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"Crer e Querer para Vencer"

Olivença - Portugal Livre

Movimento Patriótico

www.portugal-livre.00freehost.com

OLIVENÇA e JUROMENHA: 750 Km2 do Alentejo, Portugal, estão iligítimamente e ilegalmente ocupados e colonizados pelos espanhóis desde 1801.  Com Az(n)ar ou sem ele, ainda a Espanha insiste por uma estratégia universal de apoderar-se e desmembrar, como tentou fazer em 1807 pelo  Tratado (hispano-francês) de Fontainbleu,  todo o nosso país. 

O imperialismo castelhano de Madrid ainda está bem vivo em 2005, contradizendo a Constituição Europeia!

Notícias de Olivença Junho 2005

 

(fotografia do autor: "MÁRIO RODRIGUES

 Como vem sendo habitual, a comunicação social não noticiou nem o ultraje espanhol de 1801 nem o escândalo do galante encontro entre os dois ministros agora ocorrido.


PONDEROSA QUESTÃO DE ESTADO
Seria um escândalo de tumultuosas repercussões se o Ministro dos Negócios Estrangeiros da China recebesse festivamente, em Pequim, o Ministro dos Negócios Estrangeiros do Japão no dia da celebração da invasão nipónica da Manchúria. Seria impensável que o Departamento de Estado americano convidasse o responsável da diplomacia japonesa para um banquete na data da comemoração do ataque a Pearl Harbour. Dificilmente o Ministro das Relações
Exteriores da Argentina iria a Londres comemorar, no Foreign Office, a efeméride da derrota na Guerra das Malvinas. E parece pouco crível que o Ministro dos Assuntos Exteriores de Espanha recebesse, no Palácio de Santa Cruz, em Madrid, o seu homólogo britânico no dia da ocupação de Gibraltar, a não ser para aproveitar a ocasião para reivindicar ao Reino Unido a devolução do Rochedo...


Em países normais, em que os seus governantes pautam a sua conduta política por critérios de brio patriótico e orientam a sua acção no respeito pela dignidade nacional, tais lapsos não sucedem. E se alguma falha deste género ocorresse, a comunicação social faria alarde do incidente, a população reagiria irada à afronta à sua honra colectiva, a oposição partidária exigiria demissões e os chefes de Estado ou de governo actuariam em conformidade


Em Portugal as coisas parecem não passar-se assim. No transacto dia 20 de Maio, precisamente no dia em que se recordava mais um aniversário da ocupação de Olivença, o Ministro dos Negócios Estrangeiros português recebeu no Palácio das Necessidades exactamente o Ministro dos Assuntos Exteriores de Espanha em grande fraternidade.


Como vem sendo habitual, a comunicação social não noticiou nem o ultraje espanhol de 1801 nem o escândalo do galante encontro entre os dois ministros agora ocorrido; o povo ignorando tanto um como outro dos eventos permaneceu impávido e sereno; a oposição não deu sequer pelo incidente; e nem o Presidente da República nem o Primeiro-Ministro se tiveram de preocupar com o escândalo...


É claro que isto, na concepção dominante, não passa de um pequeníssimo pormenor... porque a integridade territorial de Portugal é um problema irrelevante... e, para um País da nossa dimensão..., 600 quilómetros quadrados de superfície são uma insignificância...


O problema é que o sucedido não ocorreu por acaso, não é um acontecimento isolado e não deixará de ter relevância jurídico-política se, um dia, algum Governo português, movido por valores de dignidade patriótica e obedecendo a imperativos histórico-constitucionais, se decidir finalmente a colocar a
Questão de Olivença na Agenda Diplomática.


O encontro em Lisboa dos dois ministros dos negócios estrangeiros, exactamente na data em que se celebrava a ocupação de Olivença não foi casual. Pelo contrário, enquadra-se perfeitamente num plano estratégico que Madrid está habilmente a executar, com vista à preclusão dos direitos que Portugal tem sobre o território, de cujas linhas directizes fazem parte,
entre outras acções, a reconstrução da Ponte da Ajuda, a localização em Olivença de um organismo da União Europeia, a visita à localidade de membros da Família Real espanhola, a realização nesta cidade de numerosos encontros internacionais luso-espanhóis ou o envolvimento desta autarquia em iniciativas apelidadas de transfronteiriças com localidades alentejanas
da margem direita do Guadiana.


Também não é um caso único. Na verdade, não é a primeira vez que a data da ocupação de Olivença é escolhida para importantes encontros de altas personalidades dos dois Estados peninsulares. A título de mero exemplo, foi entre 20 e 22 de Maio de 1996 que o Presidente da República Portuguesa realizou uma visita de Estado a Espanha, a convite dos Reis espanhóis. E talvez não tenha sido por simples acaso que a visita dos Reis de Espanha, realizada entre 11 e 14 de Setembro de 2000, coincidiu com a celebração do
Tratado de Alcanizes, a 12 de Setembro, documento internacional que integrou Olivença no território nacional. Sabendo-se como em Política Externa e em Relações Internacionais é muitíssimo relevante a carga simbólica de certas datas e locais, estas aparentes e repetitivas coincidências em que Portugal cai reiteradamente no logro espanhol deveriam merecer mais atenção da parte dos portugueses que decidem a agenda dos
encontros bilaterais dos dois países...


E, por fim, diga-se que episódios como este não serão despiciendos pela sua forte significação. Se dúvidas existissem sobre a importância de tais factos, bastará que se leia o que o Professor Catedrático Carlos Fernández Liesa, na sua recente obra "?La Cuestión de Olivenza?", escreveu sobre o valor dos comportamentos passivos e activos de Portugal na aquiescência da
soberania espanhola sobre este território constitucionalmente português.


Pois bem, se não há brio patriótico e falta o sentido da honra, ao menos que aqueles que desempenham altas funções de Estado tenham clara consciência dos efeitos políticos e jurídicos que decorrem dos seus actos e das suas omissões. A Espanha está atenta e tem um projecto claro e consistente para Olivença, como o tem, no que nos diz respeito, para toda a Península Ibérica e para o espaço lusófono. Os seus objectivos são demasiado evidentes. A estratégia e a táctica para os tornar concrescíveis são ostensivamente manifestos. Parece que só não vê quem não quer.E como diz o nosso sábio povo, o pior cego é aquele que não quer ver...

Mas, se não se trata de cegueira, de ignorância ou de distracção do
Ministério dos Negócios Estrangeiros, poderemos por muito mais tempo coibir-nos de pensar que estaremos perante mais uma daquelas ignóbeis aleivosias em que a nossa História tem sido tristemente fértil, mormente em 1383 e em 1580?... Esperemos que estejamos apenas perante lapsos de procedimento e falhas de memória, o que só por si já é suficientemente grave quando se trata de ponderosos assuntos de Estado...

Mário Rodrigues

marioruisr@sapo.pt

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Jornal "NOTÍCIAS DA BARCA", 25-Junho-2005

TRAPAÇA FEDERALISTA

A imprensa noticiou recentemente que a Microsoft e as autoridades da República Popular da China criaram um mecanismo informático para censurar, nos blogues chineses, palavras como "democracia", "liberdade", "direitos humanos", "comunismo", "socialismo", "capitalismo", "independência de Taiwan", "Tibete", "Dalai Lama", "Tiananmen" e "Falun Gong".
Os muitos milhões de clientes chineses parecem justificar esta intolerável acção da empresa de Bill Gates, personagem que publicamente vem proferindo elogios ao regime da República Popular da China.
Pelo menos para já, enquanto durar o conflito entre a Comissão Europeia e a Microsoft por causa da polémica da posição dominante do sistema operativo "Windows", aqui nos embrionários Estados Unidos da Europa continuaremos livres desse tipo de censura totalitária.
Mas como tem sido a Internet quase o único meio livre de expressão e de comunicação dos opositores à Constituição Europeia, não nos admiremos que, face aos habituais milagres propiciados pelos impudicos consórcios entre política e dinheiro, ainda tenhamos a Microsoft e o Conselho Europeu a
censurarem na "blogosfera" palavras como "referendo", "não",
"independência", "soberania", "identidade nacional","autodeterminação dos povos", "nação", "Europa das Pátrias", "antifederalismo" e "antiglobalização".
Depois da fraude que se escondia por trás da Constituição Europeia e da embusteira estratégia para aprovar dissimuladamente esta trapaça federalista na costas dos cidadãos dos países da União Europeia, para já os eurocratas limitaram-se a viciar os resultados dos próximos referendo-os, cancelando-os até que arranjem um eficaz ardil para lograrem a vitória do
"sim".
Mas há que estar atento. Esta gente já mostrou ser capaz de tudo para fazer vingar os seus torpes intentos e satisfazer os seus interesses particulares, mesmo que seja contra a vontade esmagadoramente maioritária dos povos deste continente fictícia e antidemocraticamente unificado... Há que estar atento...

Mário Rodrigues

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Jornal "A CAPITAL", 01-Junho-2005

(Olivença-Ponte da Ajuda)

TOMAR POSIÇÃO...

Lemos num jornal semanal que "o Ministério dos Negócios Estrangeiros não deverá tomar qualquer posição caso os espanhóis concretizem a ameaça de reconstruir a velha ponte da Ajuda, que durante séculos ligou Portugal a Olivença"?
A ser verdade, como parece ser, o MNE ter-se-á transformado numa mera delegação do MAE espanhol e o Palácio das Necessidades será hoje tão só uma mera câmara de retransmissão do que se decide no Palácio de Santa Cruz, em Madrid.


Nem se diga que esta história parece própria de uma qualquer "república bananeira", africana ou da América Latina. Ela seria impensável em qualquer destes Estados exíguos ou de soberania limitada. Mas está a passar-se com Portugal, uma Nação milenar, um dos países mais antigos do Mundo, de quem, ao menos pelo seu longuíssimo passado, se esperaria uma postura minimamente
honrosa nas relações internacionais, mas que, comportando-se deste modo os seus dirigentes, de Estado desprezado parece ter-se transmutado em Estado desprezível...


A história é longa, mas conheceu as suas mais tristes e vergonhosas atribulações nos últimos 15 anos. Desde 1990 que o assunto salta e ressalta entre chancelarias. E por diversas vezes foi parar aos tribunais graças a diligências de simples cidadãos e associações privadas, porque defender o Interesse Nacional parece ter deixado de ser encargo de governantes e serviço público das suas instituições...


Esta triste gesta resume-se em poucas linhas e alguns desabafos. Um país - Portugal - tem uma ponte com quase cinco séculos, problematicamente situada no único espaço da Península Ibérica ainda por delimitar. Para agravar a situação, a ponte, ou o que resta dela, situa-se sobre um rio que a Espanha
entende ser o limite entre os dois Estados, mas sem que nenhum dos dois tratados de limites em vigor o defina como separação jurídica das suas respectivas soberanias.


Houve um Primeiro-Ministro que, em 1990, não sabendo da existência do diferendo que parece opor os dois países por causa de Olivença, assinou um acordo para a reconstrução luso-espanhola da velha ponte e para a construção de uma nova, uns metros mais abaixo. Quando alguns cidadãos souberam da alarvidade e protestaram, no MNE, quatro anos depois...,
descobriram que o projecto, oficialmente designado como "transfronteiriço",
teria de ser anulado. Não se sabe bem como nem porquê, mas a Espanha acabou por aceitar que Portugal fizesse a nova ponte e reconstruísse a velha, sem intervenção espanhola nem carácter internacional. Salvaguardavam-se, assim, os direitos portugueses sobre Olivença que o MNE julgou estarem em perigo se a Espanha participasse na reconstrução do vetusto monumento.


Certo dia ou certa noite, em 1999, quando a nova ponte estava quase concluída, a "Guardia Civil" tomou de assalto o estaleiro, em pleno território nacional (português), Olivença à parte. Nem respeito pela soberania portuguesa nem pelo convénio luso-espanhol acordado numa Cimeira em 1994. Muito "patrioticamente", em 2000, o Governo, já de outro partido,
perante a hostilidade espanhola, apenas se preocupou em impedir que o facto chegasse à comunicação social e em negociar à socapa com Madrid a entrega do direito de reconstrução da velha ponte, com algumas ilegalidades pelo meio...


Uma providência cautelar, proposta por uma associação privada... bloqueou o processo. Mas, depois de dar o projecto por encerrado, o MNE, face às pressões de Madrid, recorre da decisão judicial... em favor do interesse espanhol... Entre recursos e mais recursos, dois juízes, contra a opinião de outro que apresentou voto de vencido, conseguiram ver num convénio internacional um simples acto administrativo interno do Estado português... fazendo decair a decisão de um tribunal cível... por alegada incompetência
deste na matéria sobre que decidira... A coisa até se fez com uma rapidez pouco usual nos tribunais portugueses... Madrid tinha pressa...


A Espanha lá aceitou condicionar a reconstrução da ponte ao parecer do IPPAR. Mas como este tardasse, em inícios de 2003 ocupou o monumento, cercando-o com uma vedação metálica, incluindo a margem do território do concelho de Elvas que passou a estar sob ocupação de uma empresa ao serviço do Ministério do Fomento espanhol... A câmara elvense não protestou, a EDIA
que tinha poderes sobre a zona ribeirinha calou-se, o Governo da Nação, já nas mãos de outro partido, nada fez. Soberania ou Integridade Territorial de Portugal nada valeram para Madrid e pouco importaram ao Governo de Lisboa. E quando o IPPAR reprovou o projecto, as obras de reconstrução promovidas por aquele ministério espanhol prosseguiram, sem acção nem
reacção das (supostas) autoridades portuguesas. Mais uma vez, só a iniciativa judicial de uma associação privada forçou a Espanha a recuar...


Perante estas "sublimes" provas de "brio" patriótico dos governantes portugueses, a Espanha ainda foi mais longe. Apesar de a ponte ser portuguesa e estar classificada pelo Estado português como "Imóvel de Interesse Público", o governo autonómico da Extremadura espanhola abriu no final do ano passado o seu processo de classificação como "bem de interesse
cultural" espanhol... Uma vez mais, muito "verticalmente" as "autoridades portuguesas", não se comportando como autoridades nem parecendo ser portuguesas, ficaram caladas e quietas.


E mesmo quando as autoridades espanholas, essas sim verdadeiramente autoridades e verdadeiramente espanholas, falam em público da sua "metade" da ponte e a classificam como internacional, as "autoridades portuguesas", que de autoridades têm pouco e de portuguesas nada, continuam caladas e quietas. Ou pior ainda, se não ficam caladas apenas abrem a bocarra, como
fez o MNE, para dizerem eloquentemente que "caso os espanhóis concretizem a ameaça de reconstruir a velha ponte da Ajuda" não tomarão posição...

E se não ficam quietas, limitam-se, muito "honrosamente"..., a negociar com os espanhóis o que parece ser uma cada vez mais estranha negociata; cujas motivações e contornos, sendo impossível de explicar com o desconhecimento
dos propósitos espanhóis e das graves consequências jurídico-diplomáticas da intervenção espanhola, e sendo difícil justificar com mera pusilanimidade ou cobardia, parecem legitimar algumas suspeitas de que por trás de tantos desacertos, incidentes, omissões, silêncios, urdiduras e mentiras, se podem esconder outras realidades ainda menos dignificantes para Portugal e para os portugueses, por via daqueles a quem, de vários partidos e ideologias, temos entregue os destinos desta aviltada Pátria.


O MNE, embora não devesse, pode não "tomar qualquer posição caso os espanhóis concretizem a ameaça de reconstruir a velha ponte da Ajuda". Nós, singelos cidadãos, a quem, pela demissão do Estado e dos seus agentes, parece hoje competir em exclusivo a defesa do Interesse Nacional, temos inevitavelmente de tomar posição. E, depois de denunciarmos mais este escândalo miserável, talvez não nos reste muito mais do que sugerir que, caso o MNE e o Primeiro-Ministro, supostamente portugueses, violando os
seus deveres jurídico-políticos, nada fizerem para impedir que a Espanha reconstrua a Ponte da Ajuda, o melhor que têm a fazer, em coerência com os seus actos e omissões é, nesse dia, hastearem festivamente nos palácios das Necessidades e de São Bento a bandeira espanhola.

Tal gesto, aparentemente violento e indigno, não passará de uma mera representação simbólica da despudorada acção que os nossos dirigentes, independentemente dos partidos a que pertencem, têm continuadamente realizado nas últimas décadas em matéria de soberania e de relações internacionais, mormente em prol da iberização castelhanizante de todo espaço peninsular e do desaparecimento de Portugal como Estado Livre e Independente...

Mário Rodrigues      Leiria

 

"BREVES"

25 Junho 2005

Mais um blog sobre  Olivença

http://porolivenca.blogs.sapo..pt/

Parabens a Miguel Roque!

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Jornal "SEMANÁRIO", 17-Junho-2005

LIVROS

"GUERRA DAS LARANJAS"
(fotografia da capa do Livro)
   No seu livro sobre Olivença e a Guerra de 1801 entre Portugal e Espanha, mais conhecida como Guerra das Laranjas, com a chancela da Tribuna da História, o investigador Manuel Amaral recorda que a única proeza das forças comamdadas por Godoy em Elvas foi o corte de uns ramos de laranjeira de um pomar existente perto da fronteira. A entrega deste ramos, e dos seus frutos, à rainha Maria Luísa de Espanha, acompanhada de um pedido de desculpas por não lhe enviar também as chaves da fortaleza, deu o título irónico espanhol à guerra de 1801.

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13 Junho 2005

Novo blog acerca da nossa Olivença :

http://olivenca.blogspot.com/

Parabens a Shadows Stars (Doctor Z)!

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09 Junho 2005

 Boletim OLIVENÇA-PORTUGAL de Maio/2005

www.olivenca.org  olivenca@olivenca.org

Saiu o Boletim OLIVENÇA-PORTUGAL de Maio/2005.

Está disponível para consulta em:
http://www.olivenca.org/boletins/Bol_GAO_200505.pdf

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09 Junho 2005

Grupo dos Amigos de Olivença
      
CONVOCATÓRIA PARA A ASSEMBLEIA GERA

Ao abrigo do artigo 37.º dos Estatutos, nos termos e para os efeitos dos artigos 32.º, 35.º, 36.º e 41.º, convoco a Assembleia Geral do Grupo dos Amigos de Olivença - Sociedade Patriótica, para o dia 18 de Junho de 2005, às 10:00 horas, na sua sede, Rua João do Nascimento Costa, Lt. 8, Piso 0, Loja Dtº (às Olaias), Lisboa, com a seguinte Ordem de Trabalhos:

1.º - Aprovação do Orçamento e Discussão do Relatório e Contas da gerência; 2.º - Eleição dos Corpos Gerentes para o biénio 2005/2006; 3.º - Outros assuntos de interesse.

Caso à hora designada não se encontre presente, pelo menos, metade dos associados, a Assembleia desenrolar-se-á plenamente, com a presença de
qualquer número de sócios, meia hora depois.

Lisboa, 23-05-2005.
O Presidente da Assembleia Geral
Prof. Humberto Nuno de Oliveira

http://www.olivenca.org/actualidadeDetalhe.asp?

categoria=COMUNICADO&ID=129

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06-Junho-2005

"O Comércio do Porto"  (mais 2 jornais diários deram a notícia)

Nuno da Câmara Pereira é novo presidente do PPM (e fala de OLIVENÇA)

O deputado e fadista Nuno da Câmara Pereira foi ontem eleito presidente do Partido Popular Monárquico (PPM), ficando Paulo Estêvão e Gonçalo da Câmara Pereira como vice- presidentes, disse à agência Lusa fonte do partido.
No segundo e último dia do XX Congresso do PPM, Nuno da Câmara Pereira venceu com 61 votos a favor e 31 contra, de um total de 96 votos, derrotando o outro candidato, Augusto Ferreira do Amaral.

Em declarações à agência Lusa, Nuno da Câmara Pereira elegeu como principal objectivo a renovação do Partido Popular Monárquico e também a recuperação da juventude monárquica.

"A democracia precisa de uma alternativa democrática que pode ser o PPM", disse, acrescentando: "queremos uma república com Rei".
Manifestou-se ainda contra a Constituição Europeia e defendeu "maior aproximação às regiões autónomas de Espanha", que passa pela "informação dos portugueses e espanhóis em relação ao problema com OLIVENÇA".
O respeito pela liberdade da Família foi igualmenterealçado pelo novo presidente do PPM, que considera que o partido "sente com maior
sensibilidade as questões de política moral".

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4 de Junho de 2005, "Joao Crespo"


 10 de Junho próximo, dia de Luto Nacional

Como é sabido de todos, foi necessário um político pedir aos portugueses para se unirem durante o EURO 2004 e pôr uma bandeira de Portugal na janela.
O povo uniu-se por uma causa e dignificar o país.

Agora é tempo de nova união!

Guardemos as bandeiras, e vamos todos pôr uma bandeira negra, luto em forma de protesto, em nome do momento negro que atravessamos e do que ainda virá, fruto de uma má gestão por parte dos sucessivos governos, que continuam a gastar o que não têm, em prol das mordomias sem as quais não conseguem viver.

Dia 10 de Junho, façamos luto por Portugal, bandeira negra na janela por todo o país.

Passe esta mensagem a todos os seus conhecidos, pois Portugal é dos Portugueses.

Não deixemos que meia dúzia de políticos  corruptos e incompetentes e os seus amigos continuem a gozar connosco.


PASSEM ESTA MENSAGEM A TODOS OS CONHECIDOS

*

Maio 2005

http://www.notasverbais.blogspot.com/

Mapa do Exército. Fronteira de Olivença em branco

Não restam dúvidas no mais recente, fresquíssimo Mapa oficial do Exército Português: a fronteira entre Portugal e Espanha nas áreas de Olivença (historicamente litigada) e de Vila Real (subtraída a Juromenha) está por definir e, além disso coloca em inequívocas quadrículas (sobretudo em 441-A, 428 e 441 mas também em 452, 463 e 474) os territórios reivindicados por Portugal.

Sem disparar um único tiro, o Exército Português faz assim no terreno o que na «agenda diplomática» se omite sem proveito para qualquer dos lados – nem para Portugal nem para Espanha. A patranha não resolve litígios, dever-se-ia dizer ao presidente da Estremadura espanhola, Juan Carlos Rodríguez Ibarra. Voltaremos ao assunto.

Abram o site do Instituto Geográfico do Exército, vão pelo acesso IGEOE-SIG, façam as aproximações adequadas e observem a fronteira das patranhas, a nascente dos distritos de Portalegre e Évora - a nascente é que as patranhas nascem.

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Jornal "O DIABO", 31-Maio-2005

OLIVENÇA: DOIS SÉCULOS DE USURPAÇÃO


«Problema ibérico: A integração do Estado português, pela reintegração de Olivença».
     Fernando Pessoa


               Em 20 de Maio de 1801, passam hoje 204 anos, a «Nobre, Leal e Notável Vila de Olivença» foi ocupada militarmente pelos exércitos de Espanha.
               Iniciou-se a colonização e a espanholização de um território onde, desde sempre, florescera a cultura portuguesa.
               Impediu-se o contacto de Olivença com o resto do país, escondeu-se aos oliventinos a sua origem, a sua história, a sua cultura,
castelhanizaram-se os nomes, proibiu-se o uso da língua portuguesa.
               O processo de colonização, aculturação e espanholização, necessariamente apoiado na força e na repressão, encontrando a resistência surda dos oliventinos, continua ainda nos nossos dias.
               Portugal e a cultura portuguesa defrontam-se com a ocupação e o sequestro de uma parte de si. A língua portuguesa - a pátria de Fernando Pessoa! - encontra-se diminuída na sua universalidade. Aqui, à nossa beira, em Olivença.
               Em contraponto, também hoje, comemora-se o segundo aniversário da República Democrática de Timor Leste, proclamada em 20 de
Maio de 2002. No outro lado do Mundo.
               Tal como Timor Leste afastou o ocupante estrangeiro e iniciou a construção do seu próprio Estado, reservando à língua portuguesa uma particular importância, também Olivença obterá Justiça, resgatando a sua História e a sua Identidade, reencontrando-se com a Cultura e a Língua
de Camões e de Pessoa!
               Contra o silêncio e a indignidade, um passo por Olivença!
              
  Direcção Grupo Amigos de Olivença

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21 de Maio de 2005

"Cimeira ibérica" marcada para Dezembro

 Portugal e Espanha comprometem-se a apoiar propostas recíprocas


A XXI cimeira luso-espanhola vai realizar-se em Dezembro, na cidade portuguesa de Évora, e centrar-se na inovação tecnológica, anunciaram, ontem, em Lisboa, os ministros dos Negócios Estrangeiros de Portugal e de Espanha.

"Para a cimeira luso-espanhola do final deste ano queremos propor a cidade de Évora, uma cidade simbólica a vários títulos, que é Património Mundial e que é, por outro lado, uma das zonas mais atingidas pela seca - um problema comum a Portugal e à Espanha", disse Diogo Freitas do Amaral, na conferência conjunta com o seu homólogo espanhol, que se realizou após o encontro que ambos mantiveram.

Os dois ministros anunciaram ainda a criação de uma frente comum no contexto europeu que se traduzirá  no apoio incondicional às propostas um do outro. "Espanha vai apoiar as pretensões portuguesas assim como Portugal vai apoiar as pretensões espanholas", afirmou Freitas do Amaral.

http://jn.sapo.pt/2005/05/21/politica/

cimeira_iberica_marcada_para_dezembr.html

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Artigos Arquivados - NESTE MES DE Junho/THIS MONTH in June.......

29/Jun/2002 - OPINIAO-AVISO À NAVEGAÇÃO, Duarte Lima

A Dependência de Espanha

Parcial View of Olivença Town

«Um dos exemplos mais flagrantes pode ser demonstrado com a decisão de Barroso de adiar a construção do novo aeroporto da Ota, dando prioridade ao TGV. Ao colocar-nos na dependência das redes espanholas, poderá cometer um dos mais graves erros do seu mandato, em termos económicos, e em termos estratégicos.»

O HUMILHANTE incidente que ocorreu na passada semana na fronteira espanhola com a agressão física da Guardia Civil ao deputado Francisco Louçã, depois de este se ter devidamente identificado, é apenas um reflexo do estatuto de menoridade a que nos temos resignado face ao nosso vizinho peninsular.

Tentar crucificar o ministro dos Negócios Estrangeiros é o mais fácil, mas será sempre desviar a atenção do essencial para o acessório. Martins da Cruz pediu explicações ao seu homólogo espanhol, como se impunha, e embora as explicações dadas tenham sido suficientemente tímidas para não repararem a falta, seria descabido esperar que a nossa diplomacia graduasse o nível do conflito. Ninguém espera que se declare guerra à Espanha, ou se peça a restituição de Olivença, como retaliação pela honra ofendida.

Mas a agressão a um membro de um órgão de soberania português, cometida com tanta leviandade, é um bom pretexto para reflexão sobre a nossa relação com Espanha, até porque seria impensável assistirmos a um comportamento idêntico das autoridades espanholas se o deputado em questão fosse francês ou americano.

O paradigma da desconfiança não esquece a História, e lembra que pode ser verdadeira a frase atribuída a Felipe II, bem consciente dos colaboradores a quem pagava em Portugal: «Então eu não tenho direito a Portugal? Mas eu herdei-o, conquistei-o e paguei-o!»

O paradigma do deslumbramento traduz-se na ingenuidade pueril com que um líder partidário pode trazer a Lisboa, para a sua entronização política, o primeiro-ministro espanhol, o seu amigo «Gosé Maria»

Como gestão do simbólico, em termos de inconsciente colectivo, não podia ter escolhido pior.

A nossa relação com Espanha não pode ser assente na desconfiança e no ressentimento históricos, mas também não deve esquecer que a pressão espanhola só esporadicamente foi militar, tendo sido economicamente permanente.

Para ter uma relação de igual para igual com Espanha, Portugal não pode deixar de acautelar níveis mínimos de autonomia em relação a ela, em termos económicos, em termos políticos e em termos estratégicos.

Isso passa por definir políticas firmes que, mantendo a relação de boa vizinhança, salvaguardem da natural apetência espanhola alguns dos principais centros de decisão da nossa economia.

Mas passa também por escolhas estratégicas acertadas quanto ao seu futuro, nomeadamente definir se as suas relações com o resto do mundo se processarão autonomamente ou na dependência das escolhas estratégicas espanholas, que são legitimas, mas que podem não ser as que melhor servem os nossos interesses.

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Informação OlivençaNet Serviço informativo independente e gratuito sobre Olivença

26/06/2002 - TEXTO DE PUBLICAÇÃO LIVRE

Mota Amaral recebe Amigos de Olivença

(24/Nov/2002 - Notícias Lusófonas)

O Presidente da Assembleia da República, a segunda figura mais importante na hierarquia do Estado português, recebe oficialmente o Grupo dos Amigos de Olivença, amanhã, dia 27 de Junho, pelas 12:00 horas.

Esta associação informará Mota Amaral das iniciativas que vem desenvolvendo no sentido de ser posto fim à ocupação espanhola de Olivença e transmitirá o entendimento sobre o papel que compete aos órgãos de soberania na defesa do da integridade e dos interesses nacionais.

A Direcção dos Amigos de Olivença, que se tem empenhado nos últimos anos na denúncia das ameaças que se colocam à independência de Portugal, não deixará de abordar o quadro actual das relações luso-espanholas.

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Mota Amaral recebe Amigos de Olivença

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27/Junho/2002

Mota Amaral (President of the Assembly of the Republic) receives Friends of Olivença

The second most important leader in the Portuguese State hierarchy, the President of the Assembly of the Republic, will officially receive GAO (Grupo dos Amigos de Olivença), tomorrow, 27 June, at 12 noon.

That organisation will inform Mota Amaral of their continued initiatives undertaken with the purpose of putting an end to the Spanish occupation of Olivença, and will convey their understanding of the responsibilities of the Sovereign Institutions in defending national integrity and interests.

The leadership of Gao who have striven in recent years to denounce the threats against Portugal's independence, will no doubt broach the present situation in Luso-Spanish relations.

Source:Informação OlivençaNet Serviço informativo independente e gratuito sobre Olivença

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26/Junho/2002

Informação OlivençaNet Serviço informativo independente e gratuito sobre Olivença

Amigos de Olivença reagem ao incidente policial fronteiriço

Reagindo ao incidente ocorrido na fronteira Luso-Espanhola, no passado dia 22 de Junho, no qual cidadãos portugueses foram impedidos de entrar no país vizinho e sofreram agressões das autoridades espanholas, o Grupo dos Amigos de Olivença (GAO) «aponta tais acontecimentos como mais uma demonstração do desrespeito que Espanha entende conceder a Portugal e um cru desmentido da suposta nobreza e amizade espanholas».

O GAO manifesta a sua preocupação pela «aparente falta de afirmação do Governo» português que qualifica como «sucedânea da sua inacção relativa à Questão de Olivença».

Esta associação «expressa a sua solidariedade aos deputados e cidadãos portugueses vítimas desta actuação ilegítima e totalmente inaceitável» e recorda semelhante incidente ocorrido em 9 de Fevereiro, quando um grupo de três associados seus foi detido em Cáceres apenas por estar a entregar aos jornalistas uma Carta Aberta dirigida aos Ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia em protesto pela ocupação ilegal de Olivença pela Espanha.

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Comentário- Domingo, 23 de Junho 2002, Correio da Manhã

Portugueses a caminho de Sevilha, "bastonados" pela Guardia Civil espanhola na fronteira

Visto de além-fronteiras, a Espanha mostra-se como um regime apenas quasi-democrático seguindo um caminho de política absoluta. Acordos (por exemplo, como o de Schengen) são feitos para usar e abusar quando é conveniente. Os governos espanhóis não dão nenhuma importância aos interesses dos portugueses e tratam-nos como inferiores. Qualquer governo europeu, confrontado com a recente agressão de que foram alvo os nossos cidadãos pela Guardia Civil espanhola, protestaria imediatamente junto do governo ofensivo, em defesa dos seus cidadãos. Infelizmente, o Governo português dá aparência de ser vassalo do espanhol...

Rui da Silva

De: Mario Rodrigues Data: Ter Jun 25, 2002 12:30 am

Assunto: Riam-se desta

"Há uma evidente degradação e descrédito dos políticos e da actividade política" - Guilherme Silva (O Independente)

Este mesmo senhor deputado da Nação disse hoje, 24/06/2002, na TSF, a propósito da questão da actuação da polícia espanhola, que temos de ser prudentes para não criarmos um conflito diplomático com Espanha...

Ou seja, nós ainda temos de pedir desculpa aos espanhóis pelo que eles nos fizeram...

Depois disto, este senhor não atingiu o descrédito. Este bandalho chafurda totalmente no esterco da sua cobardia... É triste, mas chegou a "lider" parlamentar do seu partido, "para lamentar"...

Fonte:Mário Rodrigues

Mais da reacção portuguesa sobre os acontecimentos do dia 21 de Junho de 2002 na fronteira...fazer ligação...

Forum sobre Olivença

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18/Jun/2002

Um Portugal Olivença?

Invisible Olivença

Portugal é caso único de consecução de Individualidade de País na Península, a que políticos e média nacionais nunca aludem, preferindo-lhe, estranhamente, a de Identidade de Nação que as espanholas só têm. Individualidade que, segundo Jaime Cortesão ("História dos Descobrimentos Portugueses") e Dan Stanylavsky ("The Individuality of Portugal"), foi obtida explorando as potencialidades centrífugas de litoral e rios navegáveis e seus estuários para fins do maior Desenvolvimento na maior Segurança. O que D. Dinis (ciente de a língua só garantir Identidade, como Líbano e País Basco, no caminho de potências hegemónicas para o mar, bem sabem) fez, ao "lavrar" terra e mar, ao promover marinhas (de transporte, pesca e guarda-costas), e cultura histórico-estratégica na universidade que criou, dando ao País a força centrífuga (humana e económica) da opção atlântica.

Mas hoje corremos o risco de "cão gordo com coleira do dono" da fábula, por nos termos metido na arriscada opção europeia sem cuidar de a compatibilizar com a atlântica. O que, a não corrigirmos, e a não evitarmos dependências estratégicas (inclusive económica e de transportes) da Espanha, podemos acabar em mais uma Nação ibérica, na convicção de já estar garantida uma federação europeia. A qual foi rejeitada pelo ex-ministro socialista francês P. ChévËnement e pela opinião pública francesa, parecendo preferirem que o projecto europeu comece por uma confederação de países soberanos.

A nossa maior fragilidade está na cultura histórico-estratégica, e até militar. O que é reconhecido por empresários de renome que já reuniram em Sintra por temerem a invasão económica espanhola, e por jornalistas de gabarito dos drs. Mário Mesquita e Carlos Magno ("Notícias Magazine" do JN/DN E DN DE 9/6/02). E até por notáveis civis e militares que antes diziam não verem alternativa à opção europeia (que depois descobriram a da Lusofonia), e que só agora acharam que TGV e Ota são discutíveis, o que nós vimos repetindo nestas colunas há mais de 1 ano, como o confirma o El Pais de 26/5/02 citando-nos como colunistas do JN. Aos quais faltará ainda "descobrir" ser imprescindível poder militar e marítimo integrando tropas especiais (para-comandos e fuzileiros usados como uma espécie de "marines") a transportar por avião ou pelo programado navio logístico polivalente por nós lembrado desde há muitos anos, inspirados no holandês "Poolster", um autêntico porta-helicóptero dos pobres, a escoltar por navios de superfície, helicópteros e submarinos, para executar missões de soberania no nosso cobiçado mar, e de prevenção e intervenção em crises no exterior. Todos bem-vindos ao campo da resistência.

Quanto à Ota e TGV, mostre-se à opinião pública um mapa para ela ver que o desvio do aeroporto de Lisboa para Norte deixa caminho aberto à ligação do eixo Madrid - aeroporto de Badajoz ao tripolo portuário Lisboa - Setúbal - Sines, "o maior embaraço à unificação do espaço ibérico", que Oliveira Martins atribuía só a Lisboa. E que melhor solução, e barata, será a dos drs. João Soares e Santana Lopes, a juntar à do eng. Ferreira do Amaral, de aliviar o da Portela dos sectores de carga e militar a transferir para o do Montijo. E nem Ota, nem Beja, distantes e descentrados quanto àquele tripolo. E não será de evitar gastos enormes com o TGV (o Pendular vai dar mais de 200 km/h), e fazê-los antes com marinha de cabotagem e portos marítimos e flúvio-marítimos de rios navegáveis (Douro, Tejo e Sado) e IP's a eles paralelos, para pôr o País a correr para o mar, que é ainda a melhor maneira de desenvolver o interior tornado desse modo também em litoral, compatibilizando ainda a opção europeia com a atlântica?

Portugal que Unamuno disse feito pelo mar é, como um anfíbio, fraco em terra e forte na água. E o Alentejo, a maior região, a mais colada à Espanha, a mais alheada do mar e a mais pobre, é disso exemplo, precisando de ser litoralizada. E os amigos são mais os do lado do mar, por interesse mútuo, bem menos a Espanha que é muito mais para competir do que para cooperar, para que Portugal não acabe numa Olivença maior.

Professor universitário convidado, escreve no JN, quinzenalmente, às terças-feiras

Informação OlivençaNet-Um Portugal Olivença?

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Grupo dos Amigos de Olivença (Portugal) (Olivença's Friends Committee)

Press Conference - European Union Government Leaders' Summit in Seville

Lisbon, June 17th 2002 - Olivenza's Friends Committee (Grupo dos Amigos de Olivença, Portugal) has the honour to invite you to a press conference that will take place at the Occidental Seville Hotel on June 21st at 7 pm (local time), during the European Union Government Leaders' Summit.

The goal of the Press Conference is to report about:

1. The current situation of the "Olivença Question" - litigation between Portugal and Spain;

2. The Portuguese efforts to put an end to the Spanish illegitimate occupation and to achieve the restitution of the territory;

3. The role of the European Institutions in defense of International Law applicable in this case.

Address: Occidental Sevilla Hotel, Av. Kansas City s/n 41018 Seville. Date: June 21st 2002, 7 pm.

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For further information and to confirm your presence please contact Humberto Nuno de Oliveira on telephone number 936 310 921 (Portugal).

Grupo dos Amigos de Olivença (Casa do Alentejo) - Rua Portas S. Antão, 58 - 1150-268 Lisboa Tlm. 967 431 769 (Portugal)

Olivença

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14/Junho/2002

Mensagem enviada aos subscritores do Manifesto e a potenciais interessados:

Informo que o "Manifesto por um Portugal Livre e Independente" foi publicado, integralmente, no jornal "O Dia", edição de Fim-de-Semana, de 14 de Junho.

Como já anteriormente informara, o Manifesto foi divulgado junto de todos os jornais diários e semanários nacionais, por correio e por correio electrónico, bem como através de cerca de uma centena de jornais regionais e locais, por correio electrónico. Até ao momento, apenas o jornal "O Dia" fez a sua divulgação. Seria preferível que tivesse sido publicado num jornal mais lido e politicamente mais neutro ou mais abrangente. Infelizmente nenhum outro jornal lhe dedicou uma só linha.

Juntamente com o texto do Manifesto, este jornal publicou o nome dos primeiros 100 subscritores.

Neste momento há 185 Subscritores. Quando atingirmos o número 200, será remetido aos órgãos de soberania e aos grupos parlamentares. Nessa ocasião seguirá nova carta para a comunicação social informando da iniciativa. Esperemos que, então, o dever de informar se sobreponha a outras obrigações ou interesses e a Independência de Portugal possa merecer mais atenção do que a notícia de que um gato dorme fraternalmente ao lado de um cão ou de que a senhora josefina matou e vizinha do lado no alguidar de depenar as galinhas...

A todos o meu agradecimento e desculpas pelo incómodo de mais esta mensagem.

Manifesto

Mário Rodrigues

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9/6/2002 - O Independente tem um Inqérito, perguntando se a Espanha é uma ameaça:

Espanha é uma ameaça O INDEPENDENTE - 06/06/2002

A Grande Ofensiva espanhola

 

Typical Portuguese Street in Olivença

O Governo português recebeu uma proposta muito especial de José María Aznar: se o executivo de Durão Barroso não criar obstáculos a uma tomada de controlo da Portugal Telecom pela Telefonica, o Governo espanhol autorizará a compra da Iberdrola pela EDP. O brinde: Aznar estaria mesmo disposto a admitir que os centros de decisão de ambas as eléctricas ficassem em Lisboa. Nenhuma das duas empresas portuguesas foi oficialmente informada da proposta, discutida no mês passado, apenas e em rigoroso sigilo, no seio do Governo. O assunto foi levado recentemente a uma reunião do Conselho de Ministros por Durão Barroso. Resultado: as posições extremadas de Manuela Ferreira Leite e de Carlos Tavares. Na reunião, os ministros de Durão Barroso, conscientes da insatisfação do Banco Santander (que contava poder comprar dez por cento da Caixa Geral de Depósitos), estudaram também as hipóteses que restam aos espanhóis do Santander: uma entrada no BCP, no BPI ou no BES, tendo-se debruçado em especial sobre a possibilidade de aquisição da participação do Crédit Agricole no banco de Ricardo Salgado. Assim, os membros do Governo do PSD e do CDS acabaram por discutir qual a política a seguir pelo Governo face à investida do sector bancário espanhol sobre os bancos nacionais. Manuela Ferreira Leite fez uma acérrima defesa da manutenção dos centros de decisão na mão dos poucos grupos económicos portugueses. Carlos Tavares, o ministro que veio da administração do banco Santander, defendeu energicamente a inevitável liberalização de mercado, chamando a atenção para as eventuais sanções da União Europeia a actos de proteccionismo que afectem a liberdade de circulação de capitais na Europa. O Conselho de Ministros não tomou qualquer decisão e a questão continua em aberto. Sobre a discussão foi feito um pacto de silêncio. "É compreensível que Aznar ofereça a Iberdrola em troca da PT por uma razão simples: os espanhóis têm um enorme interesse estratégico no controlo da PT. E, claro, sabem perfeitamente que a EDP não tem músculo para comprar a Iberdrola. É por isso que a oferta não passa de ilusionismo", sintetiza um dirigente social-democrata.

PSD dividido na questão espanhola.

Não é só no seio do Governo que a "questão espanhola" não é pacífica. Dentro do próprio PSD há posições divergentes sobre a atitude face ao crescente domínio ibérico pela Espanha. O ex-primeiro-ministro Cavaco Silva tem revelado uma grande preocupação com o tema desde o primeiro Governo do PS - aliás, é sintomática a sua presença como moderador no encontro que José Manuel de Mello organizou no passado fim-de-semana subordinado ao tema. Pedro Santana Lopes, por exemplo, sempre defendeu grande cautela e uma protecção especial aos interesses e empresas portuguesas. O presidente da Câmara de Lisboa publicou há dias no "Diário de Notícias" um artigo de opinião no qual, a pretexto de um eventual acordo entre a TAP e a espanhola Iberia, se insurgia violentamente contra a espanholização dos centros de decisão. Significativamente, o título desse artigo era "Basta!" A verdade é que em Espanha existe uma coordenação de esforços entre as empresas e os sucessivos governos que, na prática, as têm protegido, criando entraves de ordem prática que tornam literalmente inexistente uma verdadeira abertura do mercado espanhol. Essa concertação está longe de existir em Portugal.

PT: a velha ambição.

A ambição espanhola de controlar a Portugal Telecom não é nova. Durante os governos de António Guterres, Aznar tentou mesmo subordinar a entrada da EDP no Hidrocantábrico ao aumento da participação da Telefonica na PT. Já no segundo governo socialista, no que viria a ser o final do seu consulado, a Telefonica fez um esforço para reforçar a sua posição na PT, continuando hoje a admitir o aumento da sua participação em até cerca de dez por cento na holding dos telefones portugueses. Ricardo Salgado que, entre a participação do Grupo Espírito Santo e a de outros fundos, representa praticamente dez por cento do capital social, opôs-se ferozmente ao aumento da posição da Telefonica, exigindo o direito de fazer entrar um novo parceiro a quem fosse permitida participação pelo menos semelhante à dos espanhóis. O braço-de -ferro de então, entre Salgado e Guterres, terá continuação no governo de Durão Barroso?

À mesa do sr. Mello

Cavaco Silva foi o moderador, mas não se pronunciou. Manuela Ferreira Leite, Carlos Tavares, Paulo Portas, Luís Filipe Pereira e Pedro Lynce representaram o Governo, mas só o último abriu a boca. E a intervenção que teve mais impacte foi a de Pedro Ferraz da Costa, ex-presidente da CIP. O banqueiro José Manuel de Mello convidou para a sua casa de Sintra sete dezenas de políticos, empresários, advogados e professores universitários. Desta vez o tema central do debate foi o da manutenção em Portugal de centros de decisão empresarial. Paulo Almeida Sande interveio para fazer o enquadramento em termos de União Europeia. António Nogueira Leite falou sobre as telecomunicações, Frederico Melo Franco sobre a privatização do sector das águas e Ferreira de Oliveira sobre o da energia. Seguiu-se o debate. O encontro de sábado começou ao início da tarde e prolongou-se até depois do jantar. Jorge Jardim Gonçalves (BCP) e António de Sousa (CGD) representavam o sector bancário. Victor Constâncio, António Vitorino, António Carrapatoso, Miguel Horta e Costa, Pedro Norton de Matos, José Miguel Júdice, António Gonçalves, Ilídio Pinho, Vasco Vieira de Almeida, Paulo Teixeira Pinto e Braga de Macedo eram alguns dos notáveis presentes. António Nogueira Leite falou sobre a melhor forma de organizar o sector das telecomunicações, lamentando a ausência de estratégia concertada entre os investidores nacionais e os decisores políticos. Miguel Horta e Costa, António Carrapatoso e Pedro Norton de Matos não concordaram nas avaliações que fazem sobre o papel da Portugal Telecom no sector, sendo que os responsáveis pela Vodafone e a ONI consideram que as regras do jogo beneficiam o operador ainda participado pelo Estado, nomeadamente no caso da TV Cabo.

Ferraz pragmático.

Mas a intervenção que mais impacte provocou foi a de Pedro Ferraz da Costa. O empresário seguiu a linha da posição de José Miguel Júdice, mas o tom e o modo que utilizou obrigaram alguns presentes a mexer-se nas cadeiras. Para Ferraz da Costa - que vai manter-se à frente do Fórum da Competitividade, apesar de ter abandonado a presidência da CIP -, não será mais possível que as empresas portuguesas estejam dispostas a comprar a operadores nacionais energia, ou outros factores de produção, a preços excessivos apenas para assegurar a manutenção da posição desses operadores. E adiantou: quando Portugal tem o défice orçamental que tem, quando as famílias não são capazes de poupar, não estamos em condições de não querer vender aos estrangeiros participações nas nossas companhias. Quem não poupa não pode comprar. Ferraz da Costa pediu aos presentes que não se deprimam com a ideia de que não podemos controlar sectores que exigem enormes investimentos de capital, como as telecomunicações ou a energia, lembrando que economias como a irlandesa não são conhecidas pelas suas grandes firmas naqueles negócios. Devemos, sim, apostar onde possamos ser competitivos, apoiando os mais novos e mais dinâmicos. Como nos disse um dos convidados, no final do encontro a inevitavilidade da ofensiva espanhola parecia ainda real. Porque pouco há a fazer para impedir a iberização da nossa economia.

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Vila Real Pertence a Portugal

Gen. Loureiro dos Santos Volta a Abordar Olivença

Jun 7, 2002 11:58 am

6 de Junho foi Ontem

Ontem, 6 de Junho, passaram 201 anos do Tratado de Badajoz. Mais uma data que passou despercebida. Mais um pretexto para se falar de Olivença que se desperdiçou. Foi só mais uma oportunidade perdida...

Aproveito a ocasião de lembrar que por esse Tratado, que a Espanha considera válido, a aldeia de Vila Real nos deveria ser restítuída, independentemente da Questão de Olivença.

Para o conhecimento deste facto, deixo aqui a transcrição de uma modesta alegação em que abordo este assunto.

Saudações oliventinas e as minhas felicitações às excelentes constibuições que têm sido dada para a qualidade do Forum. Pena é que sejamos poucos.

Territórios Portugueses de Olivença e Vila Real (Alandroal) Ilegalmente Ocupados pela Espanha

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Alegação Histórico-Jurídica sobre a localização da Ponte de N.ª Sr.ª da Ajuda entre os concelhos de Elvas e do Alandroal e não entre Elvas e Olivença, como erradamente se vem pensando

1 de Julho de 2001 - Mário Rodrigues

1. - Erradamente, vem-se julgando que a Ponte de N.ª Sr.ª da Ajuda - hoje muitas vezes designada apenas por "Ponte da Ajuda" e no passado chamada "Ponte de Olivença" - se situa entre os concelhos de Elvas e de Olivença.

2. - Tal erro, longe de ter apenas um significado meramente histórico, tem graves consequências políticas e jurídicas, em especial, por causa do atribulado processo diplomático de negociações luso-espanholas para a reconstrução daquele imóvel e para a construção da nova ponte situada a jusante daquela.

O esclarecimento deste equívoco é ainda mais relevante atendendo às graves implicações políticas, diplomáticas e eventualmente judiciais da cedência à Espanha do direito de proceder à reconstrução do imóvel, ocorrida em 12 de Janeiro de 2000, na Comissão Técnica Mista entre Portugal e Espanha para as Acessibilidades ao Sul do Douro.

3. - Não oferece dúvidas a ninguém que a obstinação da Espanha em reconstruir a Ponte de N.ª Sr.ª da Ajuda longe de se traduzir num gesto altruísta de dispêndio de várias centenas de milhares de contos num imóvel classificado pelo Estado português, visa essencialmente objectivos diplomáticos de afirmação da sua soberania sobre o território de Olivença e de reconhecimento internacional, pelo Estado português, da sua supremacia de facto de modo a transformá-la em soberania de direito.

E a justificação para a Espanha pretender realizar o pretendido empreendimento funda-se no erro ou no embuste de se julgar que o Guadiana serve de limite entre os concelhos de Elvas e de Olivença no preciso local onde está erguida a ponte.

4. Esse erro resulta, por um lado, do desconhecimento histórico de que a aldeia de Vila Real pertencia em 1801 a Juromenha, e por outro, da ignorância do que estabeleceu o Art.º III do Tratado de Badajoz desse ano relativamente à parte do território de Juromenha situado na margem esquerda do Guadiana.

5. A aldeia de Vila Real, situada na margem esquerda do Guadiana, hoje anexada a Olivença, fazia parte em 1801 - data da ocupação espanhola - do termo de Juromenha, povoação localizada na margem direita deste rio.

São inúmeros os documentos que o provam. Basta citar o Diccionario Geographico, do Pe. Luís Cardoso, que, referindo-se a Juromenha, diz: "Tem Esta Vila Seu termo, e nele (da outra parte do Rio) huma Aldea, chamada á de Vila Real" (Arquivo Nacional da Torre do Tombo - Vol. 18, N.º 48, pág. 311).

6. Deste modo, o limite entre Olivença e Juromenha não se fazia pelo Guadiana, mas por uma linha terrestre, situada algures entre a aldeia de Vila Real e a vila de Olivença. O Guadiana servia de limite a Olivença apenas num pequeno troço situada a norte da foz da ribeira de Alconchel (Vide Apêndice Documental, Doc. 6).

7. Quando em 1801, pelo Tratado de Badajoz de 6 de Junho, Portugal cedeu Olivença ao Estado espanhol, excluiu dessa cessão a parte do termo de Juromenha situado na margem esquerda de Olivença.

O Art.º III estabelecia expressamente que Sua Majestade Católica "conservará em qualidade de conquista para a unir perpetuamente aos seus dominios e vassallos, a Praça de Olivença, seu territorio e povos desde o Guadiana; de sorte que este rio seja o limite dos respectivos Reinos, n'aquella parte que unicamente toca ao sobredito territorio de Olivença" (Borges de Castro, Colecção dos Tratados, T. IV, pág. 130).

Pois, o Guadiana não seria o limite entre os dois reinos - Portugal e Espanha - junto a Juromenha mas apenas no pequeno troço do rio que servia de limite ao termo de Olivença, e que ia desde a ribeira de Alconchel até ao monte de Abegões (Vide Apêndice Documental, Doc. 6).

A Espanha tinha, assim, de restituir a aldeia de Vila Real. O mesmo artigo estabelecia, expressamente, a obrigação de a Espanha restituir a praça e povoação de Juromenha "com todos os seus territórios" até esse momento conquistados ou que viesse a conquistar (Vide Apêndice Documental, Doc. 1). Tanto as autoridades políticas como as eclesiásticas protestaram, a partir de 1802, contra a anexação da aldeia de Vila Real realizada em violação do próprio Tratado de Badajoz (Vide Apêndice Documental, Doc. 2). Mas, até hoje, a povoação e o seu território continuam sob administração espanhola. A Espanha que, contra a posição oficial do Estado português, considera válido o Tratado de Badajoz, terá de respeitar o que o Art.º III estabeleceu, devolvendo, pelo menos, a aldeia de Vila Real e todo o território que lhe pertence.

8. - Não resta qualquer dúvida de que uma parte do actual território do "Ayuntamiento de Olivenza" pertence histórica e juridicamente a Juromenha, a qual, de acordo com a actual divisão administrativa portuguesa, faz parte, consequentemente, do concelho do Alandroal. Dúvida poderia existir quanto ao exacto limite da aldeia de Vila Real.

Especificamente para o que aqui nos interessa, o importante é saber se a Ponte de N.ª Sr.ª da Ajuda se situa entre o termo de Elvas e o termo de Olivença ou entre o termo de Elvas e o termo de Juromenha. A dúvida que a investigação historiográfica nos suscitou prende-se com a seguinte questão: Malpica de Portugal, situada junto à Ponte de N.ª Sr.ª da Ajuda, na margem esquerda do Guadiana, fazia parte de Vila Real ou de Olivença?

Da resposta a esta questão ficará a saber-se entre que concelhos se situa a ponte.

9. Quando Portugal protestou contra a anexação de Vila Real ao termo de Olivença, as autoridades espanholas procederam à investigação do caso. E tiveram de concluir que a aldeia de Vila Real pertencia efectivamente a Juromenha, pelo que deveria ter sido devolvida a Portugal. Um mapa elaborado em 29 de Janeiro de 1802, existente no Servicio Historico Militar, em Madrid, não deixa dúvida quanto à reivindicação portuguesa. Mas, não esclarece suficientemente bem se a ponte se situa entre Elvas e Olivença ou entre Elvas e Juromenha, já que o limite dos termos de Olivença e de Juromenha é, nesse mapa, estabelecido pela estrada que conduz à ponte (Vide Apêndice Documental, Doc. 3).

10. A resposta às dúvidas que subsistiriam exigia uma investigação apurada. A solução é-nos dada por um historiador residente em Olivença, de origem espanhola, cuja isenção, honestidade e competência não é por ninguém posta em causa: Miguel Ángel Vallecillo Teodoro.

A partir da investigação de diversa documentação, designadamente registos notariais e o Livro da Fábrica da Igreja de N.ª Sr.ª da Assunção de Vila Real, Vallecillo Teodoro concluiu que tanto Malpica de Portugal como Joana Castanha, dois montes situados a caminho de quem vai da Ponte de N.ª Sr.ª da Ajuda para Olivença, pertenciam à aldeia de Vila Real (Vide Apêndice Documental, Doc. 4).

Assim sendo, a Ponte de N.ª Sr.ª da Ajuda, no seu lado poente situa-se no termo de Elvas, enquanto no seu lado nascente se situa no antigo termo de Juromenha, hoje pertencente ao concelho do Alandroal.

11. Considerando a Espanha que o Tratado de Badajoz é válido, a aldeia de Vila Real e o seu território pertencem juridicamente ao actual concelho do Alandroal.

A Ponte de N.ª Sr.ª da Ajuda situa-se indiscutivelmente entre dois concelhos portugueses - Elvas e Alandroal - pelo que nenhuma justificação pode existir para que a Espanha pretenda reconstruir um imóvel situado dentro do território nacional.

12. O Instituto Geográfico do Exército, que na sua cartografia segue com rigor os tratados de limites vigentes entre Portugal e Espanha e que tem acesso a boa informação histórica, não tem deixado de representar a aldeia de Vila Real como portuguesa, ainda que cometa o exagero de integrar o território a sul do monte Abegões dentro do território do Alandroal quando historicamente pertencia a Olivença (Vide Apêndice Documental, Doc. 5 e Doc. 6).

13. Do que se expôs, nem sequer é necessário alegar que Olivença seja território juridicamente português para impedir a Espanha de reconstruir a Ponte de N.ª Sr.ª da Ajuda. Nem o "Ayuntamiento de Olivenza" nem o Estado espanhol possuem qualquer fundamento para pretender reconstruir a referida ponte.

Apêndice Documental

Doc. 1 - Tratado de Badajoz de 6 de Junho de 1801 (Borges de Castro, Colecção dos Tratados, T. IV, pág. 130).

Doc. 2 - Excertos da obra "Compilação de Elementos para o Estudo da Questão de Olivença", do Embaixador Luiz Teixeira de Sampayo.

Doc. 3 - Mapa elaborado em 29 de Janeiro de 1802, existente no Servicio Historico Militar, em Madrid, representando a aldeia de Vila Real como parte do termo de Juromenha (Cópia extraída do Arquivo Municipal de Olivença - Leg../Carp.: 29/4)

Doc. 4 - Excertos da obra "Olivenza en su Historia", Miguel Ángel Vallecillo Teodoro.

Doc. 5 - Excerto do Mapa das Estradas do Instituto Geográfico do Exército (2000), representando a aldeia de Vila Real como portuguesa.

Doc. 6 - Esboço cartográfico do território de VilaReal/Juromenha/Alandroal situado na margem esquerda do Guadiana.

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04/Junho/2002

A Espanha Aqui Tão Perto

Gate of Alconchel

Seguem-se algumas questões estratégicas, quanto à segurança de Portugal.

1 - Embora esteja atenuada a tendência para considerar os assuntos estratégicos como privativos da actividade militar, parece-me importante recordar a permanente necessidade dos responsáveis políticos analisarem alguns dos mais relevantes aspectos da acção governativa à luz da estratégia, o que significa, usando uma explicação simples, pensar em termos de relações de poder.

Este cuidado é visível na grande maioria dos governantes de outros países, se não de todos, muitos dos quais se situam no nosso continente, com destaque para os vizinhos espanhóis.

Entre os numerosos assuntos actuais merecedores de tratamento analítico de natureza estratégica, antes de, sobre eles, tomar uma decisão, cuja concepção deverá ter em conta as conclusões dessa análise, constam três, a que os meios de comunicação social vêm dando realce: as questões de Olivença, do aeroporto da Ota, e do TGV.

2 - O caso de Olivença é paradigmático. Se atentarmos no que se está a passar quanto a Gibraltar e ao modo afirmativo como o Governo espanhol procura resolver o problema a seu favor, à luz do que considera o seu interesse nacional, é confrangedora e acabrunhante a forma como os responsáveis portugueses têm encarado a questão de Olivença.

Os governantes do país vizinho, que se encontram a braços com o eventual aproveitamento, por parte de Marrocos, do processo de Gibraltar, para resolver as situações dos enclaves de Ceuta e Melilla, não dão importância (e bem) ao facto de, em termos jurídicos, o Direito Internacional beneficiar o Reino Unido e, pelo contrário, desenvolvem uma política externa de intervenção pública agressiva, na defesa dos interesses de Espanha, como é visível no comportamento do actual primeiro-ministro Aznar (veja-se a sua recente entrevista ao Guardian, na qual diz não abdicar da recuperação da soberania completa sobre Gibraltar).

Os membros responsáveis do Governo português, pelo menos publicamente (o que tem enorme significado) têm feito de conta que não é nada com eles, quando vêm a lume certas iniciativas de cidadãos portugueses (isoladamente ou através de associações representativas), chamando a atenção para a situação de Olivença, relativamente à qual o Direito Internacional nos é favorável. Pelo contrário, empreenderam medidas administrativas ou de natureza judicial que prejudicam, objectivamente, o interesse de Portugal. Salvam-se, a este respeito, as atitudes dos Tribunais (impedindo a reconstrução da Ponte da Ajuda) e da Assembleia da República (decidindo a constituição de uma Comissão Parlamentar Eventual de acompanhamento da situação de Olivença).

Espero que o actual Governo, de acordo com os princípios que preconiza no seu programa, altere o procedimento anterior e assuma publicamente a intenção firme de resolver o assunto, de forma negociada com os nosso vizinhos e aliados, para o que poderá ser útil invocar o processo em curso sobre Gibraltar. A competência e dinamismo do responsável pela política externa auguram acções positivas.

3 - Dois outros assuntos de relevante importância no quadro da afirmação internacional portuguesa e na defesa dos nossos interesses essenciais são: a substituição do aeroporto internacional de Lisboa e a modernização da rede ferroviária nacional e sua ligação com os outros países europeus (em estreita coordenação com a revitalização dos nossos transportes marítimos). Sem dúvida que ambos os empreendimentos encerram um importantíssimo potencial de vantagens quanto ao desenvolvimento económico. Mas não é menos certo que contém incontestáveis riscos para a segurança nacional, se não forem devidamente ponderados os inconvenientes que implicam neste domínio e tomadas as medidas atinentes à sua minoração, senão eliminação, sendo mesmo de tentar uma solução com vantagens tanto para a economia como para a segurança.

Quanto ao primeiro (novo aeroporto), é extremamente importante efectuar uma avaliação estratégica no que respeita à hipótese de a sua concretização ser incompatível, por razões de custos, com a renovação simultânea do Aeroporto Sá Carneiro. Esta deve ser efectuada antes da construção do novo aeroporto de Lisboa, por razões estratégicas (e económicas) que estão muito acima das rivalidades regionais, uma vez que a da capital poderá ser protelada durante algum tempo, a acreditar em pareceres de pessoas responsáveis já conhecidos.

Se, por um lado, convém uma manobra de antecipação, relativamente à construção, por Espanha, de instalações que atraiam o tráfego aéreo que a renovação da Portela é suposto atrair - do centro e do Sul de Portugal, bem como das regiões fronteiriças estremenhas e andaluzas do país vizinho -, não é menos certo que isso é imperativo relativamente à modernização das infra-estruturas aeroportuárias do Porto, bem mais frágeis do que as de Lisboa, para que situação semelhante não ocorra em relação ao Noroeste peninsular. E aqui com relevantes inconvenientes de natureza estratégica, porquanto o Norte português sentir-se-ia, desde já, fortemente magnetizado por uma estrutura galega que captasse as suas necessidades de transporte aéreo, o que, por sua vez, implicaria também fortíssimos inconvenientes de natureza económica.

4 - O segundo (modernização da rede ferroviária) apresenta-se como uma iniciativa de grande fôlego, indispensável ao desenvolvimento económico português. Haverá que evitar que, do seu traçado, resultem riscos graves para a segurança nacional.

Dar prioridade a uma linha moderna que ligue directamente Lisboa a Madrid tem inegáveis benefícios económicos para portugueses e espanhóis. Quanto às consequências estratégicas, ela é tão vantajosa para Espanha (vai ao encontro do seu interesse tradicional de comunicações radiais do centro com a periferia peninsular, como se a fronteira política não existisse, o que para si, além de legítimo, é muito sábio), como é inconveniente para Portugal.

É que este traçado excluirá, fatalmente, por falta de meios financeiros, a famosa segunda perna do ? (pi) - ligação directa do Norte português ao centro da Europa, através do território espanhol - e significará uma dependência acentuada em relação ao país vizinho. Além de inconvenientes económicos muito significativos para nós, dadas as dificuldades de transporte que criaria para os produtos portugueses (e pessoas) com origem no Norte e destinados à Europa, que constituem, aliás, a maior fatia das nossas exportações globais.

Não será admissível que os responsáveis que nos governam não procurem uma solução que, sem anular os benefícios económicos de uma ligação a Madrid e atenuando os seus inconvenientes estratégicos, consiga obter as vantagens estratégicas (e também económicas) bem conhecidas da utilização do eixo que, por Vilar Formoso e Burgos, conduz ao centro da Europa.

A rede em T, a partir de Aveiro/Coimbra, já avançada como hipótese por Governos anteriores, desde que a ligação à Europa contenha uma variante em direcção a Madrid, devidamente estudada e negociada com a Comissão Europeia e a Espanha (que compreenderá, certamente, a nossa posição, se for tão nossa amiga como eu estou convencido que é, resolverá este magno problema a contento de todos.

O actual Governo português tem, nesta área, um responsável que já provou sobejamente a sua capacidade e o seu portuguesismo, e deu já indicações claras neste sentido quanto à questão dos aeroportos, o que gera expectativas positivas, relativamente aos princípios que todo o Governo preconiza, já atrás mencionados.

Veremos se a estratégia, nas três questões apresentadas, será um instrumento de defesa de Portugal ou se não passará de uma palavra vã, cuja sonoridade aconselha utilizar quando for mediaticamente conveniente.

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Diário de Notícias-04/06/2002-Loureiro dos Santos

   

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Portuguese Territory Illegally Occupied and Colonized by Spain

Olivença: O Etnocídio Perfeito http://filorbis.no.sapo.pt

Olivença: O Etnicidio Perfeito http://imigrantes.no.sapo.pt/page6.Olivenca.html

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