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"Crer e Querer para Vencer"

Olivença - Portugal Livre

Movimento Patriótico

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OLIVENÇA e JUROMENHA: 750 Km2 do Alentejo, Portugal, estão iligítimamente e ilegalmente ocupados e colonizados pelos espanhóis desde 1801.  Ainda hoje a Espanha insiste por uma estratégia universal de apoderar-se e desmembrar, como tentou fazer em 1807 pelo  Tratado (hispano-francês) de Fontainebleu,  todo o nosso país. 

Mesmo em 2006, continua vivo, sempre à moda castelhana, a política imperialista de Madri.

Notícias de Olivença Maio  2006
 

Portugal - 'de Jure'  Fronteira/Border

28/Maio/2006

AS HESITAÇÕES DA C.I.A.

 
Tudo começou em 2003. A instituição norte-americana C.I.A. publica, desde
há muito, uma espécie de relatório anual, o "The World Factbook", agora na
"Internet". Esse relatório, actualizado anualmente, contém dados de todo o
tipo sobre todos os países e territórios do mundo. Como estatística. Não se
trata de uma selecção com intuitos políticos, ainda que, como sabemos, nada
seja neutro neste mundo.
No que toca a disputas territoriais, eram assinaladas mais de 160,
incluindo discordâncias fronteiriças entre o México e os próprios Estados
Unidos. O que era novidade era a inclusão de mais uma disputa. De facto,
lia-se, no que a Portugal dizia respeito: "Portugal tem periodicamente
reafirmado reivindicações sobre os territórios em redor da cidade de
Olivença (Espanha)".
Claro que, no que a Espanha se referia, também era assinalada a disputa:"Os
habitantes de Gibraltar votaram esmagadoramente em referendo contra o
"acordo de total partilha de soberania" discutido entre a Espanha e o Reino
Unido para mudar trezentos anos de governo da colónia; Marrocos protesta
contra o controle espanhol sobre os enclaves costeiros de Ceuta, Melilla, o
Peñon de Velez de la Gomera, as ilhas de Peñon de Alhucemas, as ilhas
Chafarinas e as águas circundantes; Marrocos rejeita também o traçado
unilateral de uma linha média a partir das Canárias em 2002 para
estabelecer limites à exploração de recursos marinhos e interdição de
refugiados; Marrocos aceitou que os pescadores espanhóis pescassem
temporariamente na costa do Sahará Ocidental, depois de um derrame de crude
ter sujado bancos de pesca espanhóis; Portugal tem periodicamente
reafirmado reivindicações sobre os territórios em redor da cidade de
Olivenza (Espanha)".
A disputa de Olivença surgia, pois, naturalmente, entre outras
reivindicações ibéricas e mais de uma centena e meia de outras por todo o
mundo.
   As reacções em Espanha, todavia, excederam o compreensível. Vários
jornais noticiaram que a C.I.A. comparava Olivença a Caxemira e a Gaza, e
davam a entender que a C.I.A. via movimentos terroristas (?) na Terra das
Oliveiras. Chegou-se ao cúmulo de se fazerem entrevistas com autoridades
locais, que troçaram da estupidez da C.I.A. e desafiaram os seus agentes a
procurar terroristas por aqueles lados. Nenhum, mas nenhum mesmo, jornal ou
revista espanhóis publicou o texto original da C.I.A.! E isto apesar de
todos terem recebido, repetidas vezes, o mesmo, em inglês, castelhano,
português, e catalão !
   O mais bizarro sucederia no ano seguinte. A C.I.A. reformulou o seu
relatório, e, no que toca a Olivença, 2004 viu surgir a espantosa afirmação
de que "alguns grupos portugueses mantêm reivindicações adormecidas sobre
os territórios cedidos a Espanha em redor da Cidade de Olivenza". Note-se
que este discurso é, quase palavra por palavra, o discurso "oficial"
espanhol sobre este contencioso.
   Era possível, todavia, fazer pior. Em 2005, desaparecia do relatório da
C.I.A. qualquer referência a Olivença. Portugal, no que toca a
disputas/reivindicações internacionais, surgia classificado com um "none"
(isto é, "nenhuma"; uma só palavra...talvez para poupar espaço...
   A bizarria ia mais longe. Um pequeno mapa de Espanha acompanhava o texto
sobre este país. Pela primeira vez, Olivença surgia nele. Ao lado de
cidades como Córdova, Sevilha, Granada, Madrid (naturalmente), Valladolid,
e outras, todas capitais de províncias, não o sendo a cidade em litígio.
Duma forma afinal cómica, o Mapa não mostrava cidades como Badajoz,
Cáceres, Mérida, Salamanca, ou Pamplona. Era evidente que "Olivenza" fora
incluída, digamos, "à força".
O que causa espanto e indignação neste caso é a facilidade com que a
C.I.A., tida como a mais poderosa e "sabedora" organização de informações
do mundo, antes decerto de se informar, por exemplo, junto do Governo
Português, se foi aparentemente deixando "seduzir" por pontos de vista
espanhóis.
Felizmente, em 2006, a situação foi recolocada em termos, em geral,
correctos. Decerto "alguém" do Estado Português, verificando o erro, se deu
ao trabalho de informar a C.I.A. de que Portugal mantém mesmo reservas
sobre a soberania espanhola em Olivença. Recorde-se que esta questão ganhou
nova importância com o Alqueva, dados os problemas ligados à posse das
águas no Guadiana.
Assim, desde Maio de 2006*, pode-se ler na "CIA Homepage", sobre Portugal,
no que toca a disputas internacionais,  o seguinte: "Portugal não reconhece
a soberania espanhola sobre o território de Olivença com base numa
diferença de interpretação do Congresso de Viena de 1815 e do Tratado de
Badajoz de 1801." No que a Espanha diz respeito, pode ler-se : "em 2003, os
habitantes de Gibraltar votaram esmagadoramente, por referendo, a favor de
permanecerem como colónia britânica, e contra uma solução de "partilha
total de soberania", exigindo também participação em conversações entre o
Reino Unido e a Espanha. A Espanha desaprova os planos do Reino Unido no
sentido de dar maior autonomia a Gibraltar; Marrocos contesta o domínio da
Espanha sobre os enclaves costeiros de Ceuta, Melilla, e sobre as ilhas
Peñon de Velez de la Gomera, Peñon de Alhucemas e Ilhas Chafarinas, e as
águas adjacentes; Marrocos funciona como a mais importante base de migração
ilegal do Norte de África com destino a Espanha; Portugal não reconhece a
soberania espanhola sobre o território de Olivença com base numa diferença
de interpretação do Congresso de Viena de 1815 e do Tratado de Badajoz de
1801."
A ver vamos se esta "versão", que é razoavelmente correcta, se mantém, e se
o Estado Português estará atento a novas "alterações".
Na verdade, o conflito (pacífico) fica circunscrito às suas verdadeiras
dimensões: um entre outros da Península Ibérica, e entre mais de centena e
meia de outros por esse mundo fora, que os interessados deverão resolver
quando surgir ocasião. Como deve ser sempre.
O que, afinal, já tinha sido escrito em 2003.
Estremoz, 28-Maio-2006
Carlos Eduardo da Cruz Luna

*Já lá está pelo menos desde Março! De qualquer maneira é uma notícia  positiva. www.noticiasolivencaabr2006.htm
 

"TERRAS BRANCAS", Borba, 25-Maio-2006

VINTE DE MAIO NA HISTÓRIA DE PORTUGAL 

Vinte de Maio. Uma data marcante na História de Portugal.


Vinte de Maio de mil oitocentos e um. Um governador militar, perante um ataque iminente, decide capitular. Afinal, o invasor mais não é que um peão manobrado por uma potência exterior. Lutar para quê ?
Vinte de Maio de mil oitocentos e um. Espera-se que, tal como sucedeu em situações anteriores, tudo volte a ser como antes quando uma verdadeira paz for assinada. O invasor sairá então.
Vinte de Maio de mil oitocentos e um. Olivença capitula, sem disparar um tiro. A população inquieta-se, mas confia. Com o tempo, tudo regressará ao normal.
Muitos anos antes, em mil seiscentos e cinquenta e sete, ocorrera algo idêntico. Quase todos tinham fugido, para regressar onze anos depois. Tudo se recompusera.
Vinte de Maio de mil oitocentos e um.
Não houve sangue. Uns poucos (os pessimistas!) atravessaram o Guadiana. Em Elvas, o invasor encontraria  resistência, bem como em Campo Maior. Na primeira, conseguiu uns ramos de laranjeira. Na segunda, acabou por vencer, mas a que preço!!!
E veio uma paz falsa e logo violada. E outras guerras. E uma paz verdadeira, em que se apagou o vinte de Maio de mil oitocentos e um. Para todos. Mas não para o invasor. .
Vinte de Maio de dois mil e dois. Nasce uma nova nação. Gerada no sofrimento. Combatendo a indiferença. Com sangue, muito sangue.
Vinte de Maio de dois mil e dois. Esta data ficará na História. Vinte sete anos depois do seu acto ilegítimo de ocupação, a Indonésia vê surgir nas suas fronteiras um novo país ao qual quis negar a liberdade, apoiada por um grande deste mundo, em nome da estabilidade do seu próprio regime. Como se se pudessem invadir vizinhos só porque o sistema político não agrada. Não há lei que tal contemple. As instâncias internacionais nunca aceitarão a legalidade da acção.
Em vinte de Maio de dois mil e seis, recordemos esta lição. Portugal não pode esquecer o heroísmo de todo um povo, e pode orgulhar-se de o ter ajudado de forma decisiva. Portugal combateu uma situação de violação do Direito Internacional. Sem desfalecimento. Contra (quase)tudo e (quase) todos. Independentemente do peso dos adversários. Apenas porque acreditou que era justo fazê-lo.
Vinte de Maio de dois mil e seis em Olivença. Madrid mantem a posse da cidade. Ali, ao contrário de Timor, não houve duzentos mil mortos.Nem mil. Nem cem. Nesse aspecto, não pode haver comparações. Mas matou-se uma cultura. Ou, pelo menos,  ela ficou vazia, moribunda. Em duzentos e cinco anos, muito se consegue. Recorrendo à repressão, quando necessário. Às claras, ou discretamente.
Olivença viu ser sangrada a sua cultura e a sua história. Viu gente sua dispersa, numa sangria dos seus filhos. Não morreu na carne. Morreu no espírito. O passado tornou-se um conjunto de sombras vagas, contraditórias, falsidades contra as quais quase não consegue reagir. Perdeu as referências.
Vinte de Maio. Uma data no calendário. Consoante o ano, o início de uma ocupação persistente, contínua, preocupada em apagar um passado de seiscentos anos, numa população que resistiu com fracos recursos e apoios. Ou o início da vida independente de um povo. Que sofreu, mas venceu. Que a diplomacia nunca abandonou. Corajosamente. Crente em princípios.
Mil oitocentos e um. Dois mil e dois.Dois mil e seis, recordando.
Dois vinte de Maio...

Estremoz, 20 de Maio de 2006   Carlos Eduardo da Cruz Luna  
 Prof. História
 

20/Maio/2006

Grupo dos Amigos de Olivença
www.olivenca.org

Divulgação 06-2006

205.º Aniversário da Ocupação de Olivença

Recordando ao representante do país vizinho a desonrosa ocupação de
Olivença, o GAO entregou hoje na Embaixada de Espanha em Lisboa uma carta
em que diz:


___

Excelentíssimo Senhor
Embaixador do Reino de Espanha

No dia 20 de Maio de 1801, há exactamente 205 anos, os exércitos de
Espanha, conluiada com a França napoleónica, invadiram Portugal e ocuparam
a vila portuguesa de Olivença.
Manifesta ofensa ao Direito das Gentes, assim foi entendido pelas Potências
de então que, no Congresso de Viena de 1815, onde Espanha também teve
assento, reconheceram absolutamente a justiça das reclamações de Portugal
sobre Olivença.
Por isso ficou consignado no Tratado de Viena, seu Art.º 105.º.
«Les Puissances, reconnaissant la justice des réclamations formées par S.
A. R. le prince régent de Portugal e du Brésil, sur la ville d'Olivenza et
les autres territoires cédés à Espagne par le traité de Badajoz de 1801, et
envisageant la restitution de ces objets, comme une des mesures propres à
assurer entre les deux royaumes de la péninsule, cette bonne harmonie
complète et stable dont la conservation dans toutes les parties de l'Europe
a été le but constant de leurs arrangements, s'engagent formellement à
employer dans les voies de conciliation leurs efforts les plus efficaces,
afin que la rétrocession desdits territoires en faveur du Portugal soi
effectuée; et les puissances reconnaissent, autant qu'il dépend de chacune
d'elles, que cet arrangement doit avoir lieu au plus tôt».
Como melhor saberá Vossa Excelência, em 7 de Maio de 1817, há 189 anos,
Espanha assinou o Tratado de Viena e reconheceu sem reservas os direitos de
Portugal.
Decorridos dois séculos sobre a desonrosa ocupação de Olivença, o Estado
que Vossa Excelência representa jamais respeitou o compromisso assumido
perante a Comunidade Internacional. Do carácter honrado, altivo e nobre que
Espanha diz ser o seu, não houve manifestação e, ao contrário, actuando com
ostensivo desprezo pelo Direito e pela palavra dada, Espanha cobriu-se com
o labéu da vilania.
Eis, singela, a «Questão de Olivença»: uma parcela de Portugal foi usurpada
militarmente pelo Estado espanhol, há 205 anos, extorsão não reconhecida e
ilegítima face ao Direito Internacional.
Não obedecendo ao Direito nem respeitando os seus compromissos, é Espanha,
de que Vossa Excelência é Embaixador, que se desonra.
Quanto à ofensa que a ocupação de Olivença constitui para Portugal, compete
aos Portugueses apreciá-la e julgá-la.
Da ofensa feita à Justiça e ao Direito, bem como da desonra trazida pela
quebra da palavra dada, pertence a Espanha e a Vossa Excelência conhecer do
seu significado.

Atentamente,
A Direcção do Grupo dos Amigos de Olivença
Lisboa, 20 de Maio de 2006.
_______
Lisboa, 20-Maio-2006.
SI/GAO
Rua Portas Santo Antão, 58 (Casa do Alentejo) - 1150-268 Lisboa
www.olivenca.org mailto:amigos_de_olivenca@bigfoot.pt
olivenca@olivenca.org mailto:olivenca@olivenca.org


(Foto de Arquivo)

Grupo dos Amigos de Olivença
www.olivenca.org

Divulgação 05-2006

100.º Aniversário do nascimento do General Humberto Delgado

Na passagem do 100.º Aniversário do nascimento do General Humberto Delgado,
o Grupo dos Amigos de Olivença presta sentida Homenagem ao Lutador pela
Causa da Olivença Portuguesa e seu antigo Dirigente.
Defensor apaixonado das causas em que acreditava, o General Humberto
Delgado desde cedo manifestou a mais ardorosa determinação na sustentação
dos Direitos de Portugal e desenvolveu esforços para alcançar a retrocessão
de Olivença.
Quando apresentou a sua candidatura à Presidência da República, em 1958,
era Presidente da Assembleia Geral do Grupo dos Amigos de Olivença.
Combatente da Liberdade e da Justiça, ao General Humberto Delgado não podia
passar silenciado o drama histórico que a ocupação estrangeira de Olivença
significava.
O seu amor à Velha Terra Portuguesa de Olivença foi das grandes motivações
a que não regateou esforços.
Honrando a memória do General Humberto Delgado, lutemos nós, Portugueses de
hoje, tal como ele o fez, pela Olivença Portuguesa!
Essa é a Homenagem que lhe devemos.
Lx., 20-05-06.
A Direcção
__________________________________
Rua Portas Santo Antão, 58 (Casa do Alentejo) - 1150-268 Lisboa - Tlm. 967
431 769 - Fax. 212 590 577
www.olivenca.org <mailto:amigos_de_olivenca@bigfoot.pt> -
olivenca@olivenca.org <mailto:olivenca@olivenca.org>
 

205.º ANIVERSÁRIO DA OCUPAÇÃO DE OLIVENÇA



Grupo dos Amigos de Olivença

No dia 20 de Maio de 2006, passam 205 anos sobre a usurpação da Praça
portuguesa de Olivença pelos exércitos de Godoy.
Recordando a data e o seu significado, o GAO leva a efeito nesse dia, em
Lisboa, um conjunto de iniciativas, de que destacamos:
- 11:00 horas, Missa na Igreja de S. Domingos, em memória dos oliventinos e
de todos portugueses que se destacaram na defesa da Causa de Olivença
Portuguesa.
- 13:00 horas, Almoço num restaurante da Baixa.
- 16:00 horas, entrega de uma Carta na Embaixada de Espanha (no Consulado,
Av.ª da Liberdade).

Convidam-se todos os Amigos de Olivença, todos os Portugueses, a comparecer
e dar o seu apoio!
Contamos com a presença e participação de todos!

Lx., 07-05-2006.
SI/GAO
 

OLIVENÇA NO CONGRESSO DO CDS-PP

Nuno Melo em defesa de Portas
2006/05/06

No seu discurso no congresso lembrou a importância do ex-líder Paulo Portas para o partido
 
MAIS:
  «Não fiques se não tiveres condições»
  CDS-PP: «Não tenhais medo!»

O presidente do grupo parlamentar do CDS-PP, Nuno Melo, fez um discurso no congresso extraordinário da Batalha em defesa da bancada democrata-cristã e da importância do ex-líder Paulo Portas para o partido.

Na sua intervenção no pavilhão da Exposalão, na Batalha, em Leiria, Nuno Melo subscreveu ainda as críticas feitas pelo deputado Telmo Correia ao ministro das Obras Públicas, Mário Lino, por se ter declarado «um iberista confesso» e defendeu que OLIVENÇA deve ser portuguesa.

Nuno Melo começou o seu discurso lamentando que o presidente do CDS-PP, José Ribeiro e Castro, não tenha falado «do grupo parlamentar» na sua intervenção no XXI congresso do partido, o que considerou «uma falha», e terminou assegurando: «não nos vai calar».

«Já ouvi Maria José Nogueira Pinto elogiar o grupo parlamentar em privado. Tenho pena que não o tenha feito aqui. Todos os dias damos a cara pelo CDS. Eu sou leal. O grupo parlamentar tem sido leal e institucional», acrescentou, referindo-se à oradora que o antecedeu.

Nuno Melo referiu-se depois à expressão «tralha portista», utilizada pelo ex-deputado Narana Coissoró na sexta-feira, que aproveitou para criticar os que «durante sete anos aplaudiram o dr. Paulo Portas», como Ribeiro e Castro, e agora o desvalorizam.

Como Telmo Correia, Nuno Melo lamentou a alusão feita pelo presidente do CDS-PP a Paulo Portas, ausente do congresso da Batalha, quando afirmou, no seu discurso perante o congresso, que nunca o viram «andar ao colo com a Nossa Senhora de Fátima ou citar um Papa que fosse».

«Há quem defenda que o dr. Paulo Portas devia demitir-se do grupo parlamentar. Como se este partido pudesse prescindir do dr. Paulo Portas. Faz-nos muita falta. Quem prescinde do dr. Paulo Portas não quer o bem do partido», declarou Nuno Melo, sob aplausos.

O líder parlamentar do CDS-PP enalteceu o trabalho dos deputados do partido, apontando o número de requerimentos ou de agendamentos e insistindo que a bancada tem «100 por cento de lealdade e de envolvimento» com todas as direcções.

Segundo Nuno Melo, os comentadores dizem que o grupo parlamentar do CDS-PP «ganha debates no Parlamento», «as pessoas conhecem os deputados pelo nome» e Ribeiro e Castro «não percebe como fragiliza o partido» ao criticá-los.

O líder da bancada democrata-cristã fez ainda questão de elogiar o ex-deputado e presidente da Juventude Popular (JP), João Almeida, que apresentou uma moção o congresso.

«És um deputado, és um dos nossos, e falaste com muito orgulho nosso», declarou. Fonte: Carlos Luna

 

O ministro «iberista»
EXPRESSO, 06-05-06. Fernando Madrinha

(Frase em destaque:"O cidadão Mário Lino pode ter as opiniões que entenda; o ministro, nem todas.")

COMECEMOS por reproduzir a declaração, tal qual veio publicada no dia 24 de Abril pelo jornal
«Faro de Vigo» «Sou um iberista confesso. Temos uma história comum e uma língua comum. Há unidade
histórica e cultural e a Ibéria é uma realidade que persegue tanto o Governo espanhol como o
português. Se há algo importante para estas relações são as infra-estruturas de transporte».
Estas considerações foram feitas em Santiago de Compostela, Galiza, Espanha, por um cidadão
português que, por acaso, é também ministro.Aliás, falava nesta qualidade, perante uma
audiência composta por 150 quadros galegos da Caixa Geral de Depósitos e do Banco Simeón.
Chama-se Mário Lino e tem, no Executivo português, a pasta das Obras Públicas, Transportes e Comunicações.
   Não houve até agora desmentido nem correcção que pusessem verdadeiramente em causa a declaração
reproduzida, pelo que não há também motivo para se questionar a fiabilidade do jornal. Lino pensa
o que diz. E di-lo, aliás, em termos que não deixam margem para segundas leituras, apesar de,
em declarações ao «Independente», ter informado ontem que falava do «iberismo» aplicado à sua
área específica. Ora, não se vê o que possam ter a ver com estradas, pontes ou comboios de alta
velocidade a suposta «unidade história e cultural», ou com a «história e a língua comuns»
que o ministro certamente inventou para sublinhar melhor o seu fervor iberista. Mesmo falseando a
realidade histórica e factual que todos os portugueses conhecem.
   Não é concebível nem aceitável que um ministro português ignore o conceito a que corresponde a
palavra «iberismo» no discurso político. E por isso não é concebível nem aceitável que a use com
a displicência e ligeireza com que o fez. O insólito da situação, para não dizer o caricato,
é tal que o próprio «Faro de Vigo» a estranha, observando que, «enquanto a Espanha é sacudida
pelos debates sobre os estatutos autonómicos e sobre se o Estado se desmembra e se rompe como
nação», vem o ministro português confessar-se «iberista» e convencido de que Espanha e Portugal
«têm pela frente um futuro em comum». Quer dizer, enquanto as regiões e os povos de Espanha querem
mais autonomia e algumas batalham pela independência, há no Governo do único país da
Península que resistiu durante oito séculos e meio à força hegemónica de Castela, alguém que se
declara defensor de uma unificação ibérica.
O cidadão Mário Lino (Mário Lino Soares Correia) pode ter as opiniões que bem entenda, mesmo as mais bizarras. O ministro português das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, esse devia ter esclarecido o país
sobre essas convicções pessoais antes de aceitar o cargo. E o facto de administrar as Obras
Públicas não desvaloriza nem desagrava o seu lastimável discurso. Desde logo porque um
ministro é sempre um político e como tal tem de raciocinar e intervir. Depois, não pode subsistir
a menor dúvida de que as suas opções estratégicas - um aeroporto na Ota e este ou aquele traçado do
TGV, por exemplo - são tomadas em função de princípios ou convicções que não correspondem
minimamente às da generalidade dos portugueses, nem a qualquer doutrina do Estado ou orientação de Governo.
   Ninguém pode surpreender-se quando o primeiro-ministro, falando de economia e das
prioridades do Governo, responde «Espanha, Espanha, Espanha». É uma evidência para toda a
gente que as relações com a Espanha se impõem e devem ser incentivadas no que sejam mutuamente
vantajosas. Outra coisa é o discurso político do Governo ficar contaminado pelas esdrúxulas
convicções pessoais de um dos seus ministros.A menos que Mário Lino fale uma língua diferente,
ou as palavras já não sirvam para nada, alguém que se proclama «iberista confesso» não deve
integrar o Governo de um país cuja soberania foi conquistada precisamente contra as teses
iberistas, com este ou com outro nome. Se não esclarecer o mal-entendido - admitindo, contra
todos os indícios, que ele possa ter existido - todas as suas decisões passadas e futuras ficarão sob suspeita.

EXPRESSO, 06-05-06.

O ministro «iberista»

O cidadão Mário Lino pode ter as opiniões que
entenda; o ministro, nem todas.

COMECEMOS por reproduzir a declaração, tal qual
veio publicada no dia 24 de Abril pelo jornal
«Faro de Vigo» «Sou um iberista confesso. Temos
uma história comum e uma língua comum. Há unidade
histórica e cultural e a Ibéria é uma realidade
que persegue tanto o Governo espanhol como o
português.

(....................................)

Sejamos claros: um iberista, tal como o ministro se define, é uma pessoa
que não crê que Portugal deva ser um Estado independente, que defende que
na Península Ibérica só deve existir um Estado e, se não for absolutamente
irresponsável ou inconsequente, fará tudo para que isso aconteça, sendo que
quando se é ministro é extremamente conveniente que se deixe o diletantismo
à porta do Conselho de Ministros.
   Isto é tudo muito estranho. A oposição, entretida com urgências
internas, não reparou, muito menos criticou. Alguns comentadores tão
pressurosos com a crescente alienação de empresas portuguesas para mãos
espanholas, distraídos, ignoraram. Os empresários defensores dos célebres
centros de decisão nacional, proventura porque o ministro ocupa uma pasta
de investimento, não tugiram nem mugiram. Esta indiferença será certamente
redimida quando um homem com apelido de italiano e nacionalidade brasileira
pedir lá da Alemanha para os portugueses fazerem de conta que são patriotas
e usarem bandeirinhas por todo o lado.
   Esclareço: por mim, o cidadão Mário Lino (Mário Lino Soares Correia)
está no seu realíssimo direito de ser comunista, de ser socialista, de ser
iberista, de ser o que ele quiser. Vivemos num país livre, apesar da sua
antiga militância partidária o ter procurado evitar. Mas eu estou no meu
direito de pensar que um iberista não tem condições para governar um País,
por mero acaso o meu, cuja existência no mínimo discute e no máximo não
deseja.
   Para além de governante, o ministro iberista não o é de uma pasta
qualquer. Tem a responsabilidade de conduzir assuntos sensíveis para a
independência efectiva dos interesses do País, face aos interesses
concorrentes e nem sempre convergentes da Espanha. Transportes,
comunicações, investimentos. A partir de agora, o ministro iberista está
sob suspeita política. Excepto numa circunstância: se deixar de ser
ministro. É o que já devia ter feito. E senão por iniciativa própria, por
decisão superior. O silêncio do primeiro-ministro significa o quê?

(Jorge Ferreira)

 

"O INDEPENDENTE", 05-Maio-2006, Carlos Ferreira Madeira

http://www.oindependente.pt/images/home/k_independente.jpg

MÁRIO LINO O IBERISTA

"Eu, Iberista, me confesso/Ministro das Obras Públicas afirmou ser um "iberista". Uma teoria política que propõe a unificação com Espanha. Mário Lino (Mário Lino Soares Correia) erxplicou-se ao Independente. Ministro da Economia deixa avisos"
Carlos Ferreira Madeira

"Sou iberista confesso. Temos uma História comum e uma língua comum. Existe uma unidade histórica e cultural e a Ibéria é uma realidade que persegue tanto o Governo espanhol como o português." Foi com esta simples declaração política que Mário Lino, ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, lançou a confusão no Governo socialista de José Sócrates durante a semana passada.
   Um ministro da República Portuguesa, que jurara a Constituição, tinha acabado de defender o "iberismo", uma teoria política que propõe a unificação territorial dos dois países da Península Ibérica. E tinha ido mais longe que o próprio primeiro-ministro, José Sócrates, que definiu na sua primeira visita oficial ao país vizinho a prioridade da política externa portuguesa: "Espanha, Espanha, Espanha." Como iria a oposição explorar as declarações do ministro ? A oposição esteve calada.
   O ministro Mário Lino fez aquelas declarações em Santiago de Compostela, onde participou numa conferência sobre "o papel das infra-estruturas no desenvolvimento do noroeste peninsular". Fê-las na presença do delegado do Governo da Galiza, Manuel Ameijeiras, da Conselheira de Política Territorial, Maria José Caride, e do presidente da confederação patronal galega, António Fontenla.
    Em declarações ao Independente, o ministro esclareceu que as suas afirmações foram feitas no quadro da política do seu ministério, nomeadamente da política de transportes. Mário Lino diz que "Portugal e Espanha, para além das relações que mantêm no âmbito da União Europeia, precisam de manter relações de cooperação e políticas coordenadas em determinadas áreas". Ora, para o ministro das Obras Públicas português, se há algo importante para as relações entre os dois países "são as infra-estruturas de transporte". Mas não só. "As áreas dos transportes rodoviários e ferroviários, ou dos recursos hídricos, por exemplo, exigem uma visão ibérica do problema, uma visão coordenada que não invalida os entendimentos específicos de cada país".
   O ministro do PS, antigo militante do PCP, considera que "a visão ibérica de certas matérias não impede que cada país defenda os seus interesses". Diz que "as relações entre ambos os países têm evoluído em sentido positivo, independentemente dos governos", mas permanece uma "desconfiança residual ao nível dos serviços que importa afastar".
   Mário Lino considera que "os países estão de facto próximos, em cultura e língua mas também numa História feita de guerras e paz". Afirma que nunca pensou propor o fim da independência de Portugal. E conclui: "Em nove séculos de História, os dois países conseguiram conservar a sua independência. Até os poucos anos do período filipino não nostraram viabilidade."
   Também o ministro da Economia, Manuel Pinho, comentou este caso. Pinho considera que "Portugal tem muito a ganhar com uma Espanha próspera, pela vizinhança eporque Espanha é cinco vezes maior". Porém, nota que "Espanha tem beneficiado mais da relação que mantém com Portugal" do que o inverso. E por isso "estão a ser dados passos para incrementar o comércio entre os dois países, por exemplo através das agências para promoção de pequenas e mádias empresas em Portugal e Espanha". Manuel Pinho afirmou que se tenciona "organizar uma série de acções de reposicionamento de Portugal face a Espanha", através de "eventos económicos e culturais que nos coloquem num patamar de percepção diferente". Nestas acções inclui-se, segundo o ministro, "uma campanha de imagem de Portugal, importante para lançar em Espanha em 2007". Dito isto, Manuel Pinho considerou também que "cada país tem os seus interesses específicos". E acrescentou que existem "muito boas relações ao nível do governo espanhol e tem havido colaboração muito sincera em diversas situações concretas".
 

04/05/2006

http://www.correiodamanha.pt/noticia.asp?id=200429&idselect=90&idCanal=90&p=200

Mário LinoMário Lino

O ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações declarou-se na semana passada em Santiago de Compostela, Espanha, como “iberista confesso”.

 “Sou um iberista confesso. Temos uma história comum e uma língua comum. Há unidade histórica e cultural e a Ibéria que persegue tanto o Governo espanhol como o português. E se há algo importante nestas relações são as infra-estruturas de transporte”, disse Mário Lino, citado pelo ‘Faro de Vigo’ da passada quinta-feira.

O jornal comenta que “enquanto Espanha leva meses sacudida” pelo debate das autonomias, o ministro português “está convencido de que Espanha e
Portugal têm um futuro em comum”. Lino reuniu-se nesse dia com Perez Touriño, presidente do Governo Regional da Galiza e disse numa conferência ser necessário assegurar que “seja um êxito” a linha Porto-Vigo de TGV.

O Ministério das Obras Públicas considera a posição do ministro natural, dado que se trata de um apelo a uma união entre Portugal e Espanha no âmbito do desenvolvimento conjunto da rede transportes na Península Ibérica.  
Manuel Moreira

OPL: O Presidente da República e o Primeiro Ministro mantêm o silêncio sobre este importante assunto?  É porque estão de acordo?

01/Maio/2006

MINISTRO MÁRIO LINO  DECLAROU-SE NA GALIZA

http://www.farodevigo.es

(Tradução do original cortesia de Carlos Luna)
 

Enquanto a Espanha é desde há meses sacudida pelos debates sobre os Estatutos de Autonomia ou se o Estado se desmenbra e "quebra" como nação, o ministro das Obras Públicas, Transportes, e Comunicações de Portugal confessou-se ontem, em Santiago (de Compostela), profundamente "iberista", convencido de que Portugal e Espanha têm pela frente um futuro em comum porque a sua História é também comum e a sua língua semelhante. Diante de umas 150 pessoas, na sua maioria membros de cargos directivos da Caixa Geral de Depósitos e da sua filial o Banco Simeón, Mário Lino proferiu uma conferência sobre "O papel das infra-estruturas no desenvolvimento do Noroeste Peninsular", e o ponto central do seu discurso consistiu em realçar a importância das relações que Portugal deve manter com a Espanha para traçar a sua rede de infra-estruturas.
   "Sou iberista confesso. Temos uma história comum e uma língua comum. Há uma realidade histórica e cultural e a Ibéria é uma realidade que persegue tanto o governo Espanhol como o Português. E se há algo importante para estas relações são as infra-estruturas de transporte", comentou o ministro, três horas depois de se reunir com Perez-Touriño e num almoço-conferência.
   Mário Lino justificou a demora em definir os prazos do AVE entre Vigo e o Porto porque é "absolutamente necessário" que esta infra-estrutura "seja um êxito", pelo que se trabalha com "o máximo rigor". Mas não deu mais detalhes. Alguém do público questionou sobre os prazos, e o ministro pôs-se à defesa: "Esta é a pergunta de um jornalista para ver se concretizo um prazo e me engano. A resposta será conhecida no final do ano, na cimeira luso-espanhola". Mas a questão não foi colocada por nenhum jornalista, mas sim por um elemento da Direcção do Grupo Caixa Geral de Depósitos.
    Outro responsável da multinacional financeira portuguesa tentou colocar em dificuldades o ministro ao perguntar-lhe por que razão o AVE Vigo-Porto não se chamava Vigo-Braga, já que é um projecto português e a maior parte do percurso se situa em Portugal. Mário Lino procurou torneaer os argumentos, dizendo que na verdade a linha principal era Lisboa-Porto, que realmente se procurava ligar o maior número de povoações...mas deixou sem resposta a pergunta.
   Lino defendeu a competição entre todas as infra-estruturas galegas e as do norte de Portugal, mas avisou que se devem "conceber em conjunto para se tirarem maiores proveitos" para ambos os territórios. Acompanhando o ministro estiveram o delegado do Governo na Galiza, Manuel Ameijeiras, a Conselheira de Política Territorial, Maria José Caride, ou o presidente da patronal galega, Antonio Fontenla.



Ler o comentário sobre este incidente em inglês.

 OPL: Talvez seja oportuno enviar um "email" ao PR Cavaco Silva para o povo saber se ele apoia a opinião do Ministro.  Numa democracia, os portugueses têm o direito de saber se o "Iberismo" é um caminho político deste governo.  (belem@presidencia.pt)

Governo: http://www.portugal.gov.pt/Portal/PT/Geral/Contactos

Envie o seu comentário: portugal-livre@freeola.com

 

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