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"Crer e Querer para Vencer"
Movimento Patriótico
OLIVENÇA e JUROMENHA: 750 Km2 do Alentejo, Portugal, estão iligítimamente e ilegalmente ocupados e colonizados pelos espanhóis desde 1801. Com Az(n)ar ou sem ele, ainda a Espanha insiste por uma estratégia universal de apoderar-se e desmembrar, como tentou fazer em 1807 pelo Tratado (hispano-francês) de Fontainbleu, todo o nosso país.
O imperialismo castelhano de Madrid ainda está bem vivo em 2005, contradizendo a Constituição Europeia!
Notícias de Olivença Setembro 2005
27/Set/2005
Advogado-candidato à presidência da República veio ao Funchal
O advogado e candidato à Presidência da República José Maria Martins defendeu ontem, no Funchal, maiores poderes para as regiões autónomas, no final de uma audiência com o presidente do governo madeirense, Alberto João Jardim.
José Maria Martins deslocou-se à Região para apresentar cumprimentos ao chefe do executivo da Madeira, com quem esteve reunido durante cerca de 45 minutos.
No final do encontro, o candidato disse estar «extremamente
surpreendido com o excelente trabalho que tem sido feito na Madeira», sustentando serem «fundamentais mais poderes para as Regiões Autónomas, até para manter a unidade do Estado Português».
José Maria Martins lamentou que «Portugal seja o estado mais atrasado da União Europeia» e afirmou que «os milhões que vieram de Bruxelas foram levados pelo caudal enorme da corrupção e tráfico de influência que se instalou no Continente, enquanto, por exemplo, aqui, na Madeira, vemos obra feita», lamentou.
O candidato admitiu partilhar alguns dos pontos de vista do
presidente do governo regional, designadamente, o facto de «Portugal estar a ser vendido paulatinamente à Espanha».
http://www.dnoticias.pt/default.asp?file_id=dn010106270905
*26/Set/2005
José Maria Martins
Uma candidatura independente
UM CIDADÃO IGUAL A TODOS VOZ
As eleições para a Presidência da República não podem obedecer a puras lógicas partidárias. A democracia não se esgota nos partidos. O cidadão deve votar no candidato em que confie, mesmo que não seja proposto pelo seu partido .
Mário Soares e Cavaco Silva são ambos responsáveis pela situação degradante a que Portugal chegou. Os sucessivos governos, apoiados ora por Soares ora por Cavaco, receberam biliões de euros da União Europeia. Continuamos a ser um dos países mais pobres da União.
A corrupção e o tráfico de influências, o compadrio e a cunha, fizeram desaparecer , ilegitimamente, os fundos comunitários para os bolsos de muitos. O desemprego cresce, a fome voltou a Portugal. Os portugueses emigram cada vez mais para a Europa e a América, como nos anos 60 e 70.
Chegou o momento de os cidadãos terem uma voz independente dos partidos. Voz isenta com preocupações sociais, um cidadão independente. Os portugueses conhecem-me e sabem que não me vendo, que nunca me deixarei corromper, QUE SOU INCORRUPTÍVEL, INSUBORNÁVEL
É a hora dos portugueses, dos cidadãos elegerem um homem não comprometido partidariamente, um cidadão independente, apoiado pela sociedade civil, um homem que subiu na vida a pulso e sabe o que é ter dificuldades, o que é ter que gerir um orçamento familiar apenas ganhando o poduto do seu trabalho.
UM HOMEM IGUAL A TODOS VÓS, que na Presidência da República contribuirá para que Portugal preserve a sua independência, cresça e onde os portugueses se sintam felizes.
Portugal pode e deve caminhar para um sistema político mais justo e eficaz, que dê voz aos cidadãos.
Por tudo isto me candidato.
Quem quiser contribuir com ideias e sugestões pode enviar e-mail para jmjml@clix.pt
O site da candidatura é o http://www.darvozaoscidadaos.org/
Sede Nacional da candidatura: Rua de S. Lázaro, 166 - 1º Esqº, 1150-344 Lisboa, Tel. 218822672.OLIVENÇA: A Frontier Problem
A Covered Up Conflict
A border dispute that has continued for two centuries
On 13 February 1995, at the inauguration of the monument erected at Villa Nueva del Fresno to Humberto Delgado, his excellency the President of the Republic when underlining that the monument to the unlucky general represented "a sign of reconciliation between the two Iberian peoples", affirmed once more, the paramount importance of Portuguese national unity, touching on the exceptional fact of Portugal finding itself among the few countries in Europe without border problems. A simple truth apparently, if it weren't for the 'accident' of the Alameda de los Malos Passos, the place where Humberto Delgado was found dead, scarcely a few kilometres from the Olivença territory, an area of 750 km2, over which a border dispute has continued for two centuries.
In fact, 100 frontier posts continue not placed from the confluence of the rivers Caia and Guadiana, where lies border post number 800, up to the mouth of the river Cuncos, where is erected the post number 901; it's not predictable that in the short term, the impasse will be overcome that blocks the defining of sovereignty over the disputed area, in view of Spanish intransigence to return Olivença, and the inaction of the Portuguese government to see that the law is obeyed and this Alentejan land is incorporated under our administration.
The Position of the Portuguese State
The national institutions of sovereignty rarely refer to the Olivença problem, exempting themselves from the moral responsibility of publishing in the Portuguese public media the existence of this border dispute. In agreeing to stay silent about this matter, those responsible for the Portuguese State have obtained their aspiration of extinguishing from the national conscience an obstacle to the narrowing of the relations between the Iberian countries. The ignorance of the Olivença problem which has deepened almost in a general way throughout the country led recently, to the bizarre situation that a Portuguese ministerial office being ignorant of the border dispute had taken a decision that another ministerial office had to block; a situation that should deserve profound reflection about the lack of internal communication among the several State departments.
"Portugal has never officially recognised the situation..."
Even though the affirmations are scarce by those responsible for our diplomacy, it is clear the principle that Portugal does not recognise Spanish sovereignty over the Olivença territory. In the last seven years we know of two public testimonies by our diplomacy with regard to our right of title of sovereignty over the region of Olivença that make it sufficiently clear to understand the official position of the Ministry of Foreign Affairs.
In 1998 the Portuguese ambassador Carlos Empis Wemans, our representative on the Portuguese/Spanish International Commission of Limits declared to the (Portuguese newspaper) 'Diário de Lisboa': "Portugal has never officially recognised the situation. Olivença from a legal point of view continues to be ours. As for concerning arranged contacts by Spain about problems in the area we will always reply that 'de jure' it is Portuguese".
More recently, this position has been reaffirmed concerning the Ajuda bridge, a Manueline work, destroyed at the beginning of the XVIII century during the War of the Succession and it has remained impassable to our day, making the link difficult over the Guadiana between Elvas and Olivença, today the 'de facto' border but not the juridicially accepted common border between Spain and Portugal. In 1990, the then Prime Minister Cavaco Silva agreed at the Iberian Summit the reconstruction of the Ajuda bridge, as a cross border project, as it had been negociated by the Regional Planning Secretary of State Isabel Mota and by her opposite number José Borrell. Four years later, in 1994, at the beginning of March, the Ministry of Foreign Affairs, presided by Durão Barroso, cancelled the agreement, blocking the execution of the work. The Portuguese ambassador Pinto Soares, our representative on the Commision of Limits refused to discuss the dossier about the bridge, affirming that "the Portuguese government cannot be involved in any project that involves recognition of the border line in a place in which there is no agreement about it. To participate in this enterprise", he explained to the 'Publico' a news source from the Necessidades Palace, "would be equivalent to recognising Spanish sovereignty over Olivença".
The cunning way in which Spain pretended to obtain the recognition of its illegal occupation of Olivença ended by transforming it in a clear affirmation of our rights over the territory. As the Portuguese government considers the Olivença territory included in its space of sovereignty, the Ministry of Foreign Afairs succeeded imposing on Spain in having the work done exclusively by Portugal and not as a type of joint cross border enterprise. The silent way that the peninsular states like to deal with Olivença's dispute led to the final agreement being discussed at the Iberian Summit in Porto in November 1994, without the press receiving the great echoes of friction and hurt that the problem stirred up.
The Force of Right and the Imperative of Politics
The demands of sovereignty that Portugal claims over the Olivença territory did not suffer any serious controversy being founded on the truth of the facts and the principle of right. The only document that Spain uses to claim possession of Olivença is completely null and void and of no juridicial value, constituting on the contrary, sufficient reason for the Portuguese State to claim the restitution of the territory. The Treaty of Badajoz of 1801 was not a treaty about frontiers. It constituted merely a treaty of peace, imposed, for that matter by force, guaranteeing Spain possession of Olivença while none of its steadfast rules were put into question by either side. The causes for the nullity of the Treaty of Badajoz are various, making it unnecessary to have an inventory of all of them in great detail. According to what is expressely written, the Treaty of Badajoz would lose all its juridicial value if the peace was violated by any of its signatories; which was to happen with the Spanish-French invasion (of Portugal) that followed the notorious Treaty of Fontainbleu of 1807.
If a solid juridicial foundation did not exist as a base for the Portuguese claims, we would have recognised Spanish sovereignty over Olivença long ago, avoiding therefore a constant raising of animosities between the Iberian states as it seems periodically to be corroborated while documents are revealed to the public by the Ministries of Foreign Affairs of both countries.
International Commision of Limits
Being an impregnable argument of our international rights, the Portuguese State has, along two centuries, taken initiatives with the view to the restitution of the Olivença territory. Various international treaties and bilateral contacts between the peninsular states have allowed several times to move forward the process for the return of the disputed area, without, until now, the transfer of sovereignty having materialised. The International Commision of Limits, an organisation in which problems of the demarcation of frontiers are resolved, has been the privileged place, in our time, for Portugal to demand the fulfilling of the sealed agreements and which Spain has always exempted itself by weaving/hatching compromising plots of greater interests to our diplomacy. To avoid Spain making use of a possible implied recognition of the Guadiana border, our Ministry of Foreign Affairs has reiterated our territorial claims over the Olivença territory, making it a priority in the Commission of Limits. And so it succeeded several times, as in 1952, 1958, 1959, and 1968. In 1974, the International Commision of Limits having met in Madrid and the issue of Olivença being broached, the Spanish delegates proposed that the problem be handed for study to a consultation jury of that organisation. Even being Spanish, the consultation jury recognised the legitimate rights that Portugal possesses to claim Olivença, a fact of fundamental importance to our claims, the more so for it became an agreement registered as such.
Twice this century, Portuguese claims were going to be raised in International organisations. The first time when the Peace Conference was convened in 1919 at the end of the 1st World War. The second time, during Salazar's government, at the time when the ambassador Franco Nogueira was in charge at the Ministry of Foreign Affairs. The reasons for political compromises overode the juridicial problem, imposing a situation of convenience to delay the solution of the conflict and to subject the people of Portugal to the insult of seeing captive a parcel of inalienable national territory.
Olivença people hoisted there the Portuguese flag
Today with the Iberian countries together part of the European Union, it constitutes a guarantee for a peaceful solution and fairness to both sides in the dispute. We hope that Spain does not use it as blackmail the building of the Alqueva dam and the impact it makes to the Odiana (Guadiana) waters, forcing us to a new delay a claim sufficiently clear, but once and for all, to return to us, what is by history and legal right that which belongs to us without challenge. It would not be the first time the the Spanish government resorted to subterfuge and to injurious ploys to ignore all the agreements and commitments it has already made. Spain should at least show the highest respect for the way it was treated during the Spanish civil war, at a time when only dignity and self-restraint, prevented the Portuguese government from sending the light infantry regiment no. 8 stationed at Elvas to take back Olivença and liberate its people who with a sign of loyalty to the Lusitanian homeland hoisted there the Portuguese flag.
*
DIÁRIO DE NOTÍCIAS, 15-Setembro-2005
João de Mendia - OPINIÃO
"PORTUGAL, QUE PRESENTE?
É já quase um lugar comum as pessoas queixarem-se do estado em que nos colocaram e de serem cada vez menos e mais ténues as hipóteses de melhorarmos. Convirá, contudo, saber, de que é que se fala quando nos queixamos, e o que não queremos como solução.
Com os centros de poder praticamente inexistentes, tanto económicos como políticos, e com o que nos resta de política doméstica disseminada por capelinhas, passou a não ser possível dar às pessoas sequer a tal noção de Estado. Deixou mesmo de ser de Estado que os políticos falam quando se queixam da falta do seu sentido. Mas o Estado é o que é, não o que interesses se esforçam que ele seja.
Como diz Oliveira Martins, os portugueses, em consequência da sua descendência comum, têm uma única afinidade etnogénica que se foi sedimentando ao longo dos nossos quase 900 anos de vida. Qualquer que tenha sido a sua origem latinos, celtas, lusitanos, moçárabes. Esta nossa característica, sendo comum à totalidade da população, faz com que sejamos um corpo social homogéneo, independentemente das nossas origens. E este corpo social é comum ao seu espaço. Curiosamente este fenómeno é semelhante ao do País Basco, da Galiza e de Aragão, em Espanha; da Irlanda e Escócia, na Inglaterra; da Provença e da Bretanha, em França; e da Finlândia e das províncias bálticas, na Rússia. Estas individualidades étnicas apareçam no seio de nações politicamente unificadas há séculos, mas nelas permanecem com as suas identidade, religião e alma nacionais.
Acontece existir um estranho mal a consumir-nos, ultimamente, bem espelhado na nossa imprensa diária. Deveremos ser o único país civilizado onde, com frequência, há quem faça a apologia do fim. Que defenda que será menor, e antimoderno, todo aquele que ousar achar que o fim não é inevitável e que considere vital continuar. Existe quem se esforce por acabar com uma coisa que, por definição, não tem fim.
Os irlandeses dizem mal de Inglaterra, mas é por se acharem com direito a recuperar a tal independência. Os catalães dizem o que dizem de Espanha, mas por acharem que a Catalunha, e as Baleares, terão pouco ou nada a ver com o domínio castelhano. A Alemanha, num movimento natural de unificar o seu espaço tradicional, gastou o que tinha, o que não tinha e o que nos vem buscar aos bolsos com este seu projecto.
Há dias, alguém achava que estariam esgotadas as nossas hipóteses como País soberano. E isto não só é dito com aquela certeza granítica dos limitados, como é logo passado um labéu de irrecuperáveis alienados aos que não vislumbrem nesta "evidência" a solução única para que se continue. Só que não dizem como, nem à custa de quê.
Está na moda dizer mal de Portugal e achar que tudo e todos são melhores do que nós. Ora, o que me parece é que isso só pode ser a opinião de quem não deveria ter opinião, por muito incorrecto que isto possa parecer. Pode, e deve-se, achar o que muito bem se entenda para melhorar a condição da comunidade, incluindo dizendo mal e exagerando nas maleitas. Mas daí a achar que, para esses males, a solução é dar por terminada a função de Portugal e ousar admitir que a sua existência se coloca em termos de ter ou não viabilidade, vai a distância que separa o arrojo da traição, da estupidez, da incompetência.
Soube-se há dias que a Associação de Livreiros se queixou do Estado achar irrelevante o risco de ir parar às mãos de multinacionais o mercado dos livros escolares por se prever que a fiscalização deixe de existir com a nova legislação.
Este actual Estado baseou-se ainda num estudo espanhol para saber o que se passaria com as águas em Portugal, de que resultou o acordo de Albufeira, responsável por grande parte da seca que nos assola. Mas, irrelevantes, são os decisores. Não o País.
No caso da TVI, pelo mesmo lado, que representa metade (50%) das nossas licenças de televisão privadas e o maior share de audiência nacional, passar para mãos espanholas é uma fraqueza inconcebível e imperdoável do Estado. Apesar de se tratarem de empresas cotadas na bolsa. Coisa que para os actuais decisores é totalmente indiferente, como foi indiferente com a Portugal Telecom, que se encontra igualmente cotada, não só na Euronext como em Nova Iorque, e teve que esperar seis meses para que uma miríade de autoridades acabasse por aprovar, afinal, por unanimidade e incondicionalmente, a alienação de alguns media. Exactamente no mesmo dia em que, em tempo recorde, era dada uma opção de licença de TV ao grupo Prisa, cujas ligações aos socialistas são conhecidas. Pelo que nada impede de presumir que um golpe mediático se repita em Portugal. Nessa altura não faltarão empresários em bicha indiana a correr para Belém clamando por aquilo a que chamam nacionalismo.
O sentido de Estado de que muitos se queixam que não existe, começa logo pelo sentido que não faz aquilo que os donos do Estado julgam ser o seu sentido. Ou seja, o sentido que o actual poder dá às coisas do Estado, é confundir o serviço com a posse. Não fazer diferença entre o respeito pelos limites da legitimidade e a dignidade indispensável para o Estado ser Estado, é provocar que a regra seja, não haver regras. E se o Estado soçobrasse, seria por esta razão, não por outra.*
The Treaty of Alcanizes
Giving peace a chance
Olivença - Portugal Livre, Movimento Patriótico12/September/2005The year is 1297. In England, angry nobles and middle class groups have made King Edward I to reaffirm the Magna Carta. The Scots led by William Wallace defeat English forces at the battle of Sterling Bridge (Sep 11).
In Castile, with the death of King Sancho IV (37) in 1295, his 9 year old son has succeeded to the throne as Ferdinand IV. His mother, Queen Maria de Molina acts as Regent while a civil war has broken out over her son's legitimacy to be king, as Queen Maria and Sancho IV, her nephew, were married without the usual Church consent. The young King's uncles, Princes Enrique and Juan Manuel and his cousins Princes Alfonso and Fernando ("Princes de la Cerda") are also locked in a deadly dispute for the throne.
King Jaime II of Aragon and King Diniz of Portugal have become caught up in the family dispute and appear at first to support the cousins claims. Queen Maria of Castile persuades King Diniz to abandon any military involvement and instead invites an alliance by which the young Castilian King will marry Princess Constance, daughter of King Diniz, who sees an opportunity to settle their border conflicts that have existed for some time.
They have arranged to meet at Alcanizes, on 12 September. King Diniz, a notably peace loving monarch rather than a military one, has been drawn on several occasions during his reign into family conflicts at home and 'next door'. Queen Maria, a tenacious and able negotiator with similar problems, is the Guardian of Castile's future King, Ferdinand IV. They have resolved to meet at Alcanizes and do something quite extraordinary to cement the relations between the two kingdoms 'forever'.
Alcanizes is a castle stronghold of the Templar Knights in Portugal. Many of their Knights have recently been given refuge by King Diniz at the request of the (Catholic) Church after they were expelled from France. The Templars have in the past helped the Portuguese Kings in their fight against the 'Moors' and in doing so have crossed paths with the Knights of Castile. Their rivalry is intense.
12 of September is the day chosen that will quell old quarrels and will bring peace to the whole Iberian Peninsula. Hard realities will be discussed and solutions found. King Diniz will receive the justice and recognition of Portugal's borders. Queen Maria de Molina will receive the guarantee that her son, will sit on Castile's throne as Ferdinand IV, and gain a true friend who can be counted on to come to her aid in the future.
It's a great pity, and a sign of the utmost disrespect, that the governments of both countries today, 708 years on after the signing of the Treaty of Alcanizes, should manifest such poor understanding of the magnitude of what was achieved at a very difficult time, through the example of honour and friendship that their medieval leaders had for one another, and for the benefit of their people.
Rui A M da Silva
2/September/2005*
06/Sep/2005
Valdecebadar (Olivenza, Badajoz): Early Christian church
Documentation of the remains of an Early Christian cross-shaped church and excavation of a cemetery belonging to it. The works are conducted within the projects of the German Archaeological Institute, Madrid Section.
Location
The monument is situated on the site of a Finca called "Valdecebadar" 6 km west of (Olivenza province of Badajoz) close to the river Guadiana in the Spanish Extremadura region.
History
In the same area there were found rich tholos burials of the Bronze Age that have been published before and a Roman bath complex with important small finds (probably part of a Villa rustica). The church is some 3 km away from either of these find sites. In this ancient rural settlement zone, the church was built on a slight elevation probably as early as the 6th century A. D.
Objectives
Die Reste der kreuzförmigen Kirche von Osten
The first objective is an exact documentation of the monument in its present state of preservation. On this occasion, hints are expected to arise as to the origin and early history of cross-shaped churches as a current building type of the Iberian Peninsula in the Early Middle Ages. In addition, an accompanying cemetery will be investigated in a second phase in order to gain additional dating criteria also for the church and, what is more, information on the ethnical belonging of the persons buried there. Connected to this will be the examination of an adjacent zone, probably living-rooms, and the question of its function (small settlement, monastery?).
History of Research
The monument was already improperly excavated in the time around 1950 which resulted in the destruction of crucial original features. But even before this, considerable removal of stones must have occurred.
Previous Activities
In 1968 T. Ulbert was able to record a preliminary summary ground-plan, which he published in 1973.
Current Work
In autumn 2001, a complete cleaning and excavation of the ruins took place. In connection with this, a detailed documentation of the church in drawings and photographs was carried out.
Methods
After the documentation of the features and buildings, the ground surface was completely covered with geotextile (permeable to water) for conservative reasons and filled in with gravel. A topographical overall plan of the area has been recorded meanwhile, which will form the basis of the planned work in the cemetery and in the supposed residential area at the same time.
Results
When compared to the first summary plan recording, the current documentation work has considerably improved the state of knowledge of the monument. One has to do with a perfectly symmetric cross-shaped church with an accented crossing built in a single construction phase. The southern arm of the cross had been extended to form an anteroom. Inside the apse in the shape of a horseshoe the traces of an altar mensa were detected. A south-eastern annex provided room for a privileged grave, while a north-western annex contained a deep rectangular (almost completely destroyed) font and an additional small side-basin, a common feature in the province of Lusitania. The three burials inside the church were completely robbed (fig.: The remains of the cross-shaped church as seen from the east).
Cooperation
Excavation permission by the relevant authority for antiques (Consejería de Cultura, Dirección General de Patrimonio Cultural de la Junta de Extemadura). Find storage: Museo Arqueológico Provincial, Badajoz. More cooperations are envisaged for the second work phase.
http://www.dainst.org/index_613_en.html
*
Jornal "DIABO", 30-Agosto-2005
"Pressões espanholas" na base de atitude norte-americana
CIA RETIRA OLIVENÇA DO SEU ANUÁRIO
A agência central de inteligência americana,CIA, apagou as alusões à localidade raiana de Olivença que constavam no seu relatório anual sobre disputas internacionais, entre Portugal e Espanha. Madrid questionou Washington e o litígio, "congelado" desde 1815, vai continuar a ser ignorado pelos governos dos dois países ibéricos.
Nuno Dias da Silva
A agência central de inteligência dos Estados Unidos, a CIA, apagou do seu último anuário ("World Fact Book") de Abril sobre os conflitos internacionais as referências a Olivença, território em que Portugal e Espanha continuam por delimitar os respectivos limites fronteiriços. Segundo o "Grupo dos Amigos de Olivença", tal facto deve-se a "pressões de Madrid para que a referência a Olivença fosse omitida", depois de ter constado durante um ano na publicação com a chancela da CIA.
Recorde-se que em 2003, o relatório da agência americana incluía Olivença na lista das disputas territoriais entre Portugal e Espanha, o que motivou grande alvoroço no país vizinho, colocando o diferendo ibérico ao mesmo nível de poutras disputas internacionais, como os casos de Caxemira, faixa de Gaza, e Kosovo (nota de Carlos Luna: a CIA NUNCA fez esta comparação, comparando Olivença a Gibraltar, Ceuta, e outros conflitos "pacíficos"! Fim de nota de Carlos Luna). A maior parte dos órgãos de comunoicação social do país vizinho fizeram eco do relatório da CIA, tendo o presidente da Junta de Extremadura, Juan Carlos Rodríguez Ibarra, saído a terreiro para reclamar do governo de Madrid a "defesa da espanholidade de Olivença" e que o alcalde do "pueblo" daquela província tenha mesmo convidado o director da CIA "a visitar" a localidade. Também nesse período, um livro de um ex-embaixador espanhol que defendia um estatuto de cosoberania para Olivença, entre portugueses e espan
hóis, veio "deitar mais lenha para a fogueira" de um conflito que se julgava fechado a sete chaves nos arquivos diplomáticos.
LITÍGIO "CONGELADO" DESDE 1815
No ano seguinte, em 2004, o relatório foi retocado, e em vez de referir que o Estado português não reconhece a soberania espanhola, passou a constar que "alguns cidadãos reivindicam" a localidade da raia. Curioso é que apesar das alterações da CIA, a irrelevante cidade de Olivença, com apenas 10 mil habitantes, continua a constar nos mapas divulgados no relatório da agência norte-americana. As autoridades da Extremadura sempre consideraram o relatório de 2003 da CIA "um erro e uma demonstração de ignorância", enquanto em Portugal, pese embora a maioria dos "media" ter passado ao lado do caso, alguma imprensa chegou a qualificar como "vergonha nacional" o facto de a CIA reivindicar uma questão que os governos de Madrid e Lisboa tudo fazem para que não conste da agenda dos dois países. Martins da Cruz, enquanto ministro dos Negócios Estrangeiros do governo PSD/CDS, chegou a afirmar oficialmente que a questão de Olivença estava "congelada desde o Tratado de Viena, em 1815" e "não figura na agenda política" de Portugal.
(uma fotografia de Olivença acompanha o texto, com a legenda:"A localidade raiana de Olivença foi dada como centro da disputa territorial entre portugueses e espanhóis no anuário da CIA de 2003. Os americanos fizeram mesmo questão de inserir no mapa da Península o nome de uma localidade com...10 mil habitantes")
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FAIXA QUE RECLAMA A SOBERANIA PASSOU SOBRE AS PRAIAS DO ALGARVE no dia 27 de Agosto de 2005
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TREATY OF ALCANIZES
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Introduction
Without any doubt, in the light of history this is the most important treaty between Portugal and Spain.
The Treaty of Alcanizes was written separately, both in Portuguese and Castilian, in "letters" with various royal seals upon them, offering absolute guarantee of its undisputable authenticity.
Unfortunately, there will be "historians" disposed to raising false claims and inventions who might mislead the ordinary people of both Iberian countries, who still do not know that by the Treaty of Alcanizes Olivença was definitely recognized as part of Portugal, in exchange for Portugal giving up its rights to the lands of Arouche, Aracena and Aiamonte.
Significant Extracts from the Original Document:
"In the name of God, Amen. You may know that as many as shall see this letter, and reading it shall hear, as though it were a contention over towns, boundaries and division, deliberations and agreement between us, Don Fernando, by the grace of God King of Castile, and León and Toledo, and Dalgeciras, (etc), on one side, and Dom Diniz by the same grace of God, King of Portugal and the Algarve, on the other,"
"for reasons of these contentions above mentioned, have arisen between us many wars, and misunderstandings...which there brought about great sorrow to God our Lord..."
"to establish peace, the above mentioned King Don Fernando with Counsel... and King Dom Diniz with Counsel, for we see the need to come to an agreement, in the manner that follows,"
(1) "...let it be known; that I King Don Fernando with all understanding, and recognizing, that the Castles and Towns of the Lands 'Darronches' (Arouche) and 'Daracena' (Aracena) with all their boundaries, rights and domains, which were the kingdom of Portugal's by right and lordship...taken against your wishes by my grandfather Don Alfonso..."
"...I hand back to you these towns and Castles and within their boundaries, or exchange for them... Olivença and Campo Maior which are close to Badajoz, and São Felizes dos Galegos (near Guarda) with all their boundaries and rights and domains and with all the Lordship and Royal jurisdiction , ... and that your successors by inheritance have possession, and belong within Portugal's dominion forever,"
"Another yes I put into your Lordship and your successors of the Kingdom of Portugal forever the place called Ougela, which is close to Campo Maior."
"and take away from myself and the Lordship of my Kingdoms of Castile, and León, the said places, and all rights that there I might have had,"
"and all this I do that you give up your claims to the towns and castles of Arouche and Aracena and their territories..."
(2) "Other yes, I King Don Fernando understanding and recognizing that you have rights in places and castles of the Towns of Sabugal, Alfaiates, Castelo Rodrigo, Vilar Maior, Castel Bom and Dalmeida, Castel Melhor and Monforte, and other places of Riba-Coa, which you King Diniz hold in your possession...and that you give up the rights that you have over Valença (de Alcantara), and in Ferreira (de Alcantara), in Esparragal... and at Aiamonte and other places in Leon and Galicia."
..."I give up all rights, jurisdiction or Royal possession, mine or my successors of the Kingdom of Castile and Leon, and place it in you and in your successors of the Reign of Portugal for ever.
"These two documents, in Portuguese and in Castilian, will be kept so that we will fulfil forever, and never go against them for me, nor by others, nor law, nor council, and if anyone do so he shall be held a perjuror and a traitor, as someone who would kill the Lord, or betray Castile."
"Chronicle of King Diniz" by Rui de Pina
Translated text from Portuguese into English not to be reproduced in any form without authorization. Copyright. All rights reserved.
Men of Vision
In 1297 two leaders, two men of vision, King Diniz of Portugal and King Ferdinand IV of Castile sought to bring lasting peace and friendship between their people by sitting down together and agreeing to respect each other's rights to lands in dispute. In 2001 let Mr Guterres and Mr Aznar also do the right and honourable thing, and discuss the Olivença dispute and come to an amicable settlement, so that each country can move forward in peace and friendship and prosper together.
Rui A.M. da Silva
Grupo dos Amigos de Olivença
www.olivenca.org
2005 : 708 anos sobre o Tratado de Alcanices
Na sequência de esclarecida política diplomática, o Rei D. Dinis assinou com o Rei de Castela, em 12 de Setembro de 1297, o Tratado deAlcanices, pelo qual se fixou a fronteira entre os dois Estados peninsulares, sendo reconhecida a soberania portuguesa sobre os territórios
e povoações de Riba-Côa, Ouguela, Campo Maior e Olivença.
Os limites então estabelecidos jamais sofreram qualquer alteração, assim se constituindo a mais antiga e estabilizada fronteira nacional da Europa.
Todavia, o Estado vizinho, que em diversas ocasiões e sob variadíssimas formas questionou a existência de tais limites, ocupou, em 1801, a vila portuguesa de Olivença. Ocupação esta que permanece, indignamente, apesar das determinações e acordos internacionais
(designadamente o Tratado de Viena de 1815), apesar dos próprios compromissos assumidos pelo Estado espanhol, apesar do Direito Internacional.
Na passagem de 708 anos sobre o Tratado de Alcanices, o Grupo dos Amigos de Olivença, denuncia - como sempre o fez desde a sua fundação por Ventura Ledesma Abrantes, oliventino refugiado em Portugal, há mais de 68 anos - a ocupação daquela parcela de Portugal.
Esta associação de cidadãos que não abdicam do exercício dos seus inalienáveis direitos de intervenção pública - continuando o testemunho de tantos vultos que pugnaram pela portugalidade de Olivença, como Hernâni Cidade, Jaime Cortesão, Queiroz Veloso, Torquato de Sousa
Soares, General Humberto Delgado, Miguel Torga, Ricardo Rosa e Alberty - reclama-se, muito simplesmente, daquela que é a posição jurídico-política portuguesa, com cobertura constitucional: Portugal não reconhece legitimidade à ocupação de Olivença por Espanha, considerando que o
território é português de jure.
No momento em que se apresentam diversos candidatos a Presidente da República - garante da Independência Nacional - espera-se deles a iniciativa de trazer a debate a Questão de Olivença e a capacidade
de apresentar um programa nacional para a sua resolução.
O Grupo dos Amigos de Olivença prosseguirá animosamente os seus esforços pelo reencontro com Olivença, no respeito pela História, pela Cultura, pela Moral e pelo Direito.
Que os cidadãos portugueses, por todos os meios, exijam que a Questão de Olivença seja colocada na agenda política nacional!
Lisboa, 12-09 2005.
A Direcção*
Point of View: August 2004
http://www.panorama.gi/archive/040809/views.htm
Olivença: a case of Spain’s double standards
by Rui A M da Silva
of Olivença - Portugal Livrewww.portugal-livre.00freehost.com
The Tercentenary celebrations of Britain's possession of Gibraltar has caused fury in Madrid.
Foreign Minister Miguel Morantinos has repeatedly attacked British lack of "sensibility" and described it as "an unfriendly act".
Spain's claims that the "Rock" is the only colony in europe couldn't be more false.
It is not unusual for Spain's politicians to be hypocritical when it comes to claims to the British occupation of Gibraltar since 1704.
Of course, the manipulative Spanish press follow the government's rhetoric ad nauseum.
Conveniently, they continue to suppress the fact that Spain too has a colony in Europe.
Altough contradictory, to Spain it seems perfectly acceptable to occupy 750Km2 of Portuguese territory since 1801 in defiance of international law.
Referring to Spain's double standards, Peter Caruana, Gibraltar's First Minister, in a BBC "Newsnight" interview in April 2002 said: "...Spain is sitting on a Portuguese town called Olivença which they are treaty bound to return to Portugal, and with a similar population to Gibraltar, which they even refuse to discuss with Portugal, and here's London rewarding that Spanish attitude,...there's no logic to it."
Despite Portugal's diplomatic attempts at various times and the clear periodic statements about Spain's illegal occupation, Spain will not budge and arrogantly brushes off the issue.
ETHNIC CLEANSING
When it comes to celebrating Spanish occupation of Portu-guese territory, which happens quite often, there is not even a disguised "sensibility" any longer.
Blocking or ignoring every move by Portugal to restoring Olivença, and thus comply with its international obligations, Spain has gone through a process of blatant colonisation.
In the early years came the intimidation, threats and violence against its Portuguese population to the point that they were denied the use of their Portuguese names and forbidden to speak Portuguese not just in public but even in their homes.
During Franco's regime a programme of dispossesion and of ethnic cleasing was cruelly conducted with much of the native Portuguese population being dispersed to far flung parts of the peninsula.
Some were just summarily shot. Since then an emphasis on Spanish emigration to the occupied territory has continued to speed up castilisation so as to add strength to Spain's illegal claim and justify its annexation.
FOUNDED
Olivença was founded by the Portuguese 1228-1245. When the Castilians arrived in th region squabbles developed.
By the Treaty of Alcanices in 1297 Castile-Leon finally recognised Portugal's right of sovereignty over the territory. Through the several conflicts and wars between the two Iberian neighbours Spain always recognized the 1297 borders.
This lasted until 1801 when the corrupt and egotistical Manuel Godoy, the lover of the Spanish Queen, having previously double crossed Portuguese troops in southern France, sided with Napoleon and invaded Portugal across the Alentejo border.
Olivença was seized together with other Portuguese territories up to the Guadiana River.
Godoy's ambition was to become "Prince of the Alentejo and the Algarves", and so the "Peace Treaty" of Badajoz was duly imposed on Portugal.
Six years later, in 1807, after signing the Fontainbleu Treaty with Napoleon to partition Portugal, came the next Spanish invasion again supported by French troops.
This would effectively achieve Godoy's dream.
The fact that the destruction of a nation would more than nullify the articles of the "Peace Treaty" had no meaning.
It took almost a year for Spanish and French occupying forces to be driven out, but Olivença had to wait until 1811 when it fell to the French!
And then within months the Portuguese captured it with the help of allied British troops.
To much Portuguese "chagrin" the British comman-ding officer, Wellesley, of the allied army decided to handed it over to the Spaniards who had not even taken part in the bloody fighting!
By the decision of the European powers at the Congress of Vienna in 1815, Olivenca would be restored to Portugal.
Having first protested, Spain finally signed the Treaty in 1817.
To this day Spain refuses to comply with the Treaty of Vienna, and hangs on to the colony of Olivença.
As already seen with Spain's aggressive attitude towards Britain over Gibraltar, good relations can only exist if everything goes Spain's way.
“It's like living with a "neighbour from hell".
ARROGANCE
It is nothing short of outrageous arrogance for Miguel Moratinos to say: "It is strange in the 21st century that the military occupation of part of one member state by another should be commemorated within the European Union" .
What about Spain occupying millitarily territory belonging to another EU member: Portugal, and boasting about its occupation quite regularly?
"Europe's last vestige of colonialism" will only end when Spain stops its hypocrisy and deception, and restores Olivença, her colony in Europe, to Portugal.
If "Gibraltar is still a gaping wound," to Spain, then why can't they see that "Olivença is a gaping wound to Portugal"?
The answer my friend may just be again: "The two questions have nothing to do with one another"!http://www.uspoliticsonline.com/forums/showthread.php?t
http://www.solnet.com/06ago04/portugal/portuga1.htm
http://www.network54.com/Forum/thread?forumid
=242894&messageid=1092175279&lp=1092440974
750 Km2 deTerritórios Portugueses (em azul) de Olivença e Vila Real (Juromenha/Alandroal)
ocupados e colonizados ilegalmente por Espanha, sem respeito ao Direito Internacional.750 Km2 of the Alentejo (in blue), Olivença e Vila Real (Juromenha/Alandroal) Portugal, illegally occupied and colonized by Spain in defiance of international agreements.
TRATADO DE ALCANIZES
12 de Setembro de 1297
Sem dúvida, á luz da História este é o tratado mais importante entre Portugal e a Espanha.
O Tratado de Alcanizes foi escrito em português e castelhano em "Cartas" com vários selos Reais, dando toda a garantia da verdade e uma autencidade que é indisputável.
Infelizmente, existe "historiadores" dispostos a criar falsidades e invenções para enganar os povos dos dois países Ibéricos, que ainda desconhecem que no Tratado de Alcanizes Olivença passou definitivamente para Portugal "em troca" de Portugal desistir dos seus direitos sobre as terras de Arouche, Aracena e Aiamonte.
Documento
"En o Nome de Deos, Amen.
Sabham quanto esta Carta virem, e leer ouvirem, que como fosse contenda sobre Vilhas, Castelos, e Termos e partimentos, e posturas, e preitos antre nós Dom Fernando pela graça de Deos Rey de Castella, de Leon, de Toledo, de Galiza, de Sevilha, de Cordova, de Murça, de Jaen, do Algarve, e Senhor de Molina de hua parte, e Dom Diniz pela graça de Deos Rey de Portugal, do Algarve da outra, e por razon destas contendas de suso ditas nacessem antre nós muitas guerras, e omizios e eixessos en tal maneira, que nas terras dambos foron, muitas roubadas, e quiemadas, e astragadas, en que se fez hi muito pezar a Deos por morte de muitos homeez; veendo, e guardando,que se adiante fossem estas guerras, e estas discordias, que estava a nossa terra dambos en ponto de se perder pelos nossos pecados, e de vir a maãos dos inimigos da nossa fé, A acyma por partir tão grão deservisso de Deos, e da Santa Heygreja de Roma nossa Madre, e Tão grandes danos, e perdas nossas, e da Christandade por ajuntar paz, e amor, e grão serviço de Deos, e da Heygreja de Roma,
eu Rey Dom Fernando sobredito con consolo, e com outurgamento, e per outuridade da Rainha Dona Maria Minha Madre e do Infante Dom Anrique meu Tio, e meu Tutor, e Guarda de meus reinos, e de Dom Diego de Haro Senhor de Biscaia, e de Dom Joham Fernandes Adeantado aior de Galiza, e Dom Fernão Fernandez de Limha, e de Dom Pedro Ponço, e de Dom Garcia Fernandes de Villa Mayor, e de Dom Affonso Pires de Gosmão. e de Dom Fernão Pires Maestro de Alcantara, e de Dom Stevão Pires, e de Dom Telo Justiça Mayor de minha Caza, e de outors Ricos Homees, e Homees boos de meus reinos, e da germaydade de Castella, e de Leon, e dos concelhos desses reinos, e de minha Corte
e eu Rey Dom Diniz de susso dito com conselho, e com outorgamente da Rainha dona Izabel minha Molher, e do Infante Dom Affonso mei Irmão e de Dõ Martyinho Arcebispo de Bragaa, e de Dom Joham o bispo de Lisboa, e de Dom Sancho o Bispo do Porto, e de Dom Vaasco o bispo de Lamego, e dos Mestres do Templi, e de Aviz, e de Dom Johão Affonso, meu Moordomo Mayor Senhor de Alboquerque, de Dõ Martim Gil meu Alferez, e de Dom Joham Rodriguees de Briteiros, e de Dom Pedro Eanes Portel, e de Lourenço Soares de Valladares. e de Martim Affonso, e de João fernandes de Lima, e de Johane Meendes, e de Fernão Pires de Barbosa meus Ricos Homees, e de Johão Simhom Meirinho Mayor de minha aza, e dos Concelhos de meus Reinos, e de minha Corte,
ouvemos acordo de nos aviarmos, e fazemos aveença antre nós e esta maneira que se segue, convém a saber; que eu Rey Dom Fernando sobredito entendendo, e conocendo, que os Castellos, e as Villas de Terra Arouche, e de Aracena, com todos seus Termos, e com todos seus direitos com todas sas pertenças, que erão de direito de Portugal, e seu Senhorio, e que os ouve El Rey Dom Affonso meu Avoo de El Rey Dom Affonso nosso Padre contra sá voontade, sendo estes Lugares de direito de El Rey Dom Sancho meu Padre, e eu,
e por esso pusi com vosco em Cidade, que vos desse, e vos entregasse essas Villas, e esses Castellos, ou cambho por elles a par dos nossos Reinos, de que vós vos pagassedes des dia de Sam Miguel, que passou da Era de Mil, e trezentos, e trinta, e quatro annos atáa sex mezes; e por que volo assi nom compri, dou vos por essas Villas, e por esses Castellos, e polos seus Termos, e polos fruitos, delles, que onde ouvemos meu Avoo El Rey Dom Affonso, e meu Padre El Rey Dom Sancho, e eu outro si atáa o dia de oje, convem a saber, Olivença, e Campo Mayor, que som apar de Badalouci e Sans Fins dos Galegos com todos seus Termos, e com todos sus directos, e com todas sas pertenças, e com todo Senorio, e jurisdiçom Real, que ajades vós, e vossos successores por herdamento pera sempre tambem a possissom, come a propriedade, e tolho de mim, e do Senorio dos Reinos de Castella, e de Leon os ditos lugares, e todo direito que eu hi hey, e devia aaver, o douvolo, e ponhoo em vós, e em vossos sucessores, e em no Senorio do Reino de Portugal para sempre,
e outro si meto em vosso Senorio, e de todolos vossos successores, e do Reino de portugal para sempree o lugar, que dizem Ougella, que he cabo Campo Mayor de suso dito com todos seus Termos, e com todos seus Direitos, e com todas sás perteenças, e dou a vóz e a todos vossos successores, e ao Senorio de Portugal toda a jurisdiçom, e o direito, e o Senorio Real, que hi eu hey, e devo aaver de direito de Castella. e de Leom, e ponhoo en vós, e en todos vossos successores, e en no Senorio de Reino de Portugal para sempre, salvo o Senorio, e os Direitos, e as Herdades, e as Heyugrejas deste Lugar d'Ougella, que as aja o Bispo, e a Heygreja de Badalouci, e todalas outras couzas, que em en este Lugar, segundo, como s ouveron atá aqui,
e todas estas couzas de suso ditas vos faço, por que vos quitades vós dos ditos Castellos, e Villas de Arouche, e de Aracena, e de seus Termos, e dos fruitos, que ende ouvemos El rey Dom Affonso meu Avoo, e El Rey Dom sancho meu padre, e eu. E outro si eu El Rey Dom Fernando, entendendo, e conocendo, que vós aviades direito en aluns Lugares dos Castellos, e Villas de Sabugal, e de Alfayates, e de Castel Rodrigo, e de Villa Mayor, e de Castel Boom, e de Almeida, e de Castel Melhor. e de Monforte, e dos outros Lugares de Riba Coa, que vós Rey Dom Diniz teendes agora en vossa mão, e por que me vós partades do direito, que aviedes en Vallença, e em Ferreira, e en no Sparagal, que agora tem a Ordem d'Alcantara asá maão, e que aviades en Ayamonte, e en outros Lugares dos Reinos de Leon e de Galiza.
E outro si por que me vós partades das demandas que me faziades sobre razon dos termos, que som antre meu Senorio, e vosso por esso me vos parto do ditos Castellos, e Villas, e Lugares de Sabugal, e de Alfayates, e de Castel Rodrigo, e de Villa Maior, e de Castel Boom, e de Almeida, e de Castel Melhor e de Monforte, e dos outors Lugares de Riba Coa que vós agora teendes à vossa maãao, com todas seus Termos, e Direitos, e perteenças, e partome de toda demanda, que eu hei, ou poderia aver contra vós, ou contra vossos successores per razom destes Lugares sobreditos de Riba Coa, e de cada hum delles. E outo si me parto de todo o Direito, ou jurisdiçom, ou, Senorio Real tambem en possissom come em propriedade, come en outra maneira qualquer, que eu hi avia, e toloo de mim todo, e dos meus successores, e do Senorio dos Reinos de Castella, e de Leom, e ponoo en vós, e em vossos Successores, e no Senorio do reino de Portugal pera sempre.
E mando, e outorgo, que se per ventura alguus Privilegios, ou Cartas, ou Estrumentos parecerem, que fossem feitos antre os Reys de Castella, ou de Leom, e os Reys de Portugal sobre estes Lugares sobreditos, d'aveenças, ou de posturas, ou demarcamentos, ou em outra maneira qualquer sobre estes Lugares, que sejão contra vós, ou contra vossos Successores, e me voss o dano,ou em dano do Senorio do Reino de Portugal, que daqui em diante nom valham, nem tenham, nem ajam fermidoim, nem me possa ajudar dellas, eu, nem meus Successores, e revogoos todos para sempre.
E eu El Rey Dom Diniz de suso dito por Olivença, e por São Felizes dos Galegos. que vós amim dades, e por Ougela que metedes a meu Senorio, segundo sobre dito hé, parmotivos dos Castellos, e das Villas d'Arouche, e da Aracena, e de todos seus Termos, e de todos seus Direitos, e de todas sas pertenças, e de toda a demanda, que eu hei, ou poderia aver contra vós, ou contra vossos Successores per razom destes Lugares sobreditos, e de cada hum delles, ou dos fruitos delles, que El Rey Dom Affonso vosso Avoo, e El Rey Dom Sancho vosso Padre, e vós ouvetses, e recebestes destes Lugares e dou a vós, e a vossos Successores todo o direito, e jurisdiçom, e Senorio real que eu hei, e de direito devia aaver em esses Castellos, e Villas d'Arouche e da Aracena por quealquer maneira, que o eu hi ouvesse, e tolhoo de mim, e de meus Successores, e no Senorio do Reino de Castella, e de Leom pera sempre.
Outro si eu Rei Dom Diniz de suso dito, por que mi vós vos quitades dos Castellos, e de Villas do Sabugal, e de Alfayates, e de Castel Rodrigo, e de Villar Mayor, e de Castel Boom, e de Almeida, e de Castel Melhor, e de Monforte; e dos Lugares de Riba Coa, com seus termo; que eu agora teno á minha maão, assi como de susso dito he, quimotivos, e partomivos de todo o direito, que eu hei en Vallença, e em Ferreira, e no Esparregal, e em Ayamonte; Outro si mi vosparto de outros Lugares de todolos vossos Reinos em qual maneira quer; Outro si mi vos parto de todolas demandas, que eu havia contra vós per razom dos Termos, que som antre o meu Senorio, e o vosso, sobre que era contenda.
E eu El Rey Dom Fernando de suso dito por mim, e por todos meus Successores com conselo, e com outorgamento, e per autoridade da Rainha Dona Maria, minha Madre, e do Infante Dom Anrique meu Tio, e meu Yutor, e Guarda de Avangelos, sobreolhos quaaes pusy minhas maãos, e faço menagem a vós Rey Dom Diniz ateer, e cumprir, e a guardar todas estas couzas de suso ditas, e cada huma dellas pera sempre, e de nunca vir contra ellas per mim, nem per outrem deffeito, nem de conselo, e se o assi nom fezer, que fique por prejuro, e por traidor come quem mata Senhor, e traae Castello.
E nós Rainha Dona Maria, e o Infante Dom Anrique se suso ditos, outorgamos tosa estas couzas, e cada huma dellas, e damos poder, e autoridade a El Rey Dom Fernando pera fazellas, e prometemos em boa fé por nós, e polo dito Rey Dom Fernando, e juramos sobreolhos Saantos Avengelos, sobreolhos quaaes pozemos nossas maãos, e fazemos menagem a vós Rey Dom Diniz, que El Rei Dom Fernando, e nós tinhamos, e complamos, e guardemos, e façamos teer, e cumprir, e guardar todalas couzas sobreditas, e cada huma dellas pera sempre, e de nunca virmos contra ellas per nós, nem per outro defeito, nem de direito, nem de conselo, e se o assi nom fazessemos, que fiquemos por prejuros, e por traedores assi como mata Senhor, ou traae Castello.
E eu Rey Dom Dinis por mim, e pola Rainha Dona Izabel minha Mulher, e polo Infante Dom Affonso meu Filho, primeiro, e herdeiro, e por todos meus successores, prometo a boa fé, e jura sobreolhos Santos Avangelos, sobreolhos,quaaes pono minhas maãos, e fasso menagem a Vós Rey Dom Fernando por v´s, e por vossos successores, e a vós Rainha Dona Maria, e a vós Infante Dom Anrique de teer, e aguardar, e cumprir todas estas couzas de suso ditas, e cada huma dellas pera sempre, e de nunca vir contra ellas per mim, nem per outrem defeito, nem de dereito, nem de conselo, e se o assi nom fezer, que fique por prejuro, e por traedor come quem mata Senhor, ou traae Castello.
E por todas estas couzas sejão firmes, e mais certas, e nom possão vir em duvida, fazemos ender fezer duas Cartas em hum teor, tal ahuma come a outra, seelladas com nossos sellos do Chumbo d nós ambos los Reyes e dos seellos das Raynhas, e do Infante Dom Anrique em testemonio de verdade. Das quuaes Cartas cada huum de nós Reys devemos ateer senhas. Feita em Alcanizes sexta feira doze dias do mes de Setembro. Era de mil trezentos trinta e cinco annos.(*)
*Era de César (1297 na era Cristã)
Comentário:
Esta versão encontra-se no livro "Nos Caminhos de Olivença", do autor Carlos Luna
Há também uma versão em português e castelhano no livro "Olivenza y el Tratado de Alcañices" pelo autor espanhol Manuel Martínez Martínez
Ver:Passagem de Mais um Aniversário do Tratado de Alcanizes
12 de Setembro de 2002*
http://www.biologydaily.com/biology/Olivenza
- gives an excellent description about Portugal's claim to Olivença (in English)
http://www.absoluteastronomy.com/encyclopedia/olivenza
-refers to significant dates and events about Olivença
http://s9.invisionfree.com/Free_Olivenca_Forum/
- open to readers comments and to offer constructive argument about Portugal's just claims to Olivenca and what both countries can do to resolve this anomaly.
Novo Movimento por Portugal
http://br.groups.yahoo.com/group/movimentoperpetuo
*
Um Portugal Novo?
O Litígio de Olivença - Arquivos 2005 2004 & 2003
Olivença pelos Ares Os Espanhóis é que «descongelam» Olivença A CIA Anima o Aniversário do Tratado de Alcanizes Grupo Amigos de Olivença congratula-se com referência da CIA a "diferendo" Declarações de Martins da Cruz e as deturpações espanholasThe Dispute over Olivença...More News
*
"BREVES"
Jornal "HOY", Badajoz, 30-Agosto-2005
Jornada de reivindicación de Olivenza en el litoral de Portugal
El pasado sábado el Forum Olivença llevó a cabo, a lo largo de
todo el litoral portugués, una campaña de publicidad
titulada 'Olivença pelos Ares'. Este colectivo contrató una
avioneta, desde la que colgaba una pancarta en la que se podía
leer 'Olivença e Portugal' (Olivenza es Portugal) acompañada de una
dirección de internet. La iniciativa pretende llamar la atención a
los portugueses sobre las razones que hay según este colectivo para
reclamar Olivenza a España.
*29/08/2005
*Espanha/Portugal: A língua como elo*
Interesse pelo Português cresce na Extremadura espanhola
A Junta da Extremadura espanhola vai investir 210 mil euros no ensino do
Português no próximo ano lectivo, devido ao aumento do número de alunos
que frequenta este curso. Naquela região, o número de estudantes que frequenta o curso de Português ultrapassa já o do ensino do Francês, tendo passado de 400
para 9000 na última década.
Ouvido pela RR, Ignacio Sanchez Amor, o presidente da Extremadura
explica os motivos da aposta que está a ser feita. "A política do ensino do português faz parte de uma política mais ampla de relações com Portugal", não só relativas à fronteira, mas também no que toca à cultura e à língua portuguesas, disse.
Em seu entender, "o ensino da língua é o melhor termómetro para ver o
interesse da população em Portugal e os dados que temos são uma boa
amostra do interesse da nossa região". Contudo, adianta Ignacio Amor, faltam professores habilitados para o ensino público do Português. Foi nesse sentido que foi já assinado um protocolo com o Instituto Camões.
A Renascença procurou saber o que leva os alunos espanhóis às aulas de
Português e falou com dois estudantes. A proximidade geográfica, o turismo, o trabalho ou pura curiosidade são algumas das razões. Jesus Lopes, aluno do nível médio, resolveu aprender português porque gosta do nosso país e das suas gentes.
Já os motivos de Francisco Haut são diferentes: é electricista e vem
muitas vezes trabalhar para Portugal, pelo que a língua é um instrumento
essencial. Os dois alunos dizem não ter dificuldades em aprender o Português, até
porque visitam o nosso país com alguma assiduidade, pondo, assim, em
prática os conhecimentos adquiridos.
http://www.rr.pt/noticia.asp?idnoticia=143912http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=61&id_news=189697
Outras Notícias/Other News
Neste Mês de Setembro/This Month in September.......
01/Sep/2001
AS GOOD FRIENDS AS BEFORE
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Among those who follow today's events, there are the sceptics who say that history cannot repeat itself. As we all know there is always the exception!
Is it possible, that after more than 4 centuries, Spain under today's 'ruler' Jose Maria Aznar, is again craftily plotting the defeat and annexation of Portugal, a fellow member of the European Union?!
Paranoia? Initially you may think so, but there are several similarities to what happened in 1580 and there is growing alarm in many sections of Portuguese society..
Spanish governments have never quite disguised their desire to see the "union" of the two countries again. Now it has become an open secret even if the means to get it remains devious and deceptive. A case of being just as good friends as before.
Top businessmen have been discreetly invited to meetings in Madrid and asked to join in "shared" Spanish enterprises.
The Madrid government already has plans for the integration of the large Alentejo province, as part of the Spanish "Extremadura" region. This new region is to be called "The New Autonomous Region of Extremadura". Apparently since the plan came to light it has been shelved for "the appropriate moment" according to Spanish calculations.
There is a seemingly unstoppable drive for Spanish institutions and companies to take over or have controlling stakes in similar Portuguese businesses which are of vital national economic importance to Portugal.
Since joining the European Union, Portugal has become the biggest importer of Spanish goods, sold cheaper than homemade goods. This is damaging domestic business and causing financial loss to growers and traders in Portugal. The Spaniards say that because of the EU there are now no frontiers between the two countries. Strangely, the same is never said with regards to France.
There is pressure by Madrid to have Castilian (Spanish) taught as the first (foreign) language in schools, and be used equally alongside Portuguese where Portugal chair EU meetings. The media is being heavily influenced from across the border, and even the Portuguese Prime Minister, Antonio Guterres, has spoken publicly in Castilian!
The Spaniards strongly advocate the promotion of cross border cultural events and tourism, as well as joining together a variety of business activity. This love for the Portuguese comes under the banner of what they call: "nuestros hermanos" ("our brothers").
The Portuguese Justice system has come under intense pressure to give into Spanish demands in matters that clearly relate to their own national interests such as extradiction.
Spain has so far succeeded in taking control of the water supply they share from the main rivers crossing both countries. With so many dams being built across the border, water shortages have already resulted in Portugal seriously damaging essential crops and livelihoods. There has been a noticeable rise also in levels of pollution exceeding EU regulations in these waters coming from Spain. The electricity supply and telecommunications are probably the next targets.
At this year's "summit" between the two Iberian neighbours, among a broad front of agreement such as combatting drugs and illegal immigration, both countries agreed to work towards having a 'shared' fast trains network between Portuguese and Spanish cities and a number of new bridges to improve road links across rivers separating the two countries. Two bridges in particular, an old and a new one in the disputed territory of Olivença has created widespread media and public discussion. A state of underlying contention is building up which could sour the "friendship" between the two countries.
The catalogue of situations which demonstrate that the Spanish push is real goes on and on and is happening right now. The dream to achieve the desired centuries old imperialist goal is still alive. Spain failed to hold on to it in the past but has never given up. Remember Philip I ambitious 'Spanish Armada'?).
In 1580, taking advantage of Portugal's economic and military weakness Philip I bought off the majority of the surviving Portuguese nobility after the Ksar-el-Kebir military catastrophe in Morocco and then finally by force of arms usurped the Portuguese throne to create a Crown "union" with Spain. It happened in the 16th century and still in the 21st century Spanish ambitions incredibly remain unchanged. This time though, why use armed forces when the EU which favours the larger economies can help make it happen.
Right now Portugal is economically weak and has a growing budget deficit. Corruption is one of the highest in Europe. As for Spanish astuteness and deception it is in extremely good form. Will history repeat itself?
The following account might help readers to understand why there still exists such a deep rooted problem of distrust between Portugal and Spain:
Philip II
"Now when King Sebastian was come to the age of 4 and 20 years, the said King Sebastian at last determined to push into Africa with a great and powerful army.....and for the better accomplishment thereof he prayed his uncle King Philip of Castile to vouchsafe some aid unto him in that behalf. The King of Castile, granting his petition, promised to aid him with 50 galleys well appointed and furnished and 4,000 armed soldiers.
King Sebastian trusting thereunto, with all care and dilligence prepared his army, wherewith in the month of June 1578 he departed from Lisbon....But the King of Castile... ..not only denied his promise but also (that is far worse) caused a proclamation to be made.....whereby all his subjects were commanded upon great penalties that none of them should accompany King Sebastian in that voyage, whereof certainly there can be no other conjecture be gathered, saving only that the King of Castile, by his unmeasurable ambition and insatiable desire to have dominion, neither coveted nor hoped for any other thing that only that the young Prince King (sic) Sebastian his nephew, for want of sufficient force, should be overthrown and come to destruction in the same journey, so as thereupon the said King of Castile might by that means have opportunity to join the Kingdom of Portugal to his Kingdom of Castile or so it came to pass."
Source: Dutch documents and also found in: "Spain 1474 - 1598", by Jocelyn Hunt, published 2001, and quoted in Geoffrey Woodward's "Spain in the Reign of Ferdinand & Isabella", published 1997, page 106.
06/Set/2002, Jornal Digital
A Perigosa Tentação da Hispânia
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Correm agitados os dias em Espanha... Lutando, desesperadamente, contra a dissolução de um império interno que se esboroa, Madrid deixa-se dominar por uma incontrolável loucura, tentando proibir as consciências de aspirarem à libertação e de manifestarem a sua ânsia de independência.
Depois da fracassada estratégia terrorista dos GAL e após o insucesso da política de aculturação castelhanizante etnocida, a raiva espanhola recorre antidemocraticamente à manipulação do sistema político e à instrumentalização da magistratura. Tudo com o mesmo fim: perpetuar o poder de Castela na Península Ibérica, destruindo os legítimos movimentos libertadores que redobram os seus esforços na Catalunha, na Galiza e no País Basco.
Os momentos que vivemos são históricos na Península Ibérica. A Espanha encontra-se no momento decisivo do combate entre a desintegração nacional e a unificação total.
Apesar dos insucessos internos, o poder de Madrid cresce qual gigante com pés de barro. Afirma-se internacionalmente como média potência. Junta-se aos grandes na União Europeia. Substitui Portugal na prioridade das velhas alianças atlânticas. Expande a sua língua de colonização, do Brasil à América do Norte, reforçado-a em toda a faixa ocidental da Península Ibérica contra o galaico-português. A sua economia exportadora atinge grande prosperidade e as suas empresas assaltam toda a América Latina. Para a construção da Grande Espanha falta a recuperação dos enclaves perdidos: Gibraltar e Portugal...
Enquanto isso, deteriora-se a Casa Lusa e dissolve-se a Consciência Nacional Portuguesa. Sente-se no ar um sentimento de "Finis Patriae". O abutre espanhol já regurgita. E os tradicionais amigos de Castela já ensalivam e limpam as imundas unhas, esperando o repasto da famigerada União Ibérica: Há empregos e pingues proventos em perspectiva e há a ilusão de um Portugal maior dentro de uma Espanha que o espera deglutir e depois defecar. Alguns, apesar de tudo, são bem intencionados: até se julgam patriotas quando defendem tal funesta união. E descrentes no País que lhes deu vida, não vêem traição na destruição do sonho dos seus avós, nem perlustram aleivosia no escárnio que lançam sobre os avisos que lhes deixaram os seus maiores quanto aos insaciáveis apetites de Castela...
Nem os que não sentem remorso em vender a Mãe-Pátria, nem os que puerilmente não enxergam os perigos que espreitam Portugal e começam a defender despudoradamente a União Ibérica entendem a impossibilidade do trágico sonho que acalentam: Castela não quer nenhuma União Ibérica! Pretende apenas construir na Península uma entidade política unitária cujo desiderato prefigurou há algumas centúrias no nome latino "Hispania" que malevolamente prenuncia a destruição da dualidade estadual que os Portugueses souberam impor durante séculos mas que ela sempre pretendeu transformar em irrevogável unidade, imposta a todo o território cispirenaico, formando a Grande Espanha, onde, de Portugal, não subsista nem representatividade política, nem identidade colectiva e, de preferência, nem sequer língua, e onde os portugueses não sejam senão galegos de segunda também eles transformados em castelhanos de terceira...
Não tenhamos dúvidas! Portugal ou existe como Estado Livre e Independente ou não passará de mais uma das realidades históricas que tiveram existência política na Península Ibérica, mas que irremediavelmente desapareceram!...
Não bastará a lição dos Catalães, dos Bascos e dos Galegos que não querem ser nem pertencer à Espanha para termos vergonha de defendermos agora que queremos ser ou pertencer a essa mesma Hispânia Castelhanizada?
Na Península Ibérica é perigoso viver descurando as lições da História e fechando os olhos aos intentos de quem está ao nosso lado. E não há lugar para quimeras. Há espaço para Portugal se o desejarmos e se fizermos por conservar os ensinamentos e as estratégias de sobrevivência que os nossos antepassados nos legaram. União? Façâmo-la com Nós mesmos ou quando muito com a Galiza, onde há séculos vive um povo étnica e linguisticamente nosso Irmão, ou com os países que tendo descendido deste milenar Povo, falam, pensam e sentem em Português.
Com Espanha só há que partilhar o que a Geografia nos impôs como insuperável fatalidade: o mesmo chão e os mesmo rios. E sabemos quantos problemas apenas isso já nos traz....
Há que ter lucidez! Só no bíblico Reino dos Céus o cordeirinho brinca alegremente com o leão e a criança põe o dedo na toca da serpente... Nós, Portugueses, já cá andamos há tempo suficiente para termos cuidado e sobretudo para termos juízo!...
Mário Rui Simões Rodrigues
09/September/2001
Guterres and Aznar meet in Madeira
After Guterres' visit to Brasil, now the Portuguese Prime Minister will meet his Spanish counterpart, José Maria Aznar during the last weekend in September. The place chosen by Gutterres, the "floating garden of the Atlantic", Madeira, was previously visited by Guterres 2 years ago, and Aznar spent his honeymoon there.
Both leaders will arrive on Friday, 28 September. Guterres will be accompanied by his wife, Catarina Vaz Pinto, and Aznar will bring his wife and 3 children. Apart from a certain amount of sightseeing that they are expected to do, they will be getting down to business of common interest to the 2 Iberian countries.
It is usual at these meetings not only for serious issues concerning both countries to be discussed such as the distribution of the water from the rivers which rise in Spain but run through Portugal, the growing problem of illegal immigration and the fight against drug trafficking. Also, common strategies will be high on the agenda as far as the European Union is concerned.
This is an ideal opportunity (and possibly the last) in the light of recent events about the Olivença dispute, a possible vote of no confidence in the next Parliament, and the recent call for General elections sometime next year, to put words into action. Last December he was reported in the national papers to have said "We have assumed the authority to confront disputes, not to conceal them and to present the necessary measures to correct injustices" and emphasised, "even if those injustices have lasted for decades, it is never too late to correct them". Why is it that Mr Guterres does not show the same attitude when it comes to the dispute over Olivença?
("Assumimos a capacidade de enfrentar questões, de não as esconder e de apresentar as medidas necessárias para corrigir injustiças", salientando que "mesmo que essas injustiças durem há décadas, nunca é tarde para as corrigir".)
Rui A.M. da Silva
Main source: Diário de Notícias (Madeira)
Another Anniversary of the Treaty of Alcanizes - 12 September 2002
"Following a clear diplomatic policy developed by King Diniz, the Portuguese monarch met with King Ferdinand IV of Castile, on 12 September 1297, in the Leonese town of Alcanizes and there both signed an agreement that fixed the actual borders between the two Iberian peninsula countries.
Effective through the Treaty of Alcanizes, Portuguese sovereignty was recognized over the territories and villages of Riba-Côa, Ouguela, Campo Maior and Olivença.
Except for small changes later, without significance, the limits then established, have never undergone any alteration, and so constituting the oldest, established national frontier in Europe.
However, it is appropriate to state here that Castile/Spain, since then, on several occasions and in many varied ways, has demonstrated to be her policy to question the existence of these limits, if not even the very existence of Portugal as an independent entity.
Along these lines we can present for example, the glaring and the problematical, through the warlike taking, by the Spanish State, of the Portuguese town of Olivença.
In fact, despite the decisions and international agreements, and namely the Treaty of Vienna of 1815, despite the very commitments accepted by Madrid, despite, finally, International Rights, Spain continues to occupy that part of Portugal, in an exuberant contradiction of the words of good neighbour relations and friendship with which she likes so much to greet us...
In passing 705 years since the Treaty of Alcanizes, the "Grupo dos Amigos de Olivença", identifying itself with the feelings of the Portuguese people, reaffirms its unceasing struggle for the return of Olivença to Portugal, for the respect due to History, the Culture and to Rights.
With the certainty that Portuguese leaders are sensitive to the interests of defense and national rights, the " Grupo dos Amigos de Olivença" exorts all citizens that, by all means, demand that the Question of Olivença be placed immediately on the Luso-Spanish political agenda.
Lisboa, 11-09-2002.
Grupo dos Amigos de Olivença (Casa do Alentejo) - Rua Portas S. Antão, 58 - 1150-268 Lisboa. Tlm: 96.7431769
Press Release from the Grupo dos Amigos de Olivenca
12/Set/2002
Letter Handed in at Spanish Embassy by "Forum Olivença"
Your Excellency, The Ambassador of Spain in Lisbon
Today, 12 September 2002, we celebrate 705 years since the integration of Olivença under Portuguese sovereignty, as a consequence of the Treaty of Alcanizes, agreed between Portugal and Castile in 1297.
201 years ago, after more that 500 years of undisputable Portuguese administration, Spain, treacherously, and without honour for herself took possession of that inseparable parcel of Portugal. And despite the treaties and commitments contracted afterwards, has failed to return it to Portugal, its legitimate and unquestionable owner, 600 Kms2 of Alentejan soil illegally integrated into Spain
Taking the opportunity of this event, the "Forum Olivença" wants to remind the Spaniards and the Portuguese of this intolerable scandal and the cause for discord in the relations between the two (Iberian) peninsula countries.
The Spanish State occupied Olivença and undertook a violent Spanish colonisation and elimination of the native Portuguese. We, this historic day, symbolically, have decided to bring it to Portuguese memory in the Portuguese capital, this Spanish happening, changing the name of "Spain Square" to "Olivença Square".
The occupation of Olivença is an affront and insult that the Portuguese cannot forget and an enormous shameful act that honourable Spaniards should not tolerate!
With consideration we sign, The Coordination
12/Set/2002
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"Praça de Espanha" Transformada em "Praça de Olivença"
O "Forum Olivença", associação fundada no passado dia 4 de Agosto em Olivença, transformou hoje a "Praça de Espanha" em "Praça de Olivença", de modo a chamar a atenção da opinião pública para a ocupação do território de Olivença pela Espanha.
Este evento ocorre no dia em que se celebram 705 anos sobre a assinatura do Tratado de Alcanizes, pelo qual Olivença passou a estar integrada no território nacional.
Ainda hoje, o "Forum Olivença" entregará na Embaixada de Espanha uma Carta lembrando a ocupação deste território.
CARTA ENTREGUE NA EMBAIXADA DE ESPANHA
Excelentíssimo Senhor Embaixador de Espanha em Lisboa
Hoje, 12 de Setembro, celebramos 705 anos da integração de Olivença no espaço de soberania portuguesa, em resultado do Tratado de Alcanizes acordado entre Portugal e Castela em 1297.
Há 201 anos, depois de mais de 500 anos de indisputada administração portuguesa, a Espanha, traiçoeiramente e sem honra para si própria, apoderou-se daquela parcela inalienável de Portugal. E apesar dos tratados e compromissos que posteriormente contraiu, continua por devolver a Portugal, seu legítimo e indiscutível proprietário, 600 Km2 de superfície de solo alentejano ilegalmente integrado em Espanha.
Aproveitando este evento, o Forum Olivença vem lembrar aos Espanhóis e aos Portugueses este intolerável escândalo e este motivo de discórdia nas relações entre os dois países peninsulares.
O Estado espanhol ocupou Olivença e empreendeu nele uma violenta espanholização e eliminação das suas lusas gentes. Nós, simbolicamente, neste dia histórico, decidimos aportuguesar uma lembrança espanhola na capital portuguesa, mudando o nome da "Praça de Espanha" para "Praça de Olivença".
A ocupação de Olivença é uma afrontosa injúria que os Portugueses não esquecem e uma gigantesca vergonha que os honrados Espanhóis não podem tolerar!
Atenciosamente nos subscrevemos, A Coordenação
Informação OlivençaNet Serviço informativo independente e gratuito sobre Olivença
12/Set/2002 - TEXTO DE PUBLICAÇÃO LIVRE
CONFLITO INTERNACIONAL DE OLIVENÇA
17/Set/2002
Forum Olivença Critica MNE Português
Na sequência da intervenção do MNE de Marrocos, Mohammed Benaissa, que no passado dia 14 afirmou, na 57.ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, que o seu país considera prioritária a recuperação da soberania sobre Ceuta e Melilha, e após a intervenção da MNE espanhola, Ana Palácio, a 17 de Setembro, na mesma sessão da ONU, na qual defendeu uma solução para Gibraltar no respeito pela alegada integridade territorial espanhola, o “Forum Olivença”, associação recentemente fundada, critica vigorosamente o silêncio e a “falta de coragem” do MNE português, António Martins da Cruz, por não ter «feito qualquer alusão à Questão de Olivença» no seu discurso naquela assembleia.
O Forum Olivença lamenta «profundamente que Portugal, comparativamente com Marrocos ou com a Espanha, tenha dado ao Mundo a imagem de um Estado incapaz de afirmar os seus legítimos interesses e de defender os seus mais indeclináveis direitos» e repudia «a hipocrisia do Estado espanhol» que, na sua opinião «continua a revelar uma escandalosa incoerência ao alegar a sua integridade territorial na defesa da recuperação de Gibraltar ao mesmo tempo que nega tal princípio nos casos de Olivença, Ceuta e Melilha».
Para lembrar a Questão de Olivença, no passado dia 12, o Forum Olivença alterou simbolicamente o nome da “Praça de Espanha” para “Praça de Olivença”, acto que constituiu a sua primeira aparição pública.
Informação OlivençaNet - www.olivenca-net.com
21/Set/2002
Ainda a "Entrevista" de Maria João Avillez com José María Aznar, na Revista do 'Expresso' do 21 de Setembro 2002
Alguns recortes de maior interesse para os Portugueses:
MJA:Vamos começar pela Cimeira Ibérica, que ocorrerá dentro de dias em Valência reunindo os primeiros-ministros de Portugal e da Espanha e ministros de ambos os países. O que tem em cima da mesa sobre este assunto? Ou... trata-se de um rotineiro cumprir de calendário?
AZNAR:Não, de modo algum. Para mim, Portugal é absolutamente prioritário. É prioritário para Espanha; as relações entre os dois países vivem um bom momento, estão a correr muito bem. Temos, aliás, a possibilidade de concluir um convénio de cooperação transfronteiriça muito importante, que se encontra pendente. E sabe que pela primeira vez se juntarão a nós os ministros da Defesa de ambos os países? Além disto, temos de tomar as decisões para arrancar com o Mercado Ibérico da Electricidade, em Janeiro de 2003.(*) Ou seja: será uma reunião que tem lugar num momento muito importante, basta pensar na situação europeia e na internacional, e por isso vamos tirar o máximo partido dela. Estou igualmente certo que o desejo do Governo português e do primeiro-ministro Durão é também este.
MJA:Indo um pouco mais fundo: no que toca às relações entre os dois países, que solicita mais a sua atenção ou as suas preocupações?
AZNAR:Portugal e Espanha partilham de um espaço geográfico, o que desde logo cria muitas boas oportunidades. Partilhamos interesses políticos, económicos, de segurança; temos muito a ganhar conjuntamente. Mas o que também temos é de falar abertamente, como vimos a fazer. E agimos sinceramente, sabendo que vamos estar de acordo, não necessariamente em tudo, mas no que é mais prioritário. Estaremos de acordo quanto ao mais importante e com confiança. Por exemplo, na terça-feira passada, o primeiro-ministro Durão esteve em Washington e eu tive também a oportunidade de falar com Bush, pelo telefone. Mantivemos uma boa troca de impressões sobre a situação internacional. Portanto trata-se de uma relação estreita, fluida e sincera.
MJA:Quando diz que não há acordo em tudo entre Portugal e Espanha, estava a pensar em quê, concretamente?
AZNAR:Bom, pode haver momentos, pode haver assuntos...
MJA:...quais?(pausa)
AZNAR:...em linhas gerais, na maioria das questões há uma visão comum das coisas entre Espanha e Portugal e isso é muito bom, é o que conta. Tantos anos passados, tantos séculos a viver histórias cruzadas, chegámos à conclusão, feliz e inteligentemente, que temos muito mais vantagens se actuarmos conjuntamente.
MJA:O facto de manter relações pessoais muito amigáveis com Durão Barroso e de ambos pertencerem à mesma família política facilita automaticamente o debate da agenda política, ou José Maria Aznar é capaz de esquecer isso porque para si o que conta são as relações entre os dois Estados?
AZNAR:As relações de Estado a Estado devem prevalecer acima de tudo. O que se passa é que há factores de carácter pessoal, de identificação pessoal que podem facilitar as coisas. A minha comunicação com o primeiro-ministro Durão é fácil e fluida como o foi, aliás, também com António Guterres...
MJA:Estavam ambos na célebre boda da sua filha, na semana passada...
AZNAR:...sim, claro, porque são dois bons amigos. Houve, evidentemente, no passado, diferenças políticas com António Guterres, o que não impediu que se tenha feito um bom trabalho. E agora com Durão Barroso, para além das boas relações e da amizade pessoal, existe também a identidade política.
AZNAR:Somos o maior investidor do mundo na Argentina, ajudámos os nossos amigos argentinos em tudo o que pudemos, mas... E quando houve alguns problemas no Brasil, a Espanha ressentiu-se e Portugal igualmente porque também é aí um grande investidor. Mas a percepção europeia da América Latina mudou com a entrada de Espanha e Portugal na União Europeia. Mudou para melhor. E Espanha e Portugal têm uma responsabilidade especial. Para todo o mundo latino-americano a presença de Espanha e Portugal na UE é fundamental — são a ponte entre o Mercosul e a Europa — e quem analise a situação latino-americana na Europa antes e depois da entrada de Portugal e de Espanha na UE verá que a diferença é muito grande. Há muito a fazer, mas a diferença é grande.
(em conclusão)
MJA:Diz-se que é demasiado frio, racional. Isso ajudou-o?
AZNAR:Gosto de pensar sobre as coisas. Reflicto, dedico muito tempo à reflexão. E gosto muito de ouvir as pessoas. Ao ouvi-las aprende-se sempre alguma coisa, nascem ideias novas. E em última análise há que não esquecer que a política é persuasão, é entendimento. Mas a política é entendimento com base num critério pessoal. Se não há critérios para as coisas, é impossível. A tolerância nasce do critério. Da aproximação de critérios. Quando não há critério, nasce a intolerância. Os acordos nascem por existirem critérios. E o maior risco que pode ha