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Olivença - Portugal Livre

Movimento Patriótico

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Publicado desde 12 Setembro 2001

Notícias de Olivença Dezembro 2007

"Crer e Querer para Vencer"

1. - Este serviço de informação foi iniciado em 2001 (somente em inglês) para  informar melhor os leitores da "Rede" em todo o mundo através de notícias actuais e eventos históricos, sobre os territórios de Olivença e Juromenha (margem esquerda) do Odiana (Guadiana).
2. - Contrapor as mentiras e arrogância de Espanha sobre o litígio desde 1801.
3. - Desmascarar o encobrimento espanhol e falência de cumprir as suas obrigações internacionais.
4. - Mostrar como as "boas relações" espanholas com Portugal são de facto hipócritas e falsas, sendo na verdade motivadas por intenções imperialistas já antigas.
5. - Ver como Portugal tem tentado superar a realidade da sua contínua humilhação.
6. - Envergonhar os líderes ilusórios e cobardes de Portugal, para reagir a Madrid e tomar acções positivas para recuperar os territórios de Olivença e Juromenha, e fazer o "reino espanhol" respeitar a integridade territorial de Portugal.

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710 Anos do Aniversário do Tratado de Alcanizes (1297-2007) 

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Jornal de Notícias, 4 de Dezembro de 2007
1º DE DEZEMBRO DESVALORIZADO
Ao contrário de outros eventos históricos, o 1º de Dezembro aparece aos olhos do povo quase despercebido. Se a ele não correspondesse um feriado que, em época pré-natalícia, sabe tão bem gozar, o povo dir-se-ia ignorante de tudo aquilo que se passou há 367 anos. A coragem que defenestrou o traidor, e os sacrifícios de uma longa guerra - a maior de todas (28 anos) - , teima em não querer permanecer na mente dos medíocres que nos (des)governam. Outrora, a data não escapava nem a monárquicos nem a republicanos e nem memo presidentes se furtavam a comemorá-la. Será por causa da crise orçamental? Ou das Repsol, Zara e El Corte Inglés? Ou da Espanha, Espanha, e sempre Espanha, do nosso primeiro-ministro? Será do TGV ou da nossa Maternidade de Elvas que fugiu para Badajoz? Ou será, também, da artificial Mibel de Pina Moura? Recuso-me a acreditar. Pois Multinacionais sempre as houve em todo o Mundo e nem por isso os países que as receberam perderam a identidade nacional. Porém, a
o isentar-se de participar na manifestação junto ao obelisco dos Restauradores, as mais altas figuras da República proporcionam a um pretenso pretendente ao "ovni" chamado trono a ocasião para não só monopolizar a data, como para manipular algumas consciências distraídas. Ao contrário do que se passou com os duzentos anos das invasões francesas, tudo é, neste primeiro dia de Dezembro, (tão ?) obscuro, que nem a árvore de Natal gigante da avenida consegue iluminar. Sou daqueles que sentem verdadeiramente a data, saudando os membros da Sociedde Histórica da Independência de Portugal e igualmente personalidades ligadas ao Grupo dos Amigos de Olivença. A estes vai um bem-haja pela persistente e orgulhosa postura respeitosa por aqueles egrégios avós que não morreram em vão a salvar Portugal. O 1º de Dezembro é do povo que se revê na Revolta do Manuelinho de Évora e nos Mártires de Santo Aleixo.
Santos Pereira

 

 

Restauração da Independência

Celebramos no dia 1 de Dezembro de 2002 mais um aniversário da restauração da independência de Portugal. Esta foi somente conseguida à custa de numerosos sacrifícios durante 28 longos anos contra o imperialismo do país vizinho. Uma situação gravíssima para a nossa soberania, integridade e indentidade nacional.

O grande povo português não deverá cair noutra insuportável ocupação pela ambiciosa e arrogante Espanha. Enquanto o governo espanhol faz todos os argumentos, mesmo sem base histórica, moral ou de direito para anexar Gibraltar, não esqueceremos que já ocupa de refem a terra portuguesa de Olivença.

No dia 1 de Dezembro de 1640 um punhado de 40 portugueses, amigos da sua Pátria, lançaram-se numa aventura de voltar Portugal a ser dono da sua casa. Penetraram no Paço da Ribeira, deteram a Duquesa de Mantua, abateram o grande traidor português, Miguel de Vasconcelos, e proclamaram a valiosa restauração da independência de Portugal. Assim começou a luta portuguesa de libertarem-se do domínio usurpador espanhol.

Infelizmente, existe hoje governantes portugueses do tipo do Miguel Vasconcelos. Têm cá um pé e lá o outro; cá o corpo e lá o coração.

O grande povo português, não se devem enganar pela propaganda falsa das boas relações para uma integração com a Espanha que persegue os seus interesses de expansionismo à nossa custa. Vejamos o que aconteceu no caso do Prestige. Realmente mais uma vez o vento de Espanha só nos traria a ruina da nossa costa marítima e do nosso belo país.

Necessitamos de virar deste caminho que nos leva novamente para uma inadmissível repressão da nossa soberania e espírito livre português. Portugal é um estado independente, com uma ilustre história que é alvo da inveja e cobiça no estrangeiro. Nunca seremos um país pequeno quando somos um povo de alma bem grande.

"Somos todos filhos de Deus mas cada um vai comer a sua casa". No dia 1 de Dezembro de 2007 celebramos a nossa preciosa liberdade ganha a muito custo contra um agressor mais forte. Portugal é a nossa "Casa Portuguesa", das ilhas do rio Minho passando por a nossa terra inesquecível, Olivença, até a foz do Guadiana e os arquipé  lagos dos Açores e Madeira. Já vencemos e voltaremos a vencer!

 Rui A.M. da Silva

 

O Novo Passaporte Português  Abrange Também os Oliventinos

 

OLIVENÇA: Diário de Notícias, supl. GENTE, entrevista c/Pre
Enviado por Carlos Luna
1 de Dez de 2007
O MAPA COM A FRONTEIRA SÓ TRACEJADA

FERNANDO MADAÍL
RODRIGO CABRITA (imagem)
Em vez de um risco grosso, um tracejado no mapa. Uma disputa fronteiriça entre a Índia e o Paquistão, a Eritreia e a Etiópia, o Chile e a Bolívia? Não! A desavença, velha de dois séculos e nunca claramente assumida nas cimeiras bilaterais, é entre Portugal e a Espanha, que não colocam marcos fronteiriços entre o rio Caia e a ribeira de Cuncos, o limite fronteiriço que não consta na cartografia oficial portuguesa nem em qualquer documento com o escudo nacional.

Eis o motivo que faz com que os cerca de 750 associados do Grupo dos Amigos de Olivença (GAO) - que assinalam sempre com ênfase o 1.º de Dezembro - continuem a pugnar para que o Estado Português prossiga o que consideram um "imperativo constitucional": a exigência de que Espanha cumpra o decidido no Congresso de Viena de 1815, isto é, a entrega do território de Olivença

Na origem da polémica está a Guerra das Laranjas. Em 1801, com o apoio napoleónico, as tropas espanholas tomaram Olivença a 20 de Maio, no dia seguinte conquistaram Juromenha, cercaram Campo Maior e, depois, Elvas. Após duas semanas, Portugal pediu a paz e, a 6 de Junho, assinaria o Tratado de Badajoz, em que os territórios alentejanos eram restituídos, à excepção da praça de Olivença do seu território além-Guadiana, que ficavam espanhóis "em qualidade de conquista".

O documento, em que se selava uma paz eterna entre os dois Estados, seria considerado nulo se alguém violasse qualquer dos seus pontos. E como, em 1807, os espanhóis apoiaram a invasão francesa de Junot, um diploma do príncipe regente (futuro D. João VI, já no Rio de Janeiro, que era, à época, a capital portuguesa), o Manifesto de 1 de Maio de 1808, declara nulo e de nenhum vigor o anterior Tratado de Badajoz.

No Congresso de Viena de 1815, em que se reúnem França, Grã-Bretanha, Áustria, Prússia, Rússia, Suécia, Portugal e Espanha para se desenhar a nova ordem europeia após as Guerras Napoleónicas, o art. 105.º da Acta Final obrigava a Espanha (que só assinaria o documento em 1817) a devolver Olivença a Portugal.

O actual presidente do GAO, Teixeira Marques, sustenta ao DN que aquele grupo de cidadãos pretende o mesmo que tem sido sempre "a política oficial do Estado Português" neste tema, mas insistindo para que o assunto "se reponha em cima da mesa das negociações diplomáticas".

Evocando a História e o Direito Internacional, lembra que o Manifesto de 1808 "nunca foi revogado por qualquer outro documento jurídico idêntico" e que as autoridades nacionais continuam, em seu entender, vinculadas a esse diploma. Além disso, alega que o art. 5.º-1 da Constituição de 1976 - "Portugal abrange o território historicamente definido no continente europeu" - só se entende por ter, implícita, uma alusão a Olivença. E acrescenta que esta tese é subscrita pelos principais constitucionalistas, de Jorge Miranda a Gomes Canotilho.

Neste contexto, admite Teixeira Marques, "não sugerimos que se faça um referendo em Olivença ou se recorra a um tribunal arbitral, que a questão seja debatida no âmbito da ONU ou em Bruxelas", pois isso compete aos legítimos representantes do País. Os Amigos de Olivença insistem é na necessidade do tema integrar a agenda da nossa diplomacia e ser abordado entre os dois Estados.

Parecem distantes, pois, os tempos em que o presidente do GAO era o almirante Pinheiro de Azevedo (primeiro-ministro do VI Governo Provisório e candidato na eleição presidencial de 1976), que publicou um livro com o título Olivença Está Cativa Pela Espanha - Por Culpa de Quem? Olivença! Gibraltar! Malvinas! e sugeriu uma "marcha verde" para libertar a cidade.

E, no entanto, o actual presidente - ou qualquer outro membro dos corpos dirigentes do GAO, onde há gente do CDS ao BE, "com cartão passado", incluindo votantes no PCP, PS e PSD - acredita que, com um período razoável para se fazer um referendo (três ou quatro anos, de forma a criar um "estado de espírito pró-português"), seria "estultícia considerar que o resultado era pró-espanhol". E vai mais longe: "Se, por hipótese, se decidisse fazer uma consulta aos oliventinos já depois de amanhã, haveria 4%, 5% ou 10% que votavam para serem portugueses".

Perante o cepticismo, Teixeira Marques avança vários argumentos, invocando testemunhos de gente humilde e obras de pessoas letradas, visitas a casas onde os antigos denunciam o seu bilinguismo nas canções de embalar e e-mails de jovens que querem perceber por que motivo "não são iguais aos de Badajoz". "O tempo jogou contra Portugal - até porque o homem comum não conhece a História -, mas agora já não joga. A erosão que o tempo podia fazer está feita: ou conseguiu a castelhanização ou, então, num tempo de globalização, já não o consegue."

E o presidente dos Amigos de Olivença lembra as fases em que Madrid aumentou a aculturação: em 1805, as actas da câmara começaram a ser em castelhano e, em 1840, o uso do português foi proibido nas liturgias e os padres passaram a falar na língua dos funcionários, professores e magistrados, persistindo o português só entre a população rural. No franquismo, que tentou erradicar o basco, o catalão e o galego, não se podia falar português na rua, sob pena de serem aplicadas coimas aos delinquentes linguísticos. Entretanto, a par da escolaridade obrigatória na língua oficial, a rádio e a televisão acentuaram a presença do castelhano no quotidiano.

A questão de Olivença, que muita gente em Portugal considera uma bizantinice, tem afinidades com as polémicas que, oficialmente, Madrid mantém com Londres, a propósito de Gibraltar, e Rabat com Madrid, sobre Ceuta e Melilla. Afinal, o título do polémico livro lançado em 2003 pelo embaixador espanhol Máximo Cajal era Ceuta, Melilla, Olivenza y Gibraltar. Donde termina España. E até o site da CIA, na página dedicada a Espanha, acrescentou há uns anos que "Portugal não reconhece a soberania espanhola sobre o território de Olivença, com base em diferentes interpretações do Congresso de Viena de 1815 e do Tratado de Badajoz de 1801" .

E, enquanto aponta para o mapa pendurado numa parede da sede dos Amigos de Olivença, em Lisboa, Teixeira Marques cita uma frase escrita por Henrique Barrilaro Ruas: "Olivença é a chaga do lado no coração de Portugal." |

(NOTA: ENTREVISTA INCLUI AINDA TRÊS EXCELENTES PEQUENAS NOTAS, com o "ESTILO MANUELINO", "HUMBERTO DELGADO", e a "PONTE DA AJUDA")

 


Portugal e as ambições
de "Nuestros Hermanos"

Revista "NOTÍCIAS SÁBADO", supl. Diário de Notícias
Enviado por Carlos Luna
1 de Dez de 2007
LEITORES

(Texto Integral)
 
AS LACUNAS DA MEMÓRIA NOS 200 ANOS DAS INVASÕES FRANCESAS
Recordam-se, neste ano de 2007, os duzentos anos das Invasões Francesas. Eis algo que, esperemos, dê azo a grandes reflexões sobre a História de Portugal.Tefiro-me a uma História sem complexos. Porque, neste campo. continuam a existir muitos complexos.
Um deles reside no facto de pouco se falar na revolta popular generalizada do povo português contra o ocupante gaulês, em 1808. Ela foi geral, e percorreu quase todo o País. O problema é que teve aspectos considerados bárbaros para os meis sensíveis. E, como no seu ódio contra quem pilhava e roubava Portugal se viam como inimigos também os ideais liberais, a História, escrita principalmente por liberais, vitoriosos em 1820, e definitivamente em 1834, resolveu falar pouco disso.
Bastará ler alguns livros, pouco citados e quase nunca reeditados, para compreender o que foi um povo em fúria a lutar contra um ocupante opressor e contra os seus colaboradores "internos". è o caso da "História Geral da Invasão dos Franceses em Portugal", de José Acúrsio das Neves. Ou de "El-Rei Junot, de Raul Brandão".
Dir-se-ia que algumas elites apanharam um valente susto. E, pelos vistos, ainda não se sentem à vontade com o tema. Ao ponto de investigadores estrangeiros pensarem que não houve revolta.
Houve, sim. Cega, reaccionária porque contra tudo o que o invasor representava, desumana com excepções pontuas. O que não se pode fazer é História (com "H" maiúsculo) omitindo o que não convém. Esperemos que os duzentos anos façam algo para recuperar este passado. Que poderá não ser bonito, mas que existiu, e foi uma manifestação colectiva, das mais importntes da História do Povo Português.
Outro complexo está em deliberadamente esquecer o que se poderá considerar como uma pré-invasão francesa. Há até quem lhe chame Primeira Invasão francesa. O "caso" passou-se em 1801, e anvolveu uma invasão espanhola, manobrada por Paris. Dela resultou a ocupação de Olivença... curiosamente, o último vestígio palpável de toda aquela época, uma vez que subsiste um conflito diplomático até hoje.
A História é simples. A Revolução Francesa, de início, é bem aceite em Portugal, salvo pelo Poder. Mas, com as Reformas democráticas, e principalmente com o início da Expansão francesa, as coisas mudam. A morte do Rei Luís XVI lançou o pânico. Toda a Europa se coligou contra a França. Neste contexto, Portugal vai participar, em 1793, como um exército auxiliar da Espanha, nas, tantas vezes esquecidas, Campanhas do Rossilhão e da Catalunha. É nessa altura que surge Manoel Godoy, "primeiro-ministro" de Espanha. Em plenas campanhas, assina a Paz com a França (1795), ganhando o título de "Príncipe da Paz". Todavia, Portugal foi esuqecido pelo seu aliado. Continua, teoricamente, em guerra com a França. Abre-se, até 1801, um período de uma complexidade extraordinária. Portugal procurava a paz, usando a Espanha como medianeira, mas em vão. A partir de 1799 mais se complica a situação portuguesa. Napoleão procurava alargar o Domínio Francês. Em 1801, Bonaparte, nomeia um exército

para invadir Portugal, sob o comando do general Leclerc.
Godoy, todo poderoso em Espanha, viu na invasão de Portugal uma oportunidade de brilhar ainda mais (?),e convence Napoleão a deixar que seja ele a comandar a invasão do Alentejo à frente de um exército espanhol. Os franceses ficaram estacionados ao longo da fronteira, em Ciudad Rodrigo.
Esta invasão, denominada Guerra das Laranjas, para muitos não é mais do que a primeira invasão francesa. Quase sem luta todo o Alentejo, mesmo porque havia a sensação de que se estava a lutar por "estranhos ao conflito", como "carne para canhão". As negociações de paz em Badajoz, levaram à devolução de todas as Praças a Portugal, salvo Olivença. Nestas negociações estavam, também, representados os franceses, que se sentiram defraudados, e negaram-se a subscrever o texto. Este apresentava lacunas várias, que Portugal considerou depois conduzirem à sua nulidade. Como disse Pinheiro Chagas, o tratado de Badajoz quebra-lhe «nas mãos a arma de que se estava servindo nas suas negociações com a Inglaterra».
Perante isto, é natural que muitos considerem a invasão de 1801 como a primeira invasão francesa. O que é indesmentível é que a "Questão de Olivença" está ligada a este período da nossa História. O que muitos continuam a esquecer, a omitir, e negar (?), mas principalmente a desprezar.
Esperemos não ter de esperar mais cem anos, enquanto povo, para ver estas questões tratadas com verdade e sem complexos....

Estremoz, 26-Novembro-2007
Carlos Eduardo da Cruz Luna


 

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