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Olivença - Portugal Livre

Movimento Patriótico

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"Crer e Querer para Vencer"

Publicado desde 12 Setembro 2001

Notícias de Olivença Julho 2007

1. - Este serviço de informação foi iniciado em 2001 (somente em inglês) para  informar melhor os leitores da "Rede" em todo o mundo através de notícias actuais e eventos históricos, sobre os territórios de Olivença e Juromenha (margem esquerda) do Odiana (Guadiana).
2. - Contrapor as mentiras e arrogância de Espanha sobre o litígio desde 1801.
3. - Desmascarar o encobrimento espanhol e falência de cumprir as suas obrigações internacionais.
4. - Mostrar como as "boas relações" espanholas com Portugal são de facto hipócritas e falsas, sendo na verdade motivadas por intenções imperialistas já antigas.
5. - Ver como Portugal tem tentado superar a realidade da sua contínua humilhação.
6. - Envergonhar os líderes ilusórios e cobardes de Portugal, para reagir a Madrid e tomar acções positivas para recuperar os territórios de Olivença e Juromenha, e fazer o "reino espanhol" respeitar a integridade territorial de Portugal.

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Saramago e a "aberração" espanhola  

Latest News últimas Notícias

"Alentejo Popular" (jornal progressista), 26-Julho de 2007

O INDIVIDUALISMO SARAMAGUIANO
Luciano Caetano da Rosa (candidato CDU pela Europa)
Professor Universitário (Berlim, Românicas); Director adjunto do «Alentejo Popular»

Os portugueses foram mais uma vez surpreendidos por José Saramago. A dar crédito a certas sondagens, uns 28% terão, todavia, visto o seu «espanholismo» confirmado, ainda que ao retardador, pelo Prémio Nobel da Literatura. Os 72% restantes, se andarem com atenção, terão sentido as suas recentes declarações como um balde de água fria, num misto de espante e cepticismo.
Sinto a «boutade» de José Saramago como um péssimo juízo. Deriva provavelmente de uma subjectividade adquirida em cerca de década e meia via casamento e residência em Espanha. Ele é uma excepção neste caso: tem tido bom vento e bom casamento. Ainda bem para ele! E, claro, tem direito a aventar as hipóteses que entender, ainda as mais estapafúrdias. Qualquer pessoa tem direito de opinião. Até aí, tudo bem.
Agora, os indivíduos têm responsabilidades conforme o que são publicamente. No caso de José Saramago, atribuímos-lhe responsabilidades linguísticas, culturais, e patrióticas.
Não foi como escritor espanhol que ganhou o Prémio Nobel, mas sim como cultivador da «última flor do Lácio». Nemé fundamentalmente à cultura dos povos de espanha que foi haurir substância para as suas fábulas literárias. Quer dizer, Saramago só pode ser o talentoso escritor ou tornar-se Saramago pelo facto de existir um país que dá pelo nome de Portugal e pela língua do povo desse país. A sua unoversalidade real só existe porque parte destas realidades concretas que são a terra natal e o vernáculo. E se Saramago for suficientemente humilde, do que já duvido um pouco, verificará por certo que é infinita a sua dívida para com o país e o povo que lhe deu o ser, e isto apesar de todos os descontos derivados das décadas de ditadura em que ele, juntamente com outros milhões de portugueses, foi obrigado a viver e a sofrer de modo vário.
Como militante comunista, sabe muito bem que aderiu a um Partido que se caracteriza, entre outros pontos, pelo seu patriotismo e pelo seu internacionalismo. Mas no caso vertente, o iberismo saramaguiano não pode ser visto nunca como forma de internacionalismo, pois esse iberismo seria fatal para a existência da língua e da cultura portuguesas. Temos exemplos históricos de que assim seria. Hoje, os povos de Espanha já têm o Direito (não o dever) de aprender as suas línguas vernaculares, mas quanto ao espanhol ou castelhano, aí já têm o dever de aprendê-lo. Será o espanhol uma língua superior às outras? Em quê?
Os povos de língua catalã (Catalunha/Pincipat; Valência e Ilhas Baleares) só há poucas décadas se começaram a remoças na sua língua e cultura, tendo estas sido relegadas para o esquecimento a partir do século XVIII e proibidas durante o fascismo franquista. O renascimento catalanista só aconteceu pelo facto de os povos de língua catalã e a burguesia catalã, assim como uma economia forte da região, terem tido a força suficiente para o impor.
O galego sobrevive numa variante oficial da Xunta de Galicia (castrapo) cujas formas estão inquinadas pela morfologia castelhana, enquanto as formas normais da sua evolução histórica se vêem preteridas a fim de supostamente evitar o «perigo reintegracionista» de demasiada aproximação lusista. Começa logo pelo nome da terra, Galicia como em espanhol, em vez de Galiza. Ora bastaria o ditongo «ei» em galego, como em português (por exemplo, na palavra «ribeiro») para afastar o galego do castelhano infinitamente, por mais aproximações oficiais que se tentem por via da política de Madrid (e da Xunta, sua correia de transmissão) e não da linguística.
Também os bascos se viram proibidos em sua própria casa de falar asua língua que se situa provavelmente entre as línguas mais antigas do planeta Terra e os desejos de independência deste povo continuam na ordem do dia da agenda política espanhola e internacional.
O próprio domínio filipino nos séculos XVI-XVII deu sinais bastantes de que seria um perigo mortal para a «portuguesa língua» se tal ocupação se tivesse perpetuado até hoje. Ora a língua de Luís Vaz de Camões continua sendo mais forte do que a própria fronteira terrestre e política pelas duradouras marcas identitárias que veicula.
E é bom não esquecer que a fronteira político-terrestre continua em aberto e por definir, pela imperiosa razão de que Espanha usurpou os territórios da alentejana Olivença há 200 anos, se comprometeu a restituí-los e até hoje ainda não cumpriu tal promessa. Para a causa de Olivença, o protagonismo leviano de Saramago é péssimo.
Como comunista que sou e que ele é, acho que o camarada José Saramago está a ser muito individualista. Não seria melhor ter discutido a sua opinião no organismo de que faz parte, se é que ainda milita a este nível? E só depois publicitar o que bem entender, de acordo com o seu inalienável direito de livre expressão?
A sua opinião surge numa altura em que se conhecem melhor as regiões autónomas de Espanha e respectivo rendimento per capita. Sabe-se, por outro lado, como em Portugal o nosso aparelho produtivo tem sido sistematicamente destruído pela burguesia nacional aliada à burguesia internacional, nomeadamente espanhola, desde a venda de empresas até à venda de milhares de hectares de terras, como as propriedades situadas no regolfo de Alqueva, alienadas pela parasitária burguesia latifundiária. Ora, na opinião e análise folclórica de Saramago, eu francamente não descortino nenhuma marca de classe. Envia, contudo, uma mensagem desmoralizante para muitos, sobretudo para os que se batem e debatem diariamente com dificuldades no país que amam.
É um facto que a região de Madrid tem um rendimento per capita que já ronda os 26 mil euros e que a média portuguesa é de 13 mil e tal, abaixo da grega e até de alguns países recém-entrados na UE. E até é verdade que a média da região espanhola mais pobre (Extremadura) é igual ou suoerior à portuguesa. E daí? Vamo-nos suicidar por isso? Não será antes uma razão adicional para se trabalhar melhor, estudar mais, votar de forma diferente para possibilitar políticas diversas que levem a um modelo de desenvolvimento mais correcto, mais consentâneo e adaptado às nossas potencialidades? As posições do capital espanhol em Portugal já não terão a ver só com o chamado investimento estrangeiro, mas antes com uma séria ameaça dos desígnios da dareita espanhola para quem Portugal sempre foi uma espécie de «pedra no sapato» que incomoda, uma completa aberração sem o mínimo direito de existir ou então «es el brazo que le arrancaron a España» e que a Espanha gostaria agora de reimplantar

no seu corpo mutilado. Esquecem-se de passagem de um pormenor deveras importante: é que Portugal existe uns séculos bem antes da Espanha unificada dos reis católicos. Mas é verdade, Zé Saramago, que os capitais espanhóis já controlam muitos sectores estratégicos da economia portuguesa (banca, comunicação social...). Pensarás tu, porém, que provavelmente ainda é pouco ? Que chegará a hora de termos de baixar ainda mais os braços? Que, como afirmas, «Portugal acabará por integrar-se na Espanha»? Mau profeta pareces ser tanto pela má profecia que acabas de debitar como sobretudo pelo facto de desvalorizares ao extremo ou desprezares, na tua soberba, a vontade dos trabalhadores portugueses e do povo português (repara que não falei da burguesia portuguesa, essa sempre uma provável aliada da direita espanhola), os quais saberão na hora certa dar a resposta conveniente aos que, como tu, José Saramago, nunca disseram uma palavrinha sequer contra:
a) a - como todas as outras - anacrónica e parasitária monarquia espanhola;
b) contra a direita espanhola cavernícola e belicista (Aznar e outros);
c) contra os franquistas instalados em postos de poder importantes e cumulados de prebendas por toda a Espanha.
Por este andar, o nosso homem de Azinhaga ainda há-de ver-se qualquer dia coroado de duque ou de conde ou de marquês de não sei o quê por Don (Juan) Carlos de Bourbon!
Desta pequena tribuna te significo (?) solenemente, camarada José Saramago, que sejas mais prudente nesta fase da tua existência, desejando-te naturalmente que sejas o mais feliz possível pela vida fora. Nestes como noutros assuntos, a primeira questão nem sequer é saber quanto se ganha aqui ou ali, mas o fim da exploração e a justiça social! Por aqui é que devemos dirigir os nossos passos, as nossas lutas. E não cedermos, com complexos de inferioridade, ou trairmos, levados por imagens supostamente fortes ou de prestígio. Devemos ambicionar um grande desenvolvimento económico em ampla liberdade, com justiça social e bem-estar para todos no seio da nossa cultura em movimento, num ambiente ecológico preservado e com uma globalização diferente que induza vantagens para todos os povos.
Imagine-se que eu não queria ser filho dos meus pais por eles serem pobres, mais pobres do que os pais ricos de vizinhos meus. Seria, por certo, uma atitude feíssima de minha parte, eu seria um verdadeiro renegado emocional e desleal perante quem mais me ama.
Quanto a integração, já basta a europeia que pagamos caro todos os dias, até com gravíssimas cedências na soberania nacional. Com a anexação por parte de Espanha (de outra coisa nunca se poderia falar ou será Saramago assim tão ingénuop?), estaríamos votados ao desaparecimento por via da descaracterização crescente e permanente, após quase nove séculos de existência.
A liberdade de expressão tem muito valor, José Saramago, é verdade, mas também tem os seus limites, sobretudo quando se torna irresponsável, caramba...
O patriotismo e o internacionalismo devem enriquecer-se dialeticamente e nunca levar, por um mau entendimento, à dissolução dos povos. Um iberismo de qualidade diversa do proposto só poderia eventualmente ter algum futuro num quadro de construção do socialismo na Península Ibérica e nunca nos actuais tempos selvagens do neo-liberalismo.

 

 

18 de Julho de 2007, Diário de Notícias
CARTA ABERTA A JOSÉ SARAMAGO
Fernando Venâncio, Professor universitário e crítico de literatura

Muy señor mío
Me perdonará Usted mi pobre castellano, pero desde anteayer me entero de la urgencia de praticarlo. Al "Diário de Notícias" de Lisboa predijo Usted esto: "acabaremos por integrar-nos" en España. Preguntado por el periodista Joao Ceu e Silva si nuestro país seria entonces "una província de Espanha"(le sigo citando en nuestro antiguo idioma), Usted contestó: "Seria isso. Já temos a Andaluzia, a Catalunha, o País Basco, a Galiza, Castilla La Mancha e tínhamos Portugal".
Claro, nos asegura, podremos conservar nuestra lengua, nuestras costumbres, y así mismo creo yo nuestro fado, pero (no lo dijo, uno entiende) nos gobernaria el jefe de estado madrileño del momento. Y aunque diga Usted que no es profeta, no hay que olvidar su proverbial modestia. En fin, para gente sencilla como yo, sus palabras son un caritativo aviso del destino.
Pues, señor, no y no. Usted, el más famoso de mis compatriotas, se permite en público unos juegos muy guapos de futurología. Pero se los guarde para sus libros, los cuales están perdiendo el suspense de antaño. Créame, el real futuro de un Portugal integrado en España lo conocemos ya muy de cerca. Está visible en la Galicia de hoy, donde la lengua dominante, y los derechos dominantes, y los partidos dominantes, son los de Madrid. Esto no es futurología, si no lo qué uno ve. Si quiere verlo.
No creo que sea su caso, Don José. Me contaran que, hace poco, visitó Usted Galicia invitado por el Pen Club. Le rogaran que hiciera su discurso en Portugués. Todos podrían entenderle, sin problema, si hablara en nuestra hermosa variedad de gallego. Usted - como otras veces ya en Galicia - recusó y habló en Español.
Muchas gracias en realidad. Ahora sabemos cómo hablarán, en la Província española de Portugal, los futuros tradores.
Amsterdam, 17 de Julio de 2007

 

18-Julho-2007, "DIÁRIO DO SUL" (Évora)

UM APELO DIRECTO A JOSÉ SARAMAGO (inédito!)

Há lógicas que não consigo entender.
Conheço um escritor de grande valor que se bate por várias causas, a nível mundial. Não só luta contra os "males" do Mundo, numa época em que o Capitalismo Selvagem dita a sua lei sobre governos, povo, e nações, como luta para que todos os povos tenham o direito de e governar como entenderem. Esteve até na Palestina, apelando à Independência desta em relação a Israel. Apoiou a independência de Timor. Apoia a idéia dum Curdistão independente.
Este homem apela a que deixem os povos decidir. Combate as elites iluminadas que manipulam a vontade desses mesmos povos. Nega-se a aceitar que haja povos mais ou menos inteligentes.
Este homem viu, desde 1989/1990, inúmeros povos reclamarem a sua independência e a sua constituição em Estados soberanos. Ainda recentemente, vimos o pequeno Montenegro proclamar a Independência.
O homem em questão cita o exemplo de países como a Eslovénia como capazes de ultrapassar Portugal, e sabe que a mesma se separou duma União maior chamada Jugoslávia.
Talvez tenha até ouvido o Primeiro-Ministro dinamarquês comparar Portugal e a Dinamarca, e dizer que ambos são pequenos países com pouca população (e, nestes aspectos, Portugal é superior), com um vizinho poderoso, mas que fazem o possível por sobreviver, e que, se a Dinamarca foi capaz de se tornar um dos países mais ricos do mundo, Portugal também o poderá fazer.
O nosso homem sabe que não se vislumbra, por essa Europa fora, nenhum movimento de retrocesso em relação a independências adquiridas há menos tempo que Portugal. Ninguém tem conhecimento de que a Holanda se queira reintegrar na Alemanha, ou a Bélgica, ou parte dela, na França.
Sabe, e di-lo, que um dos problemas das elites em Portugal, ao longo dos séculos, é o seu desprezo pelo povo que as sustenta e a tentação da riqueza fácil "adquirida", se necessário, vendendo-se ao estrangeiro. Sabe que o próprio povo tem varrido essas elites.
Este homem é de Esquerda, Republicano, Laico, Anti-imperialista.
Este homem chama-se José Saramago, e recebeu um Prémio Nobel pelo que escreveu em Língua Portuguesa, enchendo de alegria muitos compatriotas.
Mas este homem não aplica ao seu País o que defende para o resto do Mundo. Acha que o povo de que é fiho é menos inteligente que os demais. Acha que não tem o Direito à Independência. Como as elites que critica, acha os portugueses incapazes de se governarem sozinhos, e acena ao estrangeiro... mesmo quando este é governado por uma Monarquia... que nasceu depois de uma guerra brutal que esmagou os seus companheiros ideológicos (ressalve-se que os actuais monarcas não tiveram a culpa !). Pior, acha que "sem se encostar" a um "padrinho" poderoso, não pode subsistir, porque não tem sido capaz de se governar sozinho. E acha isto depois de 850 anos de independência... com os seus altos e baixos, naturalmente.... mas em que resistiu a tudo e todos.
Saramago, Saramago, meu caro Nobel: aplica ao teu povo o que desejas para os outros. Não cries, em quem adora tua Literatura, problemas de consciência.
Por uma vez, copia um pouco a altivez da Espanha que admiras, e aplica-a ao teu País. Contribui para a saída da crise, apelando ao amor-próprio de todos nós, em vez de agravares os nossos sintomas depressivos. Lembra-te do teu livro "Levantados do Chão".
Carlos Eduardo da Cruz Luna
(um leitor/apreciador da obra de Saramago)
Estremoz, 16 de Julho de 2007

 

12 de Julho de 2007

O Goberno apoiará o galego no Val das Elhas (Estremadura)

 www.vieiros.com/nova/59707/quintana-sublina-en-estremadura

Un ano despois de que o goberno estremeño cualificase o convite galego á colaboración cultural de "delirio imperialista dos nacionalistas", o vicepresidente da Xunta inaugura na localidade cacereña de San Martiño de Trebello un curso sobre A Fala de Xálima.

 

HOY (Badajoz), 11-Julho-2007

«A Fala debe contar con un principio de mínimos ortográficos»
JUAN GONZÁLEZ PRELCIC/SAN MARTÍN DE TREVEJO

'A Fala' hablada en las localidades extremeñas de Valverde del
Fresno(1), Eljas(3)y San Martín de Trevejo(2) tienen su origen en la lengua
gallega, según dijo ayer Xosé Henrique Costas durante el curso de
verano de la Uex: 'A Fala' de Xálima. El milagro es que 'A Fala'
llegue a nuestros días repleta de arcaísmos ya desaparecidos en el
gallego. «Uno se emociona cuando oye hablar a un niño pequeño
utilizando palabras que los gallegos ya sólo podemos encontrar en
documentos medievales», ha señalado el profesor de la Universidad de
Vigo.

Lo más importante ahora es llegar a un principio de acuerdo para
establecer los mínimos ortográficos de una lengua que habla la
mayoría de estas poblaciones. «Que la Junta de Extremadura no piense
que los gallegos tenemos una actitud colonizadora», ha apuntado el
ponente.

Pero la verdad, desde el año 1994 por parte de la Junta de
Extremadura se ha hecho más bien bastante poco por 'A Fala', tan
sólo declararla bien cultural en 2001 y dejar este patrimonio a
cargo de especialistas en Historia y en Arte, ha indicado el
profesor.

Para proteger adecuadamente este extraordinario legado se debería
constituir una comisión que no sólo se ocupara del habla de Xálima,
sino también de las hablas portuguesas-extremeñas de Olivenza(p)o de
Herrera de Alcántara(4). «Me da la sensación de que la Junta de
Extremadura trata de ocultar toda esta riqueza lingüística, como si
sintiera vergüenza de que en su territorio se hablaran lenguas
diferentes del castellano»
, ha señalado Xosé Henrique Costas en los
cursos de la Uex.
 

(p)Olivença

(1)Valverde da Serra

(2)São Martinho dos Vinhos

(3)Elhas

(4)Ferreira de Alcântara

 

Igreja de Santa Maria Madalena

El Periódico Extremadura, 11 Julho 2007  
.INAUGURACIÓN
La Iglesia de Santa María Magdalena de Olivenza(p) luce nueva iluminación artística
  
La Iglesia de Santa María Magdalena de Olivenza(p) ya dispone de su nueva iluminación artística, cuya instalación corre a cargo de la Fundación Sevillana Endesa, y que reúne los últimos avances tecnológicos.

Según recoge la agencia Efe, esta noche, el arzobispo de Mérida-Badajoz, Santiago García Aracil, inaugura la iluminación en compañía del alcalde oliventino, Manuel Cayado, y el director de la fundación, Jesús García Toledo.

La iluminación cuenta con 139 puntos de luz, repartidos en 27 encendidos diferentes, con una potencia demandada de 11,82 kilovatios, lo que aporta una mayor flexibilidad y versatilidad. Para esta actuación, según Sevillana Endesa, se han utilizado las técnicas más avanzadas en el campo de la iluminación, en las que se conjugan factores como seguridad, eficiencia y ahorro de la instalación eléctrica. Para ello, se han empleado fuentes de luz que no perjudican las obras de arte desde el punto de vista de su conservación, ya que se evitan las emisiones térmicas elevadas y radiación ultravioleta. Actuaciones como ésta forman parte de los objetivos de la Fundación Sevillana Endesa para mantener y embellecer el conjunto histórico-artístico-monumental de Extremadura y Andalucía y promover manifestaciones culturales, especialmente aquellas que tienen un mayor arraigo social.

La iglesia parroquial de Santa María Magdalena inició su construcción en el siglo XVI y es considerada una obra maestra del estilo manuelino portugués. En su interior, sus seis retablos, entre los que destacan el del altar mayor, configuran un magnífico grupo artístico barroco.

(p)Olivença

 

A Região onde conserva-se "a fala" fica a noroeste de Coria, a poucos quilómetros da fronteira actual com Portugal

 

HOY, BADAJOZ, 10-Julho-2007
"a fala"

www.glosk.com/SP/Caceres/-557746/gmap pt.htm

Anxo Quintana inaugura hoy un curso sobre 'A fala' en San Martín de Trevejo(2)

El vicepresidente de la Xunta, Anxo Quintana, inicia hoy una visita institucional al Valle del Jálama, un territorio integrado por los pueblos de Valverde del Fresno(1), San Martín de Trevejo(2)y Eljas(3), y en los que se conserva una variante dialectal del idioma gallego-portugués que data de la Edad Media.

Quintana inaugurará el curso 'A fala de Xálima', organizado por el Área de Normalización Lingüística de la Universidade de Vigo y por el Centro de Estudos Galegos de la Universidad de Extremadura, y en el que se abordarán aspectos sociolingüísticos de este idioma que hablaban los colonos gallegos que se instalaron allí en los siglos XII y XIII, tras la reconquista de estos territorios por los reinos cristianos.

El vicepresidente gallego también realizará una visita al Ayuntamiento de San Martín de Trevejo(2) y será recibido por su alcalde, Máximo Gaspar. Asimismo, y aprovechando su estancia en Extremadura, se reunirá con el presidente de esta comunidad, Guillermo Fernández Vara.

Quintana responde, de esta forma, a una invitación cursada por colectivos de defensa de 'A Fala', los ayuntamientos de este valle y por el propio Ejecutivo extremeño tras la polémica surgida en abril del pasado año cuando el BNG reclamó en el Parlamento gallego medidas de protección de este dialecto. Una propuesta que causó indignación entre el gobierno del entonces presidente Rodríguez Ibarra y que degeneró en un cruce de acusaciones entre ambos ejecutivos.

No obstante, estas diferencias se zanjaron tras el envío de sendas cartas entre la Vicepresidencia de la Xunta y la Consejería de Presidencia de la Junta de Extremadura.

(1)Valverde da Serra

(2)São Martinho dos Vinhos

(3)Elhas
 

 

Torre da Menagem, em Olivença

1 de Julho de 2007
Nascimentos
BADAJOZ:MÉDICOS ESPANHÓIS APRENDEM PORTUGUÊS
01.07.2007, Carlos Dias

Em 2006 frequentaram diversos cursos de língua lusa cerca de 160 funcionários, médicos e enfermeiros incluídos, da unidade materno-infantil

260:  Número de crianças portuguesas nascidas na maternidade de Badajoz após um ano do encerramento da maternidade de Elvas.
a Cumprido o primeiro ano do encerramento da maternidade de Elvas, o recurso à aprendizagem da língua lusa tornou-se uma inevitabilidade.
A unidade hospitalar de Badajoz que, em anos anteriores, já tinha leccionado cursos de português, vai realizar nos próximos meses "aulas de formação contínua neste idioma dentro do horário de trabalho", realçou Fernando Brioso, coordenador de Formação Continua da área de Saúde de Badajoz.
Esta decisão é consequência directa do grande afluxo de parturientes portuguesas que impuseram a necessidade de alargar a formação da língua lusa a mais profissionais de saúde estremenhos, dando sequência aos quatro cursos dirigidos aos funcionários de urgências materno-infantil e frequentados por 160 pessoas em 2006. Com efeito, dos 3000 partos realizados em 2006 no serviço materno-infantil do Hospital Infanta Cristina de Badajoz, 260 foram de mulheres oriundas dos concelhos alentejanos limítrofes da raia ibérica.
Nova realidade
Fernando Brioso revelou que "há quem aprenda a língua portuguesa por conta própria", frisando tratar-se de cursos voluntários com grande procura.
A aprendizagem da língua "não é uma acção paternalista", realçou Carlos Gómez, gestor para área materno-infantil do hospital de Badajoz. A iniciativa toma em linha de conta a nova realidade transfronteiriça, onde a divisão territorial entre os dois países ibéricos deixou de ser um limite para a prestação de serviços. "É normal que uma pessoa que viva nos concelhos da raia em Portugal se desloque ao hospital que está mais próximo da sua casa", salientou o dirigente hospitalar, lembrando que das três opções que o Ministério da Saúde português coloca às parturientes, Badajoz, Portalegre e Évora, 95 por cento delas optem pela unidade materno-infantil espanhola.
Na fase de arranque da prestação de cuidados na área materno-infantil, o objectivo colocado pela unidade de Badajoz previa a realização de 300 partos anuais de grávidas oriundas de Portugal. Só no primeiro ano foram realizados 260 partos, 50 dos quais por cesariana.
Para além do trabalho realizado na área materno-infantil, o hospital de Badajoz faculta a cidadãos portugueses sessões de radioterapia, existindo ainda um acordo para a realização de provas de hemodinâmica. Entretanto, outros projectos estão à espera de ser aprovados pelo Ministério da Saúde português, tendo em vista o alargamento dos serviços de radioterapia e o serviço de cirurgia pediátrica.
Carlos Gómez esclarece que já está criada uma comissão de saúde com elementos dos dois países ibéricos que se reúne periodicamente em subcomissões nas áreas sanitária, saúde pública, formação e investigação.

 

Mapa parcial do Alentejo, margem esquerda do Odiana (Guadiana)

Atenção a duas recentes e importantíssimas mudanças de "Líderes" espanhóis.   Portugal saberá tirar quaisquer benefícios desta nova oportunidade depois de 28 anos de provocações  por parte do governo de Ibarra e do aberrante Maqueda? (OPL)

29 de Junho de 2007 

Tania Blanco

Novo Presidente da Região espanhola da Extremadura, Guillermo Fernández Vara

"Vara toma posesión como presidente de Extremadura"

El presidente de la Junta Guillermo Fernández Vara durante la promesa del cargo en su toma de posesión

"El presidente de la Junta de Extremadura, Guillermo Fernández Vara, ha tomado posesión de su nuevo cargo esta tarde en el patio noble de la Asamblea de Extremadura, en Mérida."

http://www.extremaduraaldia.com/destacado-en-portada/vara-toma-posesion-como-presidente-de-extremadura/40740-2.html

 

Novo "Alcaide" do território português ocupado de Olivença

24 de Junho de 2007
"S. E./OLIVENZA Fuente: Diario HOY
Manuel Cayado sustituye a Ramón Rocha, que ha estado 28 años en la Alcaldía

En un acto no exento de emoción, y en presencia del futuro presidente de la Junta de Extremadura, el socialista Manuel Cayado Rodríguez sustituyó en la Alcaldía de Olivenza a Ramón Rocha Maqueda, después de haber ocupado éste el cargo de manera ininterrumpida durante 28 años.

En su discurso de toma de posesión, una vez constituido el nuevo Ayuntamiento y entregadas las insignias a los concejales salientes, Manuel Cayado dijo que se abría una nueva página en la historia de Olivenza. En primer lugar felicitó a todos los ciudadanos por la alta participación registrada en las pasadas elecciones. Después felicitó a los concejales de la oposición, por el incremento de sus votos.

El empleo, prioridad

Tras repasar las principales promesas del programa electoral socialista en diversosámbitos, insistió en que el empleo será la prioridad de su mandato. «Están en marcha importantes proyectos que podrán reducir al mínimo las tasas de paro en nuestro municipio». También prometió una especial atención a las aldeas y poblados, igualando su nivel de servicios con respecto a Olivenza.

El nuevo alcalde, que recibió de manos de Ramón Rocha el simbólico bastón de mando, propugnó como principios de su gobierno la transparencia, el trabajo minucioso e intenso, un nuevo impulso a la participación ciudadana y voluntad de entendimiento con las fuerzas de oposición.

Cayado terminó su alocución afirmando, que «la puerta de mi despacho estará siempre abierta para atender a todos los oliventinos, me hayan votado o no».

La nueva mayoría absoluta conseguida por el PSOE no es ya tan holgada, pues frente a sus nueve concejales se sientan ahora seis del PP y dos de IU."
 

 

Portugal completo, com o termo de Ollivença
 

 

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Comment/Point of View

Comentário/Ponto de Vista

 Editorial

Espanha, não obrigado

As declarações de José Saramago em que defende que Portugal acabará por integrar a Espanha, passando a ser mais uma província daquele país, são no mínimo infelizes, e reveladoras da sua personalidade.
Mostram que Saramago continua amargurado com o veto que Sousa Lara, sub-secretário de Estado da Cultura do Governo de Cavaco Silva, exerceu sobre a sua obra Evangelho segundo Jesus Cristo, cortando-o da lista concorrente ao Prémio Literário europeu, não tendo conseguido perdoar esse episódio e projectando a sua azia sobre todo o povo português. Sobre todos aqueles que leram e compraram os seus livros desde o início da sua carreira e contribuíram para o reconhecimento internacional de que goza actualmente.
Saramago tem sido um dos embaixadores do País, juntamente com outros nomes como Paula Rego, José Mourinho, José Gil, Maria João Pires, António Damásio e tantos outros ilustres portugueses, que nas sua áreas têm elevado o nome de Portugal no estrangeiro. Mereceu sempre, da grande maioria da população, reconhecimento e admiração pela sua obra e pela forma como divulgou a língua portuguesa. No entanto, parece que o reconhecimento e admiração não são recíprocos, como se depreende das suas palavras, que evidenciam que não acredita nas capacidades do povo português para manter a sua soberania e se desenvolver económica e socialmente o País. Na sua opinião será melhor deixar esse papel aos espanhois, na expectativa de que consigam para Portugal o desenvolvimento que têm mostrado conseguir em Espanha. Uma opinião populista e imediatista que poderá ter acolhimento junto daqueles que têm vivido com mais dificuldades e pensam que tudo, se resolveria se fossemos espanhois.
Não foi concerteza com este espirito que Portugal conseguiu nascer e sobreviver oito séculos com as mesmas fronteiras, numa Europa quase sempre em guerra e com redefinições constantes do seu território, com papel de relevo na história mundial e um património linguístico e cultural único que, pelos vistos, para Saramago pouco ou nada conta.
Saramago vive há muitos anos em Espanha, pelo que terá resolvido o seu desencanto pessoal com o nosso País. Esperar-se-ia que pelo seu estatuto de figura publica evitasse tornar públicos comentários que atentam contra a história de um povo.
JN
direccao@jornaldeleiria.pt

19 de Julho de 2007

 

"SOL", 21-Julho-2007
HAMBURGER MORGENPOST- ALEMANHA PORTUGAL LÁ FORA
SARAMAGO ALVO DE CRÍTICA

A POLÉMICA está lançada, com honras de exposição mundial: a convicção do escritor José Saramago de que os destinos de Portugal e de Espanha acabarão por se unir despertou o interesse de publicações de todo o mundo. Alvo de comentários nos diversos órgãos de comunicaçãp espanhóis, o Prémio Nobel de Literatura foi tema de artigos em Inglaterra, na Nova Zelândia, na Alemanha, no Qatar e até na China.
Na leitura do britânico "The Independent", «o escritor português ultrajou os seus compatriotas ao defender que Portugal e Espanha se devem integrar num único País, que o próprio Saramago sugeriu chamar-se Ibéria». Embora tenha salvaguardado que o "casamento" não transformaria os portugueses em espanhóis, o autor não escapou dos ataques de Lisboa.
Contra a posição de Saramago, a cadeia inglesa BBC levanta a voz do antigo embaixador de Portugal em Madrid, António Martins da Cruz. Para o antigo diplomata, Saramago «deve deixar a política para os políticos e a estratégia para os estrategistas».
Pelo mesmo diapasão, Manuel Alegre, citado pelo germânico "Hamburger Morgenpost", exigiu ao escritor «um pedido de desculpas dirigido ao povo» lusitano. Segundo o deputado socialista, José Saramago deve «o Prémio Nobel da Literatura de 98 à Língua Portuguesa».
Para além da controvérsia do autor, o "The Guardian" de 17 de Julho lembra que «qualquer tentativa de unir Portugal e Espanha é motivo de contestação» em território luso.
«Os comentadores já se queixam sonoramente quando empresas e bancos espanhóis adquirem dependências portuguesas», nota o diário.
Segundo a edição "online" do jornal "Gulf Times", sedeado no Qatar, muitos cidadãos lusos rejeitam «aquilo que vâeam como a arrogância de uma Espanha maior e mais próspera».
A impressão popular, acrescenta a publicação do Médio Oriente, é reforçada pela «pouca atenção que a comunicação social espanhola dedica aos assuntos de Portugal».
António Pedro Santos
 

26 de Julho de 2007 
CORREIO DO LEITOR/OPINIÃO
JOSÉ SARAMAGO E A IBÉRIA
José Saramago é livre nas suas opiniões sobre a "Ibéria" é só mais um dislate de quem tem em Espanha o regaço e o farol. Os "palpites" do escritor podem confundir quem desconheça a realidade peninsular. Saiba-o ou não Saramago, só temos uma Cultura e uma Língua próprias porque, ao contrário das inclinações do nobelizado sujeito, sustentámos, desde há quase nove séculos, como valores mais elevados, a Liberdade e a Independência.
ANTÓNIO MARQUES Almada
 

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O Litigio de Olivença 

 Vila Real

Ponte Nossa Senhora da Ajuda 

 

Maravilhas de Portugal

Igreja de Santa Maria Madalena, magnífico monumento manuelino de Olivença

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ATLAS DE PORTUGAL 2007

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 Julho 2007

REVISTA REGIONAL ALENTEJANA/ESTREMOCENSE "GADANHA"/Julho-2007
2 de Julho de 2007
O tempo em Olivença

Em Olivença sinto o peso do tempo,
sinto a sua força onde ela mais dói.
Sinto o seu peso como contratempo
na morte da evocação de cada herói

Em Olivença vejo o efeito do tempo,
vejo-o em cada mentira que ele condtrói,
em cada casa caída, em cada "passatempo"
oco, falso, qu´as páginas do passado destrói.

Em Olivença cala-se do povo a memória
em cada imperativo, diz-se, de mudança,
de cada vez que se oculta uma velha glória.

Em Olivença, só não morreu a esperança
de um dia, em liberdade, se contar a História
do passado, dos teus avós, a qualquer criança!

Carlos Luna
Estremoz, Março de 2007

 

Passeio de Portugal, Olivença

20 de Jun de 2007
II CIMEIRA EUROPA-ÁFRICA

No período em que vai ocupar a Presidência da União Europeia, Portugal pretende concretizar a II Cimeira Europa-África. Se conseguir tal objectivo, contributo poderoso para vencer muitas das dificuldades no diálogo Norte-Sul, Portugal deverá tirar partido do seu posicionamento diplomático para propiciar a busca de soluções para os vários conflitos de soberania que, há muito, se instalaram na área do Mediterrâneo ocidental e continuam sem fim à vista.
Deixando para outro momento o fundamentalismo islâmico e a sua dinâmica desestabilizadora, é de lembrar agora as disputas entre Espanha e Marrocos, por causa de Ceuta e Melilla, entre o Reino Unido e Espanha, à volta de Gibraltar, a luta da Frente Polisário contra Marrocos pela independência do Sara Ocidental, e, finalmente, a questão de Olivença, entre Portugal e Espanha.
Efectivamente, além de ser o Mediterrâneo ocidental a área estratégica a que também pertence, Portugal é parte num litígio de soberania com gravidade e relevo similares aos demais referidos, e que com eles se correlaciona, a sempre presente questão da ocupação ilegítima de Olivença pelo país vizinho.
Ocorrendo a possibilidade - e a exigência! - de na referida Cimeira Europa-África serem tomadas medidas que melhorem o clima político-diplomático em toda a região ibero-magrebina, a diplomacia portuguesa tem aqui uma oportunidade de ouro para, sabendo aproveitar a ocasião e o pretexto, fazer valer os direitos de Portugal a propósito de Olivença. Haverá essa audácia?

António Marques ALMADA

Porta principal, Igreja Santa Maria Madalena, Olivença

 

Olivença no mês de Julho

2006 Primeiro Ministro, roçando a traição

2005  ERRO HISTÓRICO

2004 "Acordem Portugueses: Olivença é Nossa!"

2003 Audiência de Discussão e Julgamento do Tribunal Judicial de Elvas de 23 de Julho 2003

2002 O Interesse de Perejil 

2001 A Ponte da Vergonha 
 

Outros Acontecimentos

Grupo dos
Amigos de Olivença

Comunicado à Imprensa

Silêncio de Almeida Santos constitui aprovação
da ocupação ilegal de Olivença pela Espanha

O Grupo dos Amigos de Olivença condena veementemente o silêncio e a inacção do Presidente da Assembleia da República, Dr. Almeida Santos, face às declarações do Presidente do "Congreso de los Diputados" de Espanha, relativamente a Olivença.

          Mantendo o Estado Português, através do Ministério dos Negócios Estrangeiros, a posição de não reconhecer a soberania espanhola sobre Olivença e recusando-se a demarcar a fronteira em falta, impunha-se que o Presidente da Assembleia da República portuguesa respondesse às declarações do seu homólogo espanhol, reafirmando e acautelando os direitos portugueses sobre aqueles 750 Km2. A cobardia e cumplicidade do Dr. Almeida Santos face às declarações de Federico Trillo constituem mais um triste acontecimento de uma longa e interminável série de atitudes de subserviência face ao país vizinho, contra o qual os portugueses com carácter e dignidade se devem insurgir. Em mais de meio século de História os Amigos de Olivença jamais se remeteram ao silêncio e jamais o farão.

          A Direcção dos Amigos de Olivença informou detalhadamente, já em 18 de Dezembro, o Presidente da Assembleia da República das declarações do presidente do parlamento espanhol, tendo-lhe remetido um memorando e um conjunto de recortes da imprensa espanhola sobre o sucedido. Reclamámos uma acção apropriada do Dr. Almeida Santos, voltando a lembrá-lo a 1 de Janeiro. Entretanto, não havendo qualquer resposta, informámos os diversos grupos parlamentares sobre os acontecimentos, a 14 de Janeiro, exigindo uma acção adequada. Não tendo o Presidente da Assembleia da República tomado qualquer iniciativa que reparasse os interesses portugueses sobre Olivença, não restou outra alternativa a não ser denunciar esta deplorável situação, conforme fora dado saber antecipadamente. Infelizmente, tendo o Dr. Almeida Santos um passado tão negro na defesa dos direitos portugueses aquando do processo de descolonização, pouco seria de esperar em relação a um tema em que a classe política portuguesa, mais empenhada em defender interesses ou vaidades pessoais do que em lutar abnegadamente pela Pátria, não tem revelado senão uma total prostração e um absoluto servilismo em relação a Espanha.

Lisboa, 17 de Fevereiro de 1996.

Por Portugal e por uma Olivença Portuguesa

O Presidente da Direcção

Dr. Humberto Nuno Mendes de Oliveira


Síntese dos acontecimentos

          No dia 6 de Novembro de 1996, Juan Carlos Rodrigues Ibarra, Presidente da "Junta de Extremadura Española", inicia uma série de ataques contra Federico Trillo, Presidente do "Congreso de los Diputados" de Espanha, acusando-o de apoiar o Comité Olivença Portuguesa, através de uma carta enviada, a 3 de Setembro, ao presidente desta organização defensora da reincorporação de Olivença no território português.

          Ramón Rocha Maqueda, "Alcalde de Olivenza", procurando tirar benefício para os seus propósitos anexionistas, associou-se ao Presidente da "Junta de Extremadura" nas críticas ao Presidente do "Congreso de los Diputados" de Espanha.           Através da comunicação social e da Agência EFE a Presidência do "Congreso de los Diputados" procurou desmentir o seu apoio às pretensões retrocessionistas do Comité Olivença Portuguesa, afirmando que o seu encorajamento se destinava exclusivamente às actividades de carácter cultural.

          A presidência do "Congreso de los Diputados" de Espanha tentou acalmar o ímpeto do "Alcalde de Olivenza". Mas este, para instrumentalizar o conflito em favor das suas teses, propõe uma moção ao "Ayuntamiento de Olivenza", não considerando suficientes os esclarecimentos de Federico Trillo dados à imprensa e transmitidos por escrito ao próprio "Ayuntamiento".

          Na carta enviada ao "Alcalde de Olivenza" pelo Presidente do "Congreso de los Diputados" de Espanha, Federico Trilo, a segunda figura do Estado Espanhol, afirma a sua

«firme y sincera convicción de la españolidad de Olivenza, parte inalienable y sustancial de la querida tierra extremeña»

          O "Alcalde de Olivenza", apesar deste esclarecimento e pedido de desculpas, levou a avante a sua moção, a qual foi aprovada por 12 votos (PSOE e da Izquierda Unida), com os 4 votos contrários dos "concejales" do PP. Nesta moção, além de se criticar o Presidente do "Congreso de los Diputados" de Espanha, procura-se afirmar a titularidade espanhola do Território de Olivença, baseada no nulo Tratado de Badajoz de 1801, instando-se a "Asamblea de Extremadura" a adoptar as medidas consideradas necessárias para garantir a integridade do termo oliventino. A moção foi enviada ao Rei de Espanha, ao Primeiro-Ministro, ao Presidente da "Junta de Extremadura" e aos porta-vozes do "Congreso de los Diputados" de Espanha.


Carta ao Presidente da Assembleia da República 1

Carta ao Presidente da Assembleia da República 2

Carta aos Grupos Parlamentares

 

A Repressão espanhola na Galiza

Portugal fazer parte de Espanha?  Haja juízo!  O que fazem na Galiza, fariam os espanhóis em Portugal!!

www.galizalivre.org

     

Forum Olivença

GAO

Links

Forum Olivença

Grupo dos Amigos de Olivença

 

OLIVENÇA

 

Usurpação/Etnicídio Perfeito

 

http://www.biologydaily.com

/biology/Olivenza(gives an excellent description about Portugal's claim to Olivença(in English)

Enciclopédia "Kiwi"
http://www.wikipedia.org

/wiki/Portugal

 

http://www.odci.gov/cia/

publications/factbook/

geos/po.html#Issues
http://www.odci.gov/

cia/publications/factbook/

geos/sp.html

 

Arquivos  2007 2006 2005  2004  &  2003

Arquivos 2007

Maio - The Best of both Worlds

Abril - TRATADO DE TORDESILHAS

Março - NO LABIRINTO DE BABEL

Fevereiro - BANDEIRA PORTUGUESA FOI IÇADA EM ESPANHA

Janeiro - A VELHA PONTE DA AJUDA SEMPRE VAI SER RECUPERADA

 Arquivos 2006

Dezembro - Meteorologia e diplomacia Luso-espanhola

Novembro - "A CASA DO VIZINHO"

Outubro - DISCUTIR O IBERISMO

Setembro - VISITA DE CAVACO SILVA A ESPANHA

Agosto - 100% Português

Julho - Primeiro Ministro, roçando a traição

Junho - HOMENAGEM A MÁRIO VENTURA HENRIQUES

Maio - 205.º Aniversário da Ocupação de Olivença

Abril - CIA Factbook

Março - "AS SENSIBILIDADES NACIONAIS NÃO PODEM VIOLAR AS REGRAS DO MERCADO INTERNO EUROPEU"

Fevereiro - (Olivença)O NOVO PRESIDENTE E A DIFERENÇA PROMETIDA

Janeiro - Olivença:um colonialismo esquecido

Arquivos 2005

Dezembro - QUESTÕES DE SOBERANIA

Novembro - MAIS UMA CIMEIRA IBÉRICA

Outubro - XV Cimeira Ibero-Americana

Setembro - 708 anos sobre o Tratado de Alcanices

Agosto - Olivença pelos Ares

Julho - ERRO HISTÓRICO

Junho - PONDEROSA QUESTÃO DE ESTADO

Maio - A Espanha não é um país amigo!

Abril - FACE  AO  COMPLEXO  DO «COMPLEXO ANTI-ESPANHOL»

Março - "CONTRA OLIVENZA"

Fevereiro - Olivença: A Espanha, tem Vergonha!

Janeiro - "...A Questão de Olivença Continua Actual..."

Arquivos 2004

Dezembro - «Compilação de Elementos para o Estudo da Questão de Olivença».

Novembro - A Questão de Olivença está pendente desde 1815: De quanto tempo mais é que precisam?

Outubro - GRAVE VIOLAÇÃO DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO

Setembro - Grupo de Amigos de Olivença queixa-se das autoridades espanholas

Agosto - Mapas de Portugal com Olivença e Gravuras Antigas de Portugal

Julho - "Acordem Portugueses: Olivença é Nossa!"

Junho - Parlamento pede ao Governo esclarecimento da posição oficial sobre Olivença

Maio - USURPAÇÃO DE OLIVENÇA: OFENSA À CULTURA E À LÍNGUA PORTUGUESAS!

Abril - Trindade e Olivença

Março - Haverá um perigo espanhol?

Fevereiro - Olivença: Crime Contra a Humanidade!

29/Dez/2003 - 31/Jan/2004 - "OLIVENZA ES HOY EL ÚNICO TERRITÓRIO EN DISPUTA"

Arquivos 2003

08/Dez/2003 - 28/Dez/2003 - Sobre a Anexação de Portugal pela Espanha...

01/Dez/2003 - 07/Dez/2003 - Olivença é Portugal!

10/Nov/2003 - 30/Nov/2003 - "¿Ocupación ilegal de Olivenza?"

03/Nov/2003 - 09/Nov/2003 - Cimeira luso-espanhola

27/Out/2003 - 02/Nov/2003 - "...una cosoberanía sobre Olivenza"

20/Out/2003 - 26/Out/2003 - "Ceuta, Melilla, Gibraltar, Olivenza"

06/Out/2003 - 19/Out/2003 - PORTUGAL-SPAIN:   Olivença or Olivenza - CIA List Revives Old Border Dispute

29/Set/2003 - 05/Out/2003 - Olivença, Espanha e a CIA

22 /Set/2003 - 28/Set/2003 - Os Espanhóis é que «descongelam» Olivença

15/Set/2003 - 21/Set/2003 - A CIA Anima o Aniversário do Tratado de Alcanizes

08/Set/2003 - 14 /Set/2003 - AR: Grupo Amigos de Olivença congratula-se com referência da CIA  a "diferendo"

01/Set/2003 - 07/Set/2003 - Declarações de Martins da Cruz e as deturpações espanholas

19/Ago/2003 - 31/Ago/2003 - A Velha Ponte da Ajuda

01/Ago/2003 - 18/Ago/2003 - Batalha de Aljubarrota

23/Jul/2003 - 31/Jul/2003 - Audiência de Discussão e Julgamento do Tribunal Judicial de Elvas de 23 de Julho 2003

03/Jul/2003 - 22/Jul/2003 - Lisboa Recebeu Reunião Luso-espanhola para Discutir Ponte da Ajuda

24/Fev/2003 - 02/Jul/2003 - Portugal Rejeitará Sempre o "Facto Consumado"