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Haverá um perigo espanhol?
Carlos Eduardo da Cruz Luna
(presidente do COMITÉ OLIVENÇA PORTUGUESA)

Não pretende este trabalho analisar profundamente o problema do "
Perigo Espanhol", mas tão só reflectir sobre um caso concreto,
muitas vezes relacionado com a problemática de se tentar "adivinhar"
qual poderia ser o futuro de Portugal se, por qualquer motivo,
ficasse sob o domínio de Madrid.
Não é possível saber se, unido a Espanha, Portugal seria
transformado numa Gigantesca Olivença. Talvez a dimensão de
território e o peso da população não tivessem permitido tal.
Todavia, mesmo sem se chegar à situação do "Território das
Oliveiras", causa alguma apreensão pensar simplesmente que se
poderia chegar a uma situação intermédia, de tal forma negativa em
certos aspectos ela se apresenta hoje em Olivença. É que...
intermédia seria ainda bastante mau!
Olivença foi conquistada por Espanha em 1801. Segundo a
interpretação diplomática portuguesa, o tratado que se seguiu foi
anulado em 1807, e tal anulação foi reconhecida pela Europa em Viena
de Áustria em 1815, em documento assinado por Madrid em 1817.
Mais de 80% dos Oliventinos desconhece tais factos, e acreditam que
Olivença foi trocada por Campo Maior, ou que veio para Espanha no
dote de uma Rainha.
Mas há mais. Em nenhuma escola de Olivença se ensina a verdadeira
História da região, mas tão só a História de Espanha. E isto desde
há duzentos anos. O Oliventino cresce a aprender ( e a lutar por )
uma história que não é sua.
É verdade que se ensina português em Olivença actualmente. Mas só no
Ensino Primário. E, claro, aprende-se o Português como algo de
folclórico, algo de exterior à região. O velho português alentejano,
falado pelos idosos, é desvalorizado. Não há continuidade geracional.
A nível de consciência colectiva, o Oliventino tem poucas
referências. Os seus apelidos e a toponímia, sempre que possível,
foram adulterados, traduzidos, mudados.
Os apelidos " sobreviventes " são explicados das formas mais
engenhosas possíveis. Por exemplo, a mais comum é dizer que se tem
um antepassado vindo de Portugal. Após falar com vinte oliventinos,
mais de metade afirma ser essa a origem do seu nome. Donde se
conclui, com espanto, que das duas, uma: ou os locais não têm
consciência de que os nomes eram quase todos portugueses na sua
terra durante séculos e séculos, ou que vagas de imigrantes
portugueses escolheram misteriosamente a região de Olivença para se
instalarem... opção obviamente ilógica.Como se imagina, é
desconcertante ouvir dizer que nomes como" Vidigal " ou " Valério"
são espanhóis... principalmente neste último caso, pois um dos
heróis da resistência Lusófona em Olivença chamava-se Vicente Vieira
Valério, que, por não querer escrever em castelhano, ficou sem
recursos para sobreviver. É chocante ouvir um professor de História
de Olivença, de apelido Silva, dizer que os Portugueses não devem
reclamar o território,
tal como os espanhóis não reclamam Campo Maior...
Muitos outros exemplos podiam ser dados, como o de se argumentar
que o nível de vida é superior em Espanha ( nunca se diz que já foi
superior em Portugal ; esquece-se que o nível de vida de Gibraltar é
superior ao de Espanha), o de se dizer que Olivença só cresceu sob
domínio espanhol ( recorde-se que, em 1801, Olivença era comparável
a Elvas e Badajoz, e que no século XIX decresceu... mesmo porque
muita população foi obrigada a refugiar-se em Elvas, Alandroal, Vila
Viçosa, etc. ), ou o de se dizer que entre 1297 ( Tratado de
Alcãnices ) e 1801 Olivença foi território espanhol ocupado por
Portugal!!!
Apenas os Monumentos dão aos Oliventinos alguma noção de que algo
não-espanhol existiu na localidade... e mesmo assim com algumas
confusões. O casario, tradicionalmente igual ao meridional
português, vai sendo demolido ou abandonado.Todavia, mantêm-se vivos
inúmeros preconceitos antiportugueses, baseados em
concepções "culturais" absurdas, falseadas, mesmo xenófobas. Que não
nasceram do acaso. Houve uma " Desportugalização " intencional e
legislada (não esquecendo a proibição da língua desde o século XIX),
variando de intensidade mas sempre presente, e nunca esquecendo a
repressão franquista, época em que tal política foi particularmente
intensa.
È espantoso o que se pode encontrar em Olivença, se se aprofundar a
análise Histórica aos aspectos sociais, culturais, económicos.. É
toda uma destruição de uma cultura, uma negação da história, uma
perversão das consciências.
Dir-se-á que Olivença é uma região de 454 quilómetros quadrados, e
um caso "pontual". E, contudo, uma " borbulha " com duzentos anos,
tratada com tanto desrespeito na sua substância, submetida a tantos
atropelos, não permite a encarar com optimismo uma eventual União de
Portugal e Espanha.
Talvez Madrid ainda não o tenha compreendido, mas a sua persistência
em não reconhecer dúvidas ( diplomáticas ) sobre a posse do
território, em " calar " qualquer queixa portuguesa, alimenta, e
muito, aquilo que alguns consideram um mito: o " Perigo Espanhol ".
Mas diga-se também, em abono da verdade, e quase a
concluir que o " Perigo Espanhol " ,a existir, deverá ser também
fruto do pessimismo português. O hábito de , por tudo e por nada, se
descrer das capacidades portuguesas, de se considerar que o País "
não vale a pena ", e que os portugueses são pouco inteligentes ou
incapazes, não ajuda em nada à afirmação, saudável e não
chauvinista, de Portugal.
Veja-se o caso de Olivença: há duzentos anos que se chora a sua
ocupação, mas, para além do não- reconhecimento da presença
espanhola, pouco se tem feito. Salazar, que tão nacionalista surge
no pensamento de tantos, sabia o que o Franquismo estava a fazer na
cidade: descaracterização total! E todavia, nunca interpelou Franco
a tal propósito.
Políticos e elites ( escritores, jornalistas, etc. )
continuam a evitar falar de Olivença. Como se receassem um anátema.
Continuam sempre a considerar que não é o momento oportuno. E há
duzentos anos que pouco se faz. Porque é politicamente incorrecto.
Porque é de direita. Porque é de esquerda. Porque as relações com
Espanha são desfavoráveis. Porque as relações com Espanha são
óptimas. Porque não devemos perseguir ilusões.
« Não. As ilusões nunca são perdidas. » - Dizia Bento de Jesus
Caraça - « Elas significam o que há de melhor na vida dos homens e
dos povos. Perdidos são os cépticos que escondem sob uma ironia
fácil a sua impotência para compreender e agir; perdidos são aqueles
períodos de história em que os melhores, gastos e cansados, se
retiram da luta sem enxergar no horizonte nada a que se entreguem. »
Talvez o "Perigo Espanhol " esteja, afinal, nas limitações de cada
um dos portugueses.
Estremoz, 21 de Outubro de 2002
(reformulado 27 de Janeiro de 2004)
Jornal/Revista "Mais Alentejo", 2 de Marco
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HOY
03/03/2004
PROVINCIA DE BADAJOZ
PROV. BADAJOZ
La antigua puerta de San Sebastián será rehabilitada
Dos ministerios aportarán 410.180 euros y, una vez restaurada, el
Ayuntamiento instalará la oficina de turismo
JOSÉ JAIME VEGA GONZÁLEZ/OLIVENZA
Recientemente se ha aprobado en Madrid un proyecto para la recuperación de
la antigua Puerta de San Sebastián, una de las cuatro entradas que tenían
las murallas levantadas por el rey portugués Dionisio I en el año 1306.
Esta puerta, que pervivió durante más de cinco siglos, fue derribada por
iniciativa municipal en 1854, ya que amenazaba ruina y suponía un peligro
para los transeúntes que pasaban bajo su arco.
Después de haber realizado hace casi diez años un primer intento por
recuperar este monumento, el Ayuntamiento, con el asesoramiento de la
oficina gestora del Plan de Dinamización Turística instalada en ADERCO,
presentó el pasado año un proyecto de rehabilitación al Ministerio de
Fomento y al de Educación, Cultura y Deporte, dentro del marco del acuerdo
suscrito para la actuación conjunta en el patrimonio histórico español,
acogiéndose al programa denominado 'Plan de castillos y otros elementos de
arquitectura defensiva'. Dicho proyecto fue aprobado en la última reunión
de la comisión mixta formada por responsables de los citados ministerios,
otorgándosele una ayuda de 410.100 euros, que representa el cien por cien
del importe del mismo.
Compra de una vivienda
Según Gregorio Torres, gerente del Plan de Dinamización Turística de
Olivenza, el proyecto consistirá en la adquisición de una vivienda
particular ubicada en el lugar que ocupaba uno de los cubos que formaban la
puerta, para a continuación proceder a su derribo y recuperar el aspecto
primitivo que ofrecía dicha entrada, tendiendo un arco sobre la calle que
da entrada a la Plaza de Santa María. Se utilizarán, siempre que sea
posible, tanto los materiales como las técnicas constructivas
tradicionales, con la finalidad de que, una vez terminada la
rehabilitación, el aspecto del monumento sea idéntico al que tuvo hace
setecientos años. Torres habló de esta interesante obra como una
continuación de las demás que se realizan en el entorno de la muralla
medieval desde el Plan de Dinamización Turística: la urbanización de la
plaza de los castillejos, la rehabilitación del edificio de la antigua
Cámara Agraria que va a permitir la ampliación del Museo Etnográfico
Extremeño, la reforma de todo el interior del recinto de la antigua
ciudadela templaria, y la recuperación de algunos lienzos de la citada
muralla.
Ramón Rocha, alcalde de Olivenza, ha agradecido el interés de los
ministerios por la recuperación del patrimonio oliventino, y resaltó la
importancia que para todos los vecinos del municipio tiene la
rehabilitación de esta puerta medieval, al ser la única que no se
conservaba de las cuatro que tenía la fortaleza.
Oficina de turismo
Rocha anunció que gran parte del interés de esta rehabilitación radica en
el uso que se tiene pensado darle al monumento, ya que en la construcción
resultante se va a ubicar la oficina de turismo de la localidad, que ahora
se encontraba un tanto alejada del circuito turístico básico y se había
quedado pequeña para las necesidades imperantes. Se cumple con esto la
filosofía municipal de ir dotando de contenidos a todos los monumentos
recuperados, ya que el uso continuado posibilita su correcta conservación.
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Olivença está em discussão no Fórum Defesa:
http://www.forumdefesa.com/forum/viewtopic.php?t=78
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750 Km2 do Alentejo, Portugal, iligítimamente e
ilegalmente ocupado e colonizado pelos espanhóis desde 1801. Agora querem apoderarem-se
do resto. Não é isto então toda a verdade da política de Madri?

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Mapa de Portugal cortesia de:
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http://travel-images.com.
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Informação
sobre Olivença noutros sítios:
Jornal Digital http://jornaldigital.com/noticias.php/6/
Enciclopédia "Kiwi"
http://www.wikipedia.org/wiki/Portugal
http://www.odci.gov/cia/publications/factbook/geos/po.html#Issues
http://www.odci.gov/cia/publications/factbook/geos/sp.html
Portugal e Espanha
http://www.portugal-e-espanha.blogspot.com
Página de Paulo Costa:http://zolmerxu.cjb.net/olivenca.htm
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