República, nunca seria um processo simples. "Aliás, o Código Penal até considera crime de traição à Pátria a desanexação parcial ou entrega total de qualquer parcela do território nacional a entidades exteriores", recorda Monteiro Diniz...DNM

(05/Jul/2002 - População Madeirense Não Pretende a Desanexação do Território Nacional)

05/Dez/2005

http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1241015&idCanal=90

Um em cada cinco residentes em Espanha vive abaixo da linha "relativa" da pobreza, sendo as mulheres mais afectadas que os homens, segundo uma análise das condições de vida no país realizada
pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). A região mais pobre é a Estremadura.

A análise mostra que 20,8 por cento das mulheres e 19 por cento dos homens vivem abaixo da linha "relativa" de pobreza, fixada, segundo um porta-voz do INE, em 6278 euros anuais.

A linha "relativa" de pobreza é determinada com base na distribuição dos "rendimentos por unidade de consumo", tendo por isso em conta a situação em que a população se insere, explicou a mesma fonte. Ovalor é fixado em 60 por cento da média dos rendimentos calculados.

O estudo revela ainda que os mais velhos e os mais novos são os mais afectados, com 29,4 por cento dos residentes em Espanha com mais de
65 anos e 24,3 por cento dos que têm menos de 16 anos a viverem abaixo do nível da pobreza.

A região da Estremadura é a que regista taxas mais elevadas de pobreza, que afecta ali 31 por cento da população, sendo melhor a situação na capital e no País Basco, com apenas 9,5 por cento e 11,2
por cento, respectivamente.

Ao mesmo tempo, o estudo assinala que os rendimentos médios anuais dos lares espanhóis alcançam os 21.551 euros, sendo a média, por
pessoa, de 7591 euros. O salário auferido pelos homens espanhóis é, em média, 17,3 por cento maior do que o das mulheres.

Madrid e Catalunha têm os salários mais elevados, respectivamente 25.493 e 24.763 euros, enquanto a Estremadura (16.470) e a Andaluzia (18.336) registam as médias mais baixas.

O mesmo estudo indica que, a nível nacional, as famílias espanholas gastam mensalmente uma média de 205 euros na habitação, valor que inclui o pagamento de renda, em caso de aluguer, ou os juros de hipotecas, em casos de compra, bem como outros serviços: água, gás e electricidade.

Vinte e cinco por cento das famílias espanholas dizem ter problemas de ruído em casa e 18,9 por cento mostram-se preocupadas com problemas de delinquência e vandalismo na sua zona.
Envie o seu comentário: portugal-livre@freeola.com


  

 

Cidades fundadas por portugueses em exposição
 
http://www.oliberal.com.br/plantao/noticia/default.asp?id_noticia=123589

As cidades fundadas pelos portugueses nos quatro cantos do mundo são o foco da exposição "Universo Urbanístico Português - 1415/1822", que será aberta nesta terça-feira (20), às 19h, na Estação das Docas. A mostra, que poderá ser vista até o dia 30 de janeiro, é uma realização da Secretaria Executiva de Cultura (Secult), por meio do Sistema Integrado de Museus e Memoriais, em parceria com o Consulado de Portugal em Belém e Instituto Camões.

A exposição foi organizada pela Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, tendo à frente os comissários Walter Rossa, Renata Araújo e Hélder Carita. A mostra ficará em exposição no Boulevard das Feiras e Exposições da Estação até o dia 28 de dezembro, quando seguirá para a Galeria do Boulevard das Artes, onde permanecerá por mais dois dias.

A mostra foi apresentada pela primeira vez no Brasil no ano passado, em Minas Gerais. Composta por 25 painéis temáticos, a exposição cobre cronologicamente os ciclos dos descobrimentos e da expansão de Portugal nos cinco continentes, no período de 1415 a 1822, como explica a cônsul de Portugal em Belém, Ana Luiza Nunes Barata. "Foi
nessa altura que os portugueses criaram as cidades. A exposição pretende demonstrar o que há de comum nas cidades fundadas pelos portugueses no mundo inteiro, e as diferenças em relação à maneira como os outros povos construíram. Poderemos perceber que cidades como Belém, Santarém, Lisboa ou Luanda, em Angola, por exemplo, têm detalhes muito parecidos. As fotografias mostram que há uma
identidade em todas essas cidades".


Além das imagens, os visitantes conhecerão um pouco da história da criação das cidades, suas origens, importância e características da civilização portuguesa nos territórios europeu, atlântico insular,
africano, brasileiro e asiático. A exposição documenta essas realidades através de uma abordagem metodológica estruturada em seis momentos: "Antes da Expansão", "Experiências e Ensaios num Mundo
Novo", "Uma Nova Cultura Espacial", "As Cidades", "O Desenho e o Método" e "A Cultura do Território".

Compõem o "Universo Urbanístico Português" cidades da Europa (Lisboa, Porto, Coimbra, Braga, Castelo de Vide, Olivença, entre outras), Ilhas do Atlântico (Funchal, Ribeira Grande, Ponta Delgada
e Angra do Heroísmo), Norte de África (Tânger, Safim, Arzila, Salé e Azamor), África subsariana (Luanda, Bissau, Cacheu e Ilha de Moçambique), espaço do Índico (Goa, Colombo, Diu, Damão, Galé, Pangim, Tuticurim e Negapatão), Extremo Oriente (Macau e Timor) e Brasil (Ouro Preto, Mariana, Belém do Pará, São Luís do Maranhão, Recife, Salvador, Olinda, Santarém, Diamantina e Tiradentes).


Para Tadeu Lobato, coordenador da mostra pela Secult, o paraense poderá identificar e entender a influência de Portugal na arquitetura dos espaços urbanos pelo mundo. "Em Belém isso é extremamente visível. Se você passeia pelas ruas mais antigas da
cidade, você consegue fazer uma ponte entre a arquitetura portuguesa e a de Belém, principalmente nos séculos XVII e XVIII. O Complexo Feliz Lusitânia, o Museu do Estado do Pará, são exemplos dessa
influência".

Ana Luiza concorda com Lobato, mas afirma ainda que Belém possui características únicas, dentre todas as cidades criadas pelo país europeu. "Conheço muitas cidades pelo mundo e posso afirmar que
Belém é um caso a parte, porque a influência européia que aqui se nota é toda portuguesa. Além disso, a maneira como os belenenses encaram a herança portuguesa é muito importante. As pessoas têm
orgulho, exploram isso, gostam de tornar visível. Isso é um sinal de inteligência e de visão. Belém é um caso a parte, no mundo e no Brasil. É descomplexada em relação ao seu passado. Belém é uma cidade madura em termos culturais e a herança arquitetônica portuguesa é enorme".

Serviço  A exposição "Universo Urbanístico Português - 1415/1822" será aberta nesta terça-feira (20), às 19h, no Boulevard das Feiras e Exposições da Estação das Docas. A mostra, que poderá ser vista até o dia 30 de janeiro, é uma realização da Secretaria Executiva de Cultura, por meio do Sistema Integrado de Museus e Memoriais, em parceria com o
Consulado de Portugal em Belém e Instituto Camões. Entrada franca.

 

(Acabar o ano como começou...?)

Fevereiro 14, 2005

 http://outrashistorias.blogspot.com/2005/02/olivenca-espanha-tem-vergonha.html
Olivença: A Espanha, tem vergonha!

Tem aparecido nos últimos dias em alguns fóruns na Internet, um texto escrito por um bibliotecário ao serviço da Câmara Municipal de Olivença, (município português, presentemente administrado pelo Estado Espanhol). Naquele texto, refere-se a tese do catedrático espanhol Fernadez Liesa, de que “quem cala consente”, justificando com o silêncio português a presente situação de ocupação, que a seu ver deverá ser definitiva.

É, dos extractos analisados, uma obra com algum interesse e ideias organizadas. No entanto, e infelizmente, como é normal nas ideias expressas pelos Espanhóis, de origem castelhana, trata-se de uma monografia que não esconde uma extrema incapacidade para entender Portugal e os portugueses.

Várias questões, são propositadamente ocultadas e pura e simplesmente “esquecidas”.

As invasões francesas, não foram apenas francesas, também foram espanholas.

Um dos argumentos, por exemplo, é o de que Espanha, não invadiu Portugal em 1807, porque nessa altura, eram os franceses que controlavam Espanha, e que portanto, ficaría a Espanha isenta de responsabilidades nessa questão.

Ora em Dezembro de 1807, são as tropas espanholas que entram em Portugal, juntamente com as tropas francesas que se dirigem a Lisboa. Mas, há tropas espanholas que entram em Portugal (sem qualquer comando francês) para tomar o Porto (e que se vão juntar ás tropas espanholas que entraram por Segura junto com os franceses). São tropas espanholas, as que entram em Portugal, em 1 de Dezembro (data que marca o fim do domínio Habsburgo em Portugal) para ocuparem o Alentejo.

Tratado de Fontainebleau.

O tratado de Fontainebleau, firmado entre os Estado Espanhol e o Estado Francês, tinha como objectivo a ocupação de Portugal e a sua destruição, ficando partes para os espanhóis, e outras para um reino a criar, sob a égide de Espanha.

O Estado Espanhol, tornou, com essa acção, totalmente inútil, e totalmente vazio o tratado de Badajoz, único instrumento jurídico que pode de alguma forma justificar a presente ocupação de Olivença pelo Estado Espanhol.

Os textos são apresentados e escritos, muito mais com o objectivo pré-definido de justificar a situação de Olivença, do que com o objectivo de fazer um estudo claro, limpo e imparcial, que permitisse aproveitar a obra, para estudar a questão de Olivença.

Sendo o objectivo tão claramente pré-definido, teria o autor poupado bastante tempo, se tivesse utilizado, como argumento único, aquele que continua a ser o argumento válido. A presença espanhola na vila de Olivença, justifica-se apenas porque não é possível a Portugal recupera-la pelas armas, da mesma forma que não é possível a Espanha recuperar Gibraltar.

O problema de Olivença, não depende no entanto, nem nunca dependeu, de qualquer questão jurídica. Aliás, a própria Espanha, sem ter qualquer fundamentação legal, exige do Reino Unido, (ao qual entregou o rochedo de Gibraltar) a sua devolução.

O problema, de Olivença, prende-se acima de tudo com a maneira de ser dos Portugueses, completamente ignorada pelo senhor Fernandes Liesa.

É infelizmente típico de certa Espanha “castelhana”, o olhar para os povos peninsulares, como se fossem todos, uma espécie de “castelhanos menores” mas basicamente iguais. Este sempre foi um erro. O erro da soberba, tão criticada por todos os restantes povos peninsulares aos castelhanos. Fernandes Liesa, esquece (ou melhor ignora, porque não se pode esquecer o que nunca se tentou conhecer) não só a história de Portugal, como também esquece o perfil psicológico dos portugueses. Por natureza os portugueses, quando têm um problema, preferem não falar nele. Falam, muitas vezes com o silêncio. Isto ocorre quer nas relações entre vizinhos, quer nas relações entre empresas. Os governos portugueses, são de portugueses e são portugueses com hábitos e costumes portugueses que regem a política externa portuguesa.

Não entender isso, é demonstrar apenas, que se escreve um livro com mil páginas, apenas para tentar justificar uma situação incómoda para Espanha, demonstrando ainda que não se teve nenhum cuidado em analisar profundamente a questão.

O senhor Fernandez Liesa, diz que “quem cala consente”, mas os portugueses habituaram-se a achar que o silêncio fala mais alto que o grito.

O silêncio português sobre Olivença, grita mais alto que todos os livros que quaisquer espanhóis possam escrever para justificar o injustificável: A muito pouco digna e completamente ilegal ocupação da vila de Olivença pelo Estado Espanhol.

Ao contrário do silêncio português, a tentativa espanhola de criar a ideia de que tudo está terminado, e que nada há a fazer, serve apenas para demonstrar o desconforto dos espanhois que, no fundo, sabem não ter razão, e sabem que o tempo, corre contra eles.

Igualmente no ForumHistória-forum de discussão

(1) Amante da rainha de Espanha, que exigiu ficar com Olivença, depois da guerra das laranjas, como forma de limpar a sua imagem em Madrid. - (Paulo)
 

Revista "NOTÍCIAS MAGAZINE", supl. grat. Dominical Diário Not. e Jorn. Not., 11-Dezembro-2005 (OLIVENÇA)



QUESTÕES DE SOBERANIA
  
Decorreu, em Évora, nos dias 18 e 19 de Novembro de 2005, mais uma Cimeira entre Portugal e Espanha. Dado o bom relacionamento entre os dois países, não se previam grandes debates ou decisões inesperadas. As duas diplomacias, num clima de grande abertura, terão feito tudo para que os documentos a discutir em Évora mais não necessitassem mais  do que meia dúzia de ajustes simbólicos e de algumas assinaturas para se tornarem "efectivos" e se poder por em prática o que neles se estipula.   É comovente, e é bonito. Na verdade, é em clima de amizade que os problemas devem ser resolvidos...sabendo-se como outros caminhos, já dolorosamente percorridos ao longo dos séculos nos inúmeros e sangrentos conflitos entre os dois maiores Estados Ibéricos, nada produziram de bom para os respectivos povos.   Só se deseja é que a Diplomacia Portuguesa seja merecedora da confiança que nela se deposita, e que não dê a imagem, que muitas vezes surge perante a opinião pública, de  acabar por ce
dera a tudo o que Madrid pede . Não é assim que se constroiem amizades sólidas e duradouras, pois acabam por surgir os mais inconvenientes ressentimentos.   Não se pode esquecer que Évora fica a cerca de 70 quilómetros, em linha recta, da cidade de Olivença. O problema da posse deste território vê a sua discussão, e portanto a sua resolução, adiada de cimeira para cimeira.. Quase desde que foi cedida, em 1801. Desde que foi devolvida a Portugal...por tratado assinado pela Espanha e por todas as Potências europeias em 1815, em Viena de Áustria. Dado o actual clima de amizade e confiança, não se vê muito bem por que razão não se pode encarar este litígio de frente, sem os costumados subterfúgios.   É infelizmente inevitável fazer comparações com as atitudes de Madrid perante um caso semelhante. Na verdade, a Espanha não hesita, quando tem lugar qualquer evento, pequeno ou grande, em que se encontrem representantes seus e da Grã-Bretanha, em recordar o problema de Gibraltar. Fá-
lo sempre, aproveitando a amizade reinante com Londres. Tem vindo sempre a fazê-lo, independentemente dos regimes, desde o século XVIII, porque considera estar a bater-se por algo justo. E nem se esquece de argumentar que as questões de justiça devem ser vistas pelas suas razões históricas, políticas, e diplomáticas. Não aceita razões económicas , nem políticas , nem outras .(      Madrid propõe-se apenas minimizar eventuais impactos negativos nas populações de um regresso de Gibraltar a Espanha, mas lá vai defendendo que "a soberania não é negociável" e que se possam decidir "pertenças nacionais com base em meros interesses económicos".
          Carlos Luna, Estremoz

 

 

Jornal "TERRAS BRANCAS"(Borba), 09-Dezembro-2005


MANIFESTOS E TELHADOS DE VIDRO
  
  Passou quase despercebido em Portugal. Ao que ouvi dizer, também em Espanha...o que é mais estranho. Mesmo porque foi publicado no "El País".
    Falo de um manifesto publicado no dia 17 de Julho de 2005, pago pelos seus autores. Exactamente no "El País". Depois, também em Marrocos... país donde os autores, autoclassificados como intelectuais, são originários. O título era suplicante: "MARROCOS: APELO AOS INTELECTUAIS ESPANHÓIS". O texto, extenso, consistia numa exposição de razões para justificar a "marroquinidade" do antigo Sahará espanhol, tendo como base comparações de orientações de política interna, e principalmente externa, por parte de Madrid.  Melhor, mais do que orientações, destacavam-se contradições.
    Também se faziam referências a uma situação respeitante a Portugal, pelo que é no mínimo curioso nada ter sido noticiado em "media" portugueses. Talvez ninguém tenha reparado.
    Antes, todavia, de se falar de Portugal, convirá dar uma ideia dos argumentos gerais contidos no "APELO".
    Os intelectuais marroquinos (cerca de 260) protestam pelo facto de a intelectualidade espanhola tender a apoiar o separatismo sahauri da POLISARIO (um desrespeito, segundo eles, em relação às legítimas posições de Marrocos sobre a antiga colónia espanhola) e, simultaneamente, se unirem contra o separatismo basco. Claro, os independentistas sahauris são classificados como mercenários criminosos.
    Cabe aqui um comentário. Poder-se-á discutir o processo histórico que levou à inclusão das regiões bascas, e outras, no Estado Espanhol. Sem que em caso algum se apoiem grupos terroristas, pode-se considerar que há algumas razões para serem alterados aspectos do estatuto político das mesmas regiões. Todavia, não houve nenhuma infracção clara do Moderno Direito Internacional por parte de Espanha.
    O caso de Marrocos e do Sahará é diferente. Na verdade, desde os anos sessenta do século XX, os novos Estados Africanos decidiram, à falta de melhores alternativas, respeitar as fronteiras do colonialismo, salvo se os estados interessados em não o fazer chegassem a um acordo pacífico. Marrocos concordou com esta posição.
    Ora, o que se passou em 1975 foi algo de muito diferente. Cerca de 350 000 marroquinos, incentivados pelo seu Governo, entraram pela Sahará, donde se retiravam as autoridades espanholas, e proclamaram a sua integração (em Marrocos, obviamente...), à revelia de todas as leis internacionais, sem qualquer consulta às populações locais, e, muito menos, sem qualquer respeito pelos movimentos independentistas locais, unidos na FRENTE POLISÁRIO. Desde então, a guerra tem sido constante. Marrocos não tem hesitado, prosseguindo no mais profundo desrespeito pelo Direito Internacional, em levar milhares e milhares de cidadãos seus a instalarem-se na região anexada, alterando a sua composição étnica. Não há desculpas ou comparações possíveis para tantas arbitrariedades. Não é por acaso que as Nações Unidas continuam a lutar para que Marrocos deixe a população autóctone pronunciar-se, e, claro, não reconhecem a legalidade da ocupação de Rabat.
    Os argumentos, ditos históricos, não resistem a uma análise cuidada. Marrocos só ocasionalmente ocupou a região ao longo dos séculos. Na viragem do século XIX para o XX, quando a França e a Espanha instalaram a sua dominação colonial (só terminada na década de 1950), o Sahará não fazia parte de Marrocos. O argumento de que antes tinha feito parte, para além de omitir que tal só sucedeu quase sempre à força e por curtos espaços de tempo, pode levar a conclusões perigosas e absurdas. Por exemplo, Marrocos ocupou parte do moderno Mali no século XVI. Poderá este facto justificar uma reivindicação marroquina actual?
    Claro que os marroquinos têm razão em apresentar-se como vítimas do colonialismo durante sessenta anos, e por terem orgulho em se terem libertado do mesmo. Tal não lhes dá, todavia, o direito de se comportarem agora como colonizadores. Nós, portugueses, vimos uma situação paralela em Timor-Leste. Os argumentos indonésios pecavam pela mesma falta de lógica!
    Um argumento, todavia, tem talvez bastante (maior?) lógica. Os intelectuais marroquinos acusam os intelectuais espanhóis de usarem critérios anticolonialistas de "geometria variável", e dão como exemplo as contradições entre os argumentos usados por Madrid para reclamar Gibraltar, e os usados para manter como espanhóis os enclaves de Ceuta e Melilha. Aqui, o "APELO" dos magrebinos põe o dedo na ferida. O Estado Espanhol é vítima duma contradição para a qual ninguèm divisa solução.
    Mas os intelectuais marroquinos vão mais longe. Uma parte do seu manifesto/apelo (como se lhe queira chamar) é particularmente feliz. Passo a citar:"...validar(...)o colonialismo espanhol em terra marroquina em Ceuta e Melilha. Não é também aceitável que estes intelectuais espanhóis se unam como um só na defesa da hispanidade do Rochedo de Gibraltar e não darem nenhum seguimento ao diálogo que os portugueses querem iniciar sobre o território de OLIVENÇA, reivindicando a sua soberania em virtude do Tratado de Viena de 1815, pelo qual a Espanha se comprometeu a entregá-lo a Portugal. Estes intelectuais (espanhóis) continuam a viver a longa História(...)".
    Mais uma vez, a Espanha mostra-se vulnerável, ao insistir em manter, no caso de Olivença, uma situação dúbia, em que, por causa de Gibraltar, sutenta argumentos completamente opostos e contraditórios.
    E, se se pode criticar ainda mais a apatia diplomática portuguesa perante estas referências de países "terceiros"(já jornais alemães, norte-americanos, ingleses, até húngaros, e outros, se têm referido às contradições espanholas no que a Gibraltar e Olivença diz respeito), e perguntar-se por que razão, nos encontros luso-espanhóis, tão pouco (por vezes nada) se fala da questão fronteiriça, oficialmente pendente, que rodeia a região oliventina (e isto num clima de abertura, diálogo, relações excelentes, entre Lisboa e Madrid), também se poderá talvez criticar alguns órgãos de comunicação portugueses, que não repararam que, num manifesto publicado no "El País", criticando aspectos de política externa espanhola, se referia um "caso português". Nenhum jornal português noticiou que a Questão de Olivença tinha sido referida num documento "estrangeiro" (marroquino, neste caso).
    Presumo que terá sido um acaso, e que nenhum jornalista, observador, ou simples particular, tenha reparado nesse facto, que é, no mínimo, uma "curiosidade".
    A lógica destes intelectuais marroquinos é, neste caso pontual, duma lógica de difícil contestação. Pena é que, noutros casos, não se apercebam das contradições em que caiem. Também eles, afinal, defendem um colonialismo: o de Marrocos sobre o povo sahauri. Povo que, contra ventos e marés, resiste. Em óbvio sofrimento. Os intelectuais magrebinos, porque a sua terra e as suas gentes também sofreram uma situação colonial, deveriam ser os primeiros a compreender, como eles afirmam, que nenhum colonialismo é defensável. Não pode haver dois pesos e duas medidas. Citando-os:"A honestidade intelectual é uma só e não pode ter uma geometria variável".
    Eu não diria melhor!
       Estremoz, 08 de Novembro de 2005

Carlos Eduardo da Cruz Luna
 

 

Jornal "NOTÍCIAS DE GAIA" (Vila Nova de Gaia), 01-Dezembro-2005
 



A PERSISTÊNCIA ESPANHOLA E A APATIA PORTUGUESA

   São muitas as notícias em torno das reivindicações espanholas em torno de Gibraltar.
  (...) Nada demove Madrid. Os resultados de referendos são desprezados, porque "a soberania não é plesbicitável", ou "a população viu alterada a sua composição e é sistematicamente enganada". O nível de vida dos gibraltenhos, superiores aos dos espanhóis, também não, porque "a soberania não se vende, nem pode estar sujeita a conjunturas económicas". Muito menos a remota assinatura da cedência à Inglaterra, em 1713, porque "se tratou de um Tratado arrancado a Espanha sob coacção".
   Este tipo de argumentos é repetido até à exaustão por responsáveis de Madrid. Alguns deles "atravessaram" todo o tipo de regimes (Monarquia Absoluta, Monarquia Constitucional, República, Franquismo, Monarquia democrática, situações de Crise e Pobreza, situações de Riqueza e Prosperidade). Independentemente do que se pense sobre a Questão de Gibraltar, há que reconhecer uma persistência notável neste ponto por parte dos responsáveis espanhóis.
   É aqui que qualquer português um pouco mais atento não pode deixar de se sentir um tanto admirado. Na verdade, estes argumentos espanhóis, a serem encarados como válidos e pertinentes, podem, com razões mais sustentáveis, ser aplicados ao caso de Olivença! Será possível que ninguém, em Madrid, se dê conta deste facto evidente...a que a imprensa estrangeira ( começando pela de Gibraltar) já tem feito referência? Em que mundo vivem certos meios diplomáticos na capital espanhola? Não saberão que Olivença foi ocupada em 1801, devolvida por Tratados europeus em 1815 a Portugal (assinados por Espanha em 1817), despersonalizada ao longo de duas centenas de anos, e que o Estado Português não reconhece Olivença como espanhola...o que até tem beneficiado Portugal na questão da posse das águas do Alqueva...? Não saberão que em finais de Junho de 2004 todos os grupos parlamentares portugueses, embora discordando num ou noutro aspecto, manifestaram a sua concordância em relação ao fac
to de considerarem a administração espanhola em Olivença como de legalidade no mínimo duvidosa?
   E o que se passa em Portugal? Ninguém, entre responsáveis do Estado, ergue a voz para denunciar esta escandalosa distorção/manipulação do Direito Internacional? Não haverá comentadores de renome que tenham a frontalidade de opinar sobre tão paradoxal situação?
   Fala-se muito, em Portugal, de falta de amor-próprio. Na verdade, o silêncio perante estas contradições diplomáticas pode ser um reflexo dessa situação. A mania, quase moda, de se considerar Portugal como fraco, inferior, ou incapaz, sem que, curiosamente, se apontem soluções, leva a uma situação em que a Apatia se torna quase uma segunda natureza de muita gente...e, pelos vistos do próprio Estado.
   Há que por cobro a tal "estado de espírito". Mesmo que se lamente a "pequenez" do País (como se não existissem Estados muito mais pequenos...), isso não pode por em causa o Direito de protestar contra o que é injusto, e não pode levar a esquecer-se que o Direito Internacional se aplica independentemente do tamanho de uma nação. É procurando ter voz que Portugal se torna respeitado. Como em todos os aspectos da vida de uma comunidade, há que encarar os problemas de frente, e procurar soluções.
   O caso de Olivença não é certamente o maior problema de Portugal, mas não se vê por que razão não pode ser equacionado em termos diplomáticos, como, por esse mundo fora, o fazem outros países com "casos" análogos. Sem que, por isso, surjam graves incidentes entre Estados.
   Mostrar que se tem princípios tem necessariamente de ser válido. A persistência é muito mais vezes recompensada do que a apatia. Esta, em parte nenhuma é considerada uma virtude.
   O que causa alguma perplexidade é o uso, quase abuso, de um conjunto de argumentos para uma situação ( a de Gibraltar ), e a negação inexplicável dos mesmos para outra situação, igual, ou mesmo mais clamorosamente injusta (Olivença).
 Carlos Eduardo da Cruz Luna   (Estremoz, 02 de Agosto de 2004)

                           

http://www.biologydaily.com/biology/Olivenza - gives an excellent description about Portugal's claim to Olivença (in English)

http://s9.invisionfree.com/Free_Olivenca_Forum/ - open to readers comments and to offer constructive argument about Portugal's just claims to Olivenca and what both countries can do to resolve this anomaly.

Um Portugal Novo?

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Outras Notícias/Other News

 Neste Mês de Dezembro/This Month in December 2001-2002

26/Dez/2002 - Diário Digital-Cartas Digitais

O Afundar-se do Navio Tanque-Fueolio Prestige MV

Nos últimos dias, tivemos a oportunidade de comprovar o "grande" respeito que o governo espanhol tem pelo nosso país, e de testemunhar o quanto eles (os membros do governo espanhol) gostam de contar a verdade aos seus cidadãos e às pessoas de todo o mundo. Estou a falar, como deverão imaginar, do caso do petroleiro "Prestige".

É necessário ...Leia mais: O Caso "Prestige"

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23/Dez/2002, 16:23:12, (Jornal Digital: http://www.jornaldigital.com)

Erros nos Mapas da UE Motivam Protesto do Fórum Olivença

Ilhas Selvagens Madeirenses

Localizadas em Espanha

Olivença - O Fórum Olivença enviou um protesto formal à representação da Comissão Europeia (CE) em Lisboa e solicitou a todos os órgãos de soberania portugueses e aos grupos parlamentares para que empreendam as «diligências necessárias» para que ...Leia mais: Ilhas Selvagens Madeirenses Localizadas em Espanha

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057-21/12/2002

Forum Olivença Reclama Intervenção dos Orgãos de Soberania

Na sequência da denúncia pública da existência de mapas da União Europeia nos quais as ilhas selvagens e a Madeira são representadas como espanholas, e especialmente de outros mapas onde estão inscritos limites fronteiriços na região de Olivença que juridicamente não existem ...Leia mais: Forum Olivença Reclama Intervenção dos Orgãos de Soberania

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12/12/2001  Jornal Digital - Notícias em Tempo Real - Posta Restante

Portugal: Uma Nova Galiza?

Nos inícios de Janeiro de 2001, na sequência de visitas constantes que fiz ao Ministério dos Negócios Estrangeiros com o objectivo de realizar investigações para a publicação da "Compilação de Elementos para o Estudo da Questão de Olivença", da autoria do Embaixador Luíz Teixeira de Sampaio,...Leia mais: Portugal: Uma Nova Galiza?

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17/12/2001  Jornal Digital - Notícias em Tempo Real - Posta Restante

O Palácio das Necessidades e os Negócios Estrangeiros

O turista incauto que passe junto ao Ministério dos Negócios Estrangeiros, em especial pelo Largo das Necessidades, e que não conheça a história do Palácio, poderá ficar equivocado quanto à origem do seu nome. Terão as "necessidades" ...Leia mais: O Palácio das Necessidades e os Negócios Estrangeiros

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Diário de Notícias - 15/12/2001 - Carlos Albino

MNE Reafirma Total Soberania Sobre Território de Olivença

O ministro Jaime Gama transmitiu formalmente ao Parlamento que Portugal em nada alterou a posição acerca de Olivença, continuando a reivindicar a soberania sobre o território.

Além disso, a propósito da reconstrução da ponte histórica da Ajuda (entre Elvas e Olivença) o ministro garantiu ainda à AR que o Ministério dos Negócios Estrangeiros "não participou nem é parte de quaisquer negociações ou conversações que tenham como objectivo a reconstrução da supracitada ponte por parte de Espanha". Registe-se que a importância da reconstrução deste monumento classificado decorre do facto de, se as autoridades de Lisboa concederem a Espanha a faculdade de intervenção, Portugal fará ipso facto um reconhecimento tácito da soberania espanhola...Leia mais: MNE Reafirma Total Soberania Sobre Território de Olivença

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Miguel Coutinho - 11:36, 09 Dezembro 2002 - ExpressoOnline

Estudante universitário a participar no programa «Erasmus» em Madrid

Portugal, é a Hora!

O termo «patriota» é confundido em Portugal com o termo «nacionalista» ou até mesmo com «fascista».

Mas não tem nada a ver. Ser patriota é defender o que é nosso. É mostrar que temos orgulho no que somos, no que fazemos, no que os nossos fazem e fizeram. Pelo menos pernante os outros...Leia mais: Portugal, é a Hora!

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09/Dez/2002

"Antes Que Seja Tarde" - BERTOLT BRECHT

Vieram, levaram os ciganos e os negros e os judeus, e não protestei. Era o habitual. Mais tarde maltrataram, assassinaram imigrantes, e também não fiz nada. Porque não eram dos meus. Perseguiram, torturaram e mataram outros. Continuei imóvel, talvez o merecessem. Aniquilaram raças, massacraram povos inteiros de tantas civilizações, e não me movi. Por acaso era comigo? E no fim vieram-me buscar a mim e ninguém protestou. Era demasiado tarde.»...Leia mais: Usurpação/Etnicídio Perfeito

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1/12/2002 - Diário de Notícias

O Dia em que os Filipes Partiram - ANTÓNIO VALDEMAR

O 1 de Dezembro de 1640 é uma efeméride que, pelo seu significado histórico e conteúdo emocional, tem sido objecto de leituras diversas, particularmente, nos momentos em que se agudizam as crises e se procuram as raízes da identidade. Políticos, intelectuais e empresários, de vários quadrantes, são hoje da opinião que vínculos clássicos de independência e soberania nacional se extinguiram perante uma forte e progressiva hegemonia económica de Espanha e a preponderância que, em relação a Portugal, desempenha na União Europeia. Outros não se manifestam de modo tão radical e limitam-se a dizer que estamos na iminência desse risco, se não existir vontade política para a modernização do País e viabilizar as reformas estruturais que a Espanha fez.

É um dado adquirido e um caminho a prosseguir a cooperação com a Galiza a Catalunha, a Estremadura ...Leia mais: O Dia em que os Filipes Partiram

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02/Dez/2002 - Diário Digital.pt/news (Cartas Digitais) - Rui A.M. da Silva

Olivença-Portugal Livre    Movimento Patriótico

Restauração da Independência

Celebramos no dia 1 de Dezembro de 2002 mais um aniversário da restauração da independência de Portugal. Esta foi somente conseguida a custa de numerosos sacrifícios durante 28 longos anos contra o imperialismo do país vizinho. Uma situação gravíssima para a nossa soberania, integridade e indentidade nacional.

O grande povo português não deverá cair noutra insuportável ocupação ...Leia mais: Restauração da Independência

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01/12/2001 - Diário de Notícias

Já  Quase só Restam as Recordações

Os anos não perdoam. De geração em geração, o sentimento dos oliventinos por Portugal vai-se diluindo. Por enquanto, ainda é fácil encontrar na praça central quem guarde recordações do nosso país e fale correctamente a língua...Leia mais: Já Quase só Restam as Recordações

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                                  Map of the walled town of Olivença

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Olivença portuguesa defendida na França por meio de:
http://www.portugalmania.com/saviez-vous/lesaviezvous20.htm
http://www.lusitanie.net/modules.php?name=News&new_topic=8
http://www.alquimista.net/htm/public2.htm

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Links/Ligações:

 


Grupo dos Amigos de Olivença

 

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Forum Olivença



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Usurpação/Etnicídio Perfeito

 

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