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"Crer e Querer para Vencer"
Movimento Patriótico
OLIVENÇA e JUROMENHA: TERRITÓRIOS JURIDICAMENTE PORTUGUESES ILEGALMENTE OCUPADOS PELA ESPANHA
Notícias de Olivença
Última Actualização: 29 de Fevereiro de 2004
Na Diciopédia 99 (em CD), pode ler-se:
"Olivença - Antiga vila portuguesa do Alentejo, hoje cidade espanhola.
Ocupada em 1801, durante a chamada Guerra das Laranjas, pelo país vizinho,
não voltou à soberania portuguesa, embora em 1814 e 1815 tenham sido
reconhecidos internacionalmente os direitos de Portugal".
Na edição online, a Diciopédia recomenda o link:
http://www.geocities.com/CapitolHill/2382/olivport.htm
com a legenda: A questão da ocupação espanhola de Olivença; a sua
localização, os aspectos jurídicos e a história desta vila. Escrito em
Português.************************************************************************************
Nota Informativa 03-2004
Grupo dos Amigos de Olivença www.olivenca.org
Realizou-se em 28-02-2004, na Casa do Alentejo, Lisboa, a Assembleia
Geral (Ordinária) do Grupo dos Amigos de Olivença.
Com a presença e participação de um número apreciável de sócios, foi
discutido e aprovado o Relatório e Contas do Ano de 2003 (Balanço e Conta de
Resultados do Exercício Findo em 31-12-2003 e Relatório de Actividades da
Direcção, que se transcreve, a final), seguindo-se uma enriquecedora
apreciação dos actuais contornos da Questão de Olivença e da actuação da
nossa associação.
Lisboa, 29-02-2004.
A Direcção.
RELATÓRIO DE ACTIVIDADES DA DIRECÇÃO DO ANO 2003
No decurso do primeiro ano do mandato em curso continuou a levar-se
por diante o programa que, em síntese, visa divulgar a Questão de Olivença,
desenvolver o relacionamento possível com as instituições públicas do Estado
e alcançar o crescimento do Grupo.
Tais objectivos vêm sendo perseguido através de iniciativas que
trouxeram o assunto para os media, com seriedade e diálogo e pela angariação
de mais novos associados.
A presença da Questão de Olivença nos jornais (nacionais e regionais),
na rádio e na televisão continuou a verificar-se.
Neste âmbito, além de diversos artigos, crónicas, notícias e
comentários, na imprensa escrita e na rádio, em que a ocupação de Olivença
era o mote, realce-se que o Grupo foi ouvido nos média espanhóis (revista
«Interviú» e estação televisiva Tele 5).
Nos contactos com as instituições, destacamos as audiências efectuadas
com todos os Grupos Parlamentares e uma carta enviada a todos os deputados.
A melhoria da organização, com a contribuição e o activismo de muitos
associados, foi acompanhada da chegada ao Grupo de mais 41 novos sócios,
alguns com grande capacidade de empenhamento e intervenção social.
A publicação do Boletim alcançou uma periodicidade mais aceitável
(dois números em 2003).
De entre as actividades desenvolvidas em 2003, algumas vindas do ano
anterior, outras em curso e em preparação, já noticiadas no Boletim,
assinalam-se algumas:
Revisão integral da presença na Internet, com a renovação completa do
nosso sítio (www.olivenca.org).
Prosseguimento da actuação judicial (providências cautelares, acção
popular e novo processo-crime) contra a intervenção na Ponte da Ajuda pelo
Estado espanhol.
Participação na Feira do Livro de Lisboa e no Festival do Chícharo de
Alvaiázere, com a instalação de uma «banca», com venda de publicações,
distribuição de materiais, divulgação da Questão de Olivença (contributo e
activismo do nosso sócio Sr. José P. Abreu!).
Presença de uma Delegação do Grupo, na XIX Cimeira Luso Espanhola, em
07-11-2003, na Figueira da Foz.
Participação no Congresso do Alentejo, com apresentação de uma
comunicação, em Montemor-o-Novo. Também na Feira das Actividades de Serpa.
Colocação de faixas «Olivença É Terra Portuguesa!».
Reunião da Direcção em Olivença, em 20-09-2003.
Conferências na Câmara M. de Portimão, na Fundação W. Lima, Lisboa, na
Universidade de Coimbra e outras.
O Grupo esteve presente, como é habitual, nas cerimónias comemorativas
do 10 de Junho e do 1.º de Dezembro.
Foram assinalados, nomeadamente com comunicados, cartas enviadas aos
titulares dos órgãos de soberania e outras posições públicas, os momentos
históricos e políticos mais marcantes relacionados de alguma maneira com o
litígio de Olivença, como sejam os aniversários dos Tratados de Viena, de
Badajoz e de Alcanices.
Lx., 26-02-2004.
A Direcção
Rua Portas de S. Antão, 58 (Casa do Alentejo) - 1150-268 Lisboa
olivenca@olivenca.org - www.olivenca.org
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Aqui vão os três resumos das três comunicações no Congresso Alentejo XXI, Montemor-o-Novo,
14 e 15 de Fevereiro de 2004, falando de OLIVENÇA,
do Presidente do COMITÉ OLIVENÇA PORTUGUESA, Carlos Eduardo da Cruz Luna
REAPRENDER O PORTUGUÊS (...)
A História da sobrevivência da Língua Portuguesa em Olivença
terá de ser feita um dia, mas desde já se podem avançar contributos. Mais do
que sobrevivência, é uma História de Resistência.Logo em 1811 ( dez anos após a ocupação ) a Igreja ( Bispado de
Badajoz ) dava instruções para "combater" o uso do Português. Em 1840, o uso desta língua foi proibido... inclusivamentenas igrejas. Antes, em 1805, as actas camarárias tinham começado a ser redigidas em Castelhano, negando-se um vereador (Vicente Vieira Valério) a fazê-lo... o que lhe valeu viver a partir daí na miséria. As escolas privadas onde ainda se ensinava Português são fechadas (1813), "com o objectivo de evitar qualquer sentimento patriótico luso".Claro, continuaram a existir aulas particulares...mas em 1820 elas foram proibidas..."sob pena de multa de 20 ducados"!
Em parte visando a erradicação do Português, escolarizou-se uma parte significativa da população, principalmente a partir da década de 1850. Ainda assim, o Português resistia! Mais do que deixar de ser usado, o idioma luso foi considerado
inferior, imprópriõ de gente "educada". Era a língua do povo, em termos> depreciativos. E nem é preciso dizer que esta tendência foi levada ao absurdo na época franquista (1936-1975). Mas... o Português sobreviveu! Segundo dados de 2001 (Programa Mosaic, União Europeia ), ele é usado por 35% da População. Calcula-se que em Táliga, uma antiga aldeia oliventina agora sede de Concelho, a usem 10%.Daí que seja motivo de alegria saber que a Língua Portuguesa é ensinada nas Escolas "Primárias" locais desde 1999/2000 (não ainda em Táliga ), incluindo os meios rurais, o que deve ser incentivado e apoiado a todo o custo... havendo apenas duas considerações a tecer. A primeira diz respeito à total ignorância que se mantém em relação à História de Portugal, pois só a História de Espanha é ensinada nas Escolas.
Tal é ridículo, pois, independentemente de considerações várias, Olivença fez parte de Portugal, sem qualquer tipo de reservas, entre 1297 e 1801. A segunda diz respeito ao Português ensinado, que é o Moderno, e que nunca procura aproximar-se da pronúncia local, que mais não é do que o "Alentejano"! Como tradicionalmente esta forma de falar o idioma
luso era considerada um Português "corrompido" ( un Chaporreo ), as novas gerações de oliventinos ver-se-ão a falar algo diferente em relação às velhas gerações, pensando serem os regionalismos incorrecções absolutas na Língua de Camões. Por isso, seria interessante que no Ensino do Português em Olivença se t~ivesse este aspecto em linha de conta.Haverá ainda a lamentar que não haja continuidade deste ensino no nível secundário ( a partir dos doze anos ).Todavia, o primeiro passo parece dado, e só resta fazer tudo para que o Ensino do Português continue e se aprofunde em Olivença, sem olhar a ventos políticos, pois tal língua é um património histórico dos próprios oliventinos!
Carlos Luna
OLIVENÇA NA IMPRENSA ESTRANGEIRAUm dos assuntos que mais merece atitudes preconceituosas é tudo o que gira à volta de Olivença. Ora, um assunto nada ganha em ser eternamente conhecido através de constantes lugares-comuns e de constantes erros históricos. Talvez ajude a combater certos preconceitos tentar fazer um estudo da problemática oliventina através da Imprensa estrangeira, isto é, neste caso, não portuguesa e não espanhola.
Ficamos diante de jornais britânicos, norte-americanos, alemães, franceses, e de outros países. Assim, jornais alemães, em 1954, ano de manifestações antibritânicas em Madrid por causa de Gibraltar, ironizam a respeito da atitude espanhola quando um problema legalmente mais grave, o da ocupação, essa sim, ilegal, de Olivença, lhe retirava qualquer autoridade moral. Quem tem telhados de vidro...Curioso é que se dissesse que 20 000 oliventinos estavam prontos para regressarem à Pátria-mãe, e se falasse da deslocação de oliventinos a Portugal para reafirmarem a sua portugalidade. Em 1966, eram jornais britânicos que se referiam à questão, e uma vez mais comparando ironicamente as exigências espanholas sobre Gibraltar e a sua inflexibilidade e aparente ignorância em relação ao "caso Olivença". Os jornais denunciam a situação de repressão "escolar" e policial, bem como o abandono a que a localidade estava votado. Também jornais dos Estados Unidos se referiram ao assunto.
São já de 2001 e 2002 os últimos jornais reproduzidos, com destaque para um francês, que, para além de chamar a atenção para as incoerências espanholas, recorda o facto de Durão Barroso, Ministro dos Negócios Estrangeiros em 1994, se ter oposto à construção de uma ponte internacional na "fronteira" do termo oliventino no Guadiana, e classifica a saída
nocturna de todas as freiras da Misericórdia de Olivença e a sua total substituição em 11 de Julho de 2001 como mais uma medida para eliminar um dos últimos traços portugueses em Olivença.
Carlos Luna
ATLAS HISTÓRICO DO ALENTEJONão vale a pena dizer muito como introdução a um tema que visa dar uma idéia das variações, NUM MAPA, dos limites do Alentejo, mas mesmo assim algo se poderá assinalar. Assim, o Alentejo não existia realmente em 1299, falando-se então de uma região de Ultra-Tagium que incluía todo o Portugal ao Sul do Tejo, sem excepção de Algarve. Curiosamente, Serpa e Moura eram referidas à parte.
No século XV, já existe o Alentejo (Antre Tejo e Odiana ) individualizada, com Almada e Setúbal no seu seio. So no Século
XVI estas localidades, e a Bacia do Sado, passam para a Estremadura. Em 1530, metade des 38 maiores localidades do País eram alentejanas:
Évora,Elvas, Portalegre, Beja, Olivença, Estremoz, Vila Viçosa,
Montemor-o-novo,Borba, Moura, Castelo de Vide, Portel, Arronches,
Arraiolos, Serpa, Monsaráz, Campo Maior, Monforte, e Alcácer do Sal.
Entre cerca de 1550 e 1730, o Alentejo teve cinco grandes subdivisões: Portalegre, Elvas, Estremoz, Évora, e Beja. Os distritos surgiram em 1827 e 1835: Portalegre, Évora, e Beja. Só em 1936 surgiu a idéia de criar um Alto e um Baixo Alentejo... também quando a Bacia do Sado voltou a fazer parte oficialmente do... Alentejo (Baixo). Em 2002, a antiga Comissão de Coordenação da Região Alentejo recebe um nome ligeiramente diferente... e recebe onze novos concelhos do
Ribatejo, cinco dos quais nunca foram alentejanos! Por outro lado, os novos projectos de "regionalização" (?), com pequenas comunidades constituídas da base para o topo (diz-se)ameaça subdividir o Alentejo em três, quatro, ou mesmo cinco novas unidades...Carlos Luna
http://www.novisnet.pt
CONFLITO INTERNACIONAL DE OLIVENÇAOutras Ligações:
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Aristóteles 23:11 19 Fevereiro 2004
Fonte: Joaquim da Fonseca ********************************************************* O Grupo dos Amigos de Olivença participou no Congresso Alentejo XXI,
realizado em 14 e 15 de Fevereiro, em Montemor-o-Novo, com uma delegação da
Direcção, tendo sido apresentada uma comunicação (que se transcreve,
resumida), sobre a Questão de Olivença e as suas ligações ao Alentejo.
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