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"Crer e Querer para Vencer"

Olivença - Portugal Livre

Movimento Patriótico

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OLIVENÇA e JUROMENHA (Alandroal): 750 Km2 do Alentejo, Portugal, continuam iligítimamente e ilegalmente ocupados e colonizados pelos espanhóis desde 1801.  A Espanha insiste por uma estratégia universal política e económica de apoderar-se e desmembrar, como tentou fazer em 1807 pelo  Tratado (hispano-francês) de Fontainbleu,  todo o nosso país. 

O imperialismo castelhano de Madrid ainda está bem vivo em 2005, contradizendo a Constituição Europeia!

Notícias de Olivença  Fevereiro 2005

 

25/Fev/2005

REVISTA "GAIOLA ABERTA" (José Vilhena), Fevereiro 2005 n.º22, 2.ºSérie
   Página 10


   OLIVENÇA E GIBRALTAR
   Tendo mais ou menos a mesma cor política, não seria descabido que, quando Sócrates fosse Primeiro Ministro (se vier a ser...), pedisse ao seu homólogo espanhol, com boas palavras, claro, a restituição da vila de Olivença que, como se sabe, é terra portuguesa. Os argumentos para o convencer são, principalmente, dois:


   1º   Aquela merda não interessa nada aos espanhóis, só lhes dá chatices, e, para nós, embora também nos desse chatices (como Barrancos) tem grande valor sentimental.
   2º  Como os espanhóis andam por cá a comprar tudo (ou já compraram), terrenos, empresas, e prédios de rendimento, possuem, em Portugal, cem vezes mais do que o valor dessa tão discutidas terriola. Que se voltem para Gibraltar, "coño", que essa, sim, tem real interesse para Espanha.
            José Vilhena

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Encontramos o Mapa de Portugal com o seu Território Integro nestes sítios:
 http://www.castelos.com.pt/portugal.html
 http://www.portugalia.org/
 http://www.inforlandia.pt/quemsomos/detalhes.php?id=7&sessao=1

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22/Fev/2005

                                           

 

                                           Grupo dos Amigos de Olivença

www.olivenca.org

 

Por iniciativa da Sociedade Filarmónica Palmelense «Loureiros» e Grupo dos Amigos do Concelho de Palmela, realiza-se no próximo dia 26 de Fevereiro, Sábado, às 17:30 horas, em Palmela, uma Conferência sobre a Questão de Olivença.

O Presidente do GAO, Dr. António Marques, desenvolverá o tema «O Sequestro de Olivença: Ofensa á História, à Cultura e ao Direito», enquanto o Dr. Carlos Luna, do COP, se debruçará sobre «A Colonização Espanhola em Olivença».

O Grupo dos Amigos de Olivença convida todos os seus apoiantes e todos os que se interessam pela «Questão de Olivença» a comparecer e participar nesta iniciativa.

Contamos com a sua presença!

Lx., 21-02-05.

SI/Grupo dos Amigos de Olivença


Consulte-se
: http://www.loureiros.web.pt/Agendas/Contentor/Agenda2005(1).pdf


_________________
Rua Portas S. Antão, 58 (Casa do Alentejo), 1150-268 Lisboa

www.olivenca.org

olivenca@olivenca.org

Tlm. 96 743 17 69  -  Fax. 21 259 05 77

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2005/02/14
Olivença: A Espanha, tem vergonha!
http://outrashistorias.blogspot.com/

Tem aparecido nos últimos dias em alguns fóruns na Internet, um texto escrito por um bibliotecário ao serviço da Câmara Municipal de Olivença, (município português, presentemente administrado pelo Estado Espanhol). Naquele texto, refere-se a tese do catedrático espanhol Fernadez Liesa, de que “quem cala consente”, justificando com o silêncio português a presente situação de ocupação, que a seu ver deverá ser definitiva.

É, dos extractos analisados, uma obra com algum interesse e ideias organizadas. No entanto, e infelizmente, como é normal nas ideias expressas pelos Espanhóis, de origem castelhana, trata-se de uma monografia que não esconde uma extrema incapacidade para entender Portugal e os portugueses.

Várias questões, são propositadamente ocultadas e pura e simplesmente “esquecidas”.

As invasões francesas, não foram apenas francesas, também foram espanholas.

Um dos argumentos, por exemplo, é o de que Espanha, não invadiu Portugal em 1807, porque nessa altura, eram os franceses que controlavam Espanha, e que portanto, ficaría a Espanha isenta de responsabilidades nessa questão.

Ora em Dezembro de 1807, são as tropas espanholas que entram em Portugal, juntamente com as tropas francesas que se dirigem a Lisboa. Mas, há tropas espanholas que entram em Portugal (sem qualquer comando francês) para tomar o Porto (e que se vão juntar ás tropas espanholas que entraram por Segura junto com os franceses). São tropas espanholas, as que entram em Portugal, em 1 de Dezembro (data que marca o fim do domínio Habsburgo em Portugal) para ocuparem o Alentejo.

Tratado de Fontainebleau.

O tratado de Fontainebleau, firmado entre os Estado Espanhol e o Estado Francês, tinha como objectivo a ocupação de Portugal e a sua destruição, ficando partes para os espanhóis, e outras para um reino a criar, sob a égide de Espanha.

O Estado Espanhol, tornou, com essa acção, totalmente inútil, e totalmente vazio o tratado de Badajoz, único instrumento jurídico que pode de alguma forma justificar a presente ocupação de Olivença pelo Estado Espanhol.

Os textos são apresentados e escritos, muito mais com o objectivo pré-definido de justificar a situação de Olivença, do que com o objectivo de fazer um estudo claro, limpo e imparcial, que permitisse aproveitar a obra, para estudar a questão de Olivença.

Sendo o objectivo tão claramente pré-definido, teria o autor poupado bastante tempo, se tivesse utilizado, como argumento único, aquele que continua a ser o argumento válido. A presença espanhola na vila de Olivença, justifica-se apenas porque não é possível a Portugal recupera-la pelas armas, da mesma forma que não é possível a Espanha recuperar Gibraltar.

O problema de Olivença, não depende no entanto, nem nunca dependeu, de qualquer questão jurídica. Aliás, a própria Espanha, sem ter qualquer fundamentação legal, exige do Reino Unido, (ao qual entregou o rochedo de Gibraltar) a sua devolução.

O problema, de Olivença, prende-se acima de tudo com a maneira de ser dos Portugueses, completamente ignorada pelo senhor Fernandes Liesa.

É infelizmente típico de certa Espanha “castelhana”, o olhar para os povos peninsulares, como se fossem todos, uma espécie de “castelhanos menores” mas basicamente iguais. Este sempre foi um erro. O erro da soberba, tão criticada por todos os restantes povos peninsulares aos castelhanos. Fernandes Liesa, esquece (ou melhor ignora, porque não se pode esquecer o que nunca se tentou conhecer) não só a história de Portugal, como também esquece o perfil psicológico dos portugueses. Por natureza os portugueses, quando têm um problema, preferem não falar nele. Falam, muitas vezes com o silêncio. Isto ocorre quer nas relações entre vizinhos, quer nas relações entre empresas. Os governos portugueses, são de portugueses e são portugueses com hábitos e costumes portugueses que regem a política externa portuguesa.

Não entender isso, é demonstrar apenas, que se escreve um livro com mil páginas, apenas para tentar justificar uma situação incómoda para Espanha, demonstrando ainda que não se teve nenhum cuidado em analisar profundamente a questão.

O senhor Fernandez Liesa, diz que “quem cala consente”, mas os portugueses habituaram-se a achar que o silêncio fala mais alto que o grito.

O silêncio português sobre Olivença, grita mais alto que todos os livros que quaisquer espanhóis possam escrever para justificar o injustificável: A muito pouco digna e completamente ilegal ocupação da vila de Olivença pelo Estado Espanhol.
 

Ao contrário do silêncio português, a tentativa espanhola de criar a ideia de que tudo está terminado, e que nada há a fazer, serve apenas para demonstrar o desconforto dos espanhois que, no fundo, sabem não ter razão, e sabem que o tempo, corre contra eles.

Paulo

Igualmente no ForumHistória-forum de discussão

(1) Amante da rainha de Espanha, que exigiu ficar com Olivença, depois da guerra das laranjas, como forma de limpar a sua imagem em Madrid.

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Olivença na revista "RAIA"
 
  A revista "RAIA", de Fevereiro de 2005, publicou uma reportagem de quatro páginas sobre Olivença, com opiniões locais, incluindo o "Alcalde", e de outras pessoas, como António João Teixeira Marques e Carlos Eduardo da Cruz Luna.REVISTA "RAIA", Fevereiro-2005:ARTIGO/REPORTAGEM SOBRE OLIVENÇA
    Revista "RAIA" n.º 49 (Castelo Branco), Fevereiro de 2005
     texto de Inês Ribeiro; fotografias de Ana Cardoso
  (início: fotografia da porta dionisina de Alconchel)



   OLIVENÇA
 "FILHAS DE ESPANHA, NIETAS DE PORTUGAL"


   Uma terra querida e disputada por dois países:Espanha e Portugal.
   O litígio é antigo, tem mais de 200 anos. Começou em 1801 ou até, quiçá, muito antes...

    Diz uma canção popular que "as mulheres de Olivença não são como as demais, porque são filhas de Espanha e netas de Portugal..."
   A sabedoria do povo tem sempre um quê de verdade. E neste caso aplica-se a Olivença, um território que do ponto de vista português se situa no Alentejo, mas que para Espanha integra a província de Badajoz, na Extremadura.
   Após passar a nova ponte sobre o rio Guadiana, inaugurada em 2000 pelo Estado português, vê-se uma placa a anunciar "España" Antes de chegar à cidade de Olivença observam-se campos agrícolas e verdejantes parecidos com os das planícies alentejanas.
   Na estrada já se observam carros com matrícula espanhola, mas ao entrar na povoação nota-se que podia ser uma terra do Alentejo, com casas soalheiras e ruas que se entrecruzam pelo meio de edifícios não muito erguidos, à excepção dos altivos e belos monumentos construídos ~há séculos atrás, quando a região se encontrava sob o domínio português.
   Na zona mais antiga de Olivença respira-se a História de uma terra que ainda continua tão conturbada nos nossos dias. Espanha e Portugal não chegam a acordo na questão de decidir a quem pertence um território que, no total, se estende por 453 quilómetros quadrados. Portugal não reconhece Olivença como espanhola de direito, embora admita que ela o seja "de facto". Espanha defende que aquela terra não é portuguesa e por isso não abdica da soberania que sobre ela exerce.

  
DOIS GRUPOS PORTUGUESES QUE CONTINUAM A LUTAR POR OLIVENÇA
         
(gravura com um mapa de toda a região de Olivença, e com a legenda "Na região de Olivença a fronteira continua interrompida")

   Para o Grupo dos Amigos de Olivença (GAO), uma associação criada em 1938, a indiferença do Estado Português perante este litígio, que dura há dois séculos, é incompreensível. E, afinal, a posição do Governo é a mesma que a do GAO, que entende Olivença como território português "de jure" e não reconhece legitimidade na ocupação espanhola.
   António Marques, procurador adjunto e presidente do GAO, julga que "é ao Estado e ao Governo, no seu papel de direcção política do país, que compete encontrar o método e as condições a colocar a Espanha para a resolução final do litígio, naturalmente no respeito absoluto pela História, pela Cultura, pela Moral e pelo Direito."
   O representante do GAO está envolvido nesta causa há cerca de vinte anos e explica que os 600 sócios de todo o país juntaram-se ao grupo por se sentirem incomodados pela passividade portuguesa perante Olivença. Na lista de membros do GAO passaram figuras ilustres como Humberto Delgado, Jaime Cortesão ou Hernâni Cidade, que também se interessaram em restabelecer a soberania nacional no território de Olivença.
   "Nós não queremos causar uma crise política com Espanha, o que queremos é que Portugal discuta o assunto", esclarece António Marques, devido ao problema de não estar na agenda diplomática portuguesa.
   Através de uma petição o GAO conseguiu que a questão de Olivença fosse abordada na Assembleia da República. Mas, apesar de os grupos parlamentares dizerem que a questão está por resolver, não houve qualquer avanço na matéria.
   Na opinião da associação, o Governo português deveria "tirar partido do actual clima de amizade e de relacionamento aberto entre os dois Estados para exigir a devolução do território."
   A chamada questão de Olivença é ignorada por muitos portugueses ou então quando conhecida chega a ser ridicularizada, desprezada, ou simplesmente olhada com desinteresse. Apenas alguns continuam  a interessar-se e a lutar pela "terra das oliveiras." É o caso de Carlos Luna, professor de História em Estremoz, que preside o Comité Olivença Portuguesa, organizado mais tarde que o GAO, perto dos anos 90. Este bloquista assumido também concorda que há um problema de soberania a discutir e acusa o Estado português de ter uma posição quase semi-clandestina face a Olivença.
   Quando começou a ir frequentemente àquela cidade apercebeu-se que "havia grande ignorância local sobre o passado histórico real da povoação, dos seus habitantes." Por isso o comité preocupa-se em divulgar a História de Olivença, diferente, diz, daquela que é ensinada nas escolas oliventinas. O grupo apoia actividades culturais e tem por princípio base a informação.

 
  O QUE PENSAM OS OLIVENTINOS?

 
  Olivença está sob administração espanhola desde 1801. Hoje, segundo António Marques, a maioria dos oliventinos olha "com indiferença para o litígio, mas com carinho para Portugal."
   Ao andar por Olivença ouve-se os habitantes falarem castelhano. A língua está presente nos nomes das ruas, dos estabelecimentos, das pessoas...
   Quem habita na pacata cidade sabe que existe um conflito antigo na sua terra. Mas ao tentar-se falar com alguém não se consegue saber exactamente a sua opinião. A confiança não é entregue a um forasteiro. Quando abordados sobre o velho litígio dizem que o conhecem, contudo, tentam fugir ao assunto ou simplesmente riem-se, escondendo o pensamento.
   Um senhor de meia idade diz não saber falar nem entender português. Confirma que há pessoas em Olivença que falam a língua e há quem seja a favor de Portugal. Porém, no seu parecer, está contra a possibilidade de Olivença ser devolvida. Considera-se oliventino porque nasceu ali e para ele a sua nacionalidade é espanhola.
   Procura-se estabelecer contacto com outra senhora. Uma mulher idosa, porque dizem que são sobretudo os mais velhos que ainda falam português. Tem-se azar porque é de Badajoz e apenas se exprime em castelhano. A questão de Olivença é-lhe desconhecida, pelo menos é o que deixa transparecer.
   Nova tentativa com um senhor idoso. É de Olivença mas não percebe português.
   Finalmente, alguèm que transmite algo mais firme. Uma mulher nova que veio da Catalunha e está ali a morar há 12 anos. Diz que entende português, que se interessa pela língua e que andou a aprender nha casa da cultura, mas há quatro anos que não pratica. Mesmo assim, tenta expressar-se com palavras portuguesas, misturando dois idiomas. Vale o esforço. Nota-se que gosta da nossa língua e também se preocupa em saber a história da cidade.
    A sua avó é portuguesa, o seu pai fala português, e foi por isso que também quis aprender. Quanto à questão em que Olivença se vê envolvida, a catalã acha que aquelas terras deveriam ser entregues a Portugal e não compreende como é que Espanha pode ter um território sem possuir um "documento firmado" que lhe conceda o direito de soberania.
   Ao perguntar se conhece alguém que saiba falar português, informa que são sobretudo as pessoas de mais idade que se exprimem na língua de Camões. Os mais novos, diz, já não sabem falar.
   Ao arriscar um pouco mais de conversa começa a desconfiar do motivo de tantas perguntas mas lá continua o diálogo. O seu filho pequeno, ao seu lado, já se quer ir embora, está impaciente e fala para a mãe em castelhano dizendo para se despachar. A simpática mulher avisa que quem quiser saber mais e conversar com as pessoas não pode falar directamente da questão que cerca Olivença, porque a maior parte irá tentar escapar ao assunto. Explica que tem que se começar por perguntar coisas suaves e ir abrindo caminho porque ainda há receio de falar.
   "Costuma-se dizer que "las muchachas de Olivenza son hijas de España y nietas de Portugal"", conta antes de se ir embora.
   Percebe-se que as pessoas com familiares portugueses e com descendentes que ainda falam a língua lusa sentem-se divididos entre os dois países, apesar de não saberem ao certo se quereriam passar a estar sob a administração de Portugal. Alguns gostavam de ter ambas as nacionalidades, mas raros são os que concordam em ter somente a portuguesa.


  
CULTURA E MENTALIDADE "ESPANHOLIZADAS"
 
(duas fotografias: uma da Porta Manuelina da Câmara, com a legenda"Fachada de estilo gótico manuelino do Palácio dos Duques de Cadaval", outra da pedra de geminação Elvas-Olivença, na década de 1990, junto à Capela de Nossa Senhora da Ajuda)

   Carlos Luna faz questão de mencionar que em Olivença "temos uma população desinformada no que respeita à aprendizagem da História da sua terra. Na época do franquismo foi condicionada a pensar que Espanha está acima de tudo." Para o professor ainda se mantém uma educação e mentalidade fechadas, patrióticas, quase nacionalistas. "Continuam a acreditar que os portugueses são agressivos e que querem entrar por ali adentro, imagem que não corresponde minimamente à realidade", transmite.
   As duas organizações portuguesas que reivindicam Olivença referem que houve repressão durante os séculos XIX e XX. Em 1840 foi proibida a língua portuguesa e, segundo o presidente do GAO, em 1960 deixa de ser a língua predominante. António Marques lembra que foram anos de mudança cultural. "As pessoas foram obrigadas a transferir os nomes para castelhano." Mas não foram só os nomes próprios. Também os nomes das ruas, a língua, as tradições, as mentalidades... Um território que foi, como diz Carlos Luna, "colonizado".
   A Guerra de Espanha veio, no ponto de vista de Luna, abrir um novo capítulo na descaracterização de Olivença, no qual, sob o domínio franquista, a população teve de se sujeitar a um modo de viver e pensar diferente. Mas para o alcaide de Olivença, Ramón Rocha, não foi imposta nenhuma "espanholização" aos habitantes oliventinos, "foi voluntário". Diz que, aos cidadãos, deu-se a opção de poderem ir para Portugal, mas afirma que não houve muitos a ir embora.
   O que fazer depois de tantos anos passados? Portugal parece não se incomodar em resolver o assunto. Mas o GAO e o Comité Olivença Portuguesa têm uma proposta: um período de transição com administração dupla. "Para que as pessoas de Olivença soubessem a sua verdadeira história. A língua portuguesa seria oficial e estaria em igualdade com o castelhano."
   Após um período a definir de administração conjunta decidir-se-ia o que fazer. Se Portugal recuperaria o território, se continuaria anexado ou se haveria condições para haver um plebiscito, defendem.
   Ramón Rocha é que não concorda com a proposta de haver uma administração conjunta. "As pessoas de Olivença conhecem a História", garante. E critica: "Carlos Luna é que vive 200 anos atrasado." O alcaide adverte também que "Luna não está em posição de opinar sobre Olivença e tem que ter muito cuidado quando vem aqui provocar a gente."

  
UMA FRONTEIRA AINDA POR DEFINIR
    
(no fim do texto, uma fotografia com uma rua tradicional oliventina, talvez a Rua dos Oleiros)

   Em mapas oficiais pode-se constatar que a fronteira está interrompida na zona adjacente a Olivença. Os limites entre Portugal e Espanha continuam ainda por definir, faltando colocar cem marcos fronteiriços. Isto porque Portugal não reconhece a soberania espanhola naquela região.
   Só quando há algo a discutir na zona é que o Estado português actua, dizendo que a fronteira se estende para além do Guadiana, ao contrário do que afirmam os espanhóis que marcam a fronteira pela margem do rio.
   Os episódios mais recentes em que Portugal se manifestou dizem respei à posse das águas do Alqueva ou à construção da nova ponte que liga Olivença a Elvas. Esta fica a pouca distância da antiga Ponte da Ajuda, destruída em 1709 durante a Guerra da Sucessão Espanhola, e que ainda está por reconstruir por falta de entendimento entre os dois Estados ibéricos. Ambos querem recuperá-la já que isso implica um "reconhecimento" de soberania na área disputada.
   No que concerne a limites territoriais, Ramón Rocha não parece incomodado com o facto de Portugal ainda não ter aprovado a delimitação fronteiriça naquela parcela de território e diz, entre risos, que já não há fronteiras na União Europeia.

 
NO MEIO DE DUAS NAÇÕES

   Olivença está ligada a duas pátrias. Portugueses e espanhóis convivem numa região da raia onde se desenrola um intercâmbio de culturas. "Há magníficas relações com Portugal", conta o alcaide de Olivença, acreditando que não há litígio nenhum. "Se não quiséssemos ter nada com Portugal não ensinaríamos a língua portuguesa nas escolas. Os alunos podem optar pelo português e há muita gente a aprender."
   Apesar de Ramón Rocha dizer que se sente irmão do povo português e que tem orgulho do passado histórico de 600 anos em que Olivença pertenceu a Portugal, afirma que esta nasceu em Espanha e refere que o Tratado de Alcanizes apenas a cedia a Portugal durante um tempo.
   Carlos Luna reconhece que o alcaide tem feito muito pela terra e está-lhe agradecido pela restauração dos monumentos mas "em relação ao problema das nacionalidades é um bocado inflexível. Ele diz que ali é território de Espanha e que isso não se discute."
   Há medida que os anos passam será mais difícil recuperar Olivença? Luna  crê que até seja mais fácil. "A informação vai circulando e entre os oliventinos começam a aparecer alguns jovens pró-portugueses que querem saber mais da sua cultura."

 ( ao lado da gravura da pedra da geminação, está um texto com mais informação. ei-lo: )
   Olivença, ou Olivenza para "nuestros hermanos", passou a ser território português a partir de 1297, ano do Tratado de Alcanizes proclamado entre D. Dinis de Portugal e D. Fernando IV de Castela, que acordaram em reconhecer Olivença como lusitana. Depois de resistir a sucessivos ataques, em 1801 Olivença não consegue mais enfrentar as tropas ofensivas, desta vez de dois países, Espanha e França, que, aliados, invadem e tomam a praça da vila. Esta Guerra fica conhecida como a Guerra das Laranjas devido a Manuel Godoy ter colhido junto de Elvas alguns ramos de laranjeira e os ter enviado para Madrid. Entretanto, foi assinado o Tratado de Badajoz, no qual Portugal entrega a Espanha a praça de Olivença "em qualidade de conquista". Contudo, previa-se que caso a paz fosse quebrada o tratado seria considerado nulo. Em 1807, tropas franco-espanholas invadem Portugal, violando o preâmbulo e o artigo 4º do Tratado de Badajoz. A 1 de Maio de 1808, o príncipe e depois rei João VI de P

ortugal, exilado no Rio de Janeiro, publica um manifesto em que considera anulado o Tratado de Badajoz devido à invasão de 1807. Em 1814, pelo Tratado de Paris, considera-se nulo o Tratado de Badajoz, assinado sob pressão. No Congresso de Viena, realizado em 1815, as potências europeias dão razão a Portugal no que respeita à devolução de Olivença. Mas só em 1817 é que Espanha assina o Tratado de Viena, reconhecendo os direitos portugueses sobre Olivença e comprometendo-se à sua restituição "o mais brevemente pos~sível". Até hoje, não o fez.

http://www.raia.pt

http://www.raia.pt/reportagem3.htm

e-mail: ediraia@ediraia.pt

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Jornal "O Comércio do Porto", 14-Fevereiro-200
PAULA MOURÃO GONÇALVES/LUSA


Humberto Delgado - 40 anos sobre o assassinato do "General sem medo"
   
Medeiros Ferreira quer candidato a Presidente à imagem de Delgado
 
 Iva Delgado, filha do General sem medo, recordou ontem a memória do pai, em Espanha 
 
 O antigo ministro diz que é preciso uma candidatura do género da do general para sacudir as consciências

O antigo ministro dos Negócios Estrangeiros socialista Medeiros Ferreira defendeu ontem, numa homenagem a Humberto Delgado em Espanha, que Portugal precisa de um candidato às presidenciais de 2006 do género do "General Sem Medo" para "sacudir as consciências".

Medeiros Ferreira falava numa cerimónia evocativa do 40º aniversário da morte de Humberto Delgado, realizada ontem no caminho de "Los Malos Pasos", perto da localidade espanhola de Villanueva del Fresno, onde o corpo do general e da sua secretária, Arajair Campos, foi encontrado em Abril de 1965.

"O regime democrático português está a precisar de uma candidatura presidencial do género da de Humberto Delgado para sacudir as consciências", apelou Medeiros Ferreira, escusando-se a avançar qualquer nome para a função.
O ex-ministro socialista evocou as qualidades e o percurso político de Humberto Delgado na luta pelos ideias da liberdade e da democracia, incluindo a sua candidatura às presidenciais de 1958, lembrando a sua célebre frase "Obviamente, demito-o", numa referência a Salazar.

Sampaio enaltece coragem

Durante a cerimónia, em que participaram algumas centenas de portugueses e espanhóis, foi lida uma mensagem do Presidente da República, em que Jorge Sampaio evoca a "lição de coragem e de empenhamento cívico" de Humberto Delgado na "luta contra a ditadura que lhe custou a vida".

O alcaide de Villanueva del Fresno, Ramón Días Farias, e o vice-presidente da governo regional da Extremadura espanhola, Ignacio Sanchez Amor, destacaram a luta de Humberto Delgado pela liberdade e pela democracia, simbolizada no local onde o seu corpo foi descoberto.

Iva Delgado, filha do general, emocionou-se ao recordar os acontecimentos que culminaram com o assassinato do seu pai e lembrou como transmitiu a notícia à sua mãe: "Olha mãe, acabaram com ele", recordou.

Junto ao memorial a Humberto Delgado, inaugurado a 13 de Fevereiro de 1995 pelo então presidente português Mário Soares, foi ontem descerrada uma lápide em honra do general com a inscrição. "Estou pronto a morrer pela liberdade". Soares, que tinha confirmada a presença na cerimónia, faltou por motivos de saúde.

A interpretação dos hinos nacionais de Portugal e Espanha, por bandas de ambos os países, e a deposição de coroas de flores culminaram a cerimónia no local onde foram encontrados os restos mortais de Humberto Delgado, numa zona rural junto à fronteira luso-espanhola. Também o Grupo de Amigos de Olivença se associou ontem à evocação da morte de Humberto Delgado, lembrando que ao general "não podia passar silenciado o drama histórico que a ocupação estrangeira de Olivença significava".

Conhecido como o "General Sem Medo", Humberto Delgado foi um opositor ao regime de Oliveira Salazar, tendo enfrentado a ditadura portuguesa ao candidatar-se à Presidência da República em 1958, como candidato independente.

Vítima de fraude eleitoral e perseguido, exilou-se no Brasil, de onde regressou em 1965, atraído a uma cilada na cidade espanhola de Badajoz, sendo assassinado perto de Olivença por uma brigada da polícia política do regime de Salazar (Pide), juntamente com a sua secretária, Arajair Campos.

O seu corpo foi escondido no caminho de "Los Malos Pasos", a cerca de sete quilómetros de Villanueva del Fresno, onde o seu memorial é visitado regularmente por muitas pessoas.

Envolto em mistério, a morte do general só viria a dar lugar a um julgamento após a revolução de 25 de Abril de 1974.

O Tribunal Militar considerou que apenas Casimiro Monteiro, que terá disparado sobre o general, poderia ser culpado pelo crime e condenou-o a 19 anos e oito meses de prisão. No entanto, este operacional da PIDE, refugiado na África do Sul, não cumpriu um só dia de pena. O mesmo aconteceu com os autores morais do crime, que acabaram condenados apenas por crimes menores, como falsificação de documentos.

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Jornal "O PRIMEIRO DE JANEIRO", 14-Fevereiro-2005

Medeiros Ferreira na homenagem a Humberto Delgado, em Espanha
É PRECISO "SACUDIR AS CONSCIÊNCIAS"


O antigo ministro dos Negócios Estrangeiros socialista Medeiros Ferreira defendeu ontem, numa homenagem a Humberto Delgado em Espanha, que Portugal precisa de um candidato às presidenciais de 2006 do género do «General Sem Medo» para "sacudir as consciências".

 O 40º aniversário da morte de Humberto Delgado foi ontem assinalado no caminho de «Los Malos Pasos», onde o seu corpo foi encontrado, perto da localidade espanhola de Villanueva del Fresno. Medeiros Ferreira, antigo ministro dos Negócios Estrangeiros socialista, esteve presente na cerimónia evocativa onde frisou que "o regime democrático português está a precisar de uma candidatura presidencial do género da de Humberto Delgado para sacudir as consciências".


Escusando-se, no enatnto, a avançar qualquer nome para a função. Medeiros Ferreira evocou as qualidades e o percurso político do «general sem medo» na luta pelos ideais da liberdade e da
democracia, incluindo a sua candidatura às presidenciais de 1958, lembrando a sua célebre frase "Obviamente, demito-o", numa referência a Salazar.
 

Durante a cerimónia, em que participaram algumas centenas de portugueses e espanhóis, foi lida uma mensagem do Presidente da República, em que Jorge Sampaio evoca a "lição de coragem e de
empenhamento cívico" de Humberto Delgado na "luta contra a ditadura que lhe custou a vida".
 

O alcaide de Villanueva del Fresno, Ramón Días Farias, e o vice-presidente do governo regional da Extremadura espanhola, Ignacio Sanchez Amor, destacaram também a luta de Humberto Delgado pela liberdade e pela democracia, simbolizada no local onde o seu corpo
foi descoberto.
 

Depois Iva Delgado, filha do general, emocionou-se ao recordar os acontecimentos que culminaram com o assassinato do seu pai e lembrou como transmitiu a notícia à sua mãe. "Olha mãe, acabaram com ele", recordou.
 

Junto ao memorial a Humberto Delgado, inaugurado a 13 de Fevereiro de 1995 pelo então presidente português Mário Soares, foi hoje descerrada uma lápide em honra do general com a inscrição "Estou pronto a morrer pela liberdade".
 

A interpretação dos hinos nacionais de Portugal e Espanha, por bandas de ambos os países, e a deposição de coroas de flores culminaram a cerimónia no local onde foram encontrados os restos mortais de Humberto Delgado, numa zona rural junto à fronteira luso-espanhola. Também o Grupo de Amigos de Olivença se associou hoje a evocação da morte de Humberto Delgado, lembrando que ao general "não podia passar silenciado o drama histórico que a ocupação estrangeira de Olivença significava.

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14-02-2005

Foto

40/0 aniversário do assasinato do Presidente da Assembleia Geral do Grupo dos Amigos de Olivença, General Humberto Delgado

JORNAL DIGITAL
«Grupo dos Amigos de Olivença homenageia Humberto Delgado»
http://jornaldigital.com/noticias.php?noticia=3500

Olivença - Na evocação do 40/o aniversário do assassinato do general Humberto Delgado, ocorrido a 13 de Fevereiro de 1965, o Grupo dosAmigos de Olivença (GAO) presta homenagem ao seu antigo dirigentee «lutador pela causa da Olivença Portuguesa».

Em comunicado, o GAO lembra que o «general sem medo» manifestou desde cedo «a mais ardorosa determinação na sustentação dos Direitosde Portugal e desenvolveu esforços para alcançar a retrocessão de Olivença».

Humberto Delgado, que quando apresentou a sua candidatura à Presidência da República presidia à Assembleia-Geral do GAO, foi um «combatente da liberdade e da justiça», a quem «não podia passar silenciado o drama histórico que a ocupação estrangeira de Olivença significava», sublinha o Grupo.

«O seu amor à velha terra portuguesa de Olivença terá contribuído para acreditar que nela encontraria apoios para o combate que então travava e, porventura, dado azo a que aceitasse deslocar-se 'ao outro lado do Guadiana'», acrescenta o GAO, deixando ainda o apelo: «Lutemos nós, portugueses de hoje, pela Olivença Portuguesa, como o fez o General Humberto Delgado. Essa será a homenagem devida».

Humberto Delgado nasceu a 15 de Maio de 1906 em Boquilobo, Torres Novas. Frequentou o Colégio Militar e a Escola do Exército onde se formou em Artilharia. Participou no golpe militar de 28 de Maio de 1926 que depôs o regime republicano.

Mais tarde optou pela carreira da Aeronáutica obtendo o curso de oficial piloto aviador. Em 1942 foi nomeado representante do Ar para as negociações com a Inglaterra para a cedência de bases nos Açores. Devido à sua eficiência, o Governo inglês outorgou-lhe a Ordem do Império Britânico (CBE).

Um ano depois de ter sido nomeado director-geral do Secretariado de Aviação Civil, funda os Transportes Aéreos Portugueses (TAP) e cria as primeiras linhas aéreas de ligação com Angola e Moçambique. Em 1952, Humberto Delgado é nomeado adido militar na Embaixada de Portugal em Washington e membro do comité dos representantes
militares da NATO. Com 47 anos, é promovido a general e torna-se o mais novo oficial daquela patente.

Em 1958, em plena ditadura, apresentou-se como candidato independente às eleições presidenciais, a convite da oposição democrática. No rescaldo da ida às urnas, o Governo demitiu Delgado das funções de director-geral da Aeronáutica Civil e tentou afastá- lo para o Canadá. Apesar da perseguição a que foi sujeito, o general lançou as bases do que viria a ser o Movimento Nacional Independente. Continuou a dar entrevistas à imprensa estrangeira e a acusar o Governo de fraudulento, acabando por ser sujeito a processo disciplinar que o colocou sob a alçada da PIDE.

Avisado de uma tentativa de assassinato, refugia-se na Embaixada do Brasil, em Janeiro de 1959. A 13 de Fevereiro de 1965 foi ao encontro da morte, em Badajoz, convencido que se ia reunir com oficiais interessados em derrubar o regime. Uma brigada da PIDE chefiada pelo inspector Rosa Casaco atravessou a fronteira para
montar a cilada que vitimaria o general e a sua secretária brasileira, Arajaryr Moreira de Campos.

(c) PNN Portuguese News Network


13-02-2005


PRAVDA
«COMUNICADO DO GRUPO DE AMIGOS DE OLIVENÇA»:
http://port.pravda.ru/portugal/2005/02/13/7199.html

PUBLICO
«Também o Grupo de Amigos de Olivença se associou à evocação da morte de Humberto Delgado, lembrando que ao general "não podia passar silenciado o drama histórico que a ocupação estrangeira de Olivença significava"»:
http://ultimahora.publico.pt/shownews.asp?id=1215637&idCanal=12

RTP
«Também o Grupo de Amigos de Olivença se associou à evocação da morte de Humberto Delgado, lembrando que ao general "não podia passar silenciado o drama histórico que a ocupação estrangeira de Olivença significava"»:
http://www.rtp.pt/index.php?article=154450&visual=16


13-02-2005 15:58:00.  Fonte LUSA.    Notícia SIR-6747731
Temas:  política portugal espanha efemérides Evora
http://www.lusa.pt/print.asp?id=SIR-6747731


Humberto Delgado: Portugal precisa de um novo "General Sem Medo" - M. Ferreira


 Por Manuel Luís Mendes, da Agência Lusa +++ Villanueva del  Fresno,Espanha, 13 Fev (Lusa) -

O antigo ministro dos Negócios Estrangeiros socialista Medeiros Ferreira defendeu hoje, numa homenagem a Humberto
Delgado em Espanha, que Portugal precisa de um candidato às presidenciais de 2006 do género do "General Sem Medo" para "sacudir as consciências".

Medeiros Ferreira falava numa cerimónia evocativa do 40/0 aniversário da morte de Humberto Delgado, realizada hoje no caminho de "Los Malos Pasos", onde o seu corpo foi encontrado, perto da localidade espanhola de Villanueva del Fresno.

"O regime democrático português está a precisar de uma candidatura presidencial do género da de Humberto Delgado para sacudir as consciências", apelou Medeiros Ferreira, escusando-se a avançar qualquer nome para a função.

Medeiros Ferreira evocou as qualidades e o percurso político de Humberto Delgado na luta pelos ideias da liberdade e da democracia, incluindo a sua candidatura às presidenciais de 1958, lembrando a sua célebre frase "Obviamente, demito-o", numa referência a Salazar.

Durante a cerimónia, em que participaram algumas centenas de portugueses e espanhóis, foi lida uma mensagem do Presidente da República, em que Jorge Sampaio evoca a "lição de coragem e de empenhamento cívico" de Humberto Delgado na "luta contra a ditadura que lhe custou a vida".

O alcaide de Villanueva del Fresno, Ramón Días Farias, e o vice-presidente da governo regional da Extremadura espanhola, Ignacio Sanchez Amor, destacaram também a luta de Humberto Delgado pela liberdade e pela democracia, simbolizada no local onde o seu corpo foi descoberto.

Depois Iva Delgado, filha do general, emocionou-se ao recordar os acontecimentos que culminaram com o assassinato do seu pai e lembrou como transmitiu a notícia à sua mãe.

"Olha mãe, acabaram com ele", recordou.

Junto ao memorial a Humberto Delgado, inaugurado a 13 de Fevereiro de 1995 pelo então presidente português Mário Soares, foi hoje descerrada uma lápide em honra do general com a inscrição "Estou pronto a morrer pela liberdade".

A interpretação dos hinos nacionais de Portugal e Espanha, por bandas de ambos os países, e a deposição de coroas de flores culminaram a cerimónia no local onde foram encontrados os restos mortais de Humberto Delgado, numa zona rural junto à fronteira luso- espanhola.

Também o Grupo de Amigos de Olivença se associou hoje a evocação da morte de Humberto Delgado, lembrando que ao general "não podia passar silenciado o drama histórico que a ocupação estrangeira de Olivença significava".

Conhecido como o "General Sem medo", Humberto Delgado foi um opositor ao regime de Oliveira Salazar, tendo enfrentado a ditadura portuguesa ao candidatar-se à Presidência da República em 1958, em representação da Oposição Democrática.

Vítima de fraude eleitoral e perseguido, exilou-se no Brasil, de onde regressou em 1965, atraído a uma cilada na cidade espanhola de Badajoz, sendo assassinado perto de Olivença por uma brigada da polícia política do regime de Salazar (Pide), juntamente com a sua secretária, Arajaryr Campos.

O seu corpo foi escondido no caminho de "Los Malos Pasos", a cerca de sete quilómetros de Villanueva del Fresno, onde o seu memorial évisitado regularmente por muitas pessoas.

MLM.

Lusa

Também noticia no Jornal "Diário do Sul", 15 de Fevereiro de 2005

"ON-LINE" do "PÚBLICO"
http://ultimahora.publico.pt/shownews.asp?id=1215637

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"...Humberto Delgado então adjunto-militar da Legião Portuguesa, planeara tomar Olivença,..."

http://www.acapital.pt/secciones/seccion.jsp?
>pIdSeccion=2&pVar=1108269925823
 

Eram 12 horas em ponto. Com pontualidade militar, Humberto Delgado espera o oposicionista vindo do interior que lhe vai preparar um encontro com um prestigiado coronel da Oposição a Salazar que lhe promete, à partida, milhares de soldados e o derrube do ditador. Humberto Delgado está frente à estação de caminhos-de-ferro de Badajoz. Era um sábado, frio e seco, de 13 de Fevereiro de 1965. Faz hoje exactamente 40 anos.

ROGÉRIO RODRIGUES


Às 12 em ponto, num Renault Caravelle, com matrícula falsa (saber-se-á mais tarde) aparece, o oposicionista Ernesto Castro e Sousa que durante um interrogatório de mais de duas horas em Paris, elegante e de barba, cativara a confiança do general. Ernesto Castro e Sousa não é mais do que o agente da PIDE Ernesto Lopes Ramos, um dos polícias mais promissores da Anatónio Maria Cardoso (sede da PIDE em Lisboa) que, durante um curso nos Estados Unidos fora recrutado pela CIA. Agente triplo neste caso: da PIDE, da CIA e apresentado como oposicionista a Salazar.

Humberdo Delgado aguardava-o sozinho. Sozinho já ele estava na Oposição, em guerra com sectores da Argélia e com o PCP. A PIDE sabia isso. Um seu informador, principescamente pago, durante dois anos conseguira isolar Humberto Delgado das outras forças da Oposição e empurrá-lo para a morte. Quando se abriram os dossiês da PIDE e da "Operação Outono" como foi classificado cerco mortal a Humberto Delgado, descobriu-se que o informador "Oliveira" era Mário de Carvalho, um burlão que se dizia professor e inventava condecorações e passado anti-fascista, muito embora todas as vezes que tivesse passado pelas prisões fosse por burla, roubo e falsificação de documentos.

Ernesto Castro e Sousa chega à estação dos caminhos-de-ferro de Badajoz. Humberto Delgado já adquirira bi-lhetes válidos para segunda-feira, dia 15, para a camioneta da Badajoz-Sevilha. "Oliveira" não apareceu, como prometera ao general. O agente da PIDE no papel de oposicionista garante a Humberto Delagado a presença de um coronel vindo do interior. E sugere, por motivos de segurança, que a reunião se realize não em Badajoz, mas perto de Olivença. Humberto Delgado aceita. A memória e a nostalgia invadem-no. Em 1936, Humberto Delgado então adjunto-militar da Legião Portuguesa, planeara tomar Olivença, aproveitando a confusão da Guerra Civil espanhola.

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12/Fev/2005

Grupo dos Amigos de Olivença


Foto

General Humberto Delgado

COMUNICADO
Na evocação do 40.º Aniversário do assassinato do General Humberto Delgado, o Grupo dos Amigos de Olivença presta sentida Homenagem ao Lutador pela Causa da Olivença Portuguesa e seu antigo Dirigente.

Defensor apaixonado das causas em que acreditava, o General Humberto Delgado desde cedo manifestou a mais ardorosa determinação na sustentação dos Direitos de Portugal e desenvolveu esforços para alcançar a retrocessão de Olivença.

Quando apresentou a sua candidatura à Presidência da República era Presidente da Assembleia Geral do Grupo dos Amigos de Olivença. Combatente da Liberdade e da Justiça, ao General Humberto Delgado não podia passar silenciado o drama histórico que a ocupação estrangeira de Olivença significava.

O seu amor à Velha Terra Portuguesa de Olivença terá contribuído para acreditar que nela encontraria apoios para o combate que então travava e, porventura, dado azo a que aceitasse deslocar-se «ao outro lado do Guadiana».

Em 13 de Fevereiro de 1965 encontrou a morte às portas da sua Olivença Portuguesa e depois, já cadáver, cruzaria a Velha Praça a caminho do local onde seria  abandonado.

Lutemos nós, Portugueses de hoje, pela Olivença Portuguesa, como o fez o General Humberto Delgado. Essa será a Homenagem devida.

Lx., 12-02-05.

A Direcção
_________________
Rua das Portas de S. Antão, 58 (Casa do Alentejo) - 1150-268 Lisboa

Fax: 212 590 577 - www.olivenca.org-
olivenca@olivenca.org

Leia artigo relacionado: http://www.acapital.pt/secciones/portada/general.jsp?pIdSeccion=1&rand=1108293971792

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10 de Fevereiro de 2005,  Jornal "A  Capital"

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Jornal "A CAPITAL", 10-Fevereiro-2005

Fazer Sentido...


No passado dia 30 de Janeiro, aqui no jornal ?A Capital?, numa entrevista/conversa entre Odete Santos e Nuno da Câmara Pereira, aquela conhecida deputada interpelou o prestigiado fadista com esta extraordinária declaração: «Vou-lhe perguntar uma coisa chata. Não foi você que andou aí com um movimento sobre Olivença? Acha que isso faz algum sentido?»...


À guisa de resposta a Odete Santos, deixo aqui algumas interrogações: Fará algum sentido pugnar pela formação de uma autêntica Comunidade Internacional de Direito, na qual a legalidade supere os jogos da cavilosa diplomacia, a justiça tenha indisputada supremacia sobre a política dos interesses e a força da lei se sobreponha à lei da força?...


Fará algum sentido que Portugal defenda a sua integridade estadual, reivindicando um território que oficialmente declara ser seu, tal como a Espanha faz em relação a Gibraltar, o Japão quanto às ilhas Curilhas, a Argentina relativamente às Malvinas e Marrocos quanto a Ceuta e Melilla?


Fará algum sentido que as pessoas de bem, que amam a terra em que nasceram e sentem o País como ao seu próprio corpo, combatam pela inteireza moral do Povo Português negando-se a tolerar o escândalo de ver uma parcela do Alentejo cativa de um Estado estrangeiro emviolação de tratados livremente subscritos por Espanha e em fruste desrespeito pelos mais elementares princípios de Direito
Internacional Público?


Já agora, onde estava a deputada Odete Santos no passado dia 25 de Junho, quando no Plenário da Assembleia da República todos os grupos parlamentares discursaram sobre a Questão de Olivença e por unanimidade aprovaram a convocação do Ministro dos Negócios Estrangeiros ao Parlamento para que exponha a Posição Oficial do
Estado português sobre esta magna matéria?


No dia em que a defesa de Olivença Portuguesa deixar de ter sentido isso significará ou que a Espanha cumpriu finalmente as suas obrigações devolvendo-nos o que nos pertence ou que Portugal deixou fatidicamente de ter sentido como entidade colectiva... Abdicando de defender os nossos direitos e de pugnar pelos nossos interesses, estamos seriamente a correr o risco de deixarmos de fazer sentido como Nação Livre e Estado Independente...


Mário Rodrigues
********************

    
     Thu, 3 Feb 2005
      
Grupo dos Amigos de Olivença
www.olivenca.org

 



Informação aos Sócios


    Passa no próximo dia 13 de Fevereiro o 40.º Aniversário do assassinato
do antigo Presidente da Assembleia Geral do Grupo dos Amigos de Olivença,
General Humberto Delgado, ocorrido nas proximidades de Olivença.
    Organizada pela Fundação Humebrto Delgado e com o apoio da Câmara
Municiapal de Lisboa,  realiza-se uma Cerimónia Evocativa da morte do grande
defensor da Causa de Olivença, em Vila Nueva del Fresno, Estremadura
espanhola, no Memorial ali erigido.
    A Câmara Municipal de Lisboa oferece transporte em autocarro a todos os
que queiram comparecer na cerimónia.

    O Programa é o seguinte:

08:30 horas: Partida da Cidade Universitária de Lisboa (junto à Aula Magna)
11:00 horas: Chegada e recepção em Villa Nueva del Fresno
12:30 horas: Cerimónia Evocativa junto ao Memorial
13:30 horas: Almoço/merenda oferecido pelo Município de Villa Nueva del
Fresno
16.00 horas: Regresso.

    A Direcção do Grupo dos Amigos de Olivença, rendendendo homenagem ao
lutador pela Causa da Olivença Portuguesa e seu antigo Dirigente, associa-se
á Homenagem e convida todos os associados e amigos a participar nesta
Evocação.

    Os interessados poderão inscrever-se junto da Fundação Humberto Delgado:
    (Telf.: 21.3870866   -   e-mail: humbertodelgado@iol.pt )

    Lx., 03-02-05.

______________
Grupo dos Amigos de Olivença
Rua das Portas de Santo Antão, 58
(Casa do Alentejo)
1150-268 Lisboa
Tlm: 96.7431769
olivenca@olivenca.org

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http://www.wikipedia.org/wiki/Portugal

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http://www.odci.gov/cia/publications/factbook/geos/sp.html

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http://www.alquimista.net/htm/public2.htm

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